terça-feira, 23 de junho de 2020

Lançamento: Kick-Ass: A Miúda Nova Vol.1



A série Kick-Ass, de Mark Millar, está de regresso à banda desenhada em português. A G. Floy acaba de editrar Kick-Ass: A Miúda Nova Vol.1.

Abaixo encontram a nota de imprensa da editora e respetivas imagens promocionais.

Kick-Ass: A Miúda Nova Vol.1, de Mark Millar e John Romita Jr.

KICK-ASS está de regresso!

Os piores criminosos do Novo México precisam de uma lição, e Kick-Ass acaba de chegar para lhes ensinar uma ou duas coisas. Mas há uma cara nova por baixo da máscara antiga, e uma figura nova dentro daquele fato de mergulho verde e amarelo famoso. Um soldado que acabou de chegar dos horrores da guerra, e encontrou as ruas da sua cidade natal mergulhadas numa batalha. Uma heroína que serve à mesa de dia e combate o crime à noite. Uma nova Kick-Ass, com uma família para alimentar e um bairro que precisa de uma limpeza. Apresentamos a Sargento Patience Lee, a vossa nova super-heroína preferida. Conseguirá esta mãe sozinha equilibrar a sua vida familiar com a sua nova carreira como vigilante nocturna combatente do crime? Ou será que a sua luta contra os gangues e homicidas da sua cidade vai chegar demasiado perto da sua casa?

Duas lendas dos comics, MARK MILLAR e JOHN ROMITA JR. voltam a juntar-se para mais um capítulo do maior super-herói de todos os tempos!

“Aquilo que posso dizer é que esta nova Kick-Ass não é para brincadeiras, nem humorística como o primeiro Kick-Ass. A primeira encarnação da personagem, Dave Lizewski, era um fã de comics, um geek completamente perdido e fora do seu elemento quando se transformava em Kick-Ass. Mas esta nova versão não anda à procura de fama ou de ser fixe ou de se tornar viral na net. Patience Lee é uma personagem com problemas bem reais, e com que a maioria das pessoas - e certamente a maioria das mulheres - conseguirão simpatizar facilmente.”
Ian Cullen - SciFi Pulse

A nova versão de Kick-Ass é uma história que pode ser lida sem qualquer referência às anteriores versões da personagem. E, apesar de ser um regresso dos criadores originais, a arte de Romita ganha aqui uma dimensão nova com o excepcional trabalho de Peter Steigerwald, que combina uma arte-final complexa, e uma paleta de cores extraordinariamente adequada ao comic, num misto de cor directa com pouco traço (sobretudo em fundos e flash-backs), e de arte-final clássica. 

Ficha técnica
Kick-Ass: A Miúda Nova Vol.1
Autores: Mark Millar e John Romita Jr
Editora: G. Floy
Páginas: 160, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 16€

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Análise: Uma Aventura de Blake e Mortimer - O Último Faraó



Uma Aventura de Blake e Mortimer - O Último Faraó, de Jaco Van Dormael, Thomas Gunzig, François Schuiten e Laurent Durieux

Se a publicação de um novo livro de Blake e Mortimer é sempre um motivo de euforia para os muitos fãs que esta série de banda desenhada tem, é de notar que este O Último Faraó, sendo uma obra de grande qualidade e uma homenagem ímpar às personagens de Edgar P. Jacobs, também revisita novos universos, traçando – para o bem e para o mal – um caminho que se afasta sobejamente dos livros desta série clássica.

De facto, esta obra parece transportar-nos mais para o universo de As Cidades Obscuras, de Schuiten e Peeters, do que, propriamente, para um livro clássico de Blake e Mortimer. E não que haja algum mal nisso. Porém, aviso os fãs de Blake e Mortimer que pode haver uma possível desilusão, se aquilo que procuram é mais uma aventura da famosa dupla. Já se, por acaso, existirem leitores que sejam fãs do universo ilustrativo de Schuiten e da série Blake e Mortimer, ao mesmo tempo – e certamente, haverão muitos! -, então este álbum reveste-se da maior obrigatoriedade possível. 

A história leva-nos a uma aventura, que vai buscar um fio condutor a O Mistério da Grande Pirâmide, uma das histórias mais célebres da dupla Blake e Mortimer. Neste O Último Faraó, o protagonisto é quase na totalidade de Mortimer, relegando Blake para funções mais secundárias na narrativa. Destaco que uma coisa que me fez alguma confusão foi o facto de Blake estar muito mais envelhecido do que Mortimer. Mortimer está mais velho, sim, mas Blake parece uma personagem verdadeiramente idosa, em comparação com Mortimer. 

A narrativa decorre numa Bruxelas destruída e abandonada, após a libertação de uma energia de origem desconhecida, cuja radiação coloca em risco toda a humanidade. Mortimer é pois, a pessoa que encabeça o empreendimento de enfrentar esta ameaça, com toda a sua inteligência e pensamento crítico. Para tal, tem que ir até ao ponto central de onde esta energia é emanada: o Palácio da Justiça – aquele que será, por ventura, o edifício mais notável e emblemático, não só da cidade de Bruxelas, como de toda a Bélgica. Este edifício, diga-se, tem uma importância tão grande na obra que é quase como se fosse uma personagem per si.

O ritmo da narrativa é algo lento – e mais uma vez, isto remete-nos para As Cidades Obscuras – com a personagem central a embarcar numa viagem pelo sobrenatural e pela ficção científica, assente numa realidade paralela que é propiciada, essencialmente, pelos sonhos de Mortimer, que martirizam a personagem e a levam a locais e encontros oníricos. Mas, à medida que a história vai avançando, há momentos de maior tensão e o ritmo narrativo avança significativamente, também.

Uma das coisas que mais gostei neste livro foram as questões que esta história tem a capacidade de levantar, nas mentes dos leitores. Quão dependentes estamos de uma sociedade que funciona a mil à hora, sem quaisquer oportunidades de abrandamento? Consegue o mundo respirar da forma como é explorado pela humanidade? Consegue a própria humanidade respirar? E se algo pára? Que capacidades temos para reagir? Como o faremos numa situação in extremis? Especialmente na época que (ainda) estamos a viver, causada pela pandemia de covid-19, que fez o mundo parar durantes uns meses e trouxe à baila uma reflexão mais profunda sobre a forma como estamos a viver, a leitura deste livro reveste-se, ainda mais, de significados secundários que serão, a meu ver, tão ou mais pertinentes do que a história mais linear que nos é dada nesta obra. 

Os livros de Schuiten sempre foram mais para pensar e para racionalizar, do que, propriamente para passarem emoções ao leitor. E, também aqui, isso acontece. Mesmo podendo ser uma história algo fria, do ponto de vista emocional, é uma história bem construída e que nos leva a pensar. Mais do que dizer: “este livro sensibilizou-me”, aquilo que acabamos por dizer quando acabamos a sua leitura é: “este livro fez-me pensar um pouco”. Para isso contribuiu a participação de vários nomes na elaboração da obra. Schuiten não esteve sozinho e foi ajudado no argumento por Jaco Van Dormael e Thomas Gunzig.

As ilustrações de Schuiten são absolutamente incríveis, especialmente em termos de ambientes e de arquitetura. Aliás, por vezes, Schuiten até me parece mais um arquitecto (e/ou um engenheiro) do que, propriamente, um ilustrador de banda desenhada. As suas ilustrações de ambientes atingem uma capacidade de detalhe singular, que são um mimo para os olhares atentos. Não obstante, e mesmo sabendo que esta afirmação poderá ser polémica para grande parte dos leitores que me lêem, não fico tão maravilhado com as ilustrações das personagens que este autor faz. Mesmo reconhecendo que o seu estilo é muito próprio – e isso merece, desde logo, as devidas vénias – a verdade é que nos seus livros todos, as personagens parecem-me sempre algo frias e pouco expressivas, o que faz com que se pareçam mais com bonecos de cera do que com figuras humanizadas. É o seu estilo, bem sei. No entanto, tratando-se de um livro de Blake e Mortimer, bem mais baseado nas personagens do que nas construções ou ambientes, penso que é uma coisa menos bem conseguida nesta obra. Apenas porque, repito, não considero que o nível de excelência de Schuitten na caracterização das expressões emotivas das personagens, seja tão bom como o é nos cenários e objetos. E, em Blake e Mortimer, talvez se pedisse mais no departamento das expressões das personagens.

Onde o livro é muito forte também, é nas cores, que são asseguradas por Durieux. Se há algo que, à semelhança do traço de Schuiten, eleva este livro a um objeto de arte é, sem dúvida, a componente cromática que habita nestas páginas. O ambiente é muito próprio, com cores que são exatamente aquilo que a história pedia. Mas mais do que isso, as cores conseguem realçar da melhor forma o traço de Schuiten. E isso é sempre digno de menção. Destaque para a capa do álbum, que é espetacular em termos de concepção, ilustração e de aplicação de cores.

Relativamente à edição por parte da editora ASA, devo dizer que está impecável. O papel é bom, a qualidade da impressão também e o design do livro é fiel ao livro original, em francês. É, também, um objeto bonito para se ter numa boa coleção de banda desenhada.

Em conclusão, e dito de uma forma muito linear, este é um livro que se for visto como "um livro que presta homenagem a Blake e Mortimer", é uma obra estupenda da banda desenhada. No entanto, se for visto como “mais um livro de Blake e Mortimer” ou como "uma continuação da série", terá um sabor agridoce para muitos fãs, não obstante a sua qualidade.

Uma coisa é certa: pode não ser perfeito mas a qualidade está lá, com uma história pertinente para os dias de hoje e com uma arte ilustrativa singular, carregada de virtuosismo técnico. 


NOTA FINAL (1/10):
8.5

Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020

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Ficha técnica
Uma Aventura de Blake e Mortimer - O Último Faraó
Autores: Jaco Van Dormael, Thomas Gunzig, François Schuiten e Laurent Durieux
Editora: Asa
Páginas: 96, a cores
Encadernação: Capa dura

domingo, 21 de junho de 2020

À Conversa Com: G. Floy Studio - Novidades para 2020



Hoje no À Conversa Com: foi a vez de falar com José Hartvig de Freitas, Editor da G. Floy Studio, que amavelmente compartilhou o ambicioso plano editorial da editora, até final do ano.

Para além da continuação de séries em andamento, tais como Harrow County, Descender, Criminal, Gideon Falls ou Novos X-Men, a G. Floy Studio lançará as séries The Old Guard, StumptownBlack Magick. Todas de Greg Rucka. Lançará ainda o volume auto-contido de Jeff Lemire, entitulado Berserker Unbound. 

E há duas novidades que estavam no segredo dos deuses até ao dia de hoje e que foram avançadas ao Vinheta 2020 em primeira mão! Uma delas é uma história que roça o sobrenatural e o erótico, da autoria de Brian Azarello, e que dá pelo nome de Faithless. E a segunda novidade consiste num clássico da banda desenhada, com mais de 500 páginas: Moonshadow, escrito por J. M. DeMatteis.

Não percam esta pertinente conversa, onde José Hartvig de Freitas, fala abertamente dos planos da editora, das dificuldades causadas pelo covid-19 e do próprio funcionamento da G. Floy Studio.

Uma entrevista mais do que interessante, que podem ler abaixo. 

1. Como tem a G. Floy superado os constrangimentos sofridos com a pandemia de Covid-19? Quais têm sido as maiores dificuldades e que estratégia tem a Editora adotado?
O principal problema que enfrentámos foi, obviamente, o facto de os nossos principais clientes (Fnac, Bertrand, etc...) terem estado fechados, e agora que se iniciou o desconfinamento, estarmos a assistir a um recomeçar muito tímido em termos de vendas e de encomendas por parte dos clientes.

Fizemos um esforço para manter um fluxo de facturação constante, fazendo promoções para vendas online, e tivemos a satisfação de ver que os nossos fãs corresponderam bem, e encomendaram MUITOS livros, nunca pensámos que conseguíssemos vender tanto directamente. Alguns dos nossos clientes mantiveram o seu trabalho, e nomeadamente a Wook aumentou muito as suas encomendas. Como somos uma editora com poucos custos fixos, as coisas não foram dramáticas, e no geral podemos dizer que passámos bem este período.

Dito isto, se as vendas levarem muito tempo a recuperar para o nível anterior - que já não era particularmente bom - as coisas podem complicar-se. Temos a vantagem de estarmos “acoplados” aos nossos colegas na Polónia, e de lá as coisas terem corrido bastante melhor (quase não perdemos vendas em termos absolutos lá). Esperamos agora que os nossos clientes reabram completamente, e claro, que os leitores recomecem a ir às livrarias comprar. Vamos também continuar a apostar nas vendas online, mas queremos ter algum cuidado na nossa gestão do relacionamento com as livrarias, porque não queremos ganhar essas vendas online à custa da diminuição das vendas nos nossos clientes.

2. Apesar das dificuldades, a Editora lançou já em pleno surto de Covid-19 bastante banda desenhada, como The Wicked + The Divine vol. 4: Escalada; Roughneck - Um tipo duro; Criminal - Livro Três ou os Novos X-Men Vol. 1 - E de Extinção. Podemos por isto concluir que a G.Floy conseguiu manter o seu plano de lançamentos de banda desenhada para o primeiro semestre de 2020? Ou alguns títulos/séries tiveram que ser descartados ou adiados?
Muitos desses livros já tinham sido lançados antes (entre finais de Novembro e Março), simplesmente dado o nosso sistema de distribuição em fases (primeiro em bancas, e só dois a três meses depois em livrarias), alguns desses livros foram cair durante o período da pandemia. Os únicos livros que lançámos na altura como novidade absoluta foram o Roughneck e o Criminal Livro Três, que foram também os nossos motores de venda online durante o confinamento.

O que é preciso ter em conta é isto: nós TEMOS de imprimir junto com os nossos colegas Polacos, e na Polónia o mercado manteve-se mais ou menos estável e não podíamos parar de imprimir os livros. Conseguimos um acordo com a nossa gráfica para espalhar pelo tempo o pagamento da meia-dúzia de livros que imprimimos em português nessa altura, mas continuámos sempre a produzir os livros, porque não podemos prejudicar o ritmo de lançamento dos nossos colegas polacos.

A nossa maior atrapalhação foi que acumulámos uns 6 ou 7 livros para enviar para livrarias agora em Junho (tinham sido distribuídos no início do ano em bancas, e por causa do confinamento não começaram a ir para livrarias quando deviam ter começado a ir, em Abril) e em simultâneo 6 novidades que foram para bancas entre Maio e Junho (ainda estão a sair neste momento).

E, infelizmente, e para preservar a tesouraria da empresa, e dado também que as vendas em Portugal estavam já numa trajectória descendente, há séries que acabaram por ser canceladas e que só sairão na Polónia. Porque não nos podemos dar ao luxo de estar a imprimir livros que vão levar um ano a pagar-se, e a ter o dinheiro empatado sob a forma de paletes no armazém, nesta altura. Assim, 2 ou 3 coisas que sairão na Polónia, não sairão cá, títulos que achámos que cá iriam vender mais devagar.

3. Quais são os novos lançamentos que os leitores de banda desenhada poderão esperar no segundo semestre de 2020?
Iremos publicar em breve o nosso plano para a segunda metade do ano, mas obviamente, iremos continuar as séries que temos em curso. Descender e Harrow County terminarão entre Julho e Setembro, nos seus volumes 6 e 8, respectivamente, que vai marcar mais uma série de colecções nossas terminadas, e continuaremos também com Criminal, Gideon Falls e Novos X-Men. Como séries novas posso confirmar que se resolveram finalmente os problemas contratuais com os agentes do Greg Rucka, e que The Old Guard e Black Magick estão ambos a caminho, mas vamos dar prioridade a The Old Guard, cujo filme estreia para o mês na Netflix. Vamos estrear também a série Stumptown (também de Rucka), que deu origem à série de TV que está neste momento a passar na Fox. E teremos também um volume auto-contido de Jeff Lemire, com arte de Mike Deodato, Berserker Unbound. Contamos lançar um total de cerca de mais 15 a 17 livros este ano. Para mais novidades, vejam a última pergunta!

4. Há alguma série ou livro que possa ter ficado para o próximo ano, devido ao estado pandémico que atingiu Portugal?
Exceptuando aqueles livros que decidimos simplesmente não fazer cá, os atrasos ou adiamentos têm mais que ver com a situação nos EUA do que cá. Em primeiro lugar, porque tem levado muito tempo a negociar séries e títulos, os agentes estiveram em layoff ou fora dos escritórios, e muita coisa está a levar muito tempo. É o caso, p.ex. do terceiro volume de Moonshine, que estávamos quase certos de conseguir lançar este ano, mas que talvez deslize para o próximo porque ainda não recebemos os contratos. E o outro factor tem que ver com séries que viram a sua edição suspensa durante alguns meses nos EUA, e que por causa disso atrasarão cá também. É nomeadamente o caso da conclusão de Outcast, que tínhamos esperança de lançar este ano, e de Saga cujo relançamento está atrasado por causa disso (mas Saga provavelmente teria sido sempre um lançamento para 2021). Possivelmente, Black Magick de Greg Rucka será também apenas agendado para o início de 2021.

5. Por último, há alguma série surpresa que ponderem lançar ainda este ano e que queiram dar a conhecer, em primeira mão, aos leitores do Vinheta 2020, através desta entrevista?
Temos duas novidades que ainda não estavam anunciadas e estavam no “segredo dos Deuses”. Em primeiro lugar, iremos lançar Faithless, uma história entre o sobrenatural e o erótico, escrita por Brian Azzarello, e desenhada pela artista catalã Maria Llovet, uma série que teve bastante impacto nos EUA.

E iremos lançar um grande clássico, numa edição ENORME de mais de 500 pgs, o integral de Moonshadow, escrito por J. M. DeMatteis no final dos anos 80, o primeiro comic US que foi integralmente pintado, com arte de Jon J. Muth, e Kent Williams e George Pratt. É uma das primeiras “novelas gráficas” dos comics americanos - ou mega-romance gráfico, dado o tamanho! - e teve um imenso impacto. É uma espécie de clássico esquecido, que recebeu recentemente uma nova edição, que é a que vamos editar nós também. Originalmente saiu na Epic, o selo editorial da Marvel em que saíam os comics que não eram de super-heróis, e onde foram publicadas algumas das BDs mais arrojadas dessa época, e passou mais tarde para Vertigo, onde atingiu enorme popularidade. Um romance gráfico poético e filosófico, e visualmente inovador, que marcou uma época. 

Lançamento: Aqui já houve algo...



Recentemente chegou-nos a boa notícia deste lançamento da editora Polvo. Trata-se de Aqui já houve algo..., do autor alemão, Flix. A Editora esclarece que embora o livro até tenha sido publicado no mês de março, só a partir deste mês de junho é que se encontra em distribuição física.

Fiquem com a nota de imprensa.

Aqui já houve algo... - Memórias deste e do outro lado, de Flix

“Aqui já houve algo…” reúne as memórias da infância de Flix, o autor deste livro, e de uma série de parceiros de conversas. Do tempo em que a Alemanha ainda estava dividida e o muro existia.

Tudo começou em 2008 com a publicação, num jornal de Berlim, de uma pequena história sobre tanques de brincar, percepções erradas e uma realidade que, para uma criança de sete anos, era inconcebível.

Mas após esta estreia, Flix foi tendo cada vez mais conversas sobre o tema com amigos e conhecidos e apercebeu-se que também eles tinham recordações interessantes para relatar dessa época. Uma única história transformou-se em duas, depois três, quatro e por aí fora. Quase todos os meses aparecia uma no jornal, até se atingir mais de trinta episódios.

Estes são, pois, os seus testemunhos.

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Ficha técnica
Aqui já houve algo…
Autor: Flix
Editora: Polvo
Páginas: 138, a cores
Encadernação: Capa mole
PVP: 20€