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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Análise: Faithless #3

Faithless #3, de Brian Azzarello e Maria Llovet - G. Floy Studio

Faithless #3, de Brian Azzarello e Maria Llovet - G. Floy Studio
Faithless #3, de Brian Azzarello e Maria Llovet

Sabem aquela sensação de querer estar enganado? Aquela esperança teimosa de que um autor ainda consiga recuperar uma história que parece ter perdido o rumo? Foi exatamente esse sentimento que me acompanhou durante a leitura deste Faithless #3, editado por cá em Outubro de 2022 pela editora G. Floy Studio.

Este é o terceiro e último volume desta série criada por Brian Azzarello e Maria Llovet. Depois de um primeiro volume estimulante e imprevisível e de um segundo volume que me pareceu uma enorme desilusão, a questão impunha-se: conseguiria Azzarello salvar Faithless na reta final?

A resposta curta é: parcialmente. Mas a resposta longa é um pouco mais complicada.

Faithless #3, de Brian Azzarello e Maria Llovet - G. Floy Studio
Na análise ao primeiro volume escrevi que não fazia a menor ideia de para onde a história se dirigia, mas que isso não me incomodava. Pelo contrário. Havia algo de fascinante naquela mistura de erotismo, fantasia, terror psicológico e psicadelismo que envolvia Faith, Poppy e Louis. Tudo parecia possível a esta história. 

Mas foi com o segundo volume da série que me consegui aperceber do "problema" da obra, quando comecei a suspeitar de que o próprio autor não sabia bem para onde a história caminhava. E é uma coisa que, enquanto leitor com alguma experiência, costumo "farejar" ao longe. Quando um argumentista começa a chutar ideias para o ar... é mau sinal. E isso aconteceu no segundo volume da série: as ideias multiplicavam-se, mas raramente encontravam um propósito. A provocação, especialmente devido ao erotismo desregrado - que acaba até por ser a minha parte preferida de toda a série -, parecia ter tomado conta da narrativa.

Não diria que Brian Azzarello salve a honra da obra com este Volume Três, mas reconheço-lhe, pelo menos, o mérito de finalmente tentar construir uma conclusão. Pode não ser uma conclusão totalmente satisfatória, pode até deixar algumas questões em aberto, mas existe aqui pelo menos uma tentativa de dar sentido a vários elementos que vinham sendo introduzidos desde o primeiro livro.

Faithless #3, de Brian Azzarello e Maria Llovet - G. Floy Studio
A história deste último volume encontra a personagem de Faith numa fase de queda livre. Depois da ascensão meteórica ao estatuto de artista provocadora e celebridade do mundo da arte, a protagonista desapareceu durante meses e regressa profundamente transformada. A fama que parecia alimentá-la converteu-se numa prisão. As dúvidas acumulam-se. Os acontecimentos sobrenaturais tornam-se mais intensos. E a relação com Louis aproxima-se cada vez mais de um confronto inevitável.

O elemento mais interessante deste volume é precisamente a forma como Azzarello procura transformar os excessos dos livros anteriores em algo que se aproxima de um tema. Pela primeira vez, Faithless parece querer falar seriamente sobre criação artística. Sobre o que significa criar. Sobre a exploração da imagem do artista. Sobre a forma como o mercado consome, recicla e destrói personalidades criativas. 

Infelizmente, continuam presentes muitos dos problemas que prejudicaram o segundo tomo. Há momentos em que o argumento parece avançar aos saltos, como se páginas inteiras de desenvolvimento tivessem desaparecido. Algumas revelações surgem de forma abrupta e continuam a existir passagens em que os autores parecem mais interessados em criar imagens potencialmente chocantes do que em contar uma história coerente.

Faithless #3, de Brian Azzarello e Maria Llovet - G. Floy Studio
Quanto aos desenhos, o trabalho da espanhola Maria Llovet é muito interessante e original. A autora continua a oferecer-nos páginas belas, perturbadoras, sensuais e hipnóticas. A utilização das cores mantém-se extraordinária, alternando vermelhos agressivos, rosas vibrantes e tonalidades sombrias. Existem sequências inteiras que poderiam perder os diálogos e continuariam a funcionar apenas pela força da componente visual.

Considero que o traço de Maria Llovet continua a encaixar perfeitamente nesta história, portanto. Há personalidade, ousadia e identidade visual em praticamente todas as páginas. Dito por outras palavras, mesmo quando não acreditamos totalmente naquilo que Azzarello nos está a contar, acreditamos sempre nas imagens de Llovet.

Quanto à edição da G. Floy Studio, esta mantém a boa qualidade dos volumes anteriores. A capa é dura, a impressão e a encadernação são boas, também. No miolo, o papel é brilhante e de boa qualidade.  No final do livro, há um belo conjunto de ilustrações que engrandecem a edição.

No final da leitura desta série, fiquei com uma sensação curiosa. Faithless não se revelou a obra marcante que imaginei depois de terminar o primeiro volume. Também não acabou por ser o desastre absoluto que temi após o segundo. Ficou algures no meio. Como uma experiência ambiciosa, irregular e frequentemente contraditória. No fim, Faithless assume-se como uma viagem estranha, excessiva, provocadora e visualmente impactante. 


NOTA FINAL (/10):
6.4



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Faithless #3, de Brian Azzarello e Maria Llovet - G. Floy Studio

Ficha técnica
Faithless #3
Autores: Brian Azzarello e Maria Llovet
Editora: G. Floy Studio
Páginas: 160, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 18 x 27,5 cm
Lançamento: Outubro de 2022

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Análise: Joker

Joker, de Brian Azzarello e Lee Bermejo - Devir - DC Pocket


Joker, de Brian Azzarello e Lee Bermejo - Devir - DC Pocket
Joker, de Brian Azzarello e Lee Bermejo

Inserido no arranque da nova Coleção DC Pocket, da Devir, estava - além do fantástico Batman - Cavaleiro Branco, de Sean Murphy - este Joker, de Brian Azzarello e Lee Bermejo. Tal como o livro de Sean Murphy que refiro, também este já havia sido previamente publicado em Portugal pela editora Levoir... duas vezes.

Originalmente publicado em 2008, este Joker propõe-nos uma visão sombria e realista do mais famoso inimigo de Batman. A história decorre fora da continuidade principal do universo DC e acompanha o regresso do Joker às ruas de Gotham após uma misteriosa libertação do Asilo Arkham. Em vez de apresentar o vilão como uma figura quase caricatural, a obra procura retratá-lo como um criminoso brutal e imprevisível. E credível. E aqui, o verdadeiro protagonista é mesmo Joker. Batman aparece, sim, mas tem um papel menor nesta narrativa.

Quem nos conta a história é Jonny Frost, um pequeno criminoso que se torna motorista e acompanhante de Joker. E acho que isso é um grande trunfo utilizado pelo argumentista Brian Azzarello. É que, ao olhar para os acontecimentos pelos olhos de alguém fascinado pelo poder e pelo carisma do vilão, o leitor é conduzido para o interior do submundo de Gotham, sendo colocado próximo do caos que Joker representa. E isto tudo dá um sentido de tensão latente que se vai experienciando ao longo de todo o livro. 

À medida que a narrativa avança, Joker tenta recuperar a influência que perdeu durante o tempo em que esteve internado, com a história a transformar-se numa guerra pelo controlo da cidade, culminando numa reflexão amarga sobre a natureza destrutiva do próprio Joker e sobre aqueles que se deixam seduzir pela sua personalidade. 

Joker, de Brian Azzarello e Lee Bermejo - Devir - DC Pocket
Um dos aspetos menos conseguidos da obra, quanto a mim, sente-se na construção da narrativa em determinados momentos. É que, apesar de a história assentar numa premissa relativamente simples - o regresso de Joker ao topo da hierarquia criminosa de Gotham -, Azzarello introduz por vezes algumas dinâmicas entre as várias figuras do submundo que tornam o enredo desnecessariamente complexo. Certas alianças, conflitos e movimentações entre personagens secundárias acabam por não acrescentar grande coisa ao tema central, criando momentos em que a leitura perde alguma fluidez ou que aparente não saber para onde ir. Já tinha lido o livro há uns anos - e tinha gostado muito - mas agora que o voltei a ler, senti esta fraqueza da obra mais presente.

Não obstante, um dos grandes méritos deste Joker é a forma como Brian Azzarello desconstrói a "romantização" da personagem, respondendo diretamente à tendência de muitos fãs - eu incluído - para admirarem o Joker como um rebelde carismático. Aqui, Joker apresenta essa rebeldia, mas de um modo demasiado extremo, mostrando-se profundamente perturbado, cruel e incapaz de sentir empatia por quem quer que seja.

Azzarello também demonstra um excelente domínio do subgénero criminal. Gotham é apresentada menos como uma cidade de super-heróis e mais como um território controlado por gangues, corrupção e interesses criminosos. Lembra-me, com as devidas diferenças, a abordagem noir de Ed Brubkaer nos seus Criminal ou Reckless, que tanto admiro.

Recordo que este livro foi publicado pouco tempo depois da atuação brilhante do ator Heath Ledger, enquanto Joker, no filme Batman - O Cavaleiro das Trevas, de Christopher Nolan. Pode-se, por isso, sentir que houve uma certa tentativa de cavalgar essa onda e esse hype da personagem, mas também não deixa de ser verdade que se procura criar uma narrativa tensa e memorável, por si só.

Joker, de Brian Azzarello e Lee Bermejo - Devir - DC Pocket
Se a escrita é poderosa, a arte de Lee Bermejo eleva a obra para outro nível. O artista adota um estilo hiper-realista impressionante, cheio de detalhes e texturas. Cada rosto, cicatriz ou expressão transmite uma sensação de autenticidade que torna os acontecimentos ainda mais perturbadores. E a representação visual de Joker é particularmente memorável, com Bermejo a apresentá-lo como um homem marcado física e psicologicamente, com um sorriso que parece uma ferida permanente e retorcida. A figura apresenta-se-nos simultaneamente repulsiva e fascinante, captando na perfeição a essência contraditória da personagem. 

Em termos de cores, a paleta é dominada por tons escuros, acastanhados e esverdeados, criando uma atmosfera decadente e sufocante. Além disso, a própria cidade de Gotham surge-nos como uma cidade suja e doente, refletindo o estado moral das personagens que a habitam.

A edição da Devir é em capa mole, com badanas, e num formato reduzido. No miolo, o papel é de boa qualidade. O livro apresenta o preço incrível de 10€, pelo que me parece uma bela forma de chegar a outros públicos, assegurando uma qualidade física bastante aceitável. No final, há ainda 4 páginas com estudos preliminares e ilustrações não utilizadas por Bermejo.

Em suma, Joker é uma das mais marcantes interpretações modernas do vilão mais vil de sempre. Brian Azzarello constrói um thriller criminal intenso e perturbador, enquanto Lee Bermejo oferece algumas das ilustrações mais impressionantes alguma vez associadas a esta personagem. O resultado é uma obra adulta, violenta e provocadora, que não procura tornar Joker em alguém mais simpático, mas sim mostrar, sem filtros, porque é que este continua a ser um dos vilões mais assustadores da banda desenhada.


NOTA FINAL (1/10):
8.8

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Joker, de Brian Azzarello e Lee Bermejo - Devir - DC Pocket

Ficha técnica
Joker
Autores: Brian Azzarello e Lee Bermejo
Editora: Devir
Páginas: 132, a cores
Encadernação: Capa mole, com badanas
Formato: 14,8 x 21 cm
Lançamento: Maio de 2026


quinta-feira, 30 de abril de 2026

Bomba! Devir lança coleção "DC Pocket"!



A Devir acaba de anunciar que já no próximo mês de Maio nos vai trazer a sua nova coleçºao de banda desenhada que se intitula DC Pocket e traz-nos alguns clássicos da DC em formato reduzido! E também, já agora, em preço reduzido, visto que cada um destes livros custará apenas 10,00€. 

A abrir esta coleção estão os títulos Joker, de Brian Azzarello e Lee Bermejo, e Batman - Cavaleiro Branco, de Sean Murphy, ambos já por cá publicados pela Levoir.

Acredito que esta coleção faz sentido, pois tem um caráter quase pedagógico de apresentar aos novos leitores alguns clássicos da DC e em preço reduzido. É claro que já estou a imaginar algum "choro" por serem obras já anteriormente publicadas em Portugal. No entanto, há que ter visão periférica e perceber a quem se destina a esta série, diria.

E, claro, se for possível a publicação futura de algum livro ainda não editado cá, melhor.

Mais abaixo, deixo-vos com a nota de imprensa da editora.


DC POCKET

A Devir lança em Portugal, em maio de 2026, os primeiros títulos da coleção de enorme sucesso internacional DC Pocket, uma linha editorial que reúne algumas das histórias mais emblemáticas da DC Comics num formato compacto, integralmente a cores, portátil e acessível, pensada para responder a novos hábitos de leitura.

JOKER de Brian Azzarello e Lee Bermejo, é um romance gráfico intenso e sombrio que apresenta o Joker numa abordagem crua e realista. Com uma narrativa direta e uma arte marcante, é um clássico contemporâneo da DC, pensado para leitores que procuram histórias mais adultas e psicológicas.
132 páginas • 10,00€


BATMAN: CAVALEIRO BRANCO de Sean Murphy é uma reinterpretação moderna e aclamada do universo Batman. Numa história completa e independente, os papéis invertem-se quando o Joker recupera a sanidade e questiona publicamente os métodos do herói, levantando um debate atual sobre justiça, responsabilidade e poder em Gotham.
232 páginas • 10,00€

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

G. Floy vai editar o terceiro volume de Faithless!




É, também, na próxima quarta-feira, dia 14 de Dezembro, que é lançado pela G. Floy Studio o terceiro volume da série Faithless, dos autores Brian Azzarello e Maria Llovet.

Quer o volume 1 como o volume 2 da série já aqui foram analisadas no Vinheta 2020.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.


Faithless #3, de Brian Azzarello e Maria Llovet
Faith e o diabo enfrentam-se neste último capítulo da série com grande carga erótica, o best-seller do New York Times de Brian Azzarello (Moonshine, Batman Maldito) e Maria Llovet (Luna, Heartbeat) sobre despertares sexuais e mágicos, e aqueles que são apanhados na mira do bem e do mal.

Depois dos quadros de Faith tomarem o mundo da arte de assalto, Faith desaparece tão depressa quanto apareceu, deixando um rasto de má-língua. Será que o seu desaparecimento é um golpe publicitário louco, um pedido de ajuda de uma artista inexperiente, ou outra coisa demasiadamente sinistra para se imaginar? Com Louis Thorn por detrás da sua catastrófica ascensão ao estrelato... quem sabe?

Reúne os números #1-6 de Faithless III.

“[Faithless III] continua a explorar a habilidade do homem de corromper o amor, acrescentando mais subtileza enquanto expande excepcionalmente as personagens.”
—Comics Bookcase

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Ficha técnica
Faithless #3
Autores: Brian Azzarello e Maria Llovet
Editora: G. Floy Studio
Páginas: 160, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 18 x 27,5 cm
PVP: 22,00€

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

Análise: Moonshine - Série Completa

Moonshine – Série Completa, de Brian Azzarello e Eduardo Risso - G. Floy Studio Portugal

Moonshine – Série Completa, de Brian Azzarello e Eduardo Risso - G. Floy Studio Portugal
Moonshine – Série Completa, de Brian Azzarello e Eduardo Risso

Há poucas semanas a G. Floy Studio editou o quinto e último volume da série Moonshine, da autoria dos incontornáveis autores Brian Azzarello e Eduardo Risso. O que acabou por ser razão mais que pertinente para que eu lesse de enfiada toda a série que esta dupla, célebre pela série 100 Bullets, nos deu.

Confesso que tinha altas expetativas – e isso até pode ser, a priori, um erro de cálculo meu – para este Moonshine. E sendo verdade que a história traçada por Azzarello tem os seus bons momentos, confesso que ficou bastante aquém das minhas esperanças.

Moonshine é um policial noir, com contornos de horror, que lida com gangsters, a Lei Seca dos Estados Unidos – que acabou por gerar uma enorme operação de contrabando – e… lobisomens. Sim, lobisomens. Se parece que “não bate a bota com a perdigota”, deixem-me dizer-vos que é na dualidade desta premissa de, por um lado, situar a ação num período da história dos Estados Unidos da América e, por outro, introduzir o elemento fantástico dos lobisomens (e não só), que esta série mais se distancia das demais. Daquelas que versam sobre gangsters e daquelas que tratam o tema dos lobisomens, entenda-se.

Ora, apresentada a premissa, resta-nos ver se a mesma funciona bem.

Moonshine – Série Completa, de Brian Azzarello e Eduardo Risso - G. Floy Studio Portugal
Lou Pirlo é um gangster que trabalha para um poderoso mafioso que lucra com o tráfico de bebidas alcoólicas e que pede a Lou que este viaje de Nova Iorque aos confins das paisagens rurais da Virginia para comprar uma bebida feita por Hiram Holt que, ao que parece, é o melhor "moonshine" ("álcool caseiro", chamemos-lhe assim) de que já se ouviu falar. Incumbido dessa tarefa, o protagonista Lou Pirlo lá trata de meter pernas a caminho.

Mas assim que chega a Virginia, as coisas não correm como planeado e Lou Pirlo acaba por dar de caras com um lobisomem que parece atacar quem quer que interfira nos negócios de Hiram Holt. Esta figura vai acabar por mudar a vida do protagonista. Este conhece, entretanto, Delia com quem inicia um romance. Entre perseguições e luta entre a família dos Holt, o seu chefe Joe, o lobisomem e até bruxas e zombies, Lou terá muito com que lidar nesta aventura. E, para juntar a isso tudo, o protagonista também tem perdas de memória que, mesmo permitindo os melhores momentos de texto, em off, de Azzarello, acabam por acrescentar mais incertezas à contenda narrativa.

A história acaba, portanto, por ser muito confusa inicialmente. E deixem-me dizer-vos que não me parece que tal aconteça por ser um “truque narrativo” de deixar o leitor cheio de questões e a suspirar por respostas, mas sim porque as ideias de Azzarello vão sendo introduzidas na trama de modo algo aleatório e sem grande cabimento ou sequência lógica. O que torna a leitura um pouco frustrante para o leitor.

Moonshine – Série Completa, de Brian Azzarello e Eduardo Risso - G. Floy Studio Portugal
O horror aqui presente nunca se mistura verdadeiramente com o crime, e apenas aparece quase como uma distração da história principal.

Como este é um “guisado” com vários conceitos em paralelo, como o lado urbano dos gangsters na Lei Seca, o lado rural dos fabricantes de bebidas alcoólicas, o lado da história sobrenatural dos lobisomens, o lado do protagonista que tem perdas de memória, o tema da bruxaria vudu… enfim… parece que o leitor passa os cinco volumes à espera de algum élan ou momento apoteótico que, infelizmente, quando chegamos ao final do quinto e último volume da série, acabam por não ser encontrado. Quanto a mim, a história de Moonshine é demasiado dispersa em si mesma e acaba por persistir a ideia de que não estamos perante uma má história ou más ideias, mas sim perante uma história em que as ideias e a sequência da mesma não conseguem passar da mediania por ausência de foco e/ou de boa ligação entre os vários elementos da trama.

A forma como o autor nos relata a vertente mais policial da história pode fazer-nos lembrar algumas obras de Ed Brubaker, como Criminal, The Fade Out ou Reckless, mas, diria que a qualidade do texto, o encadeamento dos eventos e a gestão da trama, fica muito aquém daquilo que Brubaker consegue fazer.

Moonshine – Série Completa, de Brian Azzarello e Eduardo Risso - G. Floy Studio Portugal
Há que dizer, no entanto, que a partir do quarto volume, Embarrilado, Moonshine começa a encontrar-se mais a si mesma. As coisas deixam de ser tão aleatórias e a história acaba por se focar mais no que interessa verdadeiramente. Diria, portanto, que para quem não conhece a série e a quer experimentar, que o deve fazer logo com o volume 4. Se gostar, lê a série toda. Se não gostar do volume 4, dificilmente gostará do restante que Moonshine tem para nos dar.

As ilustrações de Eduardo Risso estão muito em linha com aquilo que o autor já nos habituou nas séries 100 Balas ou Eu, Vampiro. Traço simplista, por vezes a parecer arcaico e com pouco profundidade visual, mas que tem uma expressividade inequívoca. Destaco ainda que gostei bastante de alguns desenhos onde o autor brinca com os contrastes e as sombras de forma mais acentuada, lembrando-nos séries como Sin City, de Frank Miller.

Por vezes, geralmente no início de cada capítulo, há momentos muito bons que dizem respeito aos flashbacks/pensamentos soltos da personagem principal. Aqui, quer em termos de desenho, quer em termos de cores, temos Eduardo Risso ao seu melhor nível. Se estes momentos são os mais impressionantes e que mais nos ficam na memória, acabam também por nos deixar uma sensação agridoce pelo simples facto do resto da série não ser toda desenhada com esta técnica mais aprimorada e bonita.

Moonshine – Série Completa, de Brian Azzarello e Eduardo Risso - G. Floy Studio Portugal
O único ponto mais negativo nas ilustrações que importa assinalar é que há várias personagens que se assemelham umas às outras. Por vezes, dei comigo a ter que voltar atrás na leitura para perceber quem era, de facto, determinada personagem, já que as parecenças com outra(s) personagem(ns) eram demasiado grandes.

Em sentido inverso, um destaque positivo deve ser dado à planificação dinâmica de Risso que dá à serie o ritmo que, infelizmente, o argumento não consegue oferecer.

Quanto à edição da G. Floy Studio, estamos perante mais um belo trabalho: capa dura, papel brilhante de boa qualidade, boa encadernação, boa impressão. Nota ainda para o facto dos volumes 1 e 2 incluírem galerias com capas alternativas bem bonitas.

Em suma, e a julgar por um certo entusiasmo que vi em relação a esta série (e sublinho que até fico sempre feliz que qualquer que seja a série de bd, consegue gerar entusiasmo) tenho que dizer que fiquei algo desiludido com Moonshine. Tem boas ideias, tem alguma originalidade e tem algumas belas ilustrações de Risso. Mas tem também um argumento que anda demasiadamente "aos tropeções" até, pelo menos, ao quatro volume da série. A partir daí a coisa melhora bastante, mas será por ventura tarde demais para salvar a série e fazer dela aquilo que poderia ter sido.


NOTA FINAL (1/10):
6.8


Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Moonshine – Série Completa, de Brian Azzarello e Eduardo Risso - G. Floy Studio Portugal

Fichas técnicas
Moonshine #1 – Sangue e Whisky
Autores: Brian Azzarello e Eduardo Risso
Editora: G. Floy Studio
Páginas: 152, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 18 x 27,5 cm
Lançamento: Setembro de 2018

Moonshine – Série Completa, de Brian Azzarello e Eduardo Risso - G. Floy Studio Portugal

Moonshine #2 – Comboio do Tormento
Autores: Brian Azzarello e Eduardo Risso
Editora: G. Floy Studio
Páginas: 152, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 18 x 27,5 cm
Lançamento: Agosto de 2019

Moonshine – Série Completa, de Brian Azzarello e Eduardo Risso - G. Floy Studio Portugal

Moonshine #3 - Querer a Lua
Autores: Brian Azzarello e Eduardo Risso
Editora: G. Floy Studio
Páginas: 120, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 18 x 27,5 cm
Lançamento: Maio de 2021

Moonshine – Série Completa, de Brian Azzarello e Eduardo Risso - G. Floy Studio Portugal

Moonshine #4 – Embarrilado
Autores: Brian Azzarello e Eduardo Risso
Editora: G. Floy Studio Portugal
Páginas: 120, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 18 x 27,5 cm
Lançamento: Fevereiro de 2022

Moonshine – Série Completa, de Brian Azzarello e Eduardo Risso - G. Floy Studio Portugal

Moonshine #5 – Bebida de Guerra
Autores: Brian Azzarello e Eduardo Risso
Editora: G. Floy Studio
Páginas: 144, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 18 x 27,5 cm
Lançamento: Julho de 2022

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

A série Moonshine chega ao fim!




A G. Floy Studio acaba de publicar o quinto e último volume da aclamada série Moonshine, da autoria dos consagrados autores Brian Azzarello e Eduardo Risso.

Este é o final da série que tem vindo a ser publicada pela editora desde 2018.

O livro já se encontra disponível nas livrarias e deverá chegar às bancas a partir do próximo dia 31 de Agosto.

Abaixo, deixo-vos com algumas imagens promocionais e com a nota de imprensa da editora.


Moonshine #5 – Bebida de Guerra, de Brian Azzarello e Eduardo Risso
A galardoada equipa criativa por detrás do clássico 100 Bullets traz-nos a conclusão selvática desta série brutal.

Lou Pirlo, o gangster tornado lobisomem, regressa finalmente às raízes em Nova Iorque. E não podia ter voltado em pior altura, com o fim da lei seca e dos dias felizes de quem ganhava a vida com o contrabando de álcool. E, com a guerra iminente entre Joe o chefe e os Holt, a vida de Lou está prestes a tornar-se mais cabeluda ainda.

Brian Azzarello é um dos mais conhecidos argumentistas dos comics americanos. A sua carreira iniciou-se na Vertigo, e um dos seus primeiros sucessos foi Johnny Double, que marcou também a sua primeira colaboração com Eduardo Risso, e que levaria pouco tempo depois ao lançamento de 100 Balas, talvez a mais conhecida obra desta dupla.
Depois de muitos anos de trabalhos diversos para as principais editoras americanas, DC e Marvel, notabilizou-se mais recentemente pela sua colaboração com Frank Miller em The Master Race, a saga de Batman que é a conclusão de O Regresso do Cavaleiro das Trevas.

Eduardo Risso construiu uma longa carreira de sucesso na sua Argentina Natal e na Europa, com destaque para os mercados italiano e espanhol, mas depois de ter ilustrado Johnny Double para Azzarello, o bom entendimento entre ambos levou a que iniciassem a série 100 Balas, que os propulsou para o estrelato dos comics. Ao longo dos anos colaborou extensamente com Azzarello, embora tenha também assinado álbuns para outros escritores, de que um bom exemplo é Wolverine: Logan, publicado pela G. Floy, com argumento de Brian K. Vaughan. Em 2018, Risso desenhou também o primeiro álbum de Torpedo em quase quinze anos, e neste Moonshine assina também as cores.

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Ficha técnica
Moonshine #5 – Bebida de Guerra
Autores: Brian Azzarello e Eduardo Risso
Editora: G. Floy Studio
Páginas: 144, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 18 x 27,5 cm
PVP: 20€


quinta-feira, 10 de março de 2022

Moonshine está de regresso!



Outra das novidades da G. Floy Studio é que a série Moonshine, de Brian Azzarello e Eduardo Risso, se prepara para chegar ao mercado!

Este é já o quarto volume, com a série original a ficar-se, por enquanto, nos 5 volumes.

Deverá chegar às livrarias especializadas e generalistas já a partir de 18 de Março e, às bancas, a partir de 30 de Março. 

Mais abaixo, fiquem com a habitual nota de imprensa e com algumas imagens promocionais. 

Moonshine Vol. 4 – Embarrilado, de Brian Azzarello e Eduardo Risso
A série policial de terror que a Nerdist considerou “praticamente perfeita” regressa pela mão da equipa criativa responsável pelo seminal drama policial 100 Bullets.

O gangster lobisomem Lou Pirlo mal sobreviveu ao bayou infestado de zombies de Nova Orleães. Agora, afoga as suas misérias num bairro de lata em Cleveland, onde o primeiro assassino em série dos EUA está à caça, com o famoso Eliot Ness na sua peugada. 

Entretanto, em busca do seu pai desaparecido, Tempest Holt infiltrou-se no antigo gangue de Lou em Nova Iorque. Lobisomens, gangsters, assassinos em série, mafiosos... o que mais se pode desejar numa história?


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Ficha técnica
Moonshine #4 – Embarrilado
Autores: Brian Azzarello e Eduardo Risso
Editora: G. Floy Studio Portugal
Páginas: 120, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 17,00€


quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Análise: Faithless – Vol. 2



Faithless – Vol. 2, de Brian Azzarello e Maria Llovet

Estão a ver aquela sensação de desilusão? Aquele sentimento de estarem à espera de algo bom e receberem algo mau? Ou, por exemplo, quando depois de descobrirem um novo restaurante que vos agradou, visitarem-no uma segunda vez e ficarem totalmente desapontados? Ou quando estão a conhecer alguma pessoa nova, que vos atrai, ficarem subitamente desiludidos? Foram todos esses sentimentos que experienciei neste segundo volume da série Faithless, publicado recentemente em Portugal, pela G. Floy Studio.

Não vou negar que o primeiro volume, que já aqui foi analisado, me deixou bastante entusiasmado pela série. As personagens apresentavam-se cativantes e misteriosas, o enredo não se abria muito mas cativava o leitor e as abundantes cenas eróticas eram bastante gráficas e audazes. Várias perguntas relevantes foram colocadas pela própria história. Enfim, fiquei com uma boa impressão sobre a série.


Na altura da análise a esse primeiro volume, escrevi que “em Faithless há algumas cenas bastante gráficas, admito, mas há um argumento que as sustenta. Algumas cenas, especialmente aquelas mais psicadélicas, poderão ser um pouco gratuitas, mas, pelo menos até agora, ainda é um livro com bastante potencial. Eventualmente, uma daquelas séries que pode ficar verdadeiramente espetacular num segundo volume. Mas que também pode ser totalmente arruinada.”

Infelizmente, creio que sucedeu o segundo caso. Se havia potencial no primeiro volume para que esta série fosse marcante, este Faithless #2 deixa “cair a máscara” e é francamente inferior ao primeiro volume, revelando-nos um Brian Azzarello desinspirado, que parece ter perdido a noção da própria história, em detrimento da vontade de “querer chocar”. Uma coisa é chocar devido à arte ter elementos que chocam… outra coisa é, na conceção artística, procurar elementos que chocam para depois lhes poder chamar arte. É isso que se passa neste Faithless #2. As perguntas interessantes levantadas previamente, no volume anterior, mantêm-se sem resposta e a trama avança de forma completamente aleatória de momento escabroso, em momento escabroso.


Note-se que o problema não são os momentos pornográficos ao longo deste segundo volume. Não me causam nada de negativo e não é nesse sentido que a minha desilusão aparece. O meu problema é que a história passou de interessante a vazia. De cativante a algo completamente insípido. Sinceramente preferia que fosse um livro manifestamente pornográfico e sem as pretensões de ser algo mais profundo do que isso. Porque, na verdade, já vi filmes pornográficos com melhor argumento do que este Faithless #2. 

Neste segundo volume, Faith viaja para Turim para apresentar a sua criação artística às inteletualidades locais. E começa a sentir a pressão de ser uma artista e de ter muita gente à espera da sua nova criação. Após encontros sexuais com praticamente todas as personagens que gravitam à sua volta, Faith começa a parecer encontrar um caminho artístico em que a cor que dá vida às suas telas é o vermelho presente no sangue que o seu sexo fornece, em quantidades generosas, para pintar telas de grande dimensão. Ou seja, sempre que quer pintar, opta por mergulhar os dedos no seu sangramento vaginal de forma a ter esta "tinta" tão especial. A esta preparação da sua apresentação se junta um acontecimento sobrenatural que parece trazer novamente à tona os poderes psíquicos de Faith, tal como já sucedera no volume anterior.


A ela se junta Poppy, a sua amante, Louis, o pai da sua amante (e que também é amante de Faith), Solomon, o namorado de Faith - que é vocalista de uma banda de rock - e Melchi, um novo amante que a protagonista encontra em Turim, com quem se envolve física e espiritualmente(?). As cenas de sexo são do mais diverso possível, havendo espaço para, praticamente, tudo.

Neste segundo volume, Azzarello apenas consegue levantar uma ideia que, quanto a mim, podia ser muito interessante, mas que, infelizmente, é mais uma “ponta solta”, algo aleatória, que acaba perdida. A de que o poder de Faith pode ser, afinal de contas, o seu sex appeal. Algo que ela possui e que nem controla face aos que a rodeiam. Ora, esta é uma ideia que, bem trabalhada, poderia transformar esta série em algo bem mais apetecível, a meu ver. Mas, ao invés disso, Azzarello perde-se em alegorias algo fáceis do bem contra o mal, do diabo contra o anjo, do negro contra a claridade. E isto já sou eu a ser benevolente nessas ideias avulsas que parecem literalmente "chutadas" para o ar.

Mas se há alguma coisa que salva, de algum modo, todo este guisado de ideias soltas mal-amanhadas na ligação entre si, é a arte de Maria Llovet. Não sendo uma arte que eu considere maravilhosa ou que responda diretamente aos meus gostos pessoais, não há como não admirar o trabalho da autora, especialmente na forma como a mesma utiliza as cores. Portanto, tal como no volume anterior, o meu comentário sobre a arte ilustrativa de Llovet mantém-se inalterado:


“O desenho de Maria Llovet apresenta muita identidade e encaixa que nem uma luva na história. As ilustrações apresentam alguma crueza na sua conceção, tendo-me levado a lembrar o trabalho de Eduardo Risso em 100 Balas, por exemplo. No entanto, algo que distingue bastante a arte ilustrativa de ambas as obras, que contam com argumento de Brian Azzarello, é a utilização em Faithless das cores, muito fortes e garridas, encaixando no psicadelismo e “loucura” que a história pretende passar. As cenas mais eróticas estão muito bem conseguidas pela autora espanhola, revelando uma grande sensibilidade em planos de detalhe e na própria construção das cenas. É um estilo de ilustração audaz, moderno e jovial – quase adolescente –, que dá ao texto as imagens que o mesmo precisa.”

Quanto à edição da G. Floy não me merece nenhum reparo negativo. Capa dura, papel com brilho, algumas ilustrações muito interessantes no final do livro e um grafismo muito bem cuidado. Tudo bem feito.


Se na análise a Faithless #1 referi que “há muito mistério e fantasia que envolve as personagens – muito bem trabalhadas por Azzarello – e que nos deixam sem saber muito bem para onde a história pretende ir” em Faithless #2 tenho que admitir que até o próprio autor Azzarello não parece saber muito bem para onde nos levar. Pelo menos até agora. Gostaria que o terceiro e último volume - que a G. Floy Studio há-de lançar em 2022 - conseguisse “salvar” esta série que até tinha bastante potencial. Mas, infelizmente, creio que tal não acontecerá.

E, tal como eu havia escrito após a leitura do primeiro volume, “o problema [de Faithless] será que a história pode “descambar” em demasia. Seria uma pena porque, regra geral, o interesse do leitor e a pertinência da história é quase sempre mantido (…) , exceto numa ou duas cenas onde “descamba” para lá do aceitável”. E lamentavelmente, depois de lido este segundo volume da série, há que vaticinar que a história “descamba” em demasia. E, quase sempre, de uma forma sem nexo. Parecendo apenas almejar a pretensão de ser uma série erótica que “descamba”. No final, isso é pouco. E não se aproveita o que de bom havia – ou poderia haver em Faithless.


NOTA FINAL (1/10):
5.2


Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020



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Ficha técnica
Faithless #2
Autores: Brian Azzarello e Maria Llovet
Editora: G. Floy Studio
Páginas: 160, a cores
Encadernação: Capa dura
Lançamento: Maio de 2021

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Lançamento: Faithless #2




A série erótica Faithless está de regresso! 

Depois de um primeiro livro que teve coisas muito interessantes e outras não tão bem conseguidas, posso dizer que estou curioso com o que aí vem. 

A série tem argumento de Brian Azzarello, ilustrações de Maria Llovet e é editada em Portugal pela G. Floy Studio.

O livro estará disponível em banca no dia 28 de Julho.

Abaixo fiquem com algumas imagens promocionais e com a sinopse deste segundo volume.


Faithless #2, de Brian Azzarello e Maria Llovet

O poder tem um preço. E Faith só agora começou a pagar...

Faith embarca numa viagem ao interior do exclusivo mundo da arte com consequências demoníacas. depois de embarcar para Turim, o epicentro da magia negra, com os seus amantes Poppy e Louis.

Enquanto arrisca com novas tintas e novos parceiros, o seu próprio poder começa a mostrar quem ou o que é, e o Diabo estará do seu lado para a conduzir pela mão...

O argumentista e campeão de vendas do New York Times Brian Azzarello (Batman: Maldito, 100 Balas) e a artista Maria Llovet (Heartbeat, Luna) apresentam-nos o próximo capítulo do seu aclamado thriller erótico, onde Faith desce ao mundo da magia negra e aos recantos ainda mais negros da alma humana.
“Ancorada por opções estáticas fortes e uma direcção clara, esta história é uma brincadeira erótica a que vale a pena entregarmo-nos. Desfrutem dos painéis.”
- Multiversity Comics

“A aura de mistério intensificou-se. e parece que cada número é um passo corajoso em direcção a algo muito mais negro.”
- Black Nerd Problems

“...erótico e perturbador em igual medida. De leitura obrigatória.”
- Monkeys Fighting Robots

Ficha técnica
Faithless #2
Autores: Brian Azzarello e Maria Llovet
Editora: G. Floy Studio
Páginas: 160, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 17,00€