sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Análise: Bug - Livro 4

Bug - Livro 4, de Enki Bilal - Arte de Autor

Bug - Livro 4, de Enki Bilal - Arte de Autor
Bug - Livro 4, de Enki Bilal

Foi ainda no final de 2025 que a Arte de Autor nos fez chegar o quarto volume de Bug, obra na qual o conceituado autor franco-jugoslavo Enki Bilal continua a desenvolver uma das mais ambiciosas e intrigantes propostas de ficção científica da banda desenhada europeia. O que deve ser motivo de felicidade para alguns dos leitores portugueses que, por vezes, me dizem que gostariam de ver mais BD de ficção científica a ser editada por cá.

Depois de ter lido os três primeiros tomos de forma consecutiva há já algum tempo, quando deles falei na análise que aqui publiquei, confesso que estava curioso para perceber para onde é que o autor iria conduzir a história com este quarto tomo. A resposta, como é habitual em Bilal, é simultaneamente fascinante e algo desconcertante.

Bug - Livro 4, de Enki Bilal - Arte de Autor
Neste Livro 4, Kameron Obb continua a ser o homem mais procurado do planeta. Afinal de contas, desde o grande bug informático global que apagou toda a informação digital do mundo, Obb tornou-se uma espécie de "arquivo vivo" da humanidade. Enquanto governos, organizações e grupos de toda a espécie tentam capturá-lo ou, pelo menos, manipulá-lo, o protagonista procura manter contacto com a sua filha Gemma, que continua envolvida numa teia de acontecimentos cada vez mais complexa e perigosa.

A grande novidade deste álbum reside, no entanto, na forma como Bilal procura aprofundar a própria natureza do bug. Até aqui podíamos encarar o fenómeno sobretudo como uma gigantesca catástrofe tecnológica. Neste quarto tomo, o autor parece querer elevar a questão para um plano mais existencial, já que o referido bug deixa de ser apenas um problema informático para assumir contornos que tocam conceitos como consciência, transcendência, divindade e evolução. Se já era uma história complexa, torna-se ainda mais complexa com este quarto tomo.

A mente de Obb é então invadida por forças que parecem ultrapassar a compreensão humana, e a sua sanidade começa gradualmente a deteriorar-se. A sensação é a de que o protagonista se encontra preso entre o homem que era e algo completamente novo que começa a emergir dentro de si.

Bug - Livro 4, de Enki Bilal - Arte de Autor
Tal como já acontecia nos tomos anteriores, Bilal continua a apresentar ideias extremamente estimulantes, devo dizer-vos. Continua a agradar-me bastante o seu olhar pouco otimista sobre o futuro das nossas sociedades. O autor explora de forma muito interessante esta distopia assente numa dependência tecnológica da humanidade, a perda da memória coletiva e a forma como os seres humanos delegaram grande parte daquilo que são às máquinas que criaram. No tempo corrente, em que a IA parece estar a entrar em todos as áreas possíveis da atividade humana, não poderia ser um tema mais relevante.

Como tal, e mais do que nunca, Bug parece interessado em refletir sobre a relação entre a humanidade e as suas próprias invenções. Entre a consciência humana e aquilo que poderá vir depois dela. São temas extremamente ricos, diria.

O problema é que, paralelamente a estas ideias fascinantes, a narrativa continua a sofrer de algumas das limitações que já me tinham incomodado nos volumes anteriores. A trama é densa, complexa e, por vezes, excessivamente fragmentada. Existem momentos em que parece que Bilal toma decisões narrativas quase por impulso, introduzindo conceitos ou situações que surgem de forma algo arbitrária.

Bug - Livro 4, de Enki Bilal - Arte de Autor
E essa sensação de dispersão acaba por ser ainda mais visível neste quarto tomo. Confesso que me senti mais perdido durante a leitura do que tinha acontecido anteriormente. Em parte, reconheço que isso pode dever-se ao facto de eu ter lido os três primeiros livros de seguida, o que facilitou bastante a assimilação do universo e das múltiplas personagens da série. Agora, com um intervalo temporal maior entre leituras, senti algumas dificuldades em reencontrar todos os fios narrativos. Por essa razão, até recomendo que quem pretender mergulhar em Bug procure ler os vários volumes de forma relativamente próxima. É uma obra que beneficia claramente da leitura contínua, sobretudo porque Bilal não faz grandes concessões ao leitor e raramente perde tempo a relembrar acontecimentos anteriores.

Ainda assim, apesar da crescente complexidade e de alguma confusão narrativa, nunca senti que a série tivesse perdido totalmente o interesse. 

E falar de Bug continua a ser falar também dos desenhos do seu autor. E, nesse capítulo, pouco mudou. O trabalho gráfico de Enki Bilal permanece absolutamente singular e espetacular. Basta olhar para uma vinheta durante alguns segundos para identificarmos imediatamente a sua autoria. Poucos artistas possuem um estilo visual tão reconhecível e tão pessoal - o chamado signature style.

Bug - Livro 4, de Enki Bilal - Arte de Autor
As suas figuras humanas continuam a surgir envoltas naquela atmosfera fria, quase melancólica, que caracteriza grande parte da sua obra. Os tons azulados, os cinzentos e os jogos de sombra e luz criam páginas de enorme impacto visual. Mesmo quem não se deixar envolver totalmente pela história dificilmente ficará indiferente à beleza das ilustrações.

Dito isto, mantenho algumas reservas relativamente ao facto do autor continuar a recorrer com enorme frequência a grandes planos e a vinhetas muito amplas que, apesar de visualmente deslumbrantes, nem sempre contribuem para o avanço da narrativa.

A edição da Arte de Autor continua no mesmo nível dos restantes livros da série, apresentando capa dura baça, bom papel brilhante no miolo e boa encadernação, impressão e acabamentos.

Resumindo, este Bug - Livro 4 deixa-me com uma sensação muito semelhante à que já tinha retirado dos volumes anteriores. Continuo a considerar esta uma série interessante, inteligente e visualmente extraordinária. Contudo, também continuo a sentir que a história perdeu parte da força e da objetividade dos primeiros capítulos, afundando-se gradualmente numa complexidade que nem sempre resulta em maior profundidade. Felizmente, a imaginação do autor e a beleza das suas ilustrações continuam a ser mais do que suficientes para justificar a viagem. Mesmo que, por vezes, não saibamos exatamente para onde ela nos está a levar.


NOTA FINAL (1/10):
7.9



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Bug - Livro 4, de Enki Bilal - Arte de Autor

Ficha técnica
Bug - Livro 4
Autor: Enki Bilal
Editora: Arte de Autor
Páginas: 80, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 234 x 312 mm
Lançamento: Novembro de 2025

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Ala dos Livros encerra (por agora) a espetacular série "Shi"!




A Ala dos Livros prepara-se para publicar, a partir do próximo dia 8 de Setembro, o terceiro e último livro da série Shi, de Zidrou e Homs.

Faço aqui uma ressalva: supostamente, a série não está totalmente "fechada". É esperado que os autores venham a fazer mais um ciclo, dividido por dois tomos. 

Mas, pelo menos ao dia de hoje, podemos dizer que a série fica integralmente publicada em Portugal, pois apenas existem 6 volumes de Shi, divididos em dois ciclos: o primeiro ciclo, que inclui 4 tomos e que a Ala dos Livros editou em dois volumes duplos; e este segundo ciclo, composto por 2 tomos, respetivamente, Black Friday e O Grande Fedor, que a editora portuguesa se prepara agora para editar, novamente num álbum duplo.

Esta é uma série verdadeiramente espetacular, a todos os níveis, que recomendo vivamente a qualquer leitor. Tanto o primeiro como o segundo volume me deixaram abismalmente fascinado perante uma história tão densa e desenhos tão incríveis.

Por todos estes motivos, quero muito ler este volume que, por agora, encerra a série Shi.


Shi - Livro 3, de Zidrou e Homs

Após os acontecimentos em Londres, Jay e Kita săo, mais do que nunca, consideradas terroristas pela burguesia hipócrita.
No entanto, graças ao grupo "Măes Furiosas", a sua luta espalhou-se como fogo em palha seca. Tanto que a marca SHI nunca esteve tăo visível em Londres. No túmulo de Jay, Apolline começa a compreender a vida que a sua măe biológica levou até entăo. Uma vida de lutas e de batalhas, dedicada a uma causa. Mas será Apolline suficientemente forte para suportar o peso do seu legado? Estará preparada para assumir o lugar dessa măe falecida sobre quem nada sabe, excepto através de boatos populares e pedidos de resgate?

Londres, 1858. Enquanto Jay aguarda o seu julgamento na prisăo, após os trágicos eventos de Trafalgar Square, e tanto Kita como Sensei, com os seus demónios, lutam para recuperar dos seus ferimentos, uma nova calamidade assola a Inglaterra e a capital do Império Vitoriano. Uma onda de calor intensa seca o Tamisa, poluindo Londres e ameaçando reacender uma epidemia de cólera.

Mas isso năo impede as fundadoras das "Măes Furiosas" de planearem novos ataques, de lutarem pelo fim do trabalho infantil e de procurarem a filha de Jay. Só falta a encarnaçăo do quarto demónio para finalmente se vingarem do Império, porque, como diz a cantiga infantil: "4 é o seu número, o seu número maligno"... Desta vez, Zidrou mergulha as suas heroínas, sedentas por vingança e justiça social, no coraçăo de um evento histórico que ressoa com particular força nos dias de hoje: "O Grande Fedor", uma catástrofe climática que desencadeou uma verdadeira revoluçăo na saúde pública de Inglaterra. Um ambiente crepuscular onde a arte evocativa de Homs mais uma vez opera maravilhas.

“Shi” é uma das mais aclamadas séries da BD franco-belga da actualidade, uma obra fascinante que a Ala dos Livros publica em Portugal.

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Ficha técnica
Shi - Livro 3
Autores: Zidrou e Homs
Editora: Ala dos Livros
Páginas: 128, a cores
Encadernação: Capa dura, com lombada em tecido
Formato: 235 x 320 mm
PVP: 32,00€

Análise: Adèle Blanc-Sec - Série Completa

Adèle Blanc-Sec - Série Completa, de Jacques Tardi - Levoir

Adèle Blanc-Sec - Série Completa, de Jacques Tardi - Levoir
Adèle Blanc-Sec - Série Completa, de Jacques Tardi

Hoje falo-vos de Adèle Blanc-Sec, de Jacques Tardi, uma série que já conheço há muitos anos e que, embora já tivesse sido editada, em parte, pelas editoras Bertand e ASA, só foi integralmente editada, no final do ano passado, pelas mãos da editora Levoir. Coisa que merece as minhas vénias, pois a série tinha estado décadas - sim, décadas! - incompleta. Demorou 47 anos(!) entre a publicação do primeiro tomo, pela Bertrand, em 1978, e o último, em 2025, e não sei se isto é algo que nos devamos orgulhar ou envergonhar. Mas adiante!

Esta é uma série especial e profundamente original, que marcou bastante as minhas leituras durante os anos 90, quando a li pela primeira vez. E esta releitura que fiz de alguns clássicos - bem como, a primeira leitura de alguns dos tomos que eu ainda não conhecia - levou-me a mergulhar neste universo especial que, naturalmente, ocupa um lugar muito particular na história da banda desenhada europeia. 

Adèle Blanc-Sec - Série Completa, de Jacques Tardi - Levoir
Publicada originalmente a partir de 1976, Adèle Blanc-Sec é uma série que parece diferente de todas as outras e que rapidamente se destacou pela sua combinação improvável de fantasia, terror, mistério, ficção científica, policial e sátira social. Sim, Adèle Blanc-Sec é tudo isso!

A protagonista, Adèle Blanc-Sec, é uma das grandes heroínas da banda desenhada europeia. Ela é escritora, aventureira, investigadora e uma mulher com uma independência pouco comum para a época em que as histórias decorrem. Adèle move-se por um mundo repleto de fenómenos inexplicáveis, cientistas loucos, sociedades secretas, múmias, monstros pré-históricos e conspirações de toda a espécie. E o mais curioso é que, apesar da extravagância dos acontecimentos, a personagem mantém quase sempre uma atitude pragmática perante o absurdo que a rodeia.

Considero que um dos maiores méritos da série é precisamente a forma como Tardi mistura géneros. As aventuras de Adèle começam muitas vezes como histórias policiais ou de mistério, mas rapidamente derivam para territórios fantásticos e surrealistas. Dinossauros que sobrevoam Paris, experiências científicas impossíveis ou figuras saídas do ocultismo - "you name it" - convivem naturalmente com uma recriação histórica meticulosa da capital francesa do início do século XX.

Adèle Blanc-Sec - Série Completa, de Jacques Tardi - Levoir
Paris é, aliás, uma verdadeira protagonista da série. As ruas, os cafés, as avenidas, os monumentos e os bairros são recriados com um rigor impressionante por parte de Jacques Tardi. Como tal, essa é outra das coisas que me agrada nesta série: a de ser transportado para uma cidade que tanto admiro. As próprias guardas dos livros não só são lindas, como representam um autêntico postal ilustrado de Paris!

Outra das coisas que aprecio na série é o seu humor. É verdade que há uma presença frequente da morte, do crime, do sobrenatural e de acontecimentos perturbadores, mas a série é constantemente atravessada por uma ironia subtil. Tardi ridiculariza autoridades, cientistas, militares, burocratas e figuras do poder com uma elegância mordaz. Mas atenção que não é um tipo de humor que se apoie em gags ou trocadilhos... é um estilo de humor que nasce mais do contraste entre a seriedade das personagens e o absurdo das situações em que elas se veem metidas.

Adèle Blanc-Sec - Série Completa, de Jacques Tardi - Levoir
Mas nem tudo é leveza na série porque, contrariamente a algumas bandas desenhadas mais clássicas de aventura, há frequentemente uma atmosfera melancólica e desencantada. E isso, parece-me, acontece porque existe uma certa dureza no olhar de Tardi sobre a sociedade, sobre o exercício do poder e sobre a natureza humana. 

É também justo reconhecer que Adèle Blanc-Sec nem sempre é uma leitura fácil ou entusiasmante. A liberdade criativa de Tardi, que constitui uma das grandes forças da série, reconheço, pode igualmente transformar-se numa das suas maiores limitações. Isto porque a sucessão constante de acontecimentos absurdos ou delirantes tende, nalguns casos, a enfraquecer a credibilidade do enredo e a reduzir o envolvimento emocional do leitor. Pelo menos, foi isso que senti nesta nova leitura que fiz de alguns álbuns mais clássicos. Certos elementos do fantástico deixaram-me muito impressionados quando li a série enquanto adolescente, mas, no tempo presente, senti que alguns acontecimentos nas histórias eram algo forçados em demasia.

Adèle Blanc-Sec - Série Completa, de Jacques Tardi - Levoir
Visualmente, os desenhos de Jacques Tardi, essa celebridade da banda desenhada francesa - e não só - apresentam um traço verdadeiramente reconhecível. Tardi é mais um daqueles autores em que nos basta olhar durante segundos para um desenho seu para percebermos logo quem é o autor. Não se trata de um desenho exuberante ou excessivamente espetacular, mas de um estilo profundamente eficaz e expressivo. Considero que, por vezes, existe algum caos visual, com balões com bastante texto e encavalitados junto às personagens, mas diria que isso também faz parte do charme singular das obras do autor.

Pessoalmente, considero que os primeiros volumes continuam a representar o auge criativo da série. Existe neles uma frescura, uma imprevisibilidade e um sentido de descoberta que dificilmente se repetem mais tarde. Ou melhor, até se repetem, mas sem a mesma frescura. Isso não significa que os álbuns posteriores sejam fracos. Apenas que os primeiros tomos possuem, a meu ver, uma maior energia criativa e um encanto difícil de replicar.

Em termos de edição, a Levoir apresentou-nos um bom trabalho. Cada um dos volumes apresenta capa dura brilhante - exceto os dois últimos volumes, O Labirinto Infernal e O Bebé de Buttes-Chaumont, o que merece a minha única chamada negativa à edição. Tratando-se de uma coleção integral, este lapso foi uma pena. De resto, os livros apresentam bom papel brilhante no interior e um bom trabalho ao nível da impressão e encadernação.

No final, Adèle Blanc-Sec permanece uma das grandes criações da banda desenhada europeia, e recomenda-se a públicos de todas as idades. Original, inventiva e elegante, a série demonstra que é muito mais do que uma simples sucessão de aventuras fantásticas. É uma obra que continua a surpreender pela inteligência, pela imaginação e pela capacidade de transformar o passado histórico num território sem limites para a fantasia. Um clássico da banda desenhada, portanto.


NOTA FINAL (1/10):
9.0


Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Adèle Blanc-Sec - Série Completa, de Jacques Tardi - Levoir

Fichas técnicas
Adèle Blanc-Sec #1 - Adèle e o Monstro
Autor: Jacques Tardi
Editora: Levoir
Páginas: 48, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 224 x 297 mm
Lançamento: Junho de 2024

Adèle Blanc-Sec - Série Completa, de Jacques Tardi - Levoir

Adèle Blanc-Sec #2 - O Demónio da Torre Eiffel
Autor: Jacques Tardi
Editora: Levoir
Páginas: 48, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 224 x 297 mm
Lançamento: Julho de 2024

Adèle Blanc-Sec - Série Completa, de Jacques Tardi - Levoir

Adèle Blanc-Sec #3 - O Cientista Louco
Autor: Jacques Tardi
Editora: Levoir
Páginas: 48, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 224 x 297 mm
Lançamento: Setembro de 2024

Adèle Blanc-Sec - Série Completa, de Jacques Tardi - Levoir

Adèle Blanc-Sec #4 - Múmias à Solta
Autor: Jacques Tardi
Editora: Levoir
Páginas: 48, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 224 x 297 mm
Lançamento: Fevereiro de 2025

Adèle Blanc-Sec - Série Completa, de Jacques Tardi - Levoir

Adèle Blanc-Sec #5 - O Segredo de Salamandra
Autor: Jacques Tardi
Editora: Levoir
Páginas: 48, a cores  
Encadernação: Capa dura
Formato: 224 x 297 mm
Lançamento: Junho de 2024

Adèle Blanc-Sec - Série Completa, de Jacques Tardi - Levoir

Adèle Blanc-Sec #6 - O Afogado com as Duas Cabeças
Autor: Jacques Tardi
Editora: Levoir
Páginas: 48, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 224 x 297 mm
Lançamento: Julho de 2024

Adèle Blanc-Sec - Série Completa, de Jacques Tardi - Levoir

Adèle Blanc-Sec #7 - Todos os Monstros
Autor: Jacques Tardi
Editora: Levoir
Páginas: 48, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 224 x 297 mm
Lançamento: Setembro de 2024

Adèle Blanc-Sec - Série Completa, de Jacques Tardi - Levoir

Adèle Blanc-Sec #8 - O Mistério das Profundezas
Autor: Jacques Tardi
Editora: Levoir
Páginas: 48, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 224 x 297 mm
Lançamento: Fevereiro de 2025

Adèle Blanc-Sec - Série Completa, de Jacques Tardi - Levoir

Adèle Blanc-Sec #9 - O Labirinto Infernal
Autor: Jacques Tardi
Editora: Levoir
Páginas: 56, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 224 x 297 mm
Lançamento: Outubro de 2025

Adèle Blanc-Sec - Série Completa, de Jacques Tardi - Levoir

Adèle Blanc-Sec #10 - O Bebé de Buttes-Chaumont
Autor: Jacques Tardi
Editora: Levoir
Páginas: 72, a cores 
Encadernação: Capa dura
Formato: 224 x 297 mm
Lançamento: Outubro de 2025

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Vem aí o segundo e último volume de "Blast"!



"What a blast!"

A editora Ala dos Livros prepara-se para fazer chegar às livrarias portuguesas, já a partir do próximo dia 8 de setembro, o segundo e último volume de Blast, de Manu Larcenet!

Recordo que a série original contém 4 tomos e que a edição portuguesa desta obra marcante está dividida em dois volumes duplos. O que quer dizer que, daqui a alguns dias, já poderemos reunir nas nossas estantes a obra inteira em português! 

Coisa que, há cerca de um ano, poucos achariam possível, tendo em conta a dimensão da obra. Lembro-me que muita gente achava que nenhuma editora teria a coragem ou a força para editar esta obra. Mas a Ala dos Livros lá provou o contrário.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse e algumas promocionais deste livro que quero muito ler.


Blast - Integral (2/2), de Manu Larcenet

Polza Mancini, ainda sob custódia policial após a morte de uma jovem, relata as suas memórias na busca desesperada pelo Blast, "a explosão" — aqueles momentos mágicos que o transportam para outro lugar —, bem como as suas estadias em hospitais psiquiátricos, os seus terrores e pesadelos...
O segundo e último volume integral daquela que é por muitos considerada como a obra-prima de Manu Larcenet, uma obra artística exemplar, Blast, não deixará ninguém indiferente. Primeiro, pela sua forma: quatro álbuns publicados em Portugal em dois volumes integrais densos, sombrios e trágicos, repletos de humanidade transbordante e selvajaria fascinante. Depois, pelas suas qualidades gráficas e narrativas excepcionais que o tornam uma rara preciosidade editorial. Este segundo integral encerra, com rara mestria no argumento, a viagem de um homem cativante. Uma conclusão contundente que deixa o leitor sem palavras.

BLAST, a obra mais pessoal e que muitos consideram a obra maior de Manu Larcenet - (“O Relatório de Brodeck”, “A Estrada”…) – é uma história grandiosa, sombria e dura, carregada de um humanismo comovente.
Depois da publicação de O Relatório de Brodeck, e A Estrada, também da autoria de Manu Larcenet, BLAST, é uma obra marcante e imprescindível, que a ALA DOS LIVROS se orgulha de publicar em Portugal.

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Ficha técnica
Blast - Integral (2/2)
Autor: Manu Larcenet
Editora: Ala dos Livros
Páginas: 408, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 225 x 280 mm
PVP: 49,90€