segunda-feira, 3 de outubro de 2022

A Seita aposta nos mangás!


Já era algo esperado há alguns meses e é mesmo verdade: A Seita inicia a sua aposta na banda desenhada vinda do Oriente!

A editora acaba de anunciar que terá um novo selo editorial, Ikigai, que terá como propósito da publicação de mangás.

E a iniciá-lo temos, para já, a primeira aposta que dá pelo nome de Butterfly Beast. Trata-se de uma obra de Yuka Nagate, indicada para um público adulto, e que será um álbum duplo, com o segundo álbum previsto para o próximo mês de Novembro.

Mais abaixo, deixo-vos a sinopse da obra e algumas imagens promocionais da mesma, bem como a informação oficial d'A Seita acerca do seu novo selo editorial Ikigai.

Butterfly Beast Vol. 1 (de 2), de Yuka Nagate
1635. Estamos no início do período Edo, e da paz frágil que chegou ao Japão depois de anos de guerras feudais. Mas na sombra, guerreiros abandonados e sem causa nem líder tentam sobreviver nesta época que já não quer nada com eles. Ochou é um desses guerreiros: de dia cortesã no bairro de prazer da cidade, à noite, uma assassina implacável. A sua missão? Perseguir e eliminar os shinobi errantes, seus antigos companheiros de armas, agora uma ameaça à ordem pública!

Yuka Nagate, uma mangaka cuja carreira se iniciou na revista Weekly Shonen Magazine, apresenta-nos uma história a meio caminho entre o thriller histórico e o conto clássico de vingança, ilustrada pelas suas pranchas magnificamente desenhadas e elegantes.

Nos princípios do século XVII, início do Período Edo (1600-1868), o Japão acaba de entrar num dos seus mais emblemáticos e longos períodos históricos, no qual, durante quase 300 anos, se isolaria do mundo e solidificaria a alma japonesa que conhecemos hoje.
Após a ascensão do Shogun Ieyasu Tokugawa, que assinalou o fim das guerras civis que assolaram o reino do Sol Nascente, muitos samurais e shinobis (conhecidos também como ninjas), habituados à guerra contínua, treinados de forma dura para serem dos mais impressionantes guerreiros da história da humanidade, viram-se de repente em tempos de paz. Alguns acabaram por trabalhar para o Governo, outros regressaram à vida civil, mas muitos não se adaptaram a esta nova ordem e reverteram a uma vida de crime.

É neste contexto que chegamos ao ano de 1635, e que iremos conhecer Ochou, também ela uma shinobi, mas um pouco diferente: ela é caçadora destes samurais errantes e criminosos. Trabalha numa casa de cortesãs na cidade de Yoshiwara, um disfarce para a sua verdadeira actividade, Ochou irá, aos poucos, descobrir uma conspiração que pode pôr em risco a paz conquistada pelos Tokugawa. E é assim que entramos no primeiro volume do mangá Butterfly Beast, de Yuka Nagate, cuja primeira fase tem um total de dois volumes.

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Ficha técnica
Butterfly Beast Vol. 1 (de 2)
Autora: Yuka Nagate
Editora: A Seita (Ikigai)
Páginas: 192, a preto e branco
Encadernação: Capa mole
Formato: 128 x 190 mm
PVP: 9,99€
 
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A Seita apresenta IKIGAI

A Seita tem o prazer de anunciar o nascimento do seu mais novo selo editorial: Ikigai.

O que é Ikigai? Existem duas respostas a esta pergunta. A primeira é a óbvia: através deste selo passaremos a publicar mangás de diferentes autores, diversas editoras e até, quem sabe, múltiplas geografias. Vamos começar, já este mês de Outubro, com o primeiro volume de dois de um drama samurai, passado no início do século XVII, Butterfly Beast de YUKA NAGATE, e continuaremos com a comédia zombie adolescente, Kyo Kara Zombie de ISHIKAWA YUGO e ARAKI TSUKASA.

As novidades não irão parar por aqui, mas queremos deixar-vos com alguma água na boca para o que aí vem, apenas adiantaremos que em inícios do ano que vem lançaremos um dos grandes clássicos do mangá de Samurais, Kubidai Hikiukenin, de Hiroshi Hirata.... mas ainda não decidimos qual o título português! (googlem!)
Por estas apostas, mesmo que nunca tenham ouvido falar de alguma delas, irão depressa concluir que A Seita não se quer prender a nenhum estilo ou idade, e iremos escolher algo para todas as gerações, sensibilidades, gostos, tendências, construindo um catálogo feito de antecipação e surpresa do que poderemos publicar a seguir. O objectivo será sempre qualidade e entretenimento máximo.

Uma das mais belas coisas que a banda desenhada tem é a reunião de diferentes gerações à volta de diferentes geografias desta Arte. Existem aqueles que preferem o familiar da cultura europeia e mergulham com todos os sentidos na BD Franco-Belga, nos Fumetti (para quem não sabe, BD de Itália, que A Seita tem tido o desplante de publicar) e, não convém esquecer, a nossa BD nacional, de que somos uma das principais editoras actualmente. Existem aqueles que atravessam o oceano, vestem capas, ceroulas e cuecas do lado de fora e devoram Comics (sim, nós sabemos que super-heróis estão longe de ser a única BD que vem das terras do Tio Sam, mas permitam-nos alguma liberdade literária).

E existem os que adoram viajar 16 horas de avião, fazer escala em algum lugar intermédio, e aterrar na terra do Sol Nascente, Japão, oito fusos horários antes de Portugal, a um mundo da diferença, do estranhamente belo, da sábia serenidade. É o mundo onde nasceu o Mangá, que muitos já conhecem há décadas, mas que gerações mais novas têm tido o prazer de descobrir e devorar.

E, finalmente, existe a maioria de nós, leitoras e leitores de BD, que adoram provar de tudo um pouco e esquecer fronteiras, estilos e personalidades, e apenas apreciar uma boa história. A todos, juntem-se a nós.

Mas ainda falta a segunda parte da resposta ao que é Ikigai. Esta não foi uma palavra que tenhamos escolhido ao acaso. O Japão é conhecido por palavras que nos parecem mágicas e que resumem sentimentos, sensações ou comportamentos. Nós temos, por exemplo, a palavra Saudade e eles têm outras. Wabi-Sabi, por exemplo, é a beleza que reside nas imperfeições da natureza.

Tsundoku é um acto que tantos de nós da BD conhecemos bem, aquele de quem compra tantos livros, que eles se acumulam à espera da leitura. E Ikigai é a palavra para propósito da vida, uma paixão tão completa que nos impele e dá razão, e nós achamos que a BD é uma espécie de missão, de objectivo, algo que nos ajuda a iluminar as horas do dia. É a nossa paixão.

Assim sendo, queremos que tenham também a paixão de nos acompanhar nestas novas publicações, não importa a idade, o gosto, a geografia, porque o Mangá é para todos os que adoram uma boa história. Sejam bem-vindos ao Ikigai e esperamos que fiquem por cá.






Calendário de lançamento Outono de 2022:

7 de Outubro: Butterfly Beast vol. 1

21 de Outubro: Kyo Kara Zombie vol. 1

Novembro: Butterfly Beast vol. 2

Dezembro: Kyo Kara Zombie vol. 2


terça-feira, 27 de setembro de 2022

Análise: Juventude


Juventude, de Marco Mendes

Hoje já vos falei da fantástica iniciativa, em prol da banda desenhada portuguesa, que a A Seita tem vindo a fazer durante este ano e que utiliza, de forma inteligente e com sentido de oportunidade, os fundos públicos para uma aposta significativa no lançamento, não só de novos livros de banda desenhada, mas, também, de livros que versam sobre o tema.

Juventude, de Marco Mendes, é um dos lançamentos ao abrigo desta iniciativa. E que obra singular e de uma enorme força narrativa ela é! E tudo isto, sem usar uma única palavra.

Sim, se o chavão “uma imagem vale mais que mil palavras” tem sido usado e abusado por muitos, é-me quase impossível não resgatar essa expressão para falar deste Juventude.

Isto porque, sendo uma banda desenhada muda, não utiliza qualquer legenda ou balão para nos passar texto algum. Mas - claro! – há toda uma história, uma experiência, uma vivência que nos é contada através de imagens que, mesmo não tendo uma sequência tão direta assim entre si – e voltarei a este ponto mais à frente – nos conta uma bela história. Familiar a todos nós, que já passámos por uma juventude, mas, ainda assim, suficientemente original e sem cair nos lugares comuns.

Aprecio particularmente quando um autor se predispõe a tentar algo novo e diferente, que tenha a audácia de tentar abordagens diferentes. Juventude é tudo isso para Marco Mendes.

Uma coisa de que, particularmente na análise a esta obra, eu não queria fazer, era falar-vos muito da história que Marco Mendes nos apresenta neste livro. É que, sendo muda, parte do argumento que nos é dado, e que assenta num retrato autobiográfico do autor, é construído por nós mesmos através da interpretação que fazemos das ilustrações. 

É óbvio que há um fio condutor, que nos remete para a vida de um adolescente e as suas vivências, como o primeiro amor, a mudança para outra localidade para prosseguir os estudos na pintura, as saídas com os amigos, as viagens de retorno à terra, para aí encontrar tristes notícias do foro de saúde… tudo está bastante percetível. No entanto, o autor procura não ser óbvio e não fazer a “papinha” toda ao leitor. Desta forma, há certos elementos na narrativa que, possivelmente, cada leitor interpretará à sua maneira e com base nas suas próprias vivências.

Um exercício que considero muito pertinente para lançar a reflexão da interpretação daquilo que vemos à nossa frente. Fez-me até pensar que gostaria de ver quatro ou cinco argumentistas portugueses a colocarem o texto nesta imagem. Provavelmente teríamos histórias diametralmente opostas entre si.

Mas, se até aqui me tenho focado na história e na narrativa de Juventude, convém revelar aquele que será, talvez, o seu maior trunfo: o fantástico conjunto de belíssimas e impactantes ilustrações com que o autor dota a sua obra. Na verdade, num registo que lembra a pintura clássica, Marco Mendes dá-nos uma obra incomparável a qualquer outra. São mais de 100 ilustrações, mas a verdade é que poderiam ser mais de 100 quadros expostos num museu, tal não é a sua força visual, onde fica patente, de forma inequívoca, a capacidade assombrosa do autor para ilustrar através de pinceladas. Marco Mendes demonstra, aliás, ser um autêntico virtuoso da pintura. E, ao ter optado por deixar a sua história sem diálogos, acabou por chamar ainda mais a atenção para as suas magníficas ilustrações. Um autêntico deleite para os olhos!

Se há algo de que me posso queixar neste Juventude – e, na verdade, não se trata bem de uma “queixa”, mas sim da constatação de um facto – é que, em termos de sequência, propriamente dita, acho que o livro não consegue funcionar a 100%. É óbvio que há uma sequência na história e que a mesma se percebe muito bem. Disso não tenho dúvidas. 

No entanto, considero que sendo a banda desenhada uma arte sequencial, onde cada ação parece dividida por vários frames - leia-se vinhetas -, Juventude acaba por parece mais um livro ilustrado mudo do que uma banda desenhada muda, conforme tem sido anunciada. Nada contra e nada de mal nisso, ressalvo. Mas para que houvesse uma maior sequência entre imagens, talvez fosse necessário um maior conjunto de ilustrações para as várias vivências do protagonista. Exemplifico: na cena em que a personagem chega àquela que parece ser uma residência universitária e acaba por ser surpreendido pelos amigos que lhe pregam uma partida, há uma clara sequência narrativa. Porém, na restante obra os momentos são-nos entregues de forma mais avulsa, não havendo espaço para estas sequências mais interligadas entre si. Tal como se cada imagem funcionasse mais como um vislumbre de um determinado momento, para nos dar uma pista de compreensão da história do que, propriamente, para nos dar um acontecimento sequencial.

Não é defeito. É feitio. Uma escolha do autor. Não belisca em nada a qualidade inegável da obra e o gozo que me deu lê-la. É apenas algo que considero que, feito de outra forma, ainda teria elevado mais a qualidade da obra.

A edição d’A Seita, em conjunto com a Turbina, está muito bem conseguida. A obra é em formato horizontal (comummente chamado de “formato italiano”). Não aprecio especialmente este formato, mas acho que, em alguns casos, funciona bastante bem. E Juventude é um desses casos. Dada a mudez da obra e a cinematografia inerente à mesma, parece-me ter sido uma boa opção.

De resto, o livro é em capa dura, em tecido, com papel baço de boa qualidade. Boa impressão e boa encadernação, também. As editoras tiveram ainda a boa ideia de lançar o livro com três versões de sobrecapas: a portuguesa, a inglesa e a francesa. Parece-me uma ideia original e uma forma simples, económica e inteligente de, tendo em conta que o livro não tem texto, conseguir fácil e eficazmente ter versões prontas para os mercados estrangeiros.

Em suma, este é um livro lindíssimo, da primeira à última página e, mais importante que isso, quiçá, é uma obra original, singular no trato, e onde Marco Mendes dá mais um passo na sua afirmação enquanto autor - se é que isso ainda é necessário - ao mesmo tempo que nos convida para um audaz exercício: e se fôssemos nós o co-argumentista do seu próprio livro?


NOTA FINAL (1/10):
9.2



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020



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Ficha técnica
Juventude
Autor: Marco Mendes
Editoras: A Seita e Turbina
Páginas: 116, a cores
Encadernação: Capa dura (mais sobrecapa)
Formato: 23,5 x 27,5 cm
Lançamento: Junho de 2022

É este o ambicioso plano d' A Seita para a banda desenhada portuguesa!


Estou encantado com o belo trabalho que a editora A Seita se dispôs realizar em prol da banda desenhada nacional. Lançar banda desenhada portuguesa já é, por si só, digno de todos os louvores, pois só com esse lançamento e interesse desconceituoso por parte dos leitores portugueses conseguimos fazer com que a criação dos autores portugueses floresça e evolua.

Mas A Seita parece querer ir além do mero lançamento de autores portugueses. E a prova disso é o seu audaz programa Garantir BD, que vos convido a conhecer melhor, mais abaixo, e que para além de livros de banda desenhada também procura publicar livros sobre banda desenhada.

A meu ver, esses livros são cruciais para todos os interessados em banda desenhada aumentarem os seus conhecimentos sobre a 9ª arte. No total, são 8 obras que a editora tem em mente.

Algumas delas, como o Imagens de uma Revolução: 25 de Abril e a BD ou o Juventude, de Marcos Mendes, já se encontram à venda. Os restantes hão-de estar a chegar, mais cedo ou mais tarde, às livrarias.

Mais abaixo, deixo-vos com a nota de imprensa da editora sobre o Garantir BD.


A Seita unida para Garantir a BD portuguesa

8 obras + 1 projecto para um renovado percurso pela história da Nona Arte em Portugal

A pandemia teve um impacto importante na produção de BD no nosso país, não só no número de livros editados e na sua comercialização, mas sobretudo também na produção dos autores portugueses, e na sua visibilidade, com a desaparição dos eventos, sessões de autógrafos, festivais, etc... A Seita decidiu aproveitar a existência de incentivos à criação de projectos culturais e enfrentar a pandemia, concebendo um projecto de edição com autores nacionais e para os autores nacionais. Oito livros de BD, mas também sobre BD. Os primeiros títulos “Imagens de uma Revolução: 25 de Abril e a BD”, o álbum “Juventude”, de Marco Mendes, e “Variantes - Homenagem à BD Portuguesa” estão já a começar a chegar às livrarias.

Celebração da BD portuguesa, a que se junta também a criação de mecanismos que possam agora ajudar à internacionalização desses autores e do património nacional da BD, a proposta teve suporte fundamental do programa Garantir Cultura, em cerca de 60% do investimento, revertido para apoiar nesse período de 2021-2022 os quase 40 autores, desenhadores, gráficos e tradutores envolvidos directamente neste «Garantir BD». No total, pretendiam-se produzir oito livros de BD, mas também sobre BD, pensando formas de evidenciar um património, lançando ao mesmo tempo uma plataforma para a internacionalização.

O projecto, coordenado por José Hartvig de Freitas, no montante de mais de 80 mil euros, foi financiado em cerca de 60% do investimento total pelo programa Garantir Cultura, e contemplou oito livros inéditos a editar. De BD e sobre BD, com vários tipos e géneros, prevendo tanto a produção de obras inéditas, como a resenha histórica e a reflexão sobre a BD portuguesa, envolvendo também a Associação Turbina, há muito ligada à edição de BD, e o selo Comic Heart, que precede a própria existência da editora A Seita.

O apoio obtido visava beneficiar directamente não só os autores, remunerando de maneira justa o trabalho criativo - escrita, desenho e aplicação de cores, tantas vezes tão mal pagos no nosso mercado - mas também os muitos profissionais que trabalham no sector e que tiveram muito menos encomendas ao longo de 2020: designers, legendadores, animadores para vídeo trailers, gráficos e digitalizadores.

Parte do projecto contemplou também um orçamento para a tradução para inglês de um conjunto de obras de BD relevantes, bem como a sua paginação e legendagem, e transformação em versão digital para venda online através de parcerias com plataformas internacionais, e para divulgação nos mercados de direitos de obras de BD.

Dos oito livros produzidos, três estão já disponíveis (ou chegarão às livrarias nos próximos dias), que vamos descrever a seguir.



Imagens de uma Revolução: O 25 de Abril e a BD
Escrito por três grandes especialistas de BD em Portugal, é um livro de ensaio ilustrado, que procura documentar e reflectir sobre a forma como o período da ditadura salazarista, da guerra colonial e da revolução de 25 de Abril que lhes pôs termo, foram abordados pela BD, tanto de autores nacionais como estrangeiros. Baseado em projectos anteriores dos mesmos autores ligados a uma exposição comemorativa do 25 de Abril, este volume actualizou os últimos 20 anos de produção de BD nacional, com inúmeras referências novas, e capítulos adicionais.



Juventude, de Marco Mendes
Depois de “Diário Rasgado”, “Anos Dourados”, “Zombie” e “Tutti Frutti”, Marco Mendes preparou uma crónica em BD onde iremos acompanhar o percurso e evolução de um jovem artista, em transição para a idade adulta. Relato em parte auto-biográfico e tocante de uma juventude, porventura a do autor, é também uma obra muito original, contada através de imagens de página inteira e sem texto. (editado em parceria com a Turbina)




Variantes – Uma Homenagem à BD portuguesa
Proposta de homenagem à BD portuguesa, através de um percurso pela sua história, autores e obras emblemáticas, cujas pranchas escolhidas são recriadas por alguns dos desenhadores mais representativos das gerações actuais. O volume completa-se com textos evocativos de cada autor e obra assim homenageados. Extenso repositório da história da BD portuguesa até 2000, que junta criadores, críticos e especialistas, e descoberta do património da Nona Arte portuguesa de uma forma atenta e apaixonada, explorando as mais diversas vertentes, começando pelo início e pelas primeiras obras de Bordallo Pinheiro, este álbum implicou a encomenda de 24 pranchas originais de BD e outros tantos textos a duas dúzias de criadores e especialistas. (editado em parceria com a Turbina).




Ao longo das próximas semanas, entre o Fórum Fantástico, evento dedicado à FC, à fantasia, BD e cinema (entre 30 de Setembro e 2 de Outubro), e o Festival Amadora BD (entre 20 de Outubro e 30 de Outubro), serão lançados os outros 5 livros que pertencem ao projecto “Garantir BD”. I

remos anunciar os livros um a um à medida que saírem, mas adiantamos aqui alguma informação:

Conversas de Banda Desenhada, por João Miguel Lameiras e Carina Correia


Dragomante II: Prova de Fogo, de Manuel Morgado e Filipe Faria


O Bestiário da Isa, de Joana Afonso


Quero Voar, de Cátia Sousa


Tex: Mais que um Herói, de Mário Marques
(Ainda sem imagem)

Pára tudo! A Levoir está de volta com o lançamento de um novo Joker!!!



Eis a notícia por que muitos ansiavam!!!

A Levoir vai mesmo regressar aos lançamentos de banda desenhada - fora da sua coleção Clássicos da Literatura em BD, entenda-se - e é já no próximo dia 11 de Outubro que a editora nos vai trazer Joker - Sorriso Mortal.

A obra é assinada por Jeff Lemire e Andrea Sorrentino - autores da série Gideon Falls e de Primordial. Sai no próximo dia 11 de Outubro!

Depois de uma longa travessia do deserto em que nada se editou do universo DC, eis que surge a primeira proposta da Levoir nesse sentido. Espero que seja o reinício de uma vigorada aposta da editora em banda desenhada.

Ainda não é conhecido o preço deste livro mas estou certo que brevemente essa informação será tornada pública.

Mais abaixo, deixo-vos algumas imagens promocionais da versão inglesa da obra e com a sinopse da mesma. 


Joker - Sorriso Mortal, de Jeff Lemire e Andrea Sorrentino

A dupla criativa nomeada para os Eisners, composta pelo escritor Jeff Lemire e pelo artista Andrea Sorrentino, reúne-se para uma história de terror psicológico que mergulha na insanidade sem fundo de Joker.

Todos sabem que o Joker não tem a história mais promissora com psicoterapeutas. Na verdade, ninguém foi capaz de o diagnosticar. 
Mas isso não interessa ao Dr. Ben Arnell; ele está determinado a ser o único a desvendar a sua mente desconhecida. 

E não haverá forma alguma de Joker alguma vez conseguir atravessar as paredes terapêuticas que Ben construiu à sua volta. Não é verdade? Não haverá forma alguma de Joker ter entrado em sua casa à noite...certo? Não haverá forma alguma do Joker ter ficado sobre a cama do seu filho e ter colocado aquele livro nas suas mãos, aquele com o, o, o...

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Ficha técnica
Joker - Sorriso Mortal
Autores: Jeff Lemire e Andrea Sorrentino
Editora: Levoir
Páginas: 156, a cores
Encadernação: Capa dura