terça-feira, 22 de setembro de 2026

A adaptação em BD de "Sapiens", de Harari, chega ao fim!




A Elsinore, uma chancela do grupo Penguin, edita durante este mês de setembro o quarto e último volume da adaptação para banda desenhada de Sapiens, a famosa obra de Yuval Noah Harari!

Com argumento de David Vandermeulen e desenhos de Daniel Casanave, Yuval Noah Harari também está intimamente ligado ao projeto, pelo que divide a autoria da obra com os outros dois autores.

É um trabalho deveras interessante, uma leitura que nos enche de informações pertinentes, e que aconselho especialmente. Relembro que, por aqui, já analisei os volumes 1 e 2, bem como o terceiro volume da série.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.

Sapiens: A Idade das Revoluções (Novela Gráfica, vol. 4), de Yuval Noah Harari, David Vandermeulen e Daniel Casanave

Há quinhentos anos, a humanidade fez uma descoberta surpreendente: descobriu a sua própria ignorância coletiva. Foi um momento histórico decisivo no percurso da espécie Sapiens, em que o domínio do pensamento científico se sobrepôs ao religioso e filosófico. 

Com o surgimento de novas tecnologias, as antigas estruturas sociais e políticas desmoronaram-se, impulsionando a expansão imperialista, o colonialismo e o modelo capitalista com as suas promessas de progresso e crescimento.
Determinados a desvendar finalmente os segredos do Universo, os seres humanos modernos aprenderam a controlar o mundo e a produzir mais de tudo. Mas será que a modernidade nos tornou mais felizes?

Neste quarto e último volume da adaptação de Sapiens: História Breve da Humanidade, Yuval Noah Harari, em colaboração com o escritor David Vandermeulen e o ilustrador Daniel Casanave, leva-nos pela Idade das Revoluções, até ao início da atual Revolução da Inteligência Artificial, respondendo de forma simples a questões complexas do nosso tempo: como é que os bancos criam dinheiro do nada, como é que os relógios passaram a dominar as nossas vidas, o que nos reserva o futuro agora que a humanidade enfrenta o seu desafio mais premente de sempre – descobrir como controlar uma inteligência alienígena. Será que vamos conseguir? Ou ficaremos presos nos sonhos das máquinas inteligentes?

Ilustrado a cores, original e cheio de humor, é o livro perfeito para quem quer continuar o diálogo iniciado em Sapiens: História Breve da Humanidade e para apresentar o universo e as ideias de Noah Harari a novos leitores, curiosos pela história e pela ciência, e pelo que tem sido o longo e agitado percurso do ser humano até aos dias de hoje.

O aguardado quarto e último volume da extraordinária adaptação ilustrada do bestseller internacional de Yuval Noah Harari


-/-

Ficha técnica
Sapiens: A Idade das Revoluções (Novela Gráfica, vol. 4)
Autores: Yuval Noah Harari, David Vandermeulen e Daniel Casanave
Editora: Elsinore
Páginas: 248, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 212 x 283 mm
PVP: 31,45€

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Análise: The Beatles em BD

The Beatles em BD, de Vários Autores - ASA - LeYa

The Beatles em BD, de Vários Autores - ASA - LeYa
The Beatles em BD, de Vários Autores

Foi nesta rentrée literária que a ASA editou o livro The Beatles em BD, que conta com textos de Michel Mabel, argumentos de Gaet's e ilustrações de mais de 20 autores que, para não me tornar exaustivo neste texto, opto por não nomear.

O livro propõe-se condensar a história dos The Beatles, a mais famosa banda da história da música, num volume que mistura texto informativo, fotografia e banda desenhada. Nesse aspeto mais elementar tenho que admitir que o livro cumpre aquilo a que se propõe: oferecer uma visão geral da carreira dos The Beatles, desde os primeiros tempos em Liverpool até ao fim da banda, num formato acessível e de leitura rápida.

E, assim sendo, é uma boa opção de compra para leitores que querem saber um pouco mais sobre a banda, bem como para os fãs acérrimos do quarteto que compram tudo o que é lançado sobre os fab four.

Para todos os outros, contudo, incluindo os leitores habituais de banda desenhada, esta não é uma obra particularmente memorável. Embora se leia com agrado e sem dificuldade, raramente consegue ultrapassar a sensação de estar a percorrer um resumo ilustrado da história da banda, sem oferecer grandes surpresas nem uma abordagem especialmente inovadora ao tema.

A biografia que nos é dada sobre a banda formada por John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr, assenta mais em episódios avulsos, trivias e curiosidades da banda do que numa profunda e completa biografia em banda desenhada. Conta-nos coisas engraçadas, sim, algumas já do comum conhecimento popular, mas sem nunca mergulhar de forma muito profunda na banda e nos seus quatro constituintes. O livro avança, pois, através de 25 fragmentos biográficos que privilegiam a anedota e a trivia em detrimento de uma análise mais completa da evolução da banda. Embora seja fã da banda - como não? - não me considero daqueles super mega fãs que sabe tudo sobra a mesma. Ainda assim, foram poucas as coisas que este livro me ensinou, além da suposta morte de Paul McCartney que, confesso, desconhecia totalmente.

The Beatles em BD, de Vários Autores - ASA - LeYa
Mas este, convém dizer-vos, não é um livro apenas de banda desenhada. Na verdade, é mais um livro informativo que também tem banda desenhada, um pouco à semelhança da coleção dos livros sobre cineastas de Amazing Améziane, da qual a ASA já publicou Quentin por Tarantino e Spielberg, que junta texto em prosa a banda desenhada. A diferença entre este e os livros de Amazing Ameziane que refiro, é que nesses livros sobre os realizadores de cinema há um princípio, meio e fim que procura passar em revista todas as obras dos cineastas, enquanto neste The Beatles em BD, embora a obra se tente sustentar numa espinha dorsal assente em termos cronológicos, são muitos os momentos em que a história anda para a frente e para trás. 

A divisão da carreira dos The Beatles em múltiplos episódios independentes é compreensível, sobretudo porque permitiu reunir um vasto conjunto de ilustradores, cada um responsável por diferentes segmentos da narrativa. Mas considero que essa opção acaba também por transmitir uma sensação de obra remendada, formada pela justaposição de peças separadas em vez de constituir um todo verdadeiramente coeso.

Mas o pior desta escolha é a questão que, quanto a mim, mais fragiliza o livro: a constante redundância. Explico-vos mais concretamente: para cada momento relevante da carreira dos The Beatles há um texto explicativo, acompanhado por algumas fotografias, a que se segue uma breve história em BD, normalmente com 4 páginas, que conta essa exata informação. Meus caros, não é assim que se faz um livro deste género. Deveria ser ou 1) completamente ao contrário, apresentando a história em BD e só depois apresentando o texto informativo - se bem que até neste caso haveria uma sensação de redundância - ou, 2), isso sim, reunindo informação que complementasse aquilo que acontece nas histórias em BD. Assim, como está, é um claro tiro ao lado. É que, ao lermos o texto antes de lermos a BD, e por muitos eventos e factos divertidos que obtenhamos, perdemos a predisposição para ler, logo depois, as histórias em BD que, invariavelmente, nos dão a mesmíssima informação, embora em formato de BD. Se apreciam BD e estão interessados em adquirir este livro e querem um conselho, digo-vos isto: leiam primeiro as pranchas de banda desenhada e só depois leiam as páginas informativas.

Nada disto significa que o livro seja uma leitura desagradável. Pelo contrário, lê-se bem e é fácil imaginar que encontre um público significativo, até porque o fascínio pelos The Beatles continua a atravessar gerações. Ainda assim, fica a sensação de que se perdeu uma oportunidade de criar uma biografia mais ambiciosa, mais aprofundada e narrativamente mais bem concebida. Os Beatles, enquanto fenómeno cultural único, mereciam um tratamento em banda desenhada à altura da sua importância. Mas isso não aconteceu.

The Beatles em BD, de Vários Autores - ASA - LeYa
Pareceu-me também que faltou uma maior pesquisa ou cuidado por parte dos autores. Em vários momentos li coisas que me fizeram franzir a testa, ficando com dúvidas. Lembro-me de um momento em concreto: lá mais para o meio do livro aparece uma referência à música All I'm Losing, dizendo que esta se tornou em disco de prata. Ora, enquanto lia o livro, isto fez-me um pouco de espécie, pois lembro-me de achar que não conhecia uma música dos The Beatles com esse nome. Recordo que, sendo uma banda que conheço relativamente bem, não sou expert. Portanto, fui pesquisar e, de facto, não encontrei nenhuma música dos The Beatles com o nome All I'm Losing. O que encontrei é a música I'm a Loser. Não sei se é um erro de tradução da ASA ou se é um erro da própria obra original. Seja como for, é um erro.

Em termos de desenhos, e sendo esta uma antologia, logicamente há histórias mais interessantes do que as outras em termos visuais. Há estilos bastante diferentes em termos de ilustração, mas até achei que é preservada uma certa linha de continuidade visual entre os diferentes autores. O que é bastante positivo. Não diria que algum dos ilustradores faça um trabalho por demais memorável ou fantástico, mas também não posso dizer que as histórias não estejam todas ilustradas de forma eficiente. 

Não obstante, as ilustrações avulsas dos quatro músicos, espalhadas ao longo do volume, acabam por parecer menos justificadas, funcionando apenas como imagens decorativas sem relevância efetiva para a narrativa ou para a compreensão da história da banda. Parecem mais ilustrações "para encher".

Em termos de edição, o livro apresenta capa dura baça, com bom papel baço no interior, boa encadernação e boa impressão. Infelizmente, há um erro na capa que é de lamentar: o logótipo da ASA aparece duas vezes. E numa delas é sem querer. 

Em suma, The Beatles em BD é um livro simpático para quem quer saber mais sobre a banda de música mais famosa de sempre ou para os infindáveis acérrimos fãs da banda. Não diria, porém, que seja um livro de banda desenhada particularmente bem sucedido. Cumpre, mas não impressiona.


NOTA FINAL (1/10):
5.5



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


-/-

The Beatles em BD, de Vários Autores - ASA - LeYa

Ficha técnica
The Beatles em BD
Autores: Vários
Editora: ASA
Páginas: 232, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 20,2 x 23,8 cm
Lançamento: Setembro de 2026

Penguin vai publicar BD de Miyazaki!



A Penguin prepara-se para editar, a partir do próximo dia 5 de Outubro, A Viagem de Shuna, uma BD da autoria do famoso cineasta Hayao Miyazaki!

Ainda antes de se tornar no realizador de tantos clássicos de animação, o autor já havia escrito e ilustrado este A Viagem de Shuna, que agora a Penguin lança pela primeira vez em Portugal.

Por agora, o livro já se encontra em pré-venda no site da editora.

Deixo-vos, mais abaixo, com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.


A Viagem de Shuna, de Hayao Miyazaki

Shuna, jovem herdeiro de uma terra hostil e árida, passa os dias a observar com desespero como o seu povo trabalha até à exaustão, colhendo o pouco grão que cresce nos seus campos. 

Um dia, um misterioso ancião chega às suas terras após uma longa viagem e, à beira da morte, fala-lhe de umas sementes douradas com as quais poderia devolver a abundância às suas colheitas. 

No entanto, terá de pagar um alto preço se quiser encontrá-las, pois as sementes encontram-se no lugar onde a lua nasce e regressa para morrer, onde a terra anuncia o seu fim — um lugar de onde nunca ninguém regressou. 

Shuna, cheio de esperança perante a ideia de pôr fim à fome do seu povo, parte numa perigosa viagem rumo a oeste.

Este conto é inspirado numa lenda tibetana, e foi escrito e ilustrado pelo multipremiado cineasta Miyazaki, uma obra originalmente publicada em 1983 e até agora inédita em português, que se afirma como uma joia imprescindível para todos os fãs de Miyazaki.

Uma aventura intemporal sobre coragem, esperança e compaixão.

A obra-prima que revelou o imaginário de Hayao Miyazaki antes da fundação do Studio Ghibli.


-/-

Ficha técnica
A Viagem de Shuna
Autor: Hayao Miyazaki
Editora: Penguin
Páginas: 160, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 160 x 223 mm
PVP: 24,95€

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Análise: Apenas o Silêncio

Apenas o Silêncio, de Fabrice Colin e Richard Guérineau - Arte de Autor

Apenas o Silêncio, de Fabrice Colin e Richard Guérineau - Arte de Autor

Apenas o Silêncio, de Fabrice Colin e Richard Guérineau

Apenas o Silêncio, de Fabrice Colin e Richard Guérineau, é uma das mais recentes apostas da editora Arte de Autor, tendo chegado às livrarias no início deste verão. E se há obras que nos apanham completamente desprevenidos, deixando-nos maravilhados, esta é uma delas. Admito que, não conhecendo o romance original de R. J. Ellory, no qual esta banda desenhada se inspira, entrei nesta leitura sem saber praticamente nada sobre ela. E talvez tenha sido precisamente isso que tornou a experiência tão especial. Sem expectativas nem ideias pré-concebidas, fui sendo absorvido por uma história incrível que nos é servida através de um argumento rico, complexo e impactante. Adorei. 

Apenas o Silêncio, de Fabrice Colin e Richard Guérineau - Arte de Autor
A obra acompanha a vida de Joseph Vaughan, um rapaz que cresce numa pequena cidade da Geórgia, nos Estados Unidos, durante a década de 1940. Quando várias raparigas começam a ser brutalmente assassinadas, Joseph e os seus amigos decidem organizar patrulhas para proteger as crianças da localidade, tentando reunir provas para chegar ao assassino. Contudo, apesar dos seus esforços, os crimes continuam a acontecer, uma e outra vez, deixando uma marca profunda na comunidade e, sobretudo, na consciência de Joseph.

À medida que os anos passam, Joseph vai crescendo e procura reconstruir a sua vida, tentando superar o trauma que carrega desde os anos da juventude. Mas a sua vida parece ensombrada, pois a felicidade acaba sempre por findar de um momento para o outro e de forma hedionda. E tudo parece ligado com esses crimes das raparigas assassinadas. Não se trata apenas de descobrir a verdade, mas de compreender as consequências dos acontecimentos e o impacto que estes têm nas vidas das personagens. Essa dimensão humana dá uma profundidade adicional à narrativa. E isso é algo que apreciei muito.

Apenas o Silêncio, de Fabrice Colin e Richard Guérineau - Arte de Autor
A verdade é que desde as primeiras páginas, se percebe que estamos perante uma história extremamente densa e emocionalmente pesada. Não é apenas um thriller centrado na descoberta de um culpado, apesar de essa dimensão estar naturalmente presente. Parece-me que o verdadeiro interesse da obra reside sobretudo na qualidade do argumento, na profundidade das suas personagens e na forma elegante como os acontecimentos nos vão sendo revelados, através de um texto rico, bem congeminado e com um ritmo muito elegante.

Outra coisa que achei interessante é que embora não seja um livro muito grande em termos de número de páginas, contém uma história densa e complexa, que atravessa várias décadas e, mesmo assim, isso não faz com que o relato se torne apressado, com demasiado texto por página, como acontece em tantos livros, especialmente aqueles que adaptam para BD obras da literatura. E isso é um belo feito do argumentista, Fabrice Colin, que consegue manter o suspense de tirar o fôlego até à última página, sem ser "chato" e sem ser "apressado". Na medida certa, portanto. A história mantém a sua riqueza dramática e a sua complexidade temática sem parecer resumida ou simplificada em excesso.

Apenas o Silêncio, de Fabrice Colin e Richard Guérineau - Arte de Autor
É verdade que o desfecho talvez tenha sido um pouco apressado. Mesmo assim, como já era algo que, sinceramente, eu estava à espera, não me fez muita "comichão". Talvez, se o impacto da descoberta fosse maior, a rapidez com que tudo se resolve tivesse deixado uma impressão mais negativa em mim. Ainda assim, é provavelmente o ponto em que a obra mais se aproxima da imperfeição.

Apesar dessa pequena reserva, a verdade é que fiquei completamente hipnotizado por este álbum. Durante toda a leitura senti-me incapaz de fazer uma pausa na leitura e mesmo depois de a terminar continuei a pensar neste livro durante vários dias. Mais do que isso, despertou em mim uma enorme vontade de procurar e ler o romance original. Ora, quando isto acontece é sinal de que a experiência de leitura foi deveras marcante. 

Quanto à componente visual, Richard Guérineau - do qual a editora Ala dos Livros também publicado por cá A Sombra das Luzes - realiza um trabalho muito competente e com belos momentos. Os desenhos possuem uma grande eficácia narrativa, revelando personagens expressivas e emocionalmente credíveis. Parece-me que o autor está muitas vezes a um passo de ser sublime, mas que depois há sempre algo que o impede de o ser. Não me entendam mal: eu aprecio bastante o seu trabalho e acho que estamos perante um belo desenhador. Mesmo assim, parece-me que lhe falta algo para que os seus desenhos sejam sublimes. São bons, são bem feitos, bem coloridos... simplesmente não são maravilhosos. São bastante bons. "Apenas".

Apenas o Silêncio, de Fabrice Colin e Richard Guérineau - Arte de Autor
Ainda assim, o resultado é excelente, com várias vinhetas de grande beleza e uma recriação particularmente conseguida da América rural, banhada por tons amarelados que reforçam a atmosfera melancólica e opressiva da narrativa, o que lhe aufere uma teor cinematográfico. 

A edição da Arte de Autor está bastante bem feita. O livro tem capa dura, com textura aveludada e detalhes a verniz. No interior, o papel é baço e de boa qualidade. A encadernação, a impressão e os acabamentos também estão bem conseguidos. Há apenas uma pequena coisa na edição portuguesa que me fez bastante confusão e até me deu alguma irritação, tenho que admitir: a utilização de palavra "miudita" sempre que é feita uma referência às raparigas que aparecem assassinadas. Se fosse uma vez, eu não estaria a referir isso neste texto. Mas essa palavra é usada SEMPRE que há uma referência às vítimas. Com tantas opções, como "menina", "miúda", "criança", "rapariga"... não percebo a insistência do tradutor em recorrer a esta palavra. É um detalhe, bem sei, mas incomodou-me.

Em suma, tenho que confessar que não estava à espera de encontrar um livro tão bom quando peguei neste Apenas o Silêncio. Gostei muito desta leitura. A capacidade da obra em criar inquietação e desconforto emocional é impressionante, tornando-a num trabalho particularmente intenso. É uma leitura pesada, angustiante e até potencialmente traumática para leitores mais sensíveis, mas é precisamente essa força emocional que me cativou especialmente. Bela aposta e bela surpresa da Arte de Autor!


NOTA FINAL (1/10):
9.2


Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


-/-

Apenas o Silêncio, de Fabrice Colin e Richard Guérineau - Arte de Autor

Ficha técnica
Apenas o Silêncio
Autores: Fabrice Colin e Richard Guérineau
Editora: Arte de Autor
Páginas: 112, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 17 x 24 cm
Lançamento: Junho de 2026