terça-feira, 7 de julho de 2026

G. Floy Studio lança novo livro dedicado a Venom!



À semelhança do que aconteceu no ano passado, a G. Floy Studio regressa ao lançamento de banda desenhada, com o seu primeiro livro do ano a chegar até nós apenas no segundo semestre.

Falo de Venom - Preto, Branco & Sangue. Este volume continua a série Preto, Branco & Sangue, que consiste em antologias dedicadas a uma personagem Marvel. A característica especial em termos visuais dos álbuns constantes nesta coleção, é que as histórias são-nos dadas a preto e branco, com a cor vermelha a ter, depois, destaque. São vários os autores - uns mais veteranos, outros mais emergentes - que participam.

Desta vez, as histórias são dedicadas a Venom, um dos vilões - ou anti-heróis - do universo Homem-Aranha.

O livro deverá chegar às bancas a partir de amanhã e às livrarias na semana seguinte, a partir do dia 15 de julho.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.


Venom – Preto, Branco & Sangue, de vários autores

A sobrevivência exige sacrifícios — e cada gota de sangue tem uma história para contar.

Venom: Preto, Branco & Sangue é uma arrepiante colecção de contos intensos a preto e branco com toques de vermelho, nos quais o simbionte é desencadeado na sua forma mais primal e intransigente.

Cada capítulo permite ao leitor embrenhar-se no elo volátil entre hospedeiro e parasita, revelando Venom não só como um anti-herói dividido, mas também como uma imparável força da natureza.

Leitura obrigatória para fãs de narrativas sombrias e arte impactante, pela mão de lendas dos comics como J.M. DeMatteis, Al Ewing, Erik Larsen e Chris Bachalo.

Este álbum reúne as histórias publicadas originalmente em Venom: Black, White & Blood #1–4.



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Ficha técnica
Venom - Preto, Branco & Sangue
Autores: Vários
Editora: G. Floy Studio
Páginas: 152, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 18 x 27,5 cm
PVP: 23,00€

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Chega hoje às bancas novo livro de Chabouté!



Sai hoje com o jornal Público, o novo livro da Coleção de Novelas Gráficas da editora Levoir que dá pelo nome de Partir, Ficando e é da autoria de Christophe Chabouté, de quem sou um grande admirador!

Este é um livro poético e com uma história lindíssima, que nos deixa a refletir, e que aconselho a toda a gente!

Mais abaixo, deixo-vos com a nota de imprensa da obra e com algumas imagens promocionais sobre a mesma.


Partir, Ficando, de Chabouté

O mais recente trabalho de Christophe Chabouté, Partir, ficando chega aos leitores portugueses através da colecção novela gráfica que a Levoir e o Público editam a 3 de Julho.

Chabouté tem várias obras editadas pela Levoir, nomeadamente: Acender uma Fogueira, Moby DicK (2 volumes) e Táxi Amarelo.

Christophe Chabouté é o vencedor da 13.ª edição do Prémio Landerneau BD do Espace Culturel E. Leclerc pela sua novela gráfica Partir, ficando.

Nascido na Alsácia em 1967, vive atualmente na ilha de Oléron. Publicou as suas primeiras ilustrações em 1993, Récits, um álbum coletivo sobre Arthur Rimbaud. A sua cor preferida é o preto e branco. Deixa ao leitor a liberdade de acrescentar a sua própria cor. O preto e branco é simplesmente o seu modo de expressão. Na sua cabeça, está escrito que as histórias que conta são a preto e branco para se libertar de constrangimentos estéticos e narrativos. Só utiliza a cor se esta acrescentar significado à história, o que acontece em Partir, ficando.
O Alasca, a última fronteira... Esta região selvagem e hostil, o sonho de todo o viajante aventureiro... Sonhei em partir para o fim do mundo, percorrer os seus vastos espaços. Mas fui obrigado a ficar. Então parti sem partir... Apanhei peixes-trombeta, patos-listrados e lebres-de-gola. Segui os rastros e as pegadas da fauna local. Consegui capturar um animal desconhecido.

Com esta bela história, Chabouté mostra-nos uma forma de nos reapropriarmos da realidade, do mundo que nos rodeia, desligando-nos da rotina. A sua personagem pára, deixa o tempo passar à sua volta e começa a observar: olha para tudo, para as pessoas, as formas, as cores… e também escuta. Como alguém que descobre o mundo pela primeira vez, demora-se e maravilha-se com cada detalhe que o rodeia, mesmo os mais pequenos e insignificantes — à primeira vista.
“Grande contador de histórias, Chabouté oferece-nos com este álbum pranchas mágicas. Uma obra-prima em preto e branco com toques de cor.” La Croix

Títulos da colecção já publicados: A Aranha de Mashaad; Dostoiévski: O sol negro e Dez Mil Elefantes.

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Ficha técnica
Partir, Ficando
Autor: Christophe Chabouté
Editora: Levoir
Páginas: 152, a preto e branco, com algumas vinhetas a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 195 x 270 mm
PVP: 16,90€

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Análise: Blacksad #4 - O Inferno, O Silêncio

Blacksad #4 - O Inferno, O Silêncio, de Juan Díaz Canales e Juanjo Guarnido - Ala dos Livros

Blacksad #4 - O Inferno, O Silêncio, de Juan Díaz Canales e Juanjo Guarnido - Ala dos Livros
Blacksad #4 - O Inferno, O Silêncio, de Juan Díaz Canales e Juanjo Guarnido

Foi há poucos meses que a editora Ala dos Livros nos trouxe o quarto volume da série Blacksad, intitulado O Inferno, O Silêncio, de Juan Díaz Canales e Juanjo Guarnido. Esta é, como não me canso de dizer, uma das minhas séries preferidas de sempre. Lado a lado com a brilhante Armazém Central.

Tratando-se de uma reedição, uma vez que este quarto volume já havia sido lançado pela editora ASA em 2010, convém dizer que há várias coisas que distinguem esta nova edição da primeira. Desde logo, os acabamentos. O livro apresenta capa dura baça, com lombada em tecido. Cada lombada desta reedição da Ala dos Livros contribui para a formação de uma imagem conjunta. O resultado é muito bonito e elegante. Para além desse requinte visual e de material, cada um dos livros inclui A História das Aguarelas, que é um extenso dossier sobre o processo criativo de Juanjo Guarnido, em que o autor nos revela, num discurso na primeira pessoa, as técnicas, as ideias e as opções que tomou em termos de cores. São 40 páginas - sim, leram bem - dedicadas a este assunto. O que faz com que seja justo dizer que cada um destes tomos que a Ala dos Livros tem editado é, na verdade, constituído por dois livros: o livro propriamente dito e o "livro sobre o livro" que, aliás, até foi editado de forma separada originalmente. Por este motivo, não me canso de dizer que esta é uma das melhores edições de banda desenhada em Portugal dos últimos anos. Um objeto obrigatório para fãs e colecionadores.

Blacksad #4 - O Inferno, O Silêncio, de Juan Díaz Canales e Juanjo Guarnido - Ala dos Livros
Focando-me na história deste O Inferno, O Silêncio, a narrativa leva-nos até à Nova Orleães dos anos 50, em pleno ambiente festivo do Mardi Gras. Desta vez, o nosso detetive John Blacksad é contratado por Fausto, um produtor de jazz gravemente doente, que lhe pede ajuda para encontrar Sebastian, um pianista talentoso desaparecido há vários meses. O caso parece simples à partida, mas rapidamente revela camadas mais profundas e inquietantes. 

Acompanhado pelo inseparável Weekly, Blacksad mergulha então num universo marcado pela música, pela droga, pelos excessos e por muitos segredos por desvendar. Na verdade, todas as personagens escondem mais do que aquilo que, à partida, aparentam ser. Mas isso é, já sabemos, algo comum às histórias de Blacksad.

Díaz Canales constrói novamente um belo enredo noir sólido, com a dose certa de complexidade para uma história de 58 páginas, cheio de tensão emocional e de momentos de grande humanidade, em que o mistério serve também para explorar temas como a solidão, a dependência e, especialmente, a procura de redenção.

Blacksad #4 - O Inferno, O Silêncio, de Juan Díaz Canales e Juanjo Guarnido - Ala dos Livros
Para mim, que acompanho Blacksad desde o primeiro volume, este álbum volta a demonstrar porque é que esta série ocupa um lugar tão especial na banda desenhada contemporânea. Há um nível de consistência impressionante na forma como Díaz Canales e Guarnido conseguem combinar histórias policiais envolventes com retratos humanos cheios de nuances. Especialmente tendo em conta que as personagens da história são antropomorfizadas. Ou seja, têm cara - e, por vezes, corpos - de animais, embora o universo criado não possa ser mais humano, com todos os defeitos e virtudes inerentes que nos caracterizam enquanto espécie.

Uma das coisas que mais aprecio neste quarto tomo da série é a sua coesão, pois tudo parece encaixar naturalmente: a cidade escolhida, o mardi gras, o universo do jazz, as drogas e o próprio tom melancólico da narrativa. 

E, claro, as personagens também são outro dos grandes trunfos do livro, pois mesmo aquelas que aparecem durante poucas páginas, acabam por deixar a sua marca. Como é habitual em Blacksad, ninguém é totalmente herói nem totalmente vilão. É claro que há vilões e personagens hediondas, mas mesmo as personagens boas apresentam sempre fragilidades, motivações contraditórias e zonas cinzentas que tornam cada figura mais credível e interessante.

Blacksad #4 - O Inferno, O Silêncio, de Juan Díaz Canales e Juanjo Guarnido - Ala dos Livros
John Blacksad, por sua vez, continua a ser um protagonista fascinante precisamente porque não é infalível. E neste tomo em particular, até chega, por mais de uma vez, a quase perder a vida. A sua inteligência e persistência convivem com dúvidas, frustrações e um certo desencanto que o tornam profundamente humano, apesar da natureza antropomórfica do universo em que vive. E depois temos a personagem irresistível Weekly - que teve a honra de receber um spin off recentemente - e que aqui aparece especialmente divertido.

Díaz Canales demonstra mais uma vez o seu talento para escrever histórias policiais que respeitam os códigos clássicos do género noir, mas que conseguem ir além deles. A investigação mantém o leitor interessado, mas o verdadeiro impacto surge na forma como os temas emocionais são trabalhados ao longo da narrativa.

Visualmente, o livro continua a ser um autêntico mimo. O Inferno, O Silêncio é mais uma demonstração do talento extraordinário de Juanjo Guarnido! Cada página parece ter sido criada com um cuidado quase obsessivo, desde a composição das vinhetas até à expressão das personagens. É daquelas obras em que vale a pena parar frequentemente apenas para admirar a arte ilustrativa.

Blacksad #4 - O Inferno, O Silêncio, de Juan Díaz Canales e Juanjo Guarnido - Ala dos Livros
Aliás, acho que é justo dizer-se que as ilustrações do autor não se limitam a ilustrar o argumento. Ao invés, dão-lhe uma dimensão adicional, enriquecendo cada cena com uma quantidade impressionante de detalhe e expressividade. A Nova Orleães dos anos 50 ganha vida através de ruas apinhadas de gente, clubes de jazz envoltos em fumo, desfiles coloridos de carnaval e ambientes noturnos carregados de atmosfera. Cada vinheta transmite uma sensação de movimento e de autenticidade que faz com que o leitor se sinta verdadeiramente imerso naquele mundo. Como não adorar?

Guarnido continua também a impressionar pela forma como trabalha as personagens antropomórficas. Apesar de serem animais, nunca deixam de parecer profundamente humanas nas suas emoções, gestos e expressões. E é precisamente aqui que Juanjo Guarnido volta a lembrar-me porque é o meu ilustrador de banda desenhada preferido. O domínio da anatomia animal, a expressividade dos rostos, o trabalho de luz e sombra e a utilização da cor atingem um nível que poucos autores conseguem igualar. 

As cores, em aguarela, são ainda um espetáculo à parte, como se o prato já não estivesse cheio com a bela história noir, com as memoráveis personagens e com os belíssimos desenhos. Guarnido é verdadeiramente incrível!

No final, Blacksad - O Inferno, O Silêncio não é necessariamente o álbum mais explosivo da série, mas é um dos mais maduros e emocionalmente ricos. Com uma história bastante coesa, personagens marcantes e uma componente visual absolutamente deslumbrante, este tomo reafirma tudo aquilo que faz de Blacksad uma série tão especial para mim desde o primeiro número. E é mais uma prova de que Díaz Canales e Guarnido formam uma das duplas criativas mais extraordinárias da banda desenhada moderna.


NOTA FINAL (1/10):
9.8



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020



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Blacksad #4 - O Inferno, O Silêncio, de Juan Díaz Canales e Juanjo Guarnido - Ala dos Livros

Ficha técnica
Blacksad #4 - O Inferno, O Silêncio
Autores: Juan Díaz Canales e Juanjo Guarnido
Editora: Ala dos Livros
Páginas: 104, a cores
Encadernação: Capa dura com lombada em tecido
Formato: 235 x 310 mm
Lançamento: Março de 2026

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Vinheta 2020 tem nova imagem feita por autor nacional!



Assim tem sido desde que comecei este projeto: muda o semestre e muda a imagem do blog Vinheta 2020!

Então, para início deste segundo semestre de 2026, que começa hoje, a nova imagem deste espaço foi gentilmente feita pelo Pedro N., um dos autores do muito - e justamente - aplaudido Tales From Nevermore.

Para a imagem do blog, Pedro N. desenhou de modo verdadeiramente espetacular a incontornável personagem de Sandman, criada por Neil Gaiman.

O autor junta-se assim ao belo conjunto de autores que já ilustraram a imagem do Vinheta 2020: João Mascarenhas, Xico Santos, Diogo Carvalho, Paulo J. Mendes, Jorge Coelho, Henrique Gandum, Daniel Maia, Joana Afonso, Ricardo Santo, Luís Louro, Osvaldo Medina e Telmo Estrelado.

Obrigado, Pedro N.!