quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Análise: Ulysse e Cyrano

Ulysse e Cyrano, de Xavier Dorison, Antoine Cristau e Stéphane Servain - ASA

Ulysse e Cyrano, de Xavier Dorison, Antoine Cristau e Stéphane Servain - ASA
Ulysse e Cyrano, de Xavier Dorison, Antoine Cristau e Stéphane Servain

Há livros que se saboreiam devagar, como um prato que exige tempo, lume brando e entrega. Ulysse e Cyrano, com argumento de Xavier Dorison e Antoine Cristau, e ilustrações de Stéphane Servain, é precisamente isso: uma obra que se degusta. Não se lê apenas, saboreia-se, mastiga-se, inspira-se, sente-se. É daquelas histórias que nos aquecem o peito e nos deixam, no final, com a estranha sensação de termos vivido algo maior do que as suas páginas.

Eis (mais) uma bela obra publicada pela editora ASA, outra das obras vencedoras dos Prémios de Angoulême do ano passado, que todos merecem conhecer.

A história decorre na Borgonha dos anos 1950. Bem, na verdade, a história até começa em Paris, mas após enfrentar algumas acusações de parceria comercial com o regime nazi durante a Segunda Guerra Mundial, um rico industrial decide enviar a sua mulher e filho, Ulysse, para a Borgonha, uma região mais recôndita e rural, longe dos holofotes de Paris. E tudo aquilo que este pai austero deseja e ambiciona para Ulysse, é que este possa seguir os mesmos passos que, por sua vez, já foram os passos do seu avô. Para tal, Ulysse precisa ser um aplicado e bem sucedido estudante, com o intuito maior de assumir as responsabilidades à altura da posição social da sua família. No entanto, o rapaz sente-se deslocado nesse destino já traçado e pouco entusiasmado com o futuro que o pai lhe impõe, com as suas notas escolares a ficarem muito aquém daquilo que lhe é exigido. A vida, bem sabemos, muitas vezes parece ter outros planos do que aqueles que achávamos inabaláveis...

Ulysse e Cyrano, de Xavier Dorison, Antoine Cristau e Stéphane Servain - ASA
Como se estes dilemas pessoais já não fossem grandes na vida de Ulysse, a sua vida muda ainda mais quando conhece Cyrano, um antigo e renomado cozinheiro, agora afastado das cozinhas dos restaurantes, um homem livre, mas amargurado por um passado que teima em não largar. 

Ainda assim, mantém-se um apaixonado pela gastronomia e pela arte de bem viver. Carismático, irreverente e profundamente humano, Cyrano abre a Ulysse as portas de um mundo feito de sabores, técnica, disciplina e criatividade. Na cozinha, o jovem descobre uma vocação e uma forma de expressão que nunca encontrara nos seus estudos tradicionais.

A obra é, assim, uma história de iniciação e transmissão: fala do confronto entre dever e desejo, entre estatuto social e realização pessoal. Através da relação entre mestre e aprendiz, mostra como a paixão pode redefinir um destino... e como escolher o próprio caminho pode ser o verdadeiro ato de coragem.

Mas, aparte isso, é na relação entre estes dois mundos improváveis que a narrativa se constrói. Ulysse, jovem moldado pelo conforto e pela expectativa; Cyrano, figura áspera, quase bruta à primeira vista, mas com um coração imenso escondido por detrás da sua suposta rudeza. A química entre ambos é imediata, ainda que feita de atritos. 

Confesso que, ao longo da leitura, não consegui evitar que a memória me levasse a um dos filmes da minha vida: Cinema Paradiso. Tal como na obra-prima de Giuseppe Tornatore, encontramos aqui uma relação que transcende gerações e diferenças. E da mesma forma que, em Cinema Paradiso, o pequeno Toto encontra em Alfredo uma figura tutelar que lhe molda o olhar sobre o mundo e sobre o cinema, também Ulysse descobre em Cyrano um mestre improvável, não apenas na arte da cozinha, mas na arte de viver. Talvez por isso, é já que falo neste portento do cinema, diria que uma boa companhia sonora para ler este Ulysse e Cyrano, até poderá ser a música do maior de sempre dos compositores de cinema (peço desculpa, Mestre John Williams, que também és fantástico): Ennio Morricone. Seja a música de Cinema Paradiso, seja a música de A Lenda de 1900 ou a de Era Uma Vez Na América, diria que têm aqui boas opções para acompanhar a leitura desta banda desenhada.

Mas, não perdendo o foco e voltando a Ulysse e Cyrano, a verdade é que a sua história até é bastante simples. Uma espécie de conto clássico moderno que carrega dentro de si uma abundância de temas: o significado que cada um atribui à existência, o peso da família, a fidelidade aos nossos sonhos, as modas que passam e o passado que insiste em não desaparecer. Fala-se de prazer, de amizade, de honra, de herança material e emocional. E tudo isto é feito com leveza, ternura e até um subtil humor que tempera a narrativa na medida certa.

Há algo de profundamente iniciático no percurso de Ulysse. O jovem que aprende a questionar o caminho que lhe foi imposto, que ousa escutar o que o coração lhe sussurra.  E, já agora, que bela imersão gourmet esta obra nos oferece. A Borgonha dos anos 50 surge quase como uma personagem adicional. Sentimos os aromas da manteiga a derreter, o estalar da carne na frigideira, o perfume do vinho a libertar-se no ar e o cheiro da terra molhada a envolver o cenário bucólico. A cozinha torna-se uma personagem por si só, sendo ponte de reconciliação e redenção, pois é através dos pratos que Cyrano comunica, ensina, partilha e revela a sua humanidade.

Ulysse e Cyrano, de Xavier Dorison, Antoine Cristau e Stéphane Servain - ASA
Pode argumentar-se que já vimos histórias semelhantes: o jovem herdeiro de uma família abastada que decide contrariar o destino traçado, rompendo com o peso das expectativas paternas. Sim, há algo de clássico, e até de previsível, neste ponto de partida. Mas quando a execução é tão cuidada, quando o enredo é tão bem arquitetado e ainda nos brinda com alguns momentos inesperados que impedem a narrativa de cair na monotonia, só nos resta render-nos. Deixarmo-nos levar.

Porque o que realmente distingue Ulysse e Cyrano é a forma como nos envolve. As personagens são memoráveis, densas, humanas. Não são meros arquétipos; são pessoas com falhas, com medos, com desejos contraditórios. Até mesmo as personagens mais secundárias. 

Diria que talvez o final da história, não sendo mau, de todo, pudesse, ainda assim, ter arriscado mais ou ser um pouco menos óbvio. Mas é apenas uma coisa pequena numa obra tão bem explanada.

Se o trabalho conjunto de Xavier Dorison e Antoine Cristau no argumento é muito bom e bem doseado, há que dar uma palavra muito especial ao trabalho gráfico de Stéphane Servain. A sua linha é magnífica, com um lado quase lírico que confere às imagens uma delicadeza rara. Há uma poesia visual em cada vinheta, uma atenção ao detalhe que nos convida a demorar o olhar. As expressões, os gestos, os cenários, as comidas... tudo respira autenticidade e traz consigo um convite de proximidade a que é difícil de resistir. O traço rápido e enérgico de Servain alterna entre uma certa aspereza em alguns momentos e uma expressividade das personagens que as torna empáticas para o leitor.

A cor, então, é fundamental! Os tons quentes da cozinha, os verdes e dourados da paisagem borgonhesa, as sombras que envolvem os momentos mais introspectivos... tudo contribui para criar uma atmosfera envolvente. Acaba por ser uma experiência sensorial completa. 

Nota ainda, positiva, para a planificação que é muito dinâmica, com vinhetas de todos os tamanhos possíveis, o que contribui para um ritmo que sabe acelerar e ou abrandar a velocidade de leitura a preceito.

E que dizer da própria capa? Lindíssima! Tantas vezes já escrevi que, no caso dos livros - e especialmente daqueles que são de banda desenhada - a capa é a embalagem do produto-livro. Se a capa é má, esse "produto", por melhor que seja, tem uma embalagem má que atrai menos. E o mesmo pode ser dito ao contrário: se uma capa é boa, gera-se automaticamente um gatilho de interesse perante o livro. A capa deste Ulysse e Cyrano, com os seus tons amarelados e poesia que emana da pose confortável das personagens, funciona como uma porta de entrada. Quase como uma promessa de que a história nos vai tocar, que nos vai alimentar - literal e metaforicamente.

A edição da ASA é em capa baça, com excelente papel baço no miolo e um bom trabalho ao nível da impressão e encadernação. No final da história, há ainda um conjunto de receitas culinárias que são bem-vindas, tendo em conta a importância que o ato de cozinhar tem para a história. Antes de ler esta edição portuguesa da obra estive  com a edição francesa nas mãos várias vezes e posso dizer-vos que sendo verdade que aquele tratamento texturizado na capa da edição original não esteja presente na edição da ASA, esta é uma edição que, ainda assim, se apresenta como bela e competente. Daquelas edições bonitas só de olharmos para ela. 

No final, eis-nos perante mais um livro belíssimo que recomendo sem reservas. Ulysse e Cyrano é uma ode à partilha, aos bons momentos, à boa comida, à alegria. É, acima de tudo, uma história de amizade e transmissão - de saberes, de valores, de afetos. Um livro que nos lembra que a verdadeira realização pode não estar no caminho que nos traçaram, mas naquele que escolhemos trilhar por nós mesmos. E quando fechamos a última página, ficamos com o coração cheio… e, curiosamente, com fome de mais momentos inesquecíveis. Aqueles que levamos verdadeiramente desta vida.


NOTA FINAL (1/10):
9.5


Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Ulysse e Cyrano, de Xavier Dorison, Antoine Cristau e Stéphane Servain - ASA

Ficha técnica
Ulysse e Cyrano
Autores: Xavier Dorison, Antoine Cristau e Stéphane Servain
Editora: ASA
Páginas: 184, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 317 x 238 mm
Lançamento: Fevereiro de 2026

ASA vai lançar "Final Cut", de Charles Burns!


É no fim do próximo mês, mais concretamente no dia 31 de Março, que deverá chegar às livrarias uma das mais audazes apostas da editora ASA para 2026: Final Cut, de Charles Burns!

Deste célebre autor americano, convém não esquecer, nenhuma obra tinha sido ainda editada em Portugal, o que é especialmente lamentável se tivermos em conta a relevância da obra de Burns, com livros amplamente aclamados como Black Hole ou a trilogia composta por X’ed Out, The Hive e Sugar Skull. Livros que, espero, possam vir agora a ser lançados futuramente pela ASA.

Por agora, o livro já se encontra em pré-venda no site da editora.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais da edição original americana.

Final Cut, de Charles Burns

Quando criança, Brian e seu amigo Jimmy faziam filmes de ficção científica em casa, no jardim, convencendo os amigos para serem atores e vítimas de assassinatos terríveis, usando baton nos “corpos” para simular sangue.

Agora, um talentoso artista e aspirante a cineasta, Brian, junto com Jimmy, a amiga de Jimmy, Tina, e Laurie - sua musa relutante - partem para uma cabana remota na floresta com uma velha camera de 8 milímetros para fazer um verdadeiro filme de terror de ficção científica. Uma homenagem ao filme favorito de Brian: Invasion of the Body Snatchers.

Mas como o afeto de Brian por Laurie parece não ser correspondido, Brian desenvolve uma fantasia onde ela é a mulher dos seus sonhos, sua donzela em perigo e ele o seu salvador.

Repleto de referências a filmes clássicos de ficção científica e terror, repleto de painéis de representações impressionantes da natureza, do cinema e do surreal, Burns confunde a linha entre os sonhos e a realidade, a imaginação e a percepção de Brian.

Um mestre da forma no seu melhor, Final Cut é uma visão surpreendente do que significa expressar-se verdadeiramente através da arte.

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Ficha técnica
Final Cut
Autor: Charles Burns
Editora: ASA
Páginas: 224, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 29,90€

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Análise: O Natal de Hercule Poirot e A Aventura do Bolo de Natal

O Natal de Hercule Poirot e A Aventura do Bolo de Natal, de Isabelle Bottier, Callixte e Alberto Taracido - Arte de Autor

O Natal de Hercule Poirot e A Aventura do Bolo de Natal, de Isabelle Bottier, Callixte e Alberto Taracido - Arte de Autor
O Natal de Hercule Poirot e A Aventura do Bolo de Natal, de Isabelle Bottier, Callixte e Alberto Taracido

Foi já fora de época que li, em conjunto, dois dos mais recentes livros da coleção que adapta para banda desenhada as obras clássicas de Agatha Christie e que a Arte de Autor tem vindo a editar, naquela que é a maior coleção, em número de volumes, da editora portuguesa.

Ambos os livros foram lançados por cá, compreensivelmente, perto da quadra natalícia: O Natal de Hercule Poirot teve lançamento em Dezembro de 2024, enquanto A Aventura do Bolo de Natal, o mais recente álbum da coleção, chegou-nos em Novembro de 2025.

O Natal de Hercule Poirot e A Aventura do Bolo de Natal, de Isabelle Bottier, Callixte e Alberto Taracido - Arte de Autor
De um modo genérico, posso dizer-vos que estes dois livros, ambos com argumento de Isabelle Bottier, presença assídua nesta coleção, e com ilustrações de Callixte (O Natal de Hercule Poirot) e Alberto Taracido (A Aventura do Bolo de Natal), mesmo não sendo os melhores da coleção, representam mais dois acréscimos interessantes à mesma, mantendo o charme do detetive belga Hercule Poirot e adaptando os contos originais a um formato quiçá mais acessível. Apesar disso, as duas obras apresentam diferenças notáveis na execução narrativa e estética. Mas, quanto a isso, já lá irei.

Falando um pouco das histórias propriamente ditas, em O Natal de Hercule Poirot, Hercule Poirot é convidado para passar o Natal na casa de Simeon Lee, um velho tirânico e rico. Lee mantém relações tensas com os seus filhos e netos, que parecem mais interessados na sua herança do que na companhia do idoso homem. Na véspera de Natal, o velho é brutalmente assassinado em casa, o que leva Poirot a assumir a investigação, observando minuciosamente as interações da família e examinando os indícios deixados pelo assassino. Como é habito nas histórias de Agatha Christie, todos os presentes tinham motivos para desejar a morte do patriarca, tornando o caso extremamente complexo.

O Natal de Hercule Poirot e A Aventura do Bolo de Natal, de Isabelle Bottier, Callixte e Alberto Taracido - Arte de Autor
Por sua vez, em A Aventura do Bolo de Natal, Hercule Poirot também é convidado a passar o Natal - mas será que este homem era assim tantas vezes convidado sem nunca convidar ninguém? Piadolas à parte, neste caso é a família Endicott que o recebe na sua antiga mansão, onde a atmosfera festiva contrasta com um clima de suspense logo desde o início. Antes mesmo da refeição de Natal começar, Poirot encontra um bilhete anónimo na sua almofada avisando‑o para não comer o tradicional bolo de Natal. Durante o jantar, um pedaço de rubi aparece no bolo servido a um dos convidados, o que desperta suspeitas. A dita pedra desaparece antes da festa e precisa ser recuperada sem envolver a polícia para evitar um escândalo internacional.

Em termos de narrativa, O Natal de Hercule Poirot revela-se mais sólido e coerente. A história mantém um bom ritmo, preservando o mistério e o suspense até ao final. O enredo está bem estruturado, e o desenvolvimento do móbil das personagens é convincente, proporcionando uma leitura envolvente. Este volume consegue prender o leitor do início ao fim, graças à forma como a intriga é construída e aos detalhes cuidadosamente trabalhados na interação entre as personagens. A tensão é gradual, e os momentos de revelação são satisfatórios, respeitando o espírito do original de Agatha Christie.

O Natal de Hercule Poirot e A Aventura do Bolo de Natal, de Isabelle Bottier, Callixte e Alberto Taracido - Arte de Autor
Por outro lado, A Aventura do Bolo de Natal revela-se mais irregular. A história, embora interessante, não consegue gerar o mesmo envolvimento. A construção do enredo é menos consistente, e há momentos em que o mistério perde força, tornando a narrativa mais previsível e menos cativante. A própria estrutura narrativa deste segundo volume parece menos fluida, com alguns dos elementos a surgirem de forma abrupta ou sem o devido desenvolvimento, o que compromete a capacidade do leitor de se imergir totalmente na história.

Em termos de ilustração, os dois livros também apresentam abordagens bastante distintas, mas, neste caso, o vencedor é, quanto a mim, A Aventura do Bolo de Natal. O trabalho de Alberto Taracido salta imediatamente à vista pela sua elegância e originalidade. As personagens têm um traço mais caricatural e expressivo, e as cores suaves conferem um registo autoral e distintivo dentro da coleção. Taracido arrisca mais, oferecendo-nos uma estética diferente da usada tradicionalmente na série, e isso funciona como um refresco visual. 

O Natal de Hercule Poirot e A Aventura do Bolo de Natal, de Isabelle Bottier, Callixte e Alberto Taracido - Arte de Autor
Por contraste, Callixte, em O Natal de Hercule Poirot, mantém um estilo mais clássico e eficiente, alinhado com o que tem sido apresentado na maioria das adaptações da coleção. O traço é limpo, preciso, e as personagens são facilmente reconhecíveis. Embora o trabalho do autor não traga grandes inovações visuais, é funcional e adequado à história, reforçando a narrativa sem a distrair. 

Assim sendo, e comparando os dois volumes, percebe-se uma assimetria clara nas suas valências: o primeiro destaca-se pela força narrativa, enquanto o segundo se sobressai pelo valor estético e originalidade gráfica. 

Olhando para a edição, estes dois livros apresentam o mesmo cuidado a que os restantes livros da coleção nos têm habituado: capa dura brilhante, bom papel baço no interior, boa encadernação e boa impressão.

Em conclusão, O Natal de Hercule Poirot e A Aventura do Bolo de Natal são mais dois bons títulos, bem-vindos para quem acompanha a coleção de adaptações para banda desenhada de Agatha Christie. A sua leitura é especialmente adequada para a época natalícia, junto à lareira e com um chocolate quente na mão, mas também são livros que podem perfeitamente ser lidos fora da época festiva, especialmente por aqueles que procuram histórias bem carregadas de mistério e charme.


NOTA FINAL (1/10):
8.0



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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O Natal de Hercule Poirot e A Aventura do Bolo de Natal, de Isabelle Bottier, Callixte e Alberto Taracido - Arte de Autor

Fichas técnicas
Hercule Poitot - O Natal de Poirot
Autores: Isabelle Bottier e Callixte
Editora: Arte de Autor
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 210 x 285 mm
Lançamento: Dezembro de 2024

O Natal de Hercule Poirot e A Aventura do Bolo de Natal, de Isabelle Bottier, Callixte e Alberto Taracido - Arte de Autor

Hercule Poirot - A Aventura do Bolo de Natal
Autores: Isabelle Bottier e Alberto Taracido
A partir da obra original de: Agatha Christie
Editora: Arte de Autor
Páginas: 48, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 210 x 285 mm
Lançamento: Novembro de 2025


Casa das Letras vai lançar BD que adapta obra de Haruki Murakami!



É já no próximo dia 24 de março que deverá chegar às livrarias a aposta em banda desenhada por parte da Casa das Letras - uma chancela do Grupo LeYa - que adapta para a 9ª Arte a obra do célebre autor Haruki Murakami!

A obra intitula-se Sétimo Homem e Outros Contos e reúne, em mais de 400(!) páginas, nove contos do escritor japonês. A adaptação para banda desenhada é da autoria dos franceses Jean-Christophe Deveney e PMGL.

Devo admitir que fiquei bastante curioso com o anúncio deste livro. O traço caricatural de PMGL, autor que eu não conheço, também me deixou bastante bem impressionado. A ver vamos.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais (da versão francesa) da obra.

Sétimo Homem e Outros Contos, de Jean-Christophe Deveney e PMGL

Um homem desaparece entre o 24.º e o 26.º andar de um prédio.
Uma mulher mergulha na leitura e torna-se incapaz de dormir durante dias e noites a fio.
Um sapo gigante celebra um pacto com um modesto funcionário público a fim de salvar Tóquio da destruição total.
No dia do seu vigésimo aniversário, alguém propõe a uma modesta e solitária empregada de restaurante a realização de um único desejo...

As nove narrativas ilustradas que compõem esta recolha de contos foram inicialmente publicadas no Japão, sob o olhar atento e cúmplice de Haruki Murakami.

Ao interpretarem a tragicomédia tão do agrado do grande escritor, Jean-Christophe Deveney e PMGL recriam um cenário poético e barroco, situado precisamente na fronteira, tão cara a Murakami, onde o quotidiano se funde com o fantástico.

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Ficha técnica
Sétimo Homem e Outros Contos
Autores:  Jean-Christophe Deveney e PMGL
Adaptação a partir da obra original de: Haruki Murakami
Editora: Casa das Letras
Páginas: 424, a cores
Encadernação: Capa mole
Formato: 235 x 168 mm
PVP: 31,90€