segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Vem aí novo adaptação para BD de Agatha Christie!



A Arte de Autor prepara-se para fazer chegar às livrarias, a partir da próxima semana, a sua mais recente banda desenhada.

Trata-se do clássico Perigo na Casa da Falésia que, mais uma vez, tem o investigador Hercule Poirot como protagonista.

Este já é o 17º tomo desta coleção, o que faz dela a maior coleção da editora Arte de Autor.

Os autores responsáveis por este Perigo na Casa da Falésia são Frédéric Brémaud e Alberto Zanon, dupla que, quanto a mim, nos tem dado os melhores livros da coleção. Razão pela qual estou especialmente interessado em ler este livro que, por agora, já se encontra em pré-venda no site da editora.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.

Hercule Poirot - Perigo na Casa da Falésia, de Frédéric Brémaud e Alberto Zanon 

Uma magnífica casa empoleirada numa falésia da Cornualha, é propriedade de Nick Buckley, uma mulher jovem e alegre que parece precisar de ajuda. 

Ela convidou amigos para passar alguns dias em sua casa, mas várias tentativas de a matar marcam a estadia. Quando um tiro parece ter sido disparado contra a jovem no jardim de um hotel vizinho, onde Hercule Poirot e o capitão Hastings estão hospedados, o detective belga não consegue evitar intervir e pôr em ação as suas «pequenas células cinzentas». 

Quem pode ter algo contra a bela Menina Buckley? E por que razão a quereria eliminar? Com o seu talento único, Poirot vai vasculhar as vidas complexas dos hóspedes da Casa da Falésia para revelar uma série de Mentiras.

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Ficha técnica
Hercule Poirot - Perigo na Casa da Falésia
Autores: Frédéric Brémaud e Alberto Zanon 
Adaptado a partir da obra original de: Agatha Christie
Editora: Arte de Autor
Páginas: 56, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 210 x 285 mm
PVP: 19,50€

Análise: Elas #1 - A Miúda Nova

Elas #1 - A Miúda Nova, de Kid Toussaint e Aveline Stokart - Bertand Editora

Elas #1 - A Miúda Nova, de Kid Toussaint e Aveline Stokart - Bertand Editora
Elas #1 - A Miúda Nova, de Kid Toussaint e Aveline Stokart

Com um começo de 2026 bastante positivo para a editora Bertand, no que ao lançamento de banda desenhada diz respeito, com a edição de quatro livros, tendo em conta que, e convém relembrar isso, a editora portuguesa não tem apostado especialmente no lançamento de banda desenhada nos últimos anos - pelo menos, na proporcionalidade da sua dimensão e relevância editorial - uma das suas novas apostas foi a série Elas, de Kid Toussaint e Aveline Stokart. E que bela aposta, posso dizer-vos.

Kid Toussaint não é nenhum desconhecido para o mercado nacional, uma vez que é o autor da série de grande sucesso A Incrível Adele, também editada pela Bertrand, e de A Corrida do Século, editado pela Arte de Autor.

Elas #1 - A Miúda Nova, de Kid Toussaint e Aveline Stokart - Bertand Editora
Sendo dirigida a um público mais juvenil, este Elas, que conta com ilustrações de Aveline Stokart, tem registado um grande sucesso no mercado franco-belga. Sucesso esse que, quanto a mim, é justificado, uma vez que estamos diante de uma série bem pensada, com um cariz didático e - por ventura mais relevante ainda para aqueles que me leem - que pode e deve ser lida por um público mais maduro.

Na verdade, Elas pode parecer um convite para nos levar aos tempos dos recreio da escola, mas esconde, nas entrelinhas, temas bem mais densos do que aquilo que a capa colorida deixa adivinhar. Com efeito, esta é uma BD que se apresenta como um retrato juvenil e energético, mas que, à medida que avança, revela uma profundidade emocional surpreendente.

A premissa é simples e imediata: Ella chega a uma nova escola e, como qualquer adolescente, tenta encontrar o seu lugar entre colegas, amigos e pequenas paixões. O problema é que Ella não é apenas uma rapariga. Dentro dela convivem cinco personalidades diferentes, cada uma com o seu temperamento, a sua voz e até a sua cor de cabelo. A metáfora é visual, clara e eficaz, transformando algo complexo em algo que qualquer leitor consegue compreender.

Elas #1 - A Miúda Nova, de Kid Toussaint e Aveline Stokart - Bertand Editora
Além disso, a série também tem o mérito de equilibrar entretenimento e pedagogia sem nunca soar moralista. A narrativa aborda transtornos de personalidade e bipolaridade de uma forma acessível, mas sem banalizar o tema. O leitor percebe que há algo sério por trás das mudanças de humor e de comportamento de Ella, mas a história nunca perde o ritmo ou o foco.

Kid Toussaint constrói um argumento dinâmico, cheio de pequenas situações do quotidiano escolar, diálogos vivos e realistas, e momentos de humor e de tristeza. A leitura flui com naturalidade, como se estivéssemos a espreitar os corredores de uma escola onde cada sub-personagem tem o seu próprio drama, as suas inseguranças e os seus segredos. Isso faz com que a história seja muito fácil de acompanhar, mesmo para leitores mais novos.

Ainda assim, há uma camada mais profunda a atravessar toda a narrativa. Por trás das cores, das gargalhadas e dos encontros entre amigos, está a luta interna de uma jovem que tenta manter a estabilidade num mundo emocional fragmentado. É nesse contraste que a obra ganha força, mostrando que crescer nunca é simples, e que cada pessoa carrega batalhas invisíveis. Há reflexões subtis sobre identidade, pertença e saúde mental que ressoam muito para lá do público-alvo inicial. No fundo, é uma história sobre aceitar quem somos, mesmo quando esse “quem somos” é mais complexo do que gostaríamos.

Elas #1 - A Miúda Nova, de Kid Toussaint e Aveline Stokart - Bertand Editora
Essa profundidade é construída com cuidado, sem grandes dramatismos forçados. A história não tenta chocar nem ser excessivamente sombria. Pelo contrário, mantém sempre um tom leve e acessível, entrecortado por outros momentos mais intensos em termos emocionais, que ajuda a criar empatia com as personagens e com as suas dificuldades. Não sentimos que estamos a receber uma lição, mas sim a acompanhar uma vida em movimento.

Outro dos feitos desta série que, no mercado franco-belga já conta com três volumes, e que, possivelmente, também justifica o sucesso da mesma, é a empatia que emana desta protagonista. Ella, nas suas várias versões, é uma personagem com quem é fácil simpatizar. Cada personalidade tem as suas fragilidades e os seus impulsos, e isso torna-a humana, imperfeita e, por isso mesmo, próxima de quem lê.

Elas #1 - A Miúda Nova, de Kid Toussaint e Aveline Stokart - Bertand Editora
No campo visual, Aveline Stokart apresenta um trabalho que encaixa na perfeição com o tom da história. O traço é moderno, expressivo e cheio de energia, com personagens que parecem saltar das páginas. Há uma clara influência do universo visual da Disney-Pixar, tanto na construção das figuras como na expressividade dos rostos e dos gestos. Aliás, em várias vezes fui remetido para o filme Inside-Out da Disney-Pixar. Não só em termos de história, como também em termos visuais e de estética.

Essa opção estética facilita muito a ligação emocional com a narrativa. As cores, as expressões bem executadas e o design apelativo criam uma atmosfera acolhedora, quase cinematográfica, que convida o leitor a mergulhar naquele mundo. É uma BD que se lê rapidamente, mas que deixa uma sensação de proximidade com as personagens.

A edição da Bertand é em capa mole baça, com badanas, e apresenta bom papel brilhante no interior. A encadernação e a impressão são boas e, no final, há ainda um breve caderno com uma página para cada um dos vários perfis de Ella.

Em suma, Elas - A Miúda Nova revela-se uma obra especialmente interessante por conseguir aquilo que muitas vezes parece incompatível: entreter e educar ao mesmo tempo. É uma leitura dinâmica, divertida e surpreendentemente profunda, que fala de temas delicados com sensibilidade e clareza. Uma BD pensada para os mais jovens, mas com coração e inteligência suficientes para conquistar leitores de qualquer idade. Boa aposta da Bertrand!


NOTA FINAL (1/10):
8.5



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Elas #1 - A Miúda Nova, de Kid Toussaint e Aveline Stokart - Bertand Editora

Ficha técnica
Elas #1 - A Miúda Nova
Autores: Kid Toussaint e Aveline Stokart
Editora: Bertand Editora
Páginas: 96, a cores
Encadernação: Capa mole com badanas
Formato: 183 x 238 mm
Lançamento: Janeiro de 2026

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

As novidades da Levoir para 2026!


Hoje apresento-vos as novidades que a editora Levoir tem preparadas para 2026!

E se não são muitas, em número, as novas obras que vos apresento neste artigo, merece destaque a estratégia internacional que a editora prepara para este ano, que procurará levar os livros portugueses a mercados estrangeiros, como a Polónia, Espanha ou o Brasil. É um passo importante, que muito aplaudo.

Começando por aí, a editora fez saber que editará, para o mercado polaco, e na língua polaca, sete livros da sua coleção Clássicos da Literatura Portuguesa em BD, nomeadamente, Mensagem, A Dama Pé-de-Cabra, Maria Moisés, Farsa de Inês Pereira, Os Lusíadas I e II e O Crime do Padre Amaro.

Também para o mercado vizinho de Espanha, a Levoir prepara, em castelhano, o lançamento dos livros Mensagem, O Crime do Padre Amaro, Os Lusíadas I e II e O Livro do Desassossego I e II.

Está ainda a ser preparado o lançamento de alguns destes livros no mercado brasileiro, incluindo a obra Carta a El-Rei D. Manuel sobre o Achamento do Brasil.

Por fim, deverá ser editada uma versão em inglês do livro Mensagem, que poderá ser encontrada em Portugal e em mercados externos.

Relativamente a novidades em termos de novos livros para o mercado nacional, eis, mais abaixo, as obras anunciadas pela editora:

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Análise: SHI - Livro 2 (Tomos 3 e 4)

SHI - Livro 2 (Tomos 3 e 4), de Zidrou e Homs - Ala dos Livros

SHI - Livro 2 (Tomos 3 e 4), de Zidrou e Homs - Ala dos Livros
SHI - Livro 2 (Tomos 3 e 4), de Zidrou e Homs

O primeiro volume da série Shi, editado em Portugal no final de 2024, já me tinha deixado maravilhado, confesso. Mesmo assim, mantive, na altura, algumas reticências, pois bem sei - e o leitor mais batido certamente concordará comigo - que comuns são os casos em que boas premissas e boas ideias, acabam por não ser devidamente bem trabalhadas, de forma a criar algo mais grandioso do que o banal. Pois bem, agora que finalizei a leitura do primeiro ciclo de Shi, da autoria de Zidrou e Homs, posso dizer-vos que ainda fiquei mais agradado do que na leitura dos primeiros tomos! Se é que isso era possível!

Ler os quatro primeiros tomos de Shi - especialmente se for feito de uma vez - é como atravessar Londres sob um céu permanentemente carregado: sabemos que a tempestade vai cair, mas não conseguimos desviar o olhar. Zidrou constrói uma narrativa densa, suja e fascinante, onde a lama das ruas vitorianas se cola às personagens e às suas escolhas. Sente-se a premência de um peso trágico, quase fatalista, que nos acompanha desde a primeira página e que se adensa, de forma magistral, nos tomos três e quatro, respetivamente, Vingança! e Vitória, que a editora Ala dos Livros publicou há poucos dias num só volume.

SHI - Livro 2 (Tomos 3 e 4), de Zidrou e Homs - Ala dos Livros
A história ambientada na Londres da época vitoriana - ou não fosse a própria Rainha Vitória personagem e peça relevante para a trama - volta a colocar-no encalço das três mulheres Jennifer, Kita e Pickles. Depois dos eventos trágicos do álbum anterior, que levaram Jennifer a unir forças a Kita e a desertar da sua influente família Winterfield, começamos por acompanhar os efeitos que as fotografias tiradas por Jennifer a proeminentes homens da sociedade inglesa, que procuravam satisfazer os seus caprichos sexuais mais inusitados num bordel, começam a criar.

Daí a história espraia-se, a vários níveis, para um enredo em que a união destas mulheres parece menos temporária e com um fim e um propósito maior, quiçá perpétuo, na luta perante os homens que perseguem as mulheres. É, acima de tudo, uma história de vingança a fazer lembrar, com as devidas distâncias, O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas.

Neste novo volume que fecha o primeiro ciclo da série - e relembro que a série está pensada para ter mais 4 tomos, divididos por 2 ciclos, estando apenas publicado na língua original o segundo ciclo - a narrativa ganha uma espessura impressionante. As peças do puzzle começam a encaixar com uma precisão quase cruel, revelando personagens maquiavélicas, interesses obscuros e jogos de poder que vão muito além das protagonistas. É aqui que se torna inequívoco que Shi não é apenas uma boa série: é uma obra ambiciosa, pensada ao detalhe, sem medo de ir longe demais. Se aprecio muito - muito, mesmo! - o tom humanista das histórias de Zidrou contido noutros belíssimos livros (todos eles publicados em Portugal) como A FeraNaturezas Mortas, A Adopção, Emma G. Wildford, Lydie ou Verões Felizes, tenho que admitir que é em Shi que o autor vai (ainda) mais longe, oferecendo-nos, até à data, a sua obra mais ousada e ambiciosa.

De resto, a relação entre Jennifer e Kita é o verdadeiro coração pulsante da obra. Duas mulheres de origens opostas, unidas primeiro pelo choque e depois pelo ódio, acabam por construir uma ligação que ultrapassa culturas, línguas e convenções sociais. Não é uma amizade romântica nem idealizada; é uma aliança forjada na dor, na sobrevivência e na sede de justiça e, consequentemente, de vingança. O ideograma “shi”, que significa "morte", transforma-se num símbolo recorrente, quase ritualístico, que marca não apenas cadáveres, mas a falência moral de toda uma sociedade.

A perseguição policial, a presença ameaçadora do temível vilão Kurb e a fuga de Kita e Jennifer com a ajuda do Sensei, acrescentam tensão constante à leitura. Nada parece gratuito; cada decisão tem consequências, cada vitória cobra um preço. E quando Jennifer e Kita unem forças com os Dead Ends, um grupo de crianças órfãs, que nos remete para as personagens de Charles Dickens, a história assume definitivamente contornos políticos, quase revolucionários, apontando o dedo ao próprio Império Britânico.

SHI - Livro 2 (Tomos 3 e 4), de Zidrou e Homs - Ala dos Livros
A tentativa de vingança contra o império, aproveitando o contexto histórico das decisões da Rainha Vitória e das tensões com as colónias americanas, revela um argumento que respeita e reinventa a História. Mesmo que a adapte para fins narrativos. 

E além de tudo isso - que já é muito! - Shi ainda consegue ser também um grito de revolta feminista. A obra expõe, sem filtros, as injustiças sofridas pelas mulheres na sociedade vitoriana (e não só) mostrando  a violência de que são alvos, a hipocrisia da "força" masculina e a instrumentalização dos corpos das mulheres. A própria maternidade, tantas vezes apagada ou menosprezada ao longo da História da Humanidade, surge aqui como um motivo de dor, mas também de resistência.

Zidrou demonstra uma notável habilidade em misturar muitos géneros de forma feliz e sem nunca perder o controlo do tom. Em Shi há aventura, ação, intriga policial, inspiração histórica e até uma camada subtil de fantasia, sempre bem doseada. Até o próprio humor existe, mas é discreto, quase irónico, surgindo nos momentos certos para aliviar a tensão sem a quebrar. Os diálogos são impactantes, afiados e carregados de subtexto. Dá a ideia de que Zidrou colocou toda a “carne no assador”, pois, criativamente falando, não há medo do excesso. E é precisamente isso que torna o resultado tão poderoso.

E se encantado fiquei com o belo argumento arquitetado por Zidrou, que posso dizer sobre os desenhos lindos, majestosos e plenos de personalidade do mestre Homs? 

SHI - Livro 2 (Tomos 3 e 4), de Zidrou e Homs - Ala dos Livros
O traço do autor parece transcender o simples papel: cada vinheta é uma pintura minuciosa, um convite a desacelerar e a observar. A riqueza de detalhes, desde o menor ornamento das roupas vitorianas até aos reflexos sombrios nas vielas de Londres, transforma cada página numa experiência quase tátil. Homs não se limita a ilustrar a narrativa; opta antes por enriquecê-la, conferindo profundidade emocional às personagens, sugerindo silêncio e tensão nos espaços vazios, e capturando o drama da história nos olhares e gestos mais subtis. As expressões faciais, os cenários urbanos, os interiores sombrios e decadentes, tudo respira autenticidade e intenção artística.
Verdadeiramente soberbo!

Há uma raridade na capacidade de Homs de fundir realismo e dramatização cinematográfica sem nunca sacrificar a elegância visual. É um estilo comercial, que pode agradar a um grande público, e autoral ao mesmo tempo, podendo agradar a quem procura uma proposta visual mais depurada. Cada plano, cada enquadramento, parece calculado para nos prender, mas sem nunca parecer forçado. 

Os desenhos são simultaneamente delicados e poderosos, elevando a própria série a um outro patamar ainda mais cimeiro. E também as cores são usadas com inteligência emocional, alternando entre tons frios, opressivos, e explosões cromáticas que intensificam a ação ou o drama. Os planos variam com fluidez cinematográfica, e as cenas de ação são dinâmicas, por vezes alucinantes, e visualmente arrebatadoras. Isto já para não falar das fantásticas e impressionantes ilustrações de página inteira ou de dupla página, que poderiam ser emolduradas e enviadas para museus. É, sem exagero, um verdadeiro "prato cheio" de qualidade superior aquilo que Homs nos oferece em Shi. Sou descaradamente fã do autor.

SHI - Livro 2 (Tomos 3 e 4), de Zidrou e Homs - Ala dos Livros
Com uma história tão boa e uma ilustração tão soberba, será que foi a edição que meteu a pata na poça? Não, nem pensar! A edição da Ala dos Livros é verdadeiramente premium fazendo jus à qualidade da obra. O livro apresenta capa dura baça, com textura macia e lombada de tecido. Na lombada, é formado o título e ideograma da obra, aumentando o cariz de colecionador da edição. Há ainda uma elegante fita marcadora vermelha. No miolo, o papel é brilhante e de excelente qualidade, enquanto a impressão e encadernação também são de primeiro nível. No final somos brindados com um dossier de esboços, como extra, onde nos podemos deleitar mais um bocadinho com os desenhos de Homs.

Em suma, tenho que dizer-vos que estou encantado com Shi. Nos primeiros dois tomos já se adivinhava algo especial, mas é com os tomos três e quatro que a obra se afirma plenamente. Não tenho qualquer problema em confessar: Shi entrou diretamente para o meu TOP de séries de BD preferidas de sempre. Fulgurante, espetacular e profundamente marcante, esta é uma obra que não se limita a entreter. Sabe provocar, incomodar, emocionar e, no fim, deixar-nos com aquela sensação rara de termos contactado com algo verdadeiramente especial.


NOTA FINAL (1/10):
10.0



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020



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SHI - Livro 2 (Tomos 3 e 4), de Zidrou e Homs - Ala dos Livros

Ficha técnica
SHI - Livro 2 (Tomos 3 e 4)
Autores: Zidrou e Homs
Editora: Ala dos Livros
Páginas: 128, a cores
Encadernação: Capa dura com lombada em tecido
Formato: 235 x 320 mm
Lançamento: Janeiro de 2025