sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Análise: Apenas o Silêncio

Apenas o Silêncio, de Fabrice Colin e Richard Guérineau - Arte de Autor

Apenas o Silêncio, de Fabrice Colin e Richard Guérineau - Arte de Autor

Apenas o Silêncio, de Fabrice Colin e Richard Guérineau

Apenas o Silêncio, de Fabrice Colin e Richard Guérineau, é uma das mais recentes apostas da editora Arte de Autor, tendo chegado às livrarias no início deste verão. E se há obras que nos apanham completamente desprevenidos, deixando-nos maravilhados, esta é uma delas. Admito que, não conhecendo o romance original de R. J. Ellory, no qual esta banda desenhada se inspira, entrei nesta leitura sem saber praticamente nada sobre ela. E talvez tenha sido precisamente isso que tornou a experiência tão especial. Sem expectativas nem ideias pré-concebidas, fui sendo absorvido por uma história incrível que nos é servida através de um argumento rico, complexo e impactante. Adorei. 

Apenas o Silêncio, de Fabrice Colin e Richard Guérineau - Arte de Autor
A obra acompanha a vida de Joseph Vaughan, um rapaz que cresce numa pequena cidade da Geórgia, nos Estados Unidos, durante a década de 1940. Quando várias raparigas começam a ser brutalmente assassinadas, Joseph e os seus amigos decidem organizar patrulhas para proteger as crianças da localidade, tentando reunir provas para chegar ao assassino. Contudo, apesar dos seus esforços, os crimes continuam a acontecer, uma e outra vez, deixando uma marca profunda na comunidade e, sobretudo, na consciência de Joseph.

À medida que os anos passam, Joseph vai crescendo e procura reconstruir a sua vida, tentando superar o trauma que carrega desde os anos da juventude. Mas a sua vida parece ensombrada, pois a felicidade acaba sempre por findar de um momento para o outro e de forma hedionda. E tudo parece ligado com esses crimes das raparigas assassinadas. Não se trata apenas de descobrir a verdade, mas de compreender as consequências dos acontecimentos e o impacto que estes têm nas vidas das personagens. Essa dimensão humana dá uma profundidade adicional à narrativa. E isso é algo que apreciei muito.

Apenas o Silêncio, de Fabrice Colin e Richard Guérineau - Arte de Autor
A verdade é que desde as primeiras páginas, se percebe que estamos perante uma história extremamente densa e emocionalmente pesada. Não é apenas um thriller centrado na descoberta de um culpado, apesar de essa dimensão estar naturalmente presente. Parece-me que o verdadeiro interesse da obra reside sobretudo na qualidade do argumento, na profundidade das suas personagens e na forma elegante como os acontecimentos nos vão sendo revelados, através de um texto rico, bem congeminado e com um ritmo muito elegante.

Outra coisa que achei interessante é que embora não seja um livro muito grande em termos de número de páginas, contém uma história densa e complexa, que atravessa várias décadas e, mesmo assim, isso não faz com que o relato se torne apressado, com demasiado texto por página, como acontece em tantos livros, especialmente aqueles que adaptam para BD obras da literatura. E isso é um belo feito do argumentista, Fabrice Colin, que consegue manter o suspense de tirar o fôlego até à última página, sem ser "chato" e sem ser "apressado". Na medida certa, portanto. A história mantém a sua riqueza dramática e a sua complexidade temática sem parecer resumida ou simplificada em excesso.

Apenas o Silêncio, de Fabrice Colin e Richard Guérineau - Arte de Autor
É verdade que o desfecho talvez tenha sido um pouco apressado. Mesmo assim, como já era algo que, sinceramente, eu estava à espera, não me fez muita "comichão". Talvez, se o impacto da descoberta fosse maior, a rapidez com que tudo se resolve tivesse deixado uma impressão mais negativa em mim. Ainda assim, é provavelmente o ponto em que a obra mais se aproxima da imperfeição.

Apesar dessa pequena reserva, a verdade é que fiquei completamente hipnotizado por este álbum. Durante toda a leitura senti-me incapaz de fazer uma pausa na leitura e mesmo depois de a terminar continuei a pensar neste livro durante vários dias. Mais do que isso, despertou em mim uma enorme vontade de procurar e ler o romance original. Ora, quando isto acontece é sinal de que a experiência de leitura foi deveras marcante. 

Quanto à componente visual, Richard Guérineau - do qual a editora Ala dos Livros também publicado por cá A Sombra das Luzes - realiza um trabalho muito competente e com belos momentos. Os desenhos possuem uma grande eficácia narrativa, revelando personagens expressivas e emocionalmente credíveis. Parece-me que o autor está muitas vezes a um passo de ser sublime, mas que depois há sempre algo que o impede de o ser. Não me entendam mal: eu aprecio bastante o seu trabalho e acho que estamos perante um belo desenhador. Mesmo assim, parece-me que lhe falta algo para que os seus desenhos sejam sublimes. São bons, são bem feitos, bem coloridos... simplesmente não são maravilhosos. São bastante bons. "Apenas".

Apenas o Silêncio, de Fabrice Colin e Richard Guérineau - Arte de Autor
Ainda assim, o resultado é excelente, com várias vinhetas de grande beleza e uma recriação particularmente conseguida da América rural, banhada por tons amarelados que reforçam a atmosfera melancólica e opressiva da narrativa, o que lhe aufere uma teor cinematográfico. 

A edição da Arte de Autor está bastante bem feita. O livro tem capa dura, com textura aveludada e detalhes a verniz. No interior, o papel é baço e de boa qualidade. A encadernação, a impressão e os acabamentos também estão bem conseguidos. Há apenas uma pequena coisa na edição portuguesa que me fez bastante confusão e até me deu alguma irritação, tenho que admitir: a utilização de palavra "miudita" sempre que é feita uma referência às raparigas que aparecem assassinadas. Se fosse uma vez, eu não estaria a referir isso neste texto. Mas essa palavra é usada SEMPRE que há uma referência às vítimas. Com tantas opções, como "menina", "miúda", "criança", "rapariga"... não percebo a insistência do tradutor em recorrer a esta palavra. É um detalhe, bem sei, mas incomodou-me.

Em suma, tenho que confessar que não estava à espera de encontrar um livro tão bom quando peguei neste Apenas o Silêncio. Gostei muito desta leitura. A capacidade da obra em criar inquietação e desconforto emocional é impressionante, tornando-a num trabalho particularmente intenso. É uma leitura pesada, angustiante e até potencialmente traumática para leitores mais sensíveis, mas é precisamente essa força emocional que me cativou especialmente. Bela aposta e bela surpresa da Arte de Autor!


NOTA FINAL (1/10):
9.2


Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Apenas o Silêncio, de Fabrice Colin e Richard Guérineau - Arte de Autor

Ficha técnica
Apenas o Silêncio
Autores: Fabrice Colin e Richard Guérineau
Editora: Arte de Autor
Páginas: 112, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 17 x 24 cm
Lançamento: Junho de 2026

Análise: O Mercenário (Série Completa)

O Mercenário (Série Completa), de Vicente Segrelles - Ala dos Livros

O Mercenário (Série Completa), de Vicente Segrelles - Ala dos Livros
O Mercenário (Série Completa), de Vicente Segrelles

Foi há poucas semanas que a Ala dos Livros concluiu a publicação de O Mercenário, o clássico do autor espanhol Vicente Segrelles. E isto é, quanto a mim, um belo feito, pois esta era uma série (mais uma) que não estava integralmente publicada em Portugal. Os primeiros 9 tomos tinham tido publicação pela Meribérica / Liber, é verdade, mas a série acabou por ficar incompleta, pois teve continuidade até 2019, sendo constituída por 14 volumes.

E como se não bastasse a publicação integral da obra, a Ala dos Livros ainda teve a audácia de fazer uma coleção absolutamente perfeita da série. Com encadernação e acabamentos de autêntico luxo, e com extensos dossiers de extras, esta é uma daquelas edições que considero que fazem jus à relevância da obra. Mas disso, já falarei mais à frente.

Por agora, centro-me na série, propriamente dita.

O Mercenário (Série Completa), de Vicente Segrelles - Ala dos Livros
O Mercenário
é uma daquelas obras que ocupa um lugar muito particular na história da banda desenhada europeia. Publicada originalmente entre 1982 e 2019, tornou-se uma obra de culto pela sua identidade visual absolutamente singular e pela forma como funde fantasia medieval, ficção científica, aventura e elementos oníricos num universo que parece não obedecer a nenhuma lógica que não seja a da imaginação do seu criador.

A premissa geral da série é relativamente simples. Num mundo composto por montanhas intermináveis, mares de nuvens e cidades perdidas, onde os cavaleiros cavalgam dragões em vez de cavalos, acompanhamos as aventuras de um mercenário sem nome que vende os seus serviços de espada a quem os possa pagar. Pelo seu caminho surgem alquimistas, sacerdotes, monstros, reis tirânicos, criaturas lendárias, invenções impossíveis e, naturalmente, uma sucessão de donzelas em apuros, normalmente, desnudas.

À medida que a série avança, esse universo vai-se expandindo e revelando mais camadas. E o que inicialmente parece apenas um mundo de fantasia medieval acaba por incorporar gradualmente elementos de ficção científica, tecnologia avançada, civilizações perdidas e mesmo viagens cósmicas. É uma mistura improvável, por vezes um pouco over the top, reconheço, e que revela que Vicente Segrelles nunca se preocupou demasiado em estabelecer fronteiras rígidas entre géneros. Aliás, se há algo que posso dizer desta obra, é que a mesma procura agradar, em primeiro lugar, ao seu criador. E quando assim é, normalmente encontramos obras únicas. Até podem não apelar a toda a gente, mas são obras com muita personalidade.

O Mercenário (Série Completa), de Vicente Segrelles - Ala dos Livros
Todavia, e olhando para esta obra à luz do tempo atual, considero que há algo que deve ser dito sobre O Mercenário: estamos perante uma obra criada por um ilustrador extraordinário e não necessariamente por um grande contador de histórias. As narrativas dos vários álbuns são simples, lineares e frequentemente previsíveis. As personagens raramente apresentam grande profundidade psicológica e os conflitos morais costumam ser bastante elementares. O bem e o mal surgem normalmente identificados de forma evidente e unilateral e a evolução dramática das personagens é reduzida.

Nesse sentido, as histórias servem mais como um pretexto para que o autor possa desenhar aquilo que verdadeiramente o fascina, do que outra coisa qualquer. Recuperando a expressão "dress to impress", acho que podemos dizer que O Mercenário é uma obra que nos remete para uma lógica de "draw to impress". Dragões gigantescos, castelos suspensos, monstros aterradores, batalhas aéreas, paisagens impossíveis, mulheres voluptuosas, cavaleiros e até naves espaciais. Tudo parece existir para alimentar a imaginação visual de Segrelles.

O Mercenário (Série Completa), de Vicente Segrelles - Ala dos Livros
Portanto, quem procura argumentos sofisticados, diálogos memoráveis ou personagens particularmente complexas... lamento, mas não as encontrará em O Mercenário. Por outro lado, quem valoriza a construção de mundos visuais e a contemplação artística encontrará aqui uma obra praticamente única no panorama da banda desenhada. Nesse sentido, é um autêntico "prato cheio".

E não se trata apenas de uma série de BD com bons desenhos... é uma série de BD com desenhos únicos. E o que a distingue das demais é a técnica utilizada por Vicente Segrelles. Em vez de recorrer aos métodos convencionais da banda desenhada, o autor optou por pintar cada vinheta com tinta a óleo. Só por si, esta escolha revela uma ambição pouco habitual na banda desenhada, para não dizer única.

O resultado é absolutamente impressionante. A técnica de pintura a óleo de Segrelles é fenomenal, ao ponto de muitas vezes nos esquecermos que estamos perante uma banda desenhada. Existem páginas e vinhetas que poderiam perfeitamente ser expostas num museu de pintura. As montanhas, as nuvens, os dragões e os cenários monumentais possuem uma riqueza visual e uma profundidade raramente vistas. Poucos autores conseguem criar ilustrações tão belas e tão ricas em atmosfera. Diria que é uma obra que tanto se lê como se contempla.

O Mercenário (Série Completa), de Vicente Segrelles - Ala dos Livros
Naturalmente, esta mesma opção estética da pintura a óleo também tem algumas consequências. Por mais extraordinárias que sejam as pinturas, elas tendem a transmitir uma certa sensação de imobilidade. Muitas figuras parecem posar para o artista em vez de estar efetivamente em movimento. E nas cenas de ação, claro está, essa característica torna-se particularmente evidente. Falta, por vezes, dinamismo e fluidez ao movimento das personagens, parecendo que as personagens humanas são bonecos de cera. Maravilhosamente pintados, sim, mas bonecos de cera.

Outro aspeto interessante na série, especialmente se lida de forma seguida como o fiz recentemente, é a evolução técnica do próprio autor. Durante grande parte da obra, nos primeiros nove tomos, Segrelles manteve-se fiel à pintura tradicional a óleo. Contudo, nos últimos volumes, começou gradualmente a incorporar ferramentas digitais no seu processo criativo. Devo dizer-vos que essa mudança não foi abrupta e que o autor procurou preservar a identidade visual da série. Aqui e ali, se olharmos com olho clínico, podemos encontrar alguma imagem que fica um pouco estranha ou artificial, especialmente em algumas texturas, devido ao recurso a ferramentas digitais. Mesmo assim, posso dizer que o autor conseguiu atingir uma certa linha de continuidade visual. Os leitores mais incautos até poderão não detetar a diferença de técnicas.

O Mercenário (Série Completa), de Vicente Segrelles - Ala dos Livros
Em termos de relevância histórica, O Mercenário merece lugar de destaque na banda desenhada europeia. Não porque tenha revolucionado a narrativa gráfica ou introduzido conceitos particularmente inovadores do ponto de vista do argumento, mas porque demonstrou até onde a banda desenhada pode aproximar-se da pintura clássica sem perder a sua identidade. E isso dá-lhe uma enorme originalidade. Digo até mais: conheço várias pessoas - não muitas, mas algumas - que até não leem BD, ou que leem pouca BD, mas que têm a totalidade desta série. Dito por outras palavras, O Mercenário é tão original que até pode ter seguidores que não leem habitualmente banda desenhada. E isso é sempre algo para enaltecer numa banda desenhada.

Quanto à edição, esta é uma das melhores edições de banda desenhada em Portugal. E a todos os níveis! Os livros apresentam capa dura, de textura aveludada e com detalhes a verniz. A lombada é feita num material baço que simula a pele de dragão. É verdadeiramente diferenciado. No interior, os livros apresentam excelente papel brilhante, boa encadernação, boa impressão e bons acabamentos. Como input construtivo, não sei se não poderia haver uma ilustração conjunta a ser formada pelo conjunto das 14 lombadas alinhadas. Penso que seria a cereja no topo do bolo, mas também compreendo que talvez a editora não tenha enveredado por esse caminho, por haver, por ventura, uma significativa parte dos leitores portugueses que já possuía na sua coleção alguns tomos de O Mercenário editados pela Meribérica.

O Mercenário (Série Completa), de Vicente Segrelles - Ala dos Livros
Ainda focando na edição, os dossiers de extras destes livros são grandiosos. Cada livro traz textos em que o autor nos explica, na primeira pessoa, o que fez, como fez, que técnicas utilizou, o que pretendia... etc. Além de que são introduzidas ainda fantásticas ilustrações - algumas nem sequer estão relacionadas com o universo de O Mercenário. É uma edição verdadeiramente espetacular, uma das mais bem feitas em Portugal e merece os meus mais sinceros louvores. É preciso ter amor pelas obras e pelos livros para se avançar com uma edição deste gabarito.

Chamo a atenção para o facto de o 14º volume da coleção não ser um livro de banda desenhada, mas uma história em prosa do mesmo universo que é depois complementada com bonitas ilustrações. Curiosamente, em termos de história, é capaz de ser a melhor de todos os livros, já que Vicente Segrelles se permitiu dar o tal desenvolvimento às personagens e à trama que não acontece nos restantes livros. Este 14º livro inclui ainda, como extra, a história curta A Evidência.

No final, O Mercenário é uma daquelas obras em que a forma acaba por ser mais importante do que o conteúdo. As histórias são clássicas, simples, por vezes até algo insípidas e unilaterais. Mas a arte é tão extraordinária, tão virtuosa e tão única que acaba por elevar toda a experiência. É uma série que dificilmente figurará entre as melhores da história ao nível do argumento, mas que permanecerá para sempre entre as mais impressionantes manifestações de beleza visual e originalidade que a banda desenhada europeia alguma vez produziu.


NOTA FINAL (1/10):
8.0


Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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O Mercenário (Série Completa), de Vicente Segrelles - Ala dos Livros

Fichas técnicas
O Mercenário #1 - O Fogo Sagrado
Autor: Vicente Segrelles
Editora: Ala dos Livros
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 242 x 318 mm
Lançamento: Junho de 2021

O Mercenário (Série Completa), de Vicente Segrelles - Ala dos Livros

O Mercenário #2 - A Fórmula
Autor: Vicente Segrelles
Editora: Ala dos Livros
Páginas: 64, cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 242 x 318 mm
Lançamento: Janeiro de 2022

O Mercenário (Série Completa), de Vicente Segrelles - Ala dos Livros

O Mercenário #3 - As Provas
Autor: Vicente Segrelles
Editora: Ala dos Livros
Páginas: 64, cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 242 x 318 mm
Lançamento: Janeiro de 2022

O Mercenário (Série Completa), de Vicente Segrelles - Ala dos Livros

O Mercenário #4 - O Sacrifício
Autor: Vicente Segrelles
Editora: Ala dos Livros
Páginas: 64, cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 242 x 318 mm
Lançamento: Julho de 2023

O Mercenário (Série Completa), de Vicente Segrelles - Ala dos Livros

O Mercenário #5 - A Fortaleza
Autor: Vicente Segrelles
Editora: Ala dos Livros
Páginas: 64, cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 242 x 318 mm
Lançamento: Março de 2024

O Mercenário (Série Completa), de Vicente Segrelles - Ala dos Livros

O Mercenário #6 - A Bola Negra
Autor: Vicente Segrelles
Editora: Ala dos Livros
Páginas: 64, cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 242 x 318 mm
Lançamento: Março de 2024

O Mercenário (Série Completa), de Vicente Segrelles - Ala dos Livros

O Mercenário #7 - A Viagem
Autor: Vicente Segrelles
Editora: Ala dos Livros
Páginas: 64, cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 242 x 318 mm
Lançamento: Dezembro de 2025

O Mercenário (Série Completa), de Vicente Segrelles - Ala dos Livros

O Mercenário #8 - Ano Mil. O Fim do Mundo
Autor: Vicente Segrelles
Editora: Ala dos Livros
Páginas: 64, cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 242 x 318 mm
Lançamento: Dezembro de 2025

O Mercenário (Série Completa), de Vicente Segrelles - Ala dos Livros

O Mercenário #9 - Os Antepassados Perdidos
Autor: Vicente Segrelles
Editora: Ala dos Livros
Páginas: 64, cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 242 x 318 mm
Lançamento: Maio de 2026

O Mercenário (Série Completa), de Vicente Segrelles - Ala dos Livros

O Mercenário #10 - Gigantes
Autor: Vicente Segrelles
Editora: Ala dos Livros
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 242 x 318 mm
Lançamento: Junho de 2021

O Mercenário (Série Completa), de Vicente Segrelles - Ala dos Livros

O Mercenário #11 - A Queda
Autor: Vicente Segrelles
Editora: Ala dos Livros
Páginas: 64, cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 242 x 318 mm
Lançamento: Julho de 2023

O Mercenário (Série Completa), de Vicente Segrelles - Ala dos Livros

O Mercenário #12 - O Resgate I
Autor: Vicente Segrelles
Editora: Ala dos Livros
Páginas: 64, cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 242 x 318 mm
Lançamento: Dezembro de 2024

O Mercenário (Série Completa), de Vicente Segrelles - Ala dos Livros

O Mercenário #13 - O Resgate II
Autor: Vicente Segrelles
Editora: Ala dos Livros
Páginas: 64, cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 242 x 318 mm
Lançamento: Dezembro de 2024

O Mercenário (Série Completa), de Vicente Segrelles - Ala dos Livros

O Mercenário #14 - O Último Dia
Autor: Vicente Segrelles
Editora: Ala dos Livros
Páginas: 64, cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 242 x 318 mm
Lançamento: Junho de 2026


quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Gradiva regressa com o lançamento de nova BD!



Já algumas vozes se tinham levantado para vaticinar o fim da edição de banda desenhada por parte da Gradiva, mas a editora portuguesa cala agora essas vozes com o regresso ao lançamento de mais um livro de banda desenhada! 

É certo que este é apenas o segundo lançamento de banda desenhada que a Gradiva faz este ano, para além do segundo volume de O Nome da Rosa, de Milo Manara, mas a editora mantém-se viva - para já - em termos de atividade de edição de banda desenhada.

A obra em apreço é Zits - Apocalipse, de Jerry Scott e Jim Borgman, que volta a trazer esta divertida série de tiras humorísticas sobre um adolescente entediado com o mundo.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.


Zits - Apocalipse, de Jerry Scott e Jim Borgman
Os zombies comem cérebros. Tás safo

Apocalipse é um livro de banda desenhada dos criadores Jerry Scott e Jim Borgman. A obra compara os adolescentes a “zombies” – lentos, difíceis de falar e sempre com fome – para mostrar com humor os desafios de criar um filho nesta idade.

Uma forma inteligente e divertida de retratar a adolescência.

Apocalipse mistura as tiras de banda desenhada clássicas com anotações e comentários dos autores. O estilo visual torna o livro leve, ideal para ler em pequenos momentos de pausa.

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Ficha técnica
Zits - Apocalipse
Autores: Jerry Scott e Jim Borgman
Editora: Gradiva
Páginas: 208, a preto e branco (com algumas páginas a cores)
Encadernação: Capa mole
PVP: 19,00€

terça-feira, 15 de setembro de 2026

"BD à Lupa" está de volta à FNAC com livros de BD Grátis!


Com a rentrée literária está de volta o programa BD à Lupa, uma iniciativa dedicada à banda desenhada e criada em parceria pelo Vinheta 2020 e pela FNAC!

Como habitual, haverá livros para sortear pelos presentes no evento, portanto é quase impossível não ficar com o bichinho de BD gratuita para comparecer a este encontro bedéfilo.

Mais importante que isso é que desta vez quem for a esta conversa terá a oportunidade para conhecer as novidades das editoras Ala dos Livros e A Seita para os próximos meses, que nos serão reveladas pelos editores Ricardo Pereira e José de Freitas. Falaremos ainda de novidades que podemos esperar destas editoras em 2027.

Como se isto tudo já não fosse razão suficiente para comparecer, ainda contaremos com a presença de dois autores, André Morgado e Manuel Monteiro, que falarão, respetivamente, dos seus trabalhos mais recentes, podendo autografar os vossos livros.

A apresentação decorre já este domingo, dia 20 de setembro, pelas 16h00, na FNAC do Alegro de Alfragide.

Não faltes!