terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Análise: O Natal de Hercule Poirot e A Aventura do Bolo de Natal

O Natal de Hercule Poirot e A Aventura do Bolo de Natal, de Isabelle Bottier, Callixte e Alberto Taracido - Arte de Autor

O Natal de Hercule Poirot e A Aventura do Bolo de Natal, de Isabelle Bottier, Callixte e Alberto Taracido - Arte de Autor
O Natal de Hercule Poirot e A Aventura do Bolo de Natal, de Isabelle Bottier, Callixte e Alberto Taracido

Foi já fora de época que li, em conjunto, dois dos mais recentes livros da coleção que adapta para banda desenhada as obras clássicas de Agatha Christie e que a Arte de Autor tem vindo a editar, naquela que é a maior coleção, em número de volumes, da editora portuguesa.

Ambos os livros foram lançados por cá, compreensivelmente, perto da quadra natalícia: O Natal de Hercule Poirot teve lançamento em Dezembro de 2024, enquanto A Aventura do Bolo de Natal, o mais recente álbum da coleção, chegou-nos em Novembro de 2025.

O Natal de Hercule Poirot e A Aventura do Bolo de Natal, de Isabelle Bottier, Callixte e Alberto Taracido - Arte de Autor
De um modo genérico, posso dizer-vos que estes dois livros, ambos com argumento de Isabelle Bottier, presença assídua nesta coleção, e com ilustrações de Callixte (O Natal de Hercule Poirot) e Alberto Taracido (A Aventura do Bolo de Natal), mesmo não sendo os melhores da coleção, representam mais dois acréscimos interessantes à mesma, mantendo o charme do detetive belga Hercule Poirot e adaptando os contos originais a um formato quiçá mais acessível. Apesar disso, as duas obras apresentam diferenças notáveis na execução narrativa e estética. Mas, quanto a isso, já lá irei.

Falando um pouco das histórias propriamente ditas, em O Natal de Hercule Poirot, Hercule Poirot é convidado para passar o Natal na casa de Simeon Lee, um velho tirânico e rico. Lee mantém relações tensas com os seus filhos e netos, que parecem mais interessados na sua herança do que na companhia do idoso homem. Na véspera de Natal, o velho é brutalmente assassinado em casa, o que leva Poirot a assumir a investigação, observando minuciosamente as interações da família e examinando os indícios deixados pelo assassino. Como é habito nas histórias de Agatha Christie, todos os presentes tinham motivos para desejar a morte do patriarca, tornando o caso extremamente complexo.

O Natal de Hercule Poirot e A Aventura do Bolo de Natal, de Isabelle Bottier, Callixte e Alberto Taracido - Arte de Autor
Por sua vez, em A Aventura do Bolo de Natal, Hercule Poirot também é convidado a passar o Natal - mas será que este homem era assim tantas vezes convidado sem nunca convidar ninguém? Piadolas à parte, neste caso é a família Endicott que o recebe na sua antiga mansão, onde a atmosfera festiva contrasta com um clima de suspense logo desde o início. Antes mesmo da refeição de Natal começar, Poirot encontra um bilhete anónimo na sua almofada avisando‑o para não comer o tradicional bolo de Natal. Durante o jantar, um pedaço de rubi aparece no bolo servido a um dos convidados, o que desperta suspeitas. A dita pedra desaparece antes da festa e precisa ser recuperada sem envolver a polícia para evitar um escândalo internacional.

Em termos de narrativa, O Natal de Hercule Poirot revela-se mais sólido e coerente. A história mantém um bom ritmo, preservando o mistério e o suspense até ao final. O enredo está bem estruturado, e o desenvolvimento do móbil das personagens é convincente, proporcionando uma leitura envolvente. Este volume consegue prender o leitor do início ao fim, graças à forma como a intriga é construída e aos detalhes cuidadosamente trabalhados na interação entre as personagens. A tensão é gradual, e os momentos de revelação são satisfatórios, respeitando o espírito do original de Agatha Christie.

O Natal de Hercule Poirot e A Aventura do Bolo de Natal, de Isabelle Bottier, Callixte e Alberto Taracido - Arte de Autor
Por outro lado, A Aventura do Bolo de Natal revela-se mais irregular. A história, embora interessante, não consegue gerar o mesmo envolvimento. A construção do enredo é menos consistente, e há momentos em que o mistério perde força, tornando a narrativa mais previsível e menos cativante. A própria estrutura narrativa deste segundo volume parece menos fluida, com alguns dos elementos a surgirem de forma abrupta ou sem o devido desenvolvimento, o que compromete a capacidade do leitor de se imergir totalmente na história.

Em termos de ilustração, os dois livros também apresentam abordagens bastante distintas, mas, neste caso, o vencedor é, quanto a mim, A Aventura do Bolo de Natal. O trabalho de Alberto Taracido salta imediatamente à vista pela sua elegância e originalidade. As personagens têm um traço mais caricatural e expressivo, e as cores suaves conferem um registo autoral e distintivo dentro da coleção. Taracido arrisca mais, oferecendo-nos uma estética diferente da usada tradicionalmente na série, e isso funciona como um refresco visual. 

O Natal de Hercule Poirot e A Aventura do Bolo de Natal, de Isabelle Bottier, Callixte e Alberto Taracido - Arte de Autor
Por contraste, Callixte, em O Natal de Hercule Poirot, mantém um estilo mais clássico e eficiente, alinhado com o que tem sido apresentado na maioria das adaptações da coleção. O traço é limpo, preciso, e as personagens são facilmente reconhecíveis. Embora o trabalho do autor não traga grandes inovações visuais, é funcional e adequado à história, reforçando a narrativa sem a distrair. 

Assim sendo, e comparando os dois volumes, percebe-se uma assimetria clara nas suas valências: o primeiro destaca-se pela força narrativa, enquanto o segundo se sobressai pelo valor estético e originalidade gráfica. 

Olhando para a edição, estes dois livros apresentam o mesmo cuidado a que os restantes livros da coleção nos têm habituado: capa dura brilhante, bom papel baço no interior, boa encadernação e boa impressão.

Em conclusão, O Natal de Hercule Poirot e A Aventura do Bolo de Natal são mais dois bons títulos, bem-vindos para quem acompanha a coleção de adaptações para banda desenhada de Agatha Christie. A sua leitura é especialmente adequada para a época natalícia, junto à lareira e com um chocolate quente na mão, mas também são livros que podem perfeitamente ser lidos fora da época festiva, especialmente por aqueles que procuram histórias bem carregadas de mistério e charme.


NOTA FINAL (1/10):
8.0



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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O Natal de Hercule Poirot e A Aventura do Bolo de Natal, de Isabelle Bottier, Callixte e Alberto Taracido - Arte de Autor

Fichas técnicas
Hercule Poitot - O Natal de Poirot
Autores: Isabelle Bottier e Callixte
Editora: Arte de Autor
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 210 x 285 mm
Lançamento: Dezembro de 2024

O Natal de Hercule Poirot e A Aventura do Bolo de Natal, de Isabelle Bottier, Callixte e Alberto Taracido - Arte de Autor

Hercule Poirot - A Aventura do Bolo de Natal
Autores: Isabelle Bottier e Alberto Taracido
A partir da obra original de: Agatha Christie
Editora: Arte de Autor
Páginas: 48, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 210 x 285 mm
Lançamento: Novembro de 2025


Casa das Letras vai lançar BD que adapta obra de Haruki Murakami!



É já no próximo dia 24 de março que deverá chegar às livrarias a aposta em banda desenhada por parte da Casa das Letras - uma chancela do Grupo LeYa - que adapta para a 9ª Arte a obra do célebre autor Haruki Murakami!

A obra intitula-se Sétimo Homem e Outros Contos e reúne, em mais de 400(!) páginas, nove contos do escritor japonês. A adaptação para banda desenhada é da autoria dos franceses Jean-Christophe Deveney e PMGL.

Devo admitir que fiquei bastante curioso com o anúncio deste livro. O traço caricatural de PMGL, autor que eu não conheço, também me deixou bastante bem impressionado. A ver vamos.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais (da versão francesa) da obra.

Sétimo Homem e Outros Contos, de Jean-Christophe Deveney e PMGL

Um homem desaparece entre o 24.º e o 26.º andar de um prédio.
Uma mulher mergulha na leitura e torna-se incapaz de dormir durante dias e noites a fio.
Um sapo gigante celebra um pacto com um modesto funcionário público a fim de salvar Tóquio da destruição total.
No dia do seu vigésimo aniversário, alguém propõe a uma modesta e solitária empregada de restaurante a realização de um único desejo...

As nove narrativas ilustradas que compõem esta recolha de contos foram inicialmente publicadas no Japão, sob o olhar atento e cúmplice de Haruki Murakami.

Ao interpretarem a tragicomédia tão do agrado do grande escritor, Jean-Christophe Deveney e PMGL recriam um cenário poético e barroco, situado precisamente na fronteira, tão cara a Murakami, onde o quotidiano se funde com o fantástico.

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Ficha técnica
Sétimo Homem e Outros Contos
Autores:  Jean-Christophe Deveney e PMGL
Adaptação a partir da obra original de: Haruki Murakami
Editora: Casa das Letras
Páginas: 424, a cores
Encadernação: Capa mole
Formato: 235 x 168 mm
PVP: 31,90€


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Análise: The Ghost In The Shell

The Ghost In The Shell, de Shirow Masamune - Distrito Manga - Penguin Random House

The Ghost In The Shell, de Shirow Masamune - Distrito Manga - Penguin Random House
The Ghost In The Shell, de Shirow 
Masamune

Fiquei especialmente satisfeito quando, no ano passado, soube que a Distrito Manga, a chancela pertencente ao grupo editorial Penguin Random House totalmente dedicada à edição de mangás, iria editar a obra The Ghost In The Shell que, quanto a mim, é uma obra emblemática e totalmente recomendada! Para todos! Quer para os amantes do mangá (de forma genérica), quer para os amantes de distopias futuristas, de obras de ficção científica ou do subgénero cyberpunk. E, já agora, quer até para os amantes de uma boa história.

No total, são 3 os volumes desta obra que, com poucos meses de intervalo, foram sendo editados pela Distrito Manga. É verdade que o primeiro volume desta obra já havia sido editado em Portugal pela extinta editora JBC, mas não só o mesmo estava extinto das livrarias portuguesas, como faltava editar os restantes dois volumes.

The Ghost In The Shell, de Shirow Masamune - Distrito Manga - Penguin Random House
Criada por Shirow Masamune, esta é uma das obras mais influentes da ficção científica contemporânea. E quando falo em "obras mais influentes da ficção científica contemporânea" não me refiro a obras de banda desenhada... refiro-me a todo o tipo de obras! Literatura, cinema, séries ou videojogos. Publicada originalmente no final dos anos 80 e início dos anos 90, The Ghost In The Shell apresenta um universo cyberpunk denso, tecnológico e filosoficamente inquietante. A história acompanha a Major Motoko Kusanagi, uma agente cibernética num mundo onde as fronteiras entre humano e máquina se tornaram cada vez mais difusas.

Desde o início, a obra destacou-se pela sua abordagem madura e complexa de temas como identidade, consciência e livre-arbítrio. O conceito de haver um “ghost”, que podemos considerar a essência ou consciência humana, inserido num “shell”, um corpo artificial, é explorado com uma profundidade rara, mesmo quando comparado com outras obras de ficção científica. E o que é mais interessante é que a reflexão proposta por Masamune, passados mais de 30 anos, permaneça atual numa era dominada por inteligência artificial, próteses avançadas e debates sobre a cada vez maior presença de máquinas na vida dos homens. Incluindo nos seus próprios corpos.

The Ghost In The Shell, de Shirow Masamune - Distrito Manga - Penguin Random House
A relevância da obra para o estilo cyberpunk é, também ela, incontornável. Não foi a obra que criou o termo nem o género, mas é inquestionável que ajudou decisivamente a expandi-lo e a redefini-lo visual e filosoficamente. Aliás, a adaptação animada de 1995, realizada por Mamoru Oshii, foi, se bem se lembram, fundamental para internacionalizar a estética cyberpunk japonesa e influenciou fortemente o cinema ocidental posterior. Este é um daqueles casos em que, à semelhança de Akira, também editado pela Distrito Manga, a adaptação do mangá para obra de animação teve um enorme sucesso. Conheço várias pessoas que não leem banda desenhada e que são fãs de cada uma destas obras cinematográficas. Isso deixa-me um bocado triste, porque sou sempre defensor da "obra-mãe", especialmente quando se trata de banda desenhada, mas, ainda assim, prefiro que as pessoas conheçam as obras, mesmo que num outro meio que não o original.

Se o anime é bom, a verdade é que o mangá mantém uma identidade própria, com maior densidade técnica e uma inclinação mais explícita para discussões filosóficas e políticas. A combinação de redes digitais omnipresentes, cidades hiper-tecnológicas e questões existenciais continuar a ecoar no leitor que se depara com esta obra. 

The Ghost In The Shell, de Shirow Masamune - Distrito Manga - Penguin Random House
Outro aspeto relevante é a construção do mundo. A sociedade apresentada não é apenas pano de fundo, mas um organismo vivo, moldado por redes de informação, corrupção política e avanços tecnológicos. Essa densidade estrutural confere credibilidade ao universo narrativo e amplia o alcance temático da obra. Reitero que, nos tempos que correm, The Ghost in the Shell assume uma importância renovada. A crescente presença de inteligência artificial, vigilância digital e manipulação de dados torna as suas questões ainda mais pertinentes. O mangá antecipou dilemas éticos que hoje são discutidos em fóruns académicos e políticos reais.

Além disso, a obra desafia noções fixas de identidade. Num mundo em que corpos podem ser substituídos e memórias hackeadas, o que define o “eu”? Esta pergunta, central no mangá, ressoa fortemente numa sociedade cada vez mais mediada por avatares digitais e redes sociais.

Outro ponto a que quero dar ênfase é a originalidade da obra em misturar ação tática e especulação teórica. Shirow Masamune alterna sequências de combate altamente detalhadas com páginas densas em texto explicativo, quase ensaístico. Essa combinação pode exigir mais atenção do leitor, mas recompensa-o com uma experiência intelectualmente estimulante. Devo dizer que neste ponto das notas adicionais do autor, apresentadas em rodapé, numa dimensão pequena do texto de forma a conseguir albergar todos os comentários de Shirow, pode haver um certo exagero que distrai até da trama principal. Mesmo assim, também é algo que merece algum mérito. Mais não seja pela dedicação do autor à sua obra.

The Ghost In The Shell, de Shirow Masamune - Distrito Manga - Penguin Random House
Falando agora dos três volumes que compõem esta trilogia enquanto um todo, devo dizer que há bastantes diferenças - mesmo no foro qualitativo - entre os três livros. O primeiro volume é o claro ponto alto da série. Tanto pela sua importância histórica no género cyberpunk como pelo equilíbrio entre história, personagens e atmosfera futurista. É o volume que introduz a Major Motoko Kusanagi, a Secção 9 e os temas centrais de identidade, consciência e tecnologia, acabando por ser até o mais acessível e marcante para quem entra na saga pela primeira vez, mesmo que a sua narrativa seja episódica e densa em detalhes técnicos.

O Volume 1.5 é intermédio em termos de qualidade. Trata‑se de uma coleção de histórias curtas focadas em investigações da Secção 9 e problemas técnicos. Funciona bem e acaba por ser quase como um volume de material adicional interessante, mas menos marcante do que o Volume 1 clássico.

Já no Volume 2, pareceu-me que Shirow se perdeu na sua própria divagação existencialista, "navegando em demasia na maionese". A história é confusa e desarticulada, sendo menos coerente e até incompreensível nalguns pontos. Confesso-vos: não gostei e tive até dificuldades para conseguir acabar de ler este volume.

The Ghost In The Shell, de Shirow Masamune - Distrito Manga - Penguin Random House
Lá está, se tiverem interesse na obra, mas não a conhecerem, o meu conselho é que experimentem ler o primeiro volume - ou mesmo o volume 1.5, para terem um "cheirinho" deste universo -, mas afastem-se do segundo volume. É claro que a minha veia colecionista me "obriga" a ter a trilogia completa, mas, neste caso em concreto, aqueles que não conhecem a obra ficam bem servidos só com o primeiro volume.

Visualmente, o desenho de Shirow Masamune é extremamente apelativo. O traço é detalhado, preciso e tecnicamente impressionante, sobretudo na representação de maquinaria, armas e interfaces digitais. Ao mesmo tempo, as personagens possuem expressividade e presença marcantes, equilibrando o lado técnico com uma forte componente humana. As personagens femininas apresentam formas descaradamente voluptuosas que, ainda por cima, assumem poses verdadeiramente sexy. São desenhos que me agradam, sem dúvida. Os cenários são "verdadeiramente desenhados", coisa que, como sabemos, nem sempre acontece com mangás, onde os cenários são muitas vezes fotografias retocadas de forma a parecerem desenhos.

O segundo livro da trilogia apresenta um estilo de desenho mais digital que, embora pareça fazer um ligação mais direta ao anime, me agradou menos por ser mais artificial e menos dinâmico. No entanto, apreciei que houvesse um maior número de páginas a cores neste volume, em comparação com os restantes dois livros.

The Ghost In The Shell, de Shirow Masamune - Distrito Manga - Penguin Random House
Por falar nisso, as páginas a cores são especialmente bonitas e demonstram o cuidado estético do autor. A aplicação de cor valoriza o desenho das personagens e a atmosfera futurista, criando composições vibrantes e sofisticadas. Ainda assim, poderia haver um maior número dessas páginas, já que enriquecem significativamente a experiência visual. Mas, lá está, esta minha última frase poderia ser aplicada a (quase) todos os mangás.

A edição dos livros é numa espessa capa dura, com detalhes a verniz. No interior, o papel é baço e de boa qualidade. Diria mesmo que, comparando com outros mangás editados em Portugal, o papel deste livro é francamente melhor. Dois dos livros incluem ainda posfácios do autor. Nota ainda para a oferta de uma caixa arquivadora que a editora providenciou a quem comprasse o livro no site da editora. Limitado ao stock existente, claro. Achei uma boa ideia, pois gosto de caixas arquivadoras e considero-as um "plus" positivo para os colecionadores de plantão.

Em síntese, The Ghost in the Shell permanece uma obra seminal, tanto pela sua originalidade conceptual como pelo impacto estilístico que gerou. O traço apelativo de Shirow Masamune, as belas páginas a cores e a profundidade filosófica fazem deste mangá uma leitura indispensável. Mais do que um clássico do cyberpunk, é uma reflexão visionária sobre o futuro da humanidade que recomendo a toda a gente. Pelo menos, o primeiro volume da obra deve figurar numa boa estante de banda desenhada!


NOTA FINAL (1/10):
The Ghost In The Shell - Livro 1: 9.2
The Ghost In The Shell - Livro 1.5: 8.0
The Ghost In The Shell - Livro 2: 5.5



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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The Ghost In The Shell, de Shirow Masamune - Distrito Manga - Penguin Random House

Fichas técnicas
The Ghost In The Shell - Livro 1
Autor: Shirow Masamune
Editora: Distrito Manga
Páginas: 360, a preto e branco (e algumas páginas a cores)
Encadernação: Capa dura
Formato:175 x 250 mm
Lançamento: Setembro de 2025

The Ghost In The Shell, de Shirow Masamune - Distrito Manga - Penguin Random House

The Ghost In The Shell - Livro 2
Autor: Shirow Masamune
Editora: Distrito Manga
Páginas: 320, a cores 
Encadernação: Capa dura
Formato: 175 x 250 mm
Lançamento: Outubro de 2025

The Ghost In The Shell, de Shirow Masamune - Distrito Manga - Penguin Random House

The Ghost In The Shell - Livro 1.5
Autor: Shirow Masamune
Editora: Distrito Manga
Páginas: 192, a cores e a preto e branco
Encadernação: Capa dura
Formato: 175 x 250 mm
Lançamento: Janeiro de 2026

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Pedro Cleto apresenta o seu livro na FNAC do GaiaShopping!



É já neste próximo domingo, dia 22 de Fevereiro, que terá lugar na FNAC do GaiaShopping, por volta das 17h00, a apresentação do livro As Leituras do Pedro - 40 Anos de Boas Leituras, de Pedro Cleto, jornalista e autor do As Leituras do Pedro, um dos meus sites preferidos sobre banda desenhada, que contará com a participação de Júlio Eme.

No passado Amadora BD tive oportunidade de apresentar este livro com o Pedro Cleto e posso dizer-vos que é sempre um prazer falar com o Pedro e, com isso, beneficiar da sua vasta experiência enquanto divulgador e crítico de banda desenhada.

Se puderem, não faltem.

Mais abaixo, deixo-vos com a nota de imprensa da Organização.




Livro As Leituras do Pedro - 40 anos de boas leituras apresentado dia 22 de Fevereiro na FNAC do GaiaShopping

Dia 22 de Fevereiro, a partir das 17h00, a FNAC do GaiaShopping vai receber Pedro Cleto para uma conversa em torno da sua incessante escrita em torno da BD, a propósito do lançamento do seu livro As Leituras do Pedro - 40 anos de boas leituras.

A conversar com o Pedro Cleto estará Júlio Eme (velho parceiro do Salão Internacional de Banda Desenhada do Porto e autor do prefácio).

Este livro reflecte 40 anos de leitura e escrita de Pedro Cleto, numa vontade de partilhar o muito que a banda desenhada deu ao autor: História, romance, descoberta, conhecimento, reflexão, aventura, ternura, emoções, gargalhadas irresistíveis…

São mais de 200 textos sobre bandas desenhadas, nacionais e estrangeiras que marcaram os últimos 40 anos.

Se cada leitor deste livro - uma vaidade pessoal para alguém de uma geração em que os livros eram importantes e fundamentais - encontrar nele um texto que o leve a descobrir uma narrativa que lhe dê tanto prazer como cada uma delas deu ao escritor, então o seu propósito será cumprido.