quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Sendai Editora aposta em "Midori: A Menina das Camélias"


Sendai Editora prepara-se para editar, ainda durante este mês de agosto, a obra Midori: A Menina das Camélias, de Suehiro Maruo!

Trata-se do 20º lançamento da editora portuguesa, o que já é um número redondo e substancial, que merece os meus louvores.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse deste livro e com algumas imagens promocionais.


Midori: A Menina das Camélias, de Suehiro Maruo

A Sendai Editora tem o prazer de divulgar o seu vigésimo lançamento: “Midori: a menina das camélias” de Suehiro Maruo.

Abandonada pelo pai e órfã de mãe, a doce Midori é levada por uma trupe de saltimbancos. Abusada constantemente pelos artistas e aberrações, Midori vê o seu futuro muito negro...

Suehiro Maruo é o mestre do erótico-grotesco e esta a sua obra-prima. Inspirada num teatro de papel tradicional, evidencia a perversão e a avareza humanas através do dia-a-dia de uma inocente rapariga, numa Tóquio miserável dos anos 1930.

Midori: a menina das camélias já teve duas adaptações para longa-metragem: uma, realizada por um fã, em 1992, e outra, em imagem real, em 2016. Em 2011 e 2012, foi também adaptada para teatro pelo grupo Kaiten Hyakume. Podem ver aqui o trailer do filme de 2016.

Os 100 primeiros a comprarem na nossa loja recebem um chaveiro da edição original.

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Ficha técnica
Midori: A Menina das Camélias
Autor: Suehiro Maruo
Editora: Sendai Editora
Páginas: 164 (16 coloridas em vermelho e castanho, 148 em azul especial)
Encadernação: Capa mole
Formato: A5
PVP: 18,90€

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Análise: Albert Londres tem de Desaparecer

Albert Londres tem de Desaparecer - Frédéric Kinder e Borris - Levoir - Público

Albert Londres tem de Desaparecer - Frédéric Kinder e Borris - Levoir - Público
Albert Londres tem de Desaparecer, de Frédéric Kinder e Borris

Este ano, a Coleção de Novelas Gráficas tem vindo a apresentar uma qualidade média bastante interessante. Já li praticamente todos os livros que saíram até ao momento e, pelo menos para já, posso dizer-vos que estou bastante satisfeito com a seleção de obras deste ano. É óbvio que haverá sempre livros para todos os gostos e que uns serão melhores do que outros, mas olhando para o todo, tenho que conceder que a seleção é boa e equilibrada.

Este Albert Londres tem de Desaparecer que hoje vos trago é mais uma das boas obras que fazem parte desta iniciativa editorial levada a cabo pela editora Levoir e pelo jornal Público.

Albert Londres tem de Desaparecer - Frédéric Kinder e Borris - Levoir - Público
Para quem não sabe, Albert Londres foi um célebre jornalista e escritor francês, sendo considerado um dos pioneiros do jornalismo de investigação. Era uma daquelas pessoas que não tinha medo de "pôr o dedo na ferida" e que ficou conhecido pelas suas reportagens corajosas, nas quais denunciava injustiças sociais, condições desumanas em prisões, abusos do colonialismo e outros problemas ignorados pela sociedade da época. Mais do que isso, as suas viagens por vários países deram origem a reportagens marcantes que influenciaram a opinião pública e contribuíram para mudanças sociais. Existe mesmo um prémio de jornalismo, o Prémio Albert Londres, que foi criado em sua homenagem, sendo um dos mais prestigiados galardões do jornalismo francófono. Estamos perante, pois está claro, uma das individualidades mais importantes do jornalismo. Se bem que a sua morte sempre levantou alguma suspeita.

E este Albert Londres tem de Desaparecer, dos autores Frédéric Kinder e Borris, é um livro que se situa algures entre a biografia, o relato histórico e a ficção especulativa. A obra parte dos acontecimentos devidamente comprovados que marcaram os últimos meses da vida do jornalista para construir uma narrativa envolvente em torno do mistério da sua morte. O resultado é uma obra simultaneamente informativa e fascinante, que é capaz de despertar a curiosidade dos leitores tanto pela figura histórica retratada, como pela hipótese apresentada para explicar o seu desaparecimento.

Albert Londres tem de Desaparecer - Frédéric Kinder e Borris - Levoir - Público
Sente-se que os autores procuram prestar homenagem a um homem cuja influência no jornalismo de investigação continua a ser sentida nos dias de hoje. Sendo alguém que procurava expor injustiças, denunciar abusos e revelar realidades, fez, com certeza, bastantes inimigos, já que que muita preferia manter escondidas as verdades incómodas que Albert procurava revelar. E essa dimensão ética da sua atividade profissional revela-se muito bem representada ao longo da narrativa.

A escolha do período final da vida do jornalista revela-se particularmente acertada. A viagem à China, realizada em 1931, permanece envolta em inúmeras dúvidas e interrogações. Ao que parece, não se tratou de uma deslocação encomendada por qualquer jornal e os verdadeiros objetivos de Albert Londres com esta viagem nunca ficaram totalmente esclarecidos. E foi especificamente essa incerteza histórica que os autores agarraram, utilizando esse terreno fértil para a construção de uma narrativa que combina factos documentados com elementos ficcionais de forma bastante convincente.

Albert Londres tem de Desaparecer - Frédéric Kinder e Borris - Levoir - Público
E um dos aspetos mais interessantes da obra reside precisamente nessa mistura entre verdade histórica e ficção. Frédéric Kinder, o argumentista, evita transformar o livro numa simples biografia ilustrada e opta antes por explorar as zonas cinzentas que rodeiam os acontecimentos que motivaram a morte do célebre jornalista. O resultado é uma narrativa dinâmica, a fazer lembrar uma história policial, que nos mantém constantemente envolvidos e a questionar aquilo que realmente poderá ter acontecido.

A hipótese central do livro assenta na possibilidade de Albert Londres ter descoberto uma rede de tráfico de armas e de ópio envolvendo interesses poderosos. Sendo que essas informações recolhidas pelo jornalista durante a sua estadia na Ásia seriam suficientemente comprometedoras para ameaçar figuras influentes. A partir desta premissa desenvolve-se um enredo marcado pela tensão e pelo suspense.

É evidente que esta interpretação poderá ser vista por alguns leitores como excessivamente conspirativa. Afinal, a verdade é que ninguém sabe ao certo o que Albert Londres estava a investigar na China durante os últimos meses da sua vida. A escassez de provas definitivas impede qualquer conclusão categórica, é certo. Contudo, a proposta dos autores nunca deixa de parecer plausível, sobretudo quando recordamos o histórico profissional de Londres e a natureza das investigações que já realizara anteriormente, incidindo em temas como a prisão de Cayenne, o tráfico de mulheres ou as condições desumanas dos hospitais psiquiátricos. E é por isso que o livro funciona bem.

Albert Londres tem de Desaparecer - Frédéric Kinder e Borris - Levoir - Público
Além disso, a obra tem ainda o mérito de levar o leitor a refletir sobre uma realidade que permanece atual. Quando alguém revela verdades incómodas sobre práticas ilegítimas ou criminosas, os interesses afetados tendem frequentemente a reagir. Ao longo da História, não têm sido poucos os jornalistas, denunciantes e investigadores que enfrentaram pressões, ameaças ou tentativas de silenciamento. Nesse sentido, a narrativa transcende a figura de Albert Londres e assume uma dimensão mais universal, o que volta a ser bem-vindo.

Em termos de ilustração, gostei particularmente da abordagem visual de Borris. Os seus desenhos são bastante originais e conferem à obra uma identidade muito própria, por vezes a roçar o expressionismo. O estilo gráfico afasta-se, pois, de soluções mais convencionais e, com os traços do esboço a notarem-se propositadamente na composição final, o desenhador consegue cria uma atmosfera que combina perfeitamente com o tom de mistério e investigação da narrativa. A expressividade das personagens - onde reside, por vezes, um certo nível caricatural - consegue funcionar muito bem, também, e as cores também são bem conseguidas.

Albert Londres tem de Desaparecer - Frédéric Kinder e Borris - Levoir - Público
Por vezes, senti que algumas páginas careciam de alguma legibilidade, como se aparentassem estar pixelizadas, o que tornou a experiência menos positiva. Ainda investiguei a edição original da obra, para comparar, mas confesso não ter percebido se este problema da legibilidade que aparece amiúde se devia à propria ilustração original ou se se devia a um defeito de impressão. Mas deixo essa nota.

De resto, a edição da Levoir é em capa dura baça, com bom papel baço no interior e um bom trabalho a nível de encadernação. No final, há ainda um generoso caderno documental, com 12 páginas, que nos oferece textos com mais informações sobre o desaparecimento de Albert Londres, sobre o contexto geopolítico de Xangai em 1932 e que inclui notas biográficas das principais personagens. Há ainda várias ilustrações e esboços, bem como fotografias e estudos de página, que acompanham estes textos.

Devo fazer uma menção negativa ao facto da edição portuguesa trazer o (enorme!) subtítulo "O Segredo da Última Reportagem de um Jornalista Excepcional". Mais do que ser um subtítulo que não era necessário, nunca poderia ter sido colocado daquela forma, com aquela dimensão, naquele local da página. Acho que foi um ato falhado que até acaba por estragar a bela ilustração da capa. Ou a bem que não se colocava esse grande subtítulo ou, colocando, teria que ser no canto inferior da capa, em rodapé. Ou, sendo neste sítio em que acabou por ficar, teria que ser com um círculo/quarado à volta, simulando um autocolante. São noção básicas de design e produção gráfica.

Tirando este detalhe, e em suma, Albert Londres tem de Desaparecer é um livro bastante bem conseguido, que presta uma justa homenagem a um dos mais importantes jornalistas de sempre, ao mesmo tempo que lança luz sobre uma possível explicação para o seu desaparecimento. Mesmo que a teoria apresentada não possa ser comprovada e permaneça no domínio da especulação, os autores conseguem torná-la credível e estimulante. Boa aposta!


NOTA FINAL (1/10):
8.4


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Albert Londres tem de Desaparecer - Frédéric Kinder e Borris - Levoir - Público

Ficha técnica
Albert Londres tem de Desaparecer
Autores: Frédéric Kinder e Borris
Editora: Levoir
Páginas: 104, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 195 X 270 mm
Lançamento: Julho de 2026

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Análise: Lunáticos

Lunáticos, de Adam Fyda e Marek Ospalski - A Seita

Lunáticos, de Adam Fyda e Marek Ospalski - A Seita
Lunáticos, de Adam Fyda e Marek Ospalski

O terceiro livro de origem polaca que a editora A Seita lançou em pouco tempo foi este Lunáticos, de Adam Fyda e Marek Ospalski. Esta obra surge como mais um fruto da recente iniciativa da editora portuguesa de editar por cá algumas bandas desenhadas polacas, ao mesmo tempo que também tem lançado algumas obras nacionais na Polónia. Trata-se de um intercâmbio cultural que me parece bastante bem-vindo.

E comparando este Lunáticos com os anteriormente publicados Heksa - A Bruxa, de Katarzyna Witerscheim, e Três Irmãs, de Anna Poszepczyńska - se é que este tipo de comparações é justa -, parece-me que é legítimo verificar que esta será a obra mais interessante e mais bem equilibrada das três. Ainda que todas elas mereçam atenção.

Lunáticos é inspirado na obra clássica No Orbe de Prata, um trabalho de ficção científica publicado pelo polaco Jerzy Żuławski, em 1903. Considera-se até mesmo uma das obras fundadoras da ficção científica polaca.

Lunáticos, de Adam Fyda e Marek Ospalski - A Seita
Pelo que pude investigar, esta adaptação da obra para banda desenhada é bastante livre, procurando ser um trabalho de abordagem e teor mais contemporâneos, mesmo que, a obra original, com mais de 100 anos, ainda se mantenha atual nos tempos em que vivemos.

A ação decorre no ano de 1913, quando cinco exploradores partem da Terra rumo à Lua, iniciando a primeira expedição lunar e acreditando que poderão encontrar uma atmosfera habitável no lado oculto da lua. O chamado The Dark Side of The Moon, vá, o mesmo nome de um dos álbuns mais respeitados da música que nos foi dado pelos britânicos Pink Floyd. Mas cedo se perde a comunicação com a tripulação, fazendo com que ninguém na Terra saiba se os astronautas estão vivos ou não. E nós, leitores, acompanhamos aquilo que acontece com eles.

Confesso-vos que, não sendo o maior fã de histórias que se passam no espaço, devo dizer que fiquei bastante agradado e, até, em alguns casos, surpreendido com este livro. Um dos aspetos mais interessantes de Lunáticos reside precisamente na forma como evita transformar-se numa narrativa convencional de sobrevivência. Daquelas que já todos vimos, vezes sem conta. Embora existam momentos de tensão e adversidade com que a tripulação terá que lidar, claro, diria que a verdadeira preocupação dos autores parece estar na evolução das personagens, das suas ideias e das suas crenças. Há, pois, toda uma dimensão filosófica que me surpreendeu pela positiva. A necessidade humana de encontrar significado mesmo nos ambientes mais hostis continua a ser algo do qual, aparentemente, não conseguimos fugir enquanto espécie. E isso torna o exercício narrativo da obra em algo interessante.

Lunáticos, de Adam Fyda e Marek Ospalski - A Seita
Narrativamente, Lunáticos desenvolve-se, muitas vezes, de forma contemplativa. Há sequências que privilegiam a observação, a introspeção e a construção atmosférica em detrimento da ação. Esta opção exige alguma disponibilidade por parte do leitor, é certo, mas acaba por contribuir para que o livro seja mais maduro na sua abordagem. Não estamos, pois, perante uma obra que procure oferecer entretenimento rápido, mas antes ser uma experiência que convide à reflexão.

Além disso, parece haver também uma certa sensação de "terror cósmico". Porque embora Lunáticos não seja propriamente uma obra de terror, per se, existe uma constante sensação de desconforto. A vastidão do espaço, a fragilidade humana e a estranheza do ambiente lunar contribuem para uma atmosfera de inquietação que atravessa todo o livro.

Em termos visuais, o livro também consegue ser bastante bom. Se a bela capa já me tinha deixado interessado no livro, devo dizer que quer os desenhos das personagens, quer, principalmente, os desenhos do espaço sideral e de paisagens da lua, me encheram as medidas. Este é um daqueles livros em que é bonito olhar demoradamente para várias ilustrações. Ilustrações essas que nos transportam para ambientes grandiosos com um forte sentido de estranheza e isolamento. A Lua surge representada como um espaço simultaneamente belo e inquietante, reforçando constantemente a sensação de afastamento em relação ao mundo conhecido.

Lunáticos, de Adam Fyda e Marek Ospalski - A Seita
A composição das pranchas demonstra igualmente uma grande maturidade. Adam Fyda sabe quando deve privilegiar grandes panorâmicas e quando deve aproximar-se das personagens. O próprio grafismo da obra nos separadores entre capítulos é bastante apelativo. E também o trabalho de cores é muito belo. Considerei apenas que, em vários momentos, gostaria que o livro fosse maior em formato, pois certas vinhetas ficam demasiadamente pequenas, perpassando para o leitor uma certa sensação de claustrofobia.

De resto, a edição d' A Seita é em capa dura, com detalhes a verniz, e bom papel baço no interior. O trabalho de impressão e encadernação também está bem feito.

Em suma, a capacidade para articular imaginação científica, reflexão filosófica e excelência gráfica transforma este Lunáticos numa obra particularmente interessante para leitores que procuram algo mais do que uma simples aventura espacial. Esta é uma banda desenhada que honra o legado de uma obra de ficção científica com mais de 100 anos e que demonstra que muitos dos grandes temas da ficção científica continuam tão relevantes hoje como há mais de cem anos. Gostei!


NOTA FINAL (1/10):
8.3



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Lunáticos, de Adam Fyda e Marek Ospalski - A Seita

Ficha técnica
Lunáticos
Autores: Adam Fyda e Marek Ospalski
Adaptado a partir da obra original de: Jerzy Zulawski
Editora: A Seita
Páginas: 136, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 195 x 260 mm
Lançamento: Maio de 2026

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Levoir lança BD sobre o criador de "O Principezinho"!


Foi na passada sexta-feira que a editora Levoir e o jornal Público fizeram chegar às bancas portuguesas a sua nova entrada na Coleção de Novelas Gráficas.

Desta feita, é a vez da obra Saint-Exupéry e a origem do Principezinho, dos autores Pierre-Roland Saint-Dizier e Cédric Fernandez, que, naturalmente, fala sobre Antoine Saint-Exupéry, o criador do célebre O Principezinho, ainda um dos meus livros favoritos! Relembro que, sobre o mesmo tema - embora com uma abordagem diferente, parece-me - a ASA editou recentemente o livro O Príncipe dos Pássaros de Alto Voo, de Philippe Girard.

Recordo ainda que este Saint-Exupéry e a origem do Principezinho foi originalmente editado em três tomos e que a Levoir opta, e bem, por editar a obra num só volume.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.


Saint-Exupéry e a origem do Principezinho, de Pierre-Roland Saint-Dizier e Cédric Fernandez

Para comemorar os 80 anos da publicação d’O Principezinho em França, a obra-prima de Antoine de Saint-Exupéry, a Levoir e o jornal Público editam Saint-Exupéry e a origem do Principezinho com data de publicação a 14 de Agosto.

Novelas já editadas nesta colecção: A Aranha de Mashaad; Dostoiévski: O sol negro, Dez Mil Elefantes, Partir, ficando, Formosa e Albert Londres tem de desaparecer.

Depois de ter lecionado durante dois anos no Gabão, Pierre-Roland Saint-Dizier tornou-se jornalista, profissão que exerce há vinte e cinco anos. Argumentista de banda desenhada há cerca de quinze anos, juntou-se com Cédric Fernandez para homenagearem o autor da obra O Principezinho.

Saint-Exupéry e a origem do Principezinho é uma banda desenhada que narra a vida audaciosa e o percurso do homem e do escritor. A obra conta como era a vida do seu autor antes deste sucesso mundial, que só se concretizou após a sua morte, e como o conto filosófico surgiu na sua mente.

Foi nas noites solitárias — entre as suas missões no Saara, na Argentina e nos Estados Unidos — que nasceu, em 1943, O Principezinho, que viria a trazer, em plena guerra, um pouco de luz, inocência e maravilha...

Saint-Exupéry foi explorador na companhia Aeropostal, arriscou a vida a sobrevoar desertos, resgatou outros pilotos retidos como reféns pelos tuaregues, atravessou oceanos em aviões pouco seguros, procurou companheiros acidentados nos Andes, participou na Segunda Guerra Mundial..., resume Fernández, que espera que o leitor aprecie o prazer que representou para ele e Pierre-Roland Saint-Dizier a realização desta obra.

O dossier no final do livro contém imagens da vida de Saint-Exupéry nos Estados Unidos.



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Ficha técnica
Saint-Exupéry e a origem do Principezinho
Autores: Pierre-Roland Saint-Dizier e Cédric Fernandez
Editora: Levoir
Páginas: 176, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 195 x 270 mm
PVP: 16,90€