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quarta-feira, 4 de março de 2026

Análise: Sangoma - Os Condenados da Cidade do Cabo

Sangoma  - Os Condenados da Cidade do Cabo, de Caryl Férey e Corentin Rouge - Arte de Autor

Sangoma  - Os Condenados da Cidade do Cabo, de Caryl Férey e Corentin Rouge - Arte de Autor
Sangoma  - Os Condenados da Cidade do Cabo, de Caryl Férey e Corentin Rouge

Depois de Islander, uma mini-série em 3 tomos - dos quais a Arte de Autor já publicou o primeiro número - me ter deixado com tão boas impressões, estava muito curioso em ler este Sangoma - Os Condenados da Cidade do Cabo, feito pela mesma dupla de autores formada por Caryl Férey e Corentin Rouge!

Isto porque, nesse primeiro volume de Islander, quer o argumentista se mostrou capaz de apresentar uma história policial muito dinâmica, com uma ambiência política na quantidade certa, com personagens cativantes e com algumas reviravoltas impactantes, como o ilustrador, do qual eu já tinha ficado fã no seu trabalho em RIO, se afirmour como dono de um estilo de ilustração magnífica e super dinâmica que, mesmo sendo moderna e singular, parece ir beber a alguns dos mais célebres ilustradores da banda desenhada europeia.

Ora, dito por outras palavras, esta parece ser uma das melhores duplas da atualidade para o estilo de histórias que se propõe fazer. Um autêntico prato cheio.

Se Islander me agradou, Sangoma também me deixou extremamente satisfeito! 

Sangoma  - Os Condenados da Cidade do Cabo, de Caryl Férey e Corentin Rouge - Arte de Autor
Neste caso, estamos perante uma história fechada em 150 páginas, um one shot, que se desenrola na África do Sul, num contexto pós-apartheid. Este foi um período marcado por profundas desigualdades e tensões raciais que deixaram brancos e negros de costas voltadas entre si e que tiveram eco um pouco por todo o mundo. E até mesmo nos dias de hoje, e embora já não se fale tanto do tema, estas tensões permanecem ativas no país. E deixem-me já dar-vos nota do tema da obra. Considero-o bastante original, pois remete-nos para uma outra igualdade. Já li muita banda desenhada e não me lembro de ter lido uma banda desenhada sobre o Apartheid. Às vezes, e deixo o comentário, começa por ser uma boa abordagem para uma obra o simples facto de a mesma versar sobre um tema menos batido, ou mesmo inédito em banda desenhada. Boa escolha, portanto.

De resto, a história arranca com a descoberta de um cadáver de um trabalhador negro nas terras da quinta Pienaar, uma linha de produção agrícola pertencente a uma influente família branca. É então que conhecemos o carismático tenente Shane Shepperd que é o oficial designado para investigar o caso. Rapidamente se percebe que a verdade está envolta em silêncios e mentiras e à medida que Shepperd mergulha na investigação, a trama entrelaça-se com as divisões políticas do país, refletindo um cenário em que a reforma agrária e os velhos ressentimentos (ainda) estão à flor da pele. Consequentemente, a tensão aumenta quando os debates no parlamento se tornam cada vez mais acalorados e a violência parece uma solução iminente.

Portanto, o argumentista Caryl Férey não nos apresenta apenas um mistério policial, mas também uma crítica social incisiva. Embora essa crítica não seja panfletária ou demasiadamente politizada. O assassinato deste homem não é apenas um crime, mas o reflexo óbvio das cicatrizes deixadas pelo apartheid. 

Sangoma  - Os Condenados da Cidade do Cabo, de Caryl Férey e Corentin Rouge - Arte de Autor
Além disso, este thriller bem arquitetado, destaca-se pela sua capacidade em vários outros elementos: para além do enfoque político, há toda uma questão social e ainda cultural, pois os mitos tribais também têm importância na forma como os acontecimentos se desenrolam. A história é, deste modo, um excelente reflexo das complexidades da África do Sul contemporânea, onde as feridas do passado ainda estão abertas. A forma como os debates sobre a reforma agrária se entrelaçam com a narrativa principal enriquece a história, proporcionando um contexto que a torna ainda mais relevante. 

E, claro, está carregada de momentos de ação, com um ritmo que, por vezes, é frenético, mantendo-nos sempre alerta e em tensão emocional. A isso juntam-se ainda algumas personagens que, admito, podem ser um pouco o arquétipo expetável para este tipo de história - como o protagonista bem parecido, a fazer lembrar John Tango, que é ao mesmo tempo um sedutor -, mas que fazem bem o seu papel, contribuindo para que não seja difícil criar empatia com as personagens.

Férey demonstra um domínio impressionante do ritmo narrativo. A cada página, somos puxados para dentro da trama, ansiosos para descobrir o que acontecerá a seguir. As interações entre as personagens são carregadas de tensão, e as revelações são cuidadosamente doseadas, criando um efeito de crescente suspense. Esta habilidade em manter o leitor interessado na história é uma das grandes virtudes da obra. 

Diria que, sendo uma obra one shot, talvez não se tenha conseguido explorar com tanto detalhe algumas nuances das personagens e das suas intenções, como acontece no primeiro volume de Islander, mas, e não obstante, continua a ser uma história muito bem cozinhada.

Sangoma  - Os Condenados da Cidade do Cabo, de Caryl Férey e Corentin Rouge - Arte de Autor
Visualmente, Sangoma também é um espetáculo! Corentin Rouge dá vida à narrativa com ilustrações muito inspiradas, com forte influência cinematográfica, que servem a história da melhor forma possível! Os seus desenhos são dinâmicos e precisos, capturando a energia das cenas de ação de maneira vibrante. Além disso, também na representação das personagens, nos momentos mais introspetivos, nos debates no parlamento ou nas senas sensuais, o seu trabalho é de qualidade superior e muito envolvente.

Os planos cinematográficos utilizados por Rouge oferecem uma amplitude à história que é muito bem-vinda e que não só realça os momentos de ação frenética, como também permite que nós, leitores, sintamos a magnitude dos conflitos representados. A energia e o ritmo das ilustrações de Rouge são contagiantes. As cenas de ação estão carregadas de movimento e emoção, fazendo com que o leitor se sinta parte da narrativa. A sequência visual é tão bem executada que, muitas vezes, é possível “ouvir” os sons e sentir as emoções das personagens apenas através das imagens. Nota para a existência de maravilhosas ilustrações em página dupla, que ajudam a que a obra crie momentos ainda mais impactantes.

Sangoma  - Os Condenados da Cidade do Cabo, de Caryl Férey e Corentin Rouge - Arte de Autor
Talvez por tudo isto, não admira que, na biografia de Corentin Rouge presente nesta edição, seja feita menção ao facto de o autor seguir "a tradição gráfica dos maiores artistas realistas clássicos da banda desenhada como Hermann, François Boucq, Rossi e Jean Giraud/Moebius". Ainda que haja diferenças entre estes ilustradores e, claro, com o trabalho de Corentin Rouge, compreendo esta comparação, pois parece-me que, no panorama atual da banda desenhada franco-belga, talvez seja mesmo Rouge o autor que segura a tocha deste importante legado.

Daí que, sim, não tenho dúvidas de que amantes de uma banda desenhada de ação de origem europeia certamente gostarão muito deste Sangoma como, e isso é sempre assinalável, a abordagem moderna no estilo de Rouge também pode conquistar novos leitores.

A edição da Arte de Autor é em capa dura baça, com detalhes a verniz, e bom papel brilhante no miolo. A encadernação e impressão também são muito boas. O trabalho de ilustração é tão bom que lamentei que não houvesse um caderno gráfico a esse propósito nesta edição. Mas acredito que talvez a edição portuguesa não o inclua pela simples razão de o mesmo não estar disponível. 

Em suma, e acima de tudo, Sangoma é uma aposta ganha por parte da Arte de Autor! Como, aliás, também o é a aposta nesta dupla de autores que é mais do que capaz de nos oferecer um espetacular thriller de ação que não se contenta em entreter e sabe provocar reflexões sobre justiça, memória e reconciliação. Ao entrelaçar a investigação policial com as questões sociais da África do Sul, um bom ritmo narrativo, personagens empáticas, memoráveis cenas de ação frenética e um desenho soberbo, Férey e Rouge criam uma obra que é um "prato cheio" de boa banda desenhada e que merece ser conhecida por todos. Adorei! 


NOTA FINAL (1/10):
9.5



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Sangoma  - Os Condenados da Cidade do Cabo, de Caryl Férey e Corentin Rouge - Arte de Autor

Ficha técnica
Sangoma - Os Condenados da Cidade do Cabo
Autores: Caryl Férey e Corentin Rouge
Editora: Arte de Autor
Páginas: 152, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 232 x 310 mm
Lançamento: Março de 2026

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Arte de Autor prepara-se para editar Sangoma!



Eis uma banda desenhada que me está a dar muita vontade de a ler!

Falo de Sangoma  - Os Condenados da Cidade do Cabo, dos autores Caryl Férey e Corentin Rouge, que são responsáveis por esta novidade da editora Arte de Autor que deverá chegar às livrarias no próximo dia 26 de Fevereiro e que, por agora, já se encontra em pré-venda no site da editora.

Posso dizer-vos que gostei muito do primeiro volume de Islander, também editado pela Arte de Autor, e que é igualmente fruto da parceria entre este argumentista e este ilustrador. E, já antes disso, tinha apreciado a mini-série Rio, também de Corentin Rouge, mas, dessa feita, com argumento de Louise Garcia.

Aprecio muito o traço deste autor e, em Islander, pelo menos, gostei muito da maneira como a história foi conduzida por Férey.

A minha expetativa para este Sangoma, uma história autoconclusiva, é, pois, bastante alta.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.


Sangoma  - Os Condenados da Cidade do Cabo, de Caryl Férey e Corentin Rouge
Na África do Sul, cerca de vinte anos após o Apartheid, as cicatrizes deixadas demoram a cicatrizar. O racismo já não está institucionalizado, mas as desigualdades persistem e a população continua dividida entre proprietários brancos e trabalhadores negros. 

Neste contexto, Sam é encontrado morto nas terras da quinta Pienaar, pertencente aos seus patrões. O tenente Shepperd é encarregado da investigação que cedo se complica. 

Enquanto Shane Shepperd luta contra o silêncio e as mentiras daqueles com quem conversa, em segundo plano, o parlamento é palco de divisões que dilaceram a nação sul-africana… A reforma agrária, que visa redistribuir as terras usurpadas durante o apartheid, gera debates acalorados e exacerba as tensões entre os partidos radicais.

Em breve, ambos os lados recorrerão à violência.

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Ficha técnica
Sangoma - Os Condenados da Cidade do Cabo
Autores: Caryl Férey e Corentin Rouge
Editora: Arte de Autor
Páginas: 152, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 232 x 310 mm
PVP: 33,00€


segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Análise: Islander #1 - O Exílio

Islander #1 - O Exílio, de Caryl Férey e Corentin Rouge - Arte de Autor

Islander #1 - O Exílio, de Caryl Férey e Corentin Rouge - Arte de Autor
Islander #1 - O Exílio, de Caryl Férey e Corentin Rouge

Imagino que para uma editora, especialmente, mas não só, de banda desenhada estrangeira, como é o caso da Arte de Autor, uma das coisas que deve dar mais gozo é quando se aposta numa fórmula de sucesso a todos os níveis. À boa maneira de ser algo semelhante a um scout de futebol - um "olheiro", em bom português - deve ser especial para um editor quando consegue encontrar uma nova obra que tenha duas coisas: qualidade, por um lado, e que seja comercial, por outro. Sobre o segundo ponto, de ser ou não uma obra comercial, julgo que ainda teremos que esperar alguns meses. Contudo, é para mim claro que o trabalho de scouting da Arte de Autor neste Islander foi "na mouche". Eis uma belíssima série nova e moderna de banda desenhada, carregada de atualidade e qualidade, que está, por essa Europa fora, a conquistar bastante sucesso junto da crítica e do público. Eis, portanto, um jackpot por parte da Arte de Autor! Se não o for em termos de vendas - e faço votos para que o seja - já o é em termos qualitativos. Parabéns à editora!

Mas vamos por partes.

Islander é uma série da autoria de Caryl Férey e Corentin Rouge que está pensada para três volumes. Este primeiro volume que a Arte de Autor editou recentemente, intitula-se O Exílio e apresenta-nos as bases para uma boa história de ação, com personagens cativantes e um ambiente político focado no tempo atual.

Islander #1 - O Exílio, de Caryl Férey e Corentin Rouge - Arte de Autor
O livro começa por nos atirar de cabeça para um mundo que, infelizmente, não custa assim tanto imaginar: a Europa está em colapso, fustigada por catástrofes sucessivas, a sua política esta corrompida e o território acaba por se transformar num espaço de trânsito desesperado para milhares de pessoas. É no porto de Le Havre que se mantém a esperança para um destino incerto. A história do argumentista Caryl Férey não perde tempo com rodeios e estabelece desde logo um cenário duro, credível e inquietantemente próximo.

E é neste contexto que conhecemos Liam, uma personagem que já perdeu tudo o que havia para perder, mas que da qual pouco ou nada nos é revelado inicialmente. Não sabemos bem quais as suas intenções e quando o vemos roubar o passaporte de uma jovem mulher que, juntamente com amigos e família, tenta uma saída no porto de Le Havre para encontrar refúgio junto dos seus, não dá como não sentirmos uma desconfortável repulsa pela personagem cujo rosto é protagonista da bela e impactante capa do livro.

Mas, lá está, quem somos nós, leitores, para julgar alguém num mundo onde a moral se dilui na urgência da sobrevivência? A partir daqui, a narrativa ganha tração, sobretudo quando Liam percebe que assumiu a identidade de alguém ligado a um misterioso projeto chamado “Islander”. O que parecia, inicialmente, um simples golpe de sobrevivência transforma-se, então, numa espiral de consequências inesperadas.

A Islândia parece ser o último reduto poupado ao caos, e surge-nos como um espaço simbólico, pois não só é um refúgio geográfico, como também se apresenta como um território moralmente fraturado, dividido quanto à aceitação dos migrantes. Há fações completamente contra os imigrantes e há fações que, percebendo a situação dos mesmos, os aceitam receber. Onde é que já vimos isto? Bem, num qualquer telejornal europeu dos últimos meses, diria.

Islander #1 - O Exílio, de Caryl Férey e Corentin Rouge - Arte de Autor
O tema das migrações, cada vez mais central, não só na Europa como no resto do mundo, é aqui tratado com uma inteligência que importa sublinhar. Islander não opta por uma abordagem excessivamente documental ou académica, mas também não cai na tentação da superficialidade. Pelo contrário, constrói um enquadramento sólido que permite refletir sobre o tema sem que nos sintamos a ler um ensaio disfarçado de ficção. Há, portanto, um claro mérito na forma como a obra levanta questões num terreno político e económico profundamente polarizado. Férey expõe medos, ressentimentos, solidariedades e oportunismos sem tomar o leitor por ingénuo. O resultado é uma narrativa que até pode incomodar, mas nunca moraliza, deixando espaço para que cada um de nós construa as suas próprias conclusões.

O argumento é, acima de tudo, muito bem escrito. Nota-se em Caryl Férey uma apetência evidente para a escrita televisiva, na forma como estrutura cenas, gere o ritmo e distribui informação. Ou muito me engano ou acabaremos por ver esta série adaptada para filme ou série televisiva, devido a ser tão impactante e equilibrada, conseguindo uma boa mistura entre atualidade política, história de ação, personagens carismáticas que geram empatia e enredo dinâmico com reviravoltas intrincadas. Tudo aqui parece pensado para funcionar em movimento, fazendo com que a leitura seja escorreita e, acima de tudo, impactante.

As personagens são outro dos pontos fortes da obra. São carismáticas, imperfeitas e suficientemente humanas para gerar empatia, mesmo quando tomam decisões discutíveis. O enredo avança com dinamismo, salpicado de reviravoltas bem encaixadas, que mantêm o interesse sem cair no excesso ou na gratuitidade.

É verdade que a história recorre, aqui e ali, a alguns lugares-comuns que podemos encontrar em obras deste sub-género do thriller político. Há situações na história que nos podem parecer familiares, já vistas noutros livros ou filmes, sim, mas, ainda assim, isso não retira relevância ao conjunto da obra, muito por força da solidez da escrita e da coerência do mundo construído. E, claro, devido aos magníficos desenhos de Corentin Rouge!

Islander #1 - O Exílio, de Caryl Férey e Corentin Rouge - Arte de Autor
O trabalho gráfico do autor que já havia nos dado a muito interessante série Rio, que recomendo, é absolutamente cativante e acompanha o argumento com notável eficácia. O seu desenho parece piscar o olho às grandes séries de ação da banda desenhada franco-belga clássica, mas sem nunca soar datado. Há aqui uma clara vontade de avançar, de tornar tudo mais dinâmico e contemporâneo.

As personagens são desenhadas com grande atenção ao detalhe e expressividade, sendo difícil não notar que Rouge parece ter um talento especial para desenhar mulheres belíssimas, sem que isso se torne gratuito ou descontextualizado. As paisagens islandesas, por sua vez, também são verdadeiramente deslumbrantes e fazem jus à força visual daquele território único. E isso é mais facilmente apreendido quando contemplamos as fantásticas ilustrações de página dupla que o autor nos oferece.

Também a planificação e os planos de câmara são outro destaque incontornável no trabalho de Rouge, o que volta a sublinhar o cariz cinematográfico de Islander, em que tudo é profundamente cinematográfico, desde os enquadramentos amplos às sequências mais íntimas e tensas. Cada página parece pensada como um storyboard, reforçando constantemente a sensação de estarmos perante uma obra pronta a ser transposta para outro meio visual. Do ponto de vista gráfico, a série é, pois, verdadeiramente impactante e serve em bandeja de prata o bom argumento de Férey.

A edição da Arte de Autor não desilude, sendo em capa dura baça, com detalhes a verniz e bom papel brilhante no miolo do livro. O trabalho de encadernação e impressão também é de qualidade superior numa edição muito bonita à vista.

Em suma, Islander é um primeiro volume de grande impacto, tão emocionante quanto premonitório. Uma obra que conjuga ação, reflexão política e drama humano com rara eficácia. A expectativa fica em altas para aquilo que os autores da obra nos darão nos dois volumes seguintes, mas uma coisa é certa: depois de lido este primeiro livro, o restante caminho da série tem potencial para ser absolutamente fascinante!


NOTA FINAL (1/10):
9.6


Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Islander #1 - O Exílio, de Caryl Férey e Corentin Rouge - Arte de Autor

Ficha técnica
Islander #1 - O Exílio
Autores: Caryl Férey e Corentin Rouge
Editora: Arte de Autor
Páginas: 160, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 232 x 310 mm
Lançamento: Outubro de 2025

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Aí está a nova aposta da Arte de Autor!



Chama-se Islander e é uma mini-série da autoria dos autores Caryl Férey e Corentin Rouge. Este último, é o ilustrador da série Rio, publicada há alguns anos por cá, pela ASA.

Esta mini-série Islander está pensada para ter 3 volumes. Posso dizer-vos que já pude folhear rapidamente este livro e que fiquei com muito boas impressões, já que gosto bastante do traço de Corentin Rouge e, também, porque o tema aqui retratado me parece bastante promissor.

O livro já se encontra à venda no Amadora BD e em pré-venda no site da editora Arte de Autor, devendo chegar posteriormente às livrarias a partir do próximo dia 12 de Novembro.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.

Islander #1 - Exílio, de Caryl Férey e Corentin Rouge

O continente europeu é vítima de múltiplas catástrofes, refugiados de todos os países se amontoam no porto de Le Havre, local de trânsito para uma salvação hipotética. 

A Islândia ainda está poupada, mas por quanto tempo? 

Liam, que já perdeu tudo, vai tentar a sorte roubando o passaporte de uma migrante, sem saber que a Islândia também está dividida em relação a eles. Abalado pelo caos do mundo, Liam descobrirá que tomou o lugar de uma mulher envolvida num misterioso projeto, “Islander”; a sua redenção, se Liam e os seus novos companheiros conseguirem sobreviver.

Depois de Sangoma, a dupla explosiva formada por Caryl Férey e Corentin Rouge está de volta com uma trilogia de alta tensão. Um relato de antecipação mais realista do que nunca, que nos leva a terras geladas onde a esperança, a consciência política e os dramas íntimos se misturam. Os autores invertem a ordem do mundo tal como o conhecemos hoje num primeiro volume tão emocionante quanto premonitório.

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Ficha técnica
Islander #1 - Exílio
Autores: Caryl Férey e Corentin Rouge
Editora: Arte de Autor
Páginas: 160, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 232 x 310 mm
PVP: 33,00€






sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Análise: RIO (Série Completa)

RIO (Série Completa), de Louise Garcia e Corentin Rouge - ASA e Jornal Público


RIO (Série Completa), de Louise Garcia e Corentin Rouge - ASA e Jornal Público
RIO (Série Completa), de Louise Garcia e Corentin Rouge 

RIO é uma mini-série de banda desenhada, constituída por 4 volumes (1. Deus para Todos, 2. Os Olhos da Favela, 3. Carnaval Selvagem e 4. Salve-se Quem Puder), da autoria de Louise Garcia e Corentin Rouge, que foi lançada recentemente pela ASA, em parceria com o jornal Público. Este lançamento, que apanhou muita gente desprevenida foi, sem dúvida, o lançamento do ano, por parte da editora ASA. Mesmo tendo em conta obras relevantes, como os volumes 7 e 8 da série Airborne 44, Lucky Luke – Um Cowboy no Negócio do Algodão, ou uma Uma Aventura de Blake e Mortimer - O Último Faraó, a meu ver, a série RIO foi a melhor obra de banda desenhada que a ASA publicou em 2020. Bem, na verdade, apenas os primeiros dois tomos foram ainda publicados em 2020. O terceiro e quarto volumes saíram já no início de Janeiro de 2021. 

Com apenas 3 letras se escreve o título desta série mas a soma dos eventos, subnarrativas e momentos inesquecíveis contidos nestes 4 volumes, é enorme! 

RIO (Série Completa), de Louise Garcia e Corentin Rouge - ASA e Jornal Público
Esta é uma saga que nos coloca nas favelas do Rio de Janeiro e que nos demonstra de uma forma bastante realista - embora com uma boa (e positiva) dose de romance - aquilo que é a vida nas pequenas ruelas que compõem a favela Beija-Flor, da “Cidade Maravilhosa”. Ao longo da história acompanhamos a história de Rúben que, juntamente com a sua irmã, Nina, se vêem forçados a viver nas ruas, depois de Rúben testemunhar o assassinato da sua mãe, pelas mãos do polícia corrupto, Jonas. É nessa altura que conhecem Bakar, outra criança de rua, que as introduz a um grupo de crianças a que pertence. A partir daqui, acompanhamos as dificuldades que um grupo de crianças enfrenta para sobreviver. Desde logo, é uma história pesada, comovente e que toca o leitor. Através das peripécias que nos vão sendo demonstradas, ficamos com a clara ideia que é praticamente impossível para estas crianças – as quais simbolizarão as milhares de crianças faveladas brasileiras da vida real – ultrapassarem uma existência que parece previamente condenada a uma vida de pobreza e criminalidade. A menos que algo muito excecional altere em 180 graus a vida destas crianças como, por exemplo, a adoção por parte de uma família rica. E é especificamente isso que acontece a Rúben e a Nina. São adotados por um casal rico americano que os retira das ruas. 

Depois deste bom gesto por parte do casal americano, a vida dos dois irmãos muda drasticamente. E, passados dez anos, Nina parece ter-se adaptado muito bem à sua nova situação de vida. Mas Rúben, por sua vez, parece não se conseguir enquadrar nesta nova vida. É que o trauma com que ficou quando presenciou a morte da sua mãe, a vida nas ruas e a luta pela sobrevivência, dificultada pela perseguição gratuita policial e pela situação de impotência perante a corrupção existente na cidade, deixam marcas pesadas em Rúben. Se, por um lado, deixou de ser uma criança de rua, perdendo contactos e amizades que tinha com os seus semelhantes, por outro lado, na vida luxuosa que o seu pai lhe permite ter, também não encontra redenção nem respostas aos seus traumas. 

RIO (Série Completa), de Louise Garcia e Corentin Rouge - ASA e Jornal Público
Eventualmente, Nina acaba por ser raptada e isso leva a que Rúben, numa tentativa desesperada de encontrar a sua irmã, mergulhe nas profundezas da favela e encontre o líder da mesma, Mozar, bem como os seus antigos companheiros de rua, Bakar e Rato. E se Rato ainda mantém uma relação negativa com Rúben, Bakar parece manter a mesma amizade inicial que teve pelo protagonista desta história. A partir deste ponto, há acontecimentos que alteram o rumo da história de forma trágica e, para não estragar a história aos meus leitores, fico-me por aqui. A única coisa que posso, ainda assim, revelar, é que Rúben, ao longo dos quatro volumes, vai-se tornando cada vez mais importante na favela, passando a assumir o controlo da mesma. Para além da dicotomia, já mencionada, que habita a mente de Rúben, sempre preso aos traumas do passado (e do presente?), a história apresenta-nos ainda mais duas vertentes, que merecem ser lembradas: a primeira é a questão da má atuação da polícia brasileira na favela, em que assume mais um papel de “parte do problema” do que, propriamente, de “parte da solução”. E se isso seria o expetável, menos previsível seria a aura mística que envolve parte da história. Confesso que não foi uma parte que tivesse gostado tanto e acho que a mesma história poderia ter sido contada sem o recurso a este misticismo. No entanto, é uma questão de gosto pessoal. Também não é justo dizer que essa parte estraga a história. Não, longe disso! E também não é algo que esteja sempre presente. Diria que a maior parte da história até é muito terra-a-terra e verossímil e que apenas uma outra parte é mais fruto do metafísico. O que será, por ventura, uma homenagem ao culto do negro e do místico que (também) faz parte da cultura brasileira. Não gostei tanto, mas aceita-se sem problemas. Alguns leitores até poderão gostar muito dessa vertente. 

O que é importante referir sobre esta história é que está muito bem pensada e desenvolvida, deixando o leitor sempre ávido de virar a página seguinte e ver qual será o destino dos protagonistas da história. O ritmo de ação é rápido mas não é frenético, o que permite que haja tempo (e páginas) para um bom desenvolvimento das personagens e de algumas cenas marcantes. As personagens são carismáticas e a sua existência perdura na nossa mente, já bem depois de terminada a história. Se Rúben é uma personagem cheia de personalidade e marcante; e se Jonas, o polícia corrupto, também é uma personagem carismática (embora mais clichet); diria que duas das minhas personagens preferidas desta história foram Bakar e Rato onde a autora do argumento, Louise Garcia, soube construir duas “personagens universo” que simbolizam diferentes posturas para uma mesma caminhada de vida. É triste ver como Rato parece ter uma malícia em estado bruto, ainda mesmo quando é criança; mas também é bom ver como Bakar parece ter uma certa alegria de viver, mesmo em condições tão pesadas e negativas. Um representa uma causa perdida, outro representa uma luz ao fundo de túnel. 

RIO (Série Completa), de Louise Garcia e Corentin Rouge - ASA e Jornal Público
E sim, esta história é pesada e negativa. São muitos os momentos de violência física e/ou mental a que o leitor é posto em contacto, ao longo da narrativa. Não achei que fosse violento de uma forma gratuita mas sim de uma forma que procura ilustrar a vida, tal como ela é, numa favela: brutal, violenta, pobre, crua, onde a vida do semelhante vale pouco. O retrato é pois magnífico e impactante. Quem viu Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, encontrará muitos pontos em comum com este RIO. Também Tropa de Elite de Jose Padilha, o videojogo Max Payne 3 ou mesmo a banda desenhada Morro da Favela, de André Diniz, que já aqui foi analisado, são obras que me vieram à memória enquanto lia esta série. Confesso que gosto da temática e das histórias impregnadas de violência que as favelas brasileiras costumam trazer consigo. 

Mas, se a história é dinâmica, fluída e marcante, também a ilustração que o jovem autor Corentin Rouge oferece a esta banda desenhada, contribui em grande medida para que seja uma série tão boa. As ilustrações presentes nesta obra, da escola claramente franco-belga, ilustram de forma sublime as favelas, Copacabana, o Pão de Açúcar e o carnaval brasileiro. Os locais são fantásticos e magnificamente bem representados, permitindo-nos uma viagem ao Rio de Janeiro, sem sairmos do sofá. Mas os talentos deste autor não se ficam por uma boa representação cénica dos locais. 

RIO (Série Completa), de Louise Garcia e Corentin Rouge - ASA e Jornal Público
As personagens estão muito bem ilustradas e as suas expressões profundas e reais são uma forte ajuda para que o leitor rapidamente crie uma boa relação com as mesmas. Basta, aliás, olhar para a fantástica capa do primeiro livro para, através de uma mera ilustração, percebermos que Rúben é uma personagem dura e emocionalmente destruída; que Nina é ingénua e frágil; que Rato é mau e assustador; e que Bakar é louco mas fiel aos seus. E isso não é um feito para qualquer desenhador. O trabalho de Rouge agradou-me do princípio ao fim. A aplicação de cores também é muito bem conseguida mas é no traço incrível que considero difícil que o autor não impressione a maioria dos fãs de banda desenhada. A dinâmica e diversidade de planos de câmara e a criatividade para ilustrar de forma inteligente várias cenas ao longo dos quatro livros, também merece destaque. 

Fiquei mesmo fã da arte de Corentin Rouge! Se a história é boa... o desenho ainda é melhor! 

E julgo que a ASA acertou em cheio com esta série. Espero que a editora possa apostar em mais mini-séries de estilo franco-belga e com uma qualidade deste nível. Não sendo uma série muito grande em dimensão, lê-se muito bem. Rio foi publicada em parceria com o jornal Público numa periodicidade quinzenal. Coisa que é bastante rara em Portugal, onde este tipo de coleções lançadas com o Público, costumam ser publicadas semanalmente. A edição quinzenal em vez de semanal, não é uma preferência minha, pois desta forma o leitor tem que esperar mais tempo para poder terminar a história. Todavia, também é verdade que é uma aposta mais amigável para a carteira dos leitores, já que, desta forma, podem dividir o investimento num espaço de tempo maior. Seja como for, quinzenal ou semanalmente, o importante é que a ASA mantenha uma aposta nestes moldes. O preço de cada volume é bastante simpático. E tendo em conta a qualidade da série, é mesmo uma proposta irrecusável. 

Em conclusão, esta série merece um carimbo de RECOMENDADA devido ao bom equilíbrio que tem em todos os seus vetores: a história é marcante, as personagens são memoráveis, a arte ilustrativa é magnífica e a edição e a aposta da ASA merecem as minhas vénias. Uma das melhores surpresas da banda desenhada editada em Portugal, durante o ano 2020, que não deve falhar numa boa coleção de bd franco-belga. Recomendada, claro! 

NOTA FINAL (1/10): 
9.3 


Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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RIO (Série Completa), de Louise Garcia e Corentin Rouge - ASA e Jornal Público

Fichas técnicas 
RIO - Tomo 1: Deus para Todos 
Autores: Louise Garcia e Corentin Rouge 
Editora: ASA 
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura 
Lançamento: Dezembro de 2020 

RIO (Série Completa), de Louise Garcia e Corentin Rouge - ASA e Jornal Público

RIO - Tomo 2: Os Olhos da Favela 
Autores: Louise Garcia e Corentin Rouge 
Editora: ASA 
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura 
Lançamento: Dezembro de 2020 

RIO (Série Completa), de Louise Garcia e Corentin Rouge - ASA e Jornal Público

RIO - Tomo 3: Carnaval Selvagem 
Autores: Louise Garcia e Corentin Rouge 
Editora: ASA 
Páginas: 80, a cores 
Encadernação: Capa dura 
Lançamento: Janeiro de 2021 

RIO (Série Completa), de Louise Garcia e Corentin Rouge - ASA e Jornal Público

RIO - Tomo 4: Salve-se Quem Puder 
Autores: Louise Garcia e Corentin Rouge 
Editora: ASA 
Páginas: 80, a cores 
Encadernação: Capa dura 
Lançamento: Janeiro de 2021

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Lançamento: RIO #4 - Salve-se Quem Puder

RIO #4 - Salve-se Quem Puder, de Louise Garcia e Corentin Rouge - ASA


RIO #4 - Salve-se Quem Puder, de Louise Garcia e Corentin Rouge - ASA
E chega ao fim a mini-série RIO, que a ASA lançou em parceria com o jornal Público.

Hoje já está nas bancas o 4º e último volume, denominado Salve-se Quem Puder.

Brevemente será feita uma análise à série integral no Vinheta 2020.

Para já, fiquem com a sinopse e imagens do 4º volume.


RIO #4 - Salve-se Quem Puder, de Louise Garcia e Corentin Rouge

Um jornalista fortemente escoltado sobe a escadaria da favela Beija-Flor para entrevistar o chefe local, que não é senão… Rúben! 

RIO #4 - Salve-se Quem Puder, de Louise Garcia e Corentin Rouge - ASA
Com efeito, o jovem tornou-se popular ao criar mercados de alimentação e de medicamentos a preço reduzido para os desfavorecidos. 

Desde então é o líder de uma comunidade quase independente, para a qual mandou construir uma clínica gratuita e várias escolas, e estabeleceu um imposto baseado na redistribuição em massa dos lucros. Um verdadeiro êxito, que todavia não é tolerado à margem do sistema… 

O governo sente que vai progressivamente perdendo o controlo e prepara então uma verdadeira guerra de pacificação com o objectivo de se reapropriar das favelas. 

Beija-Flor servirá de exemplo.

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Ficha técnica
RIO #4 - Salve-se Quem Puder
Autores: Louise Garcia e Corentin Rouge
Editora: ASA
Páginas: 80, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 10,90 €

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Lançamento: RIO #3 - Carnaval Selvagem





Chega hoje às bancas o terceiro tomo (de um total de 4 volumes) da mini-série RIO, da autoria de Louise Garcia e Corentin Rouge, publicada pela ASA, em parceria com o jornal Público.

Fiquem com a sinopse e respetivas imagens promocionais.



RIO #3 - Carnaval Selvagem, de Louise Garcia e Corentin Rouge

Rúben White não conseguiu salvar a sua irmã Nina, vítima indirecta de uma guerra mortífera entre dois gangues da favela Beija Flor. 

Inconsolável, o jovem consulta a médium Capitu em busca de respostas sobre o seu passado, em particular sobre a mãe assassinada. 

No seu transe, Capitu exorta Rúben a vingar-se, eliminando os senhores da guerra e ocupando o seu lugar, sem se aperceber de que está a ser manipulado a favor da agenda da própria médium. 

Enquanto o seu pai adoptivo procura respostas sobre o massacre da Candelária, no qual numerosas crianças perderam a vida, Rúben assume a gestão da Céu Azul na favela. 

Isso não agrada a Zé Rico, que dirige uma rede de comerciantes e que decidiu recorrer ao seu “braço armado” Mozar para pôr termo às intenções do jovem. 

Quando os pais adoptivos deixam solo brasileiro, Rúben dá início à sua vendetta pessoal...

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Ficha técnica
RIO #3 - Carnaval Selvagem
Autores: Louise Garcia e Corentin Rouge
Editora: ASA
Páginas: 80, a cores
Encadernação: capa dura
PVP: 10,90 €


quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Lançamento: RIO #1 - Deus para Todos


RIO #1 - Deus para Todos - ASA e Público

RIO #1 - Deus para Todos - ASA e Público

Conforme já tinha sido aqui anunciado há alguns dias, chega hoje às bancas o primeiro número da série RIO, dos autores Louise Garcia e Corentin Rouge. Este é o primeiro de uma mini-série que, no total, contabiliza 4 volumes e que é lançada pela editora ASA, em parceria com o jornal Público.

Fiquem com as imagens promocionais deste volume.


RIO #1 - Deus para Todos, de Louise Garcia e Corentin Rouge

Rio de Janeiro
Uma cidade onde a vida é uma luta! 

Rúben e Nina nasceram numa das maiores favelas do Rio de Janeiro, tendo ficado entregues a si próprios no dia em que a mãe é assassinada por Jonas, um polícia corrupto de quem ela era informadora e amante. 

RIO #1 - Deus para Todos - ASA e Público
Acolhidos por Bakar, um rapaz que vive de expedientes, acabam por se juntar ao seu gangue. 

Entre pobreza e violência, a única saída parecem ser as falcatruas que se vêem forçados a fazer todos os dias para sobreviver. 

Mas há uma outra alternativa: serem adoptados por uma família rica…

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Ficha técnica
RIO #1 - Deus para Todos
Autores: Louise Garcia e Corentin Rouge
Editora: ASA
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 10.90€

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Lançamento: RIO é a nova coleção de BD da ASA e do Público

Lançamento: RIO, de Louise Garcia e Corentin Rouge - ASA e Público


Lançamento: RIO, de Louise Garcia e Corentin Rouge - ASA e Público

Lançamento: RIO, de Louise Garcia e Corentin Rouge - ASA e Público
Mais uma boa notícia para os amantes de banda desenhada em Portugal! A ASA e o jornal Público trazem-nos uma nova coleção de banda desenhada.

Trata-se de RIO, que é composta por 4 volumes, em capa dura, e o primeiro livro chegará às bancas no próximo dia 10 de Dezembro. A periodicidade será quinzenal, pelo que as respetivas datas de lançamento que se seguirão são: 24 de Dezembro, 7 e 21 de Janeiro.

A série é assinada por Louise Garcia (argumento) e Corentin Rouge (ilustração) e coloca-nos no meio dos conflitos existentes nas favelas do Rio de Janeiro, enquanto acompanhamos a vida de dois irmão: Rubeus e Nina. O ambiente idêntico ao dos filmes Cidade de Deus ou Tropa de Elite é a primeira coisa que salta à vista.

Fiquem com a nota da imprensa e as imagens promocionais.


Lançamento: RIO, de Louise Garcia e Corentin Rouge - ASA e Público
RIO, de Louise Garcia e Corentin Rouge

RIO, uma saga urbana que percorre impiedosamente as intrincadas ruas do Rio de Janeiro, pondo a nu uma realidade brutal que mais não é do que um retrato acutilante da sociedade brasileira contemporânea.

Rubeus e Nina nasceram numa das maiores favelas do Rio de Janeiro. 

Os dois irmãos ficam por sua conta no dia em que a sua mãe é assassinada por Jonas, um polícia corrupto do qual ela era informante e amante.

Apanhados por Bakar, juntam-se a um grupo de crianças de rua. Entre pobreza e violência, pequenos truques parecem ser a única forma de sobrevivência. 

No entanto, outra alternativa surge: a da adopção por uma família rica. 

Assombrado pelo assassinato da sua mãe e agora responsável pela sua irmã mais nova, Rubeus passa assim da pobreza das favelas e das ruas para a classe média alta brasileira e ficando a conhecer os diferentes lados de uma sociedade mista, brutal e desigual. 


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Ficha técnica
RIO
Autores: Louise Garcia e Corentin Rouge
Editora: ASA
Páginas: 64, a cores nos tomos 1 e 2; e 80, a cores, nos tomos 3 e 4
Encadernação: Capa dura
PVP: 10,90 € (cada volume)
Tomo 1: Deus para Todos
Tomo 2: Os Olhos da Favela
Tomo 3: Carnaval Selvagem
Tomo 4: Salve-se Quem Puder

 

RIO - Tomo 1: Deus para Todos

RIO - Tomo 3: Carnaval Selvagem

 

RIO - Tomo 2: Os Olhos da Favela

RIO - Tomo 4: Salve-se Quem Puder