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quinta-feira, 5 de março de 2026

Vem aí novo volume de "Something is Killing the Children"!


É já a partir do próximo dia 16 de Março que nos chega o segundo volume da série Something is Killing the Children, de James Tynion IV e Werther Dell’Edera!

Relembro, àqueles que não leram, que já aqui falei do primeiro volume da série.

O livro já se encontra, por agora, em pré-venda no site da editora Devir.

Por agora, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.


Something is Killing the Children #2, de James Tynion IV e Werther Dell’Edera

Erica Slaughter matou o monstro que aterrorizava a pequena cidade de Archer’s Peak, em Wisconsin, mas o horror está longe de ter acabado.

Quando o seu misterioso superior chega à cidade para limpar a confusão e colocar os habitantes de quarentena, Erica entra ainda mais na floresta — porque o monstro que ela matou era uma mãe… e agora os seus filhos também têm que morrer.

Reúne os capítulos #6 a #10 da coleção.
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Ficha técnica
Something is Killing the Children #2
Autores: James Tynion IV e Werther Dell’Edera
Editora: Devir
Páginas: 136, a cores
Encadernação: Capa mole
PVP: 18,00

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Análise: Something is Killing The Children #1

Something is Killing The Children #1, de James Tynion IV, Werther Dell'Edera e Miquel Muerto - Devir

Something is Killing The Children #1, de James Tynion IV, Werther Dell'Edera e Miquel Muerto - Devir
Something is Killing The Children #1, de James Tynion IV, Werther Dell'Edera e Miquel Muerto

Foi ainda durante 2025, no final do ano, que a editora Devir se lançou numa das séries de banda desenhada de horror mais aclamadas dos últimos tempos: Something is Killing the Children, que conta com argumento de James Tynion IV, desenhos de Werther Dell'Edera e cores Miquel Muerto.

Relembro que, do argumentista James Tynion IV, já a editora nos tinha feito chegar, também no ano passado, A Bela Casa do Lago, dessa feita com ilustrações de Álvaro Martínez Bueno.

Neste primeiro volume de Something is Killing the Children, a história toma lugar numa pequena localidade americana marcada por um trauma coletivo: várias crianças desapareceram ou foram encontradas brutalmente assassinadas, e apenas uma delas, James, sobreviveu para contar a história que, expectavelmente, parece impossível àqueles que a ouvem. Isto porque, segundo James, os responsáveis por tais desaparecimentos são monstros que habitam a floresta próxima da localidade. Estes monstros são criaturas invisíveis aos olhos dos adultos, mas terrivelmente reais para as crianças. A comunidade, mergulhada no luto e na incredulidade, oscila entre o ceticismo perante as confissões do rapaz e o pânico de algo maior, e mais nefasto, que possa estar, efetivamente, a acontecer.

Something is Killing The Children #1, de James Tynion IV, Werther Dell'Edera e Miquel Muerto - Devir
É neste cenário que surge Erica Slaughter, uma figura enigmática, de comportamento frio e métodos pouco ortodoxos. Armada com uma espada e um profundo conhecimento do inimigo, com quem aparenta já ter lutado no passado, Erica acredita no testemunho de James. Mas, sendo adulta, acaba por contrariar a suposta incapacidade dos adultos para verem estas criaturas. Erica sabe que não só os monstros existem, como parecem alimentar-se do medo infantil para se fortalecerem.

Senti, logo desde o início, uma familiaridade entre Something Is Killing the Children e o imaginário da série televisiva de enorme sucesso, Stranger Things: a pequena cidade, a infância ferida e, especialmente, o sobrenatural escondido além da perceção adulta. Estes pontos em comum não se tratam propriamente de um problema, mas mais de um ponto de partida reconhecível, que até facilita a entrada do leitor neste universo de medo e perda, caso, claro está, seja apreciador de Stranger Things e outras franquias semelhantes.

Esta premissa de apenas as crianças - e alguns adultos - conseguirem ver os monstros parece-me muito interessante e com enorme potencial para desbravarmos esse mundo especial - embora potencialmente perigoso - do mundo imaginário das crianças.

Something is Killing The Children #1, de James Tynion IV, Werther Dell'Edera e Miquel Muerto - Devir
Poder-se-ia alimentar esta história com a ideia de que o horror é tanto físico quanto simbólico, utilizando os monstros como metáfora para traumas, medos e violências que os adultos se recusam a reconhecer, mas não se foi tão longe. Pelo menos por agora. Havia aqui pano para mangas, sim, todavia o desenvolvimento do enredo acaba por ser mais básico e linear daquilo que poderia ser. O que, sinceramente, me parece uma oportunidade perdida.

Entretanto, à medida que investiga os ataques na companhia de James, Erica confronta não só as criaturas da floresta, mas também a hostilidade da própria comunidade, que desconfia das suas intenções. Os combates entre Erica e os monstros sucedem-se em violentas cenas de ação.

O rápido ritmo narrativo é um dos aspetos mais evidentes do livro. As 136 páginas que compõem este primeiro volume leem-se com enorme rapidez, quase num só fôlego. Essa cadência veloz é eficaz na criação de tensão imediata e torna a leitura altamente cativante, mas cobra um preço: a ambiência de mistério, essencial a este tipo de narrativa sobrenatural, dissipa-se demasiado depressa.

À medida que os monstros surgem com clareza, o desconhecido perde força. E aquilo que inicialmente se insinua como terror difuso e psicológico da obra, transforma-se rapidamente numa ameaça concreta, visível e explicável. O suposto "medo" que emana da história deixa de se alimentar do mistério do invisível e passa a ser literal, o que empobrece ligeiramente a experiência sensorial e emocional do leitor. Pelo menos, aconteceu comigo.

Something is Killing The Children #1, de James Tynion IV, Werther Dell'Edera e Miquel Muerto - Devir
E surge aqui um "problema" - se é que lhe posso dar esse nome - e que me surpreende que ninguém o tenha referido aos autores: é que se dizemos o que é que está a matar as crianças logo no primeiro volume, destruímos rapidamente a sensação de mistério que o belo nome da série nos fez primeiramente sentir. A partir deste ponto, o título deixa de fazer pleno sentido e, a partir do segundo volume, talvez devêssemos chamar à obra "We Already Know What is Killing The Children" em vez de Something is Killing The Children. Piadolas à parte, é claro que, depois de finalizada a leitura deste primeiro volume da série, ainda é pouco o que sabemos sobre os monstros e a sua origem. Porém, parece-me óbvio que a história teria beneficiado mais se fosse revelada com uma dosagem menor de revelações logo no primeiro volume da série.

É que essa clareza precoce afeta o impacto da obra. O mistério, uma vez resolvido, deixa pouco espaço para especulação ou inquietação duradoura. O horror passa a funcionar mais como mecanismo de ação do que como campo de reflexão, aproximando a história de algo mais processual onde já sabemos o que é que as personagens têm de combater, restando apenas o como.

Ainda assim, Erica Slaughter é uma personagem extremamente carismática, que me agradou bastante. A sua postura fria, o visual marcante e a relação ambígua com as crianças conferem-lhe uma presença forte, capaz de sustentar a narrativa mesmo quando o argumento vacila. É nela que reside grande parte do interesse emocional e simbólico do livro.

Something is Killing The Children #1, de James Tynion IV, Werther Dell'Edera e Miquel Muerto - Devir
No plano visual, Werther Dell’Edera apresenta um trabalho sólido e eficaz. O seu traço, menos polido e mais indie, afasta-se do registo comercial clássico dos comics americanos e encaixa bem na atmosfera sombria da história. Há uma crueza gráfica que reforça o desconforto, sobretudo nas expressões faciais, em especial nos olhares assustados das personagens, e nos corpos fragmentados pelo medo.

O trabalho do autor distingue-se ainda pela forma como ilustra o horror. Os monstros, quando surgem, são tão feitos de sombra quanto de matéria, e os rostos das personagens - especialmente das crianças - carregam uma expressividade crua que comunica medo, trauma e incredulidade sem necessidade de grandes artifícios. É um desenho que não procura seduzir pelo espetáculo, mas antes inquietar pela atmosfera, servindo muito bem a narrativa.

Em termos de edição, a Devir optou por editar este livro em capa mole, com badanas, e um papel algo fino, mas bom, no miolo do livro. De resto, a impressão e a encadernação são de boa qualidade. Nota ainda para a inclusão de uma galeria de capas alternativas, todas elas muito bonitas e impactantes.

Em suma, Something Is Killing the Children é um primeiro volume competente, envolvente e visualmente apelativo, mas longe de ser revolucionário. Funciona bem enquanto entretenimento rápido, mas perde profundidade à medida que o mistério se vai dissolvendo cedo demais. É um bom começo para quem aprecia banda desenhada de horror, ainda que não inesquecível.


NOTA FINAL (1/10):
7.6



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020



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Something is Killing The Children #1, de James Tynion IV, Werther Dell'Edera e Miquel Muerto - Devir

Ficha técnica
Something is Killing the Children #1
Autores: James Tynion IV, Werther Dell'Edera e Miquel Muerto
Editora: Devir
Páginas: 136, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 18 x 27,5 cm
Lançamento: Novembro de 2025

terça-feira, 4 de novembro de 2025

Devir lança a BD "Something is Killing the Children"!



A editora Devir acaba de anunciar que vai lançar a série de BD, Something is Killing the Children, da autoria de James Tynion IV, Werther Dell'Edera e Miquel Muerto!

Esta é uma série americana de bastante sucesso e que, bem sei, era solicitada pelos leitores portugueses há algum tempo.

O primeiro volume da série deverá chegar às livrarias no próximo dia 17 de Novembro. Por agora, já se encontra em pré-venda no site da editora.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.

Something is Killing the Children #1, de James Tynion IV, Werther Dell'Edera e Miquel Muerto

A série que redefiniu o horror moderno na banda desenhada chega finalmente a Portugal pela Devir. 

Escrita por James Tynion IV, vencedor de múltiplos prémios Eisner, e ilustrada pelo artista italiano Werther Dell’Edera.

Na pacata cidade de Archer’s Peak, as crianças começam a desaparecer. As que voltam contam histórias sobre monstros horríveis que vivem nas sombras - histórias em que os adultos recusam acreditar.

Mas há uma mulher que sabe que essas histórias são reais: Erica Slaughter.

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Ficha técnica
Something is Killing the Children #1
Autores: James Tynion IV, Werther Dell'Edera e Miquel Muerto
Editora: Devir
Páginas: 136, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 18 x 27,5 cm
PVP: 18,00€


quarta-feira, 11 de junho de 2025

Análise: Dylan Dog – Batman: A Sombra do Morcego

Dylan Dog – Batman: A Sombra do Morcego, de Roberto Recchioni, Werther Dell’Edera e Gigi Cavenago - A Seita

Dylan Dog – Batman: A Sombra do Morcego, de Roberto Recchioni, Werther Dell’Edera e Gigi Cavenago - A Seita
Dylan Dog – Batman: A Sombra do Morcego, de Roberto Recchioni, Werther Dell’Edera e Gigi Cavenago

Se há coisas que, na maior parte das vezes, me parecem forçadas, por vezes fabricadas por mero apelo comercial, são os crossovers. Este encontro entre personagens de universos diferentes e independentes, muitas vezes utilizado em banda desenhada, mas não só, embora possa ser apelativo, especialmente quando já apreciamos um ou os dois universos que passam a estar juntos, é muitas vezes um exercício forçado, sem grande substância. Partindo deste pressuposto, e depois de ter ligo este Dylan Dog – Batman: A Sombra do Morcego, posso dizer-vos que esta nova aposta da editora A Seita foi uma agradável surpresa.

Reunindo duas personagens de primeira linha, Dylan Dog, pelos fumetti, e Batman, pelos comics americanos, este é um livro que consegue o quase milagroso feito de ser equilibrado, de ter uma história consistente e que, mais importante que tudo, nunca se atropela a si mesmo. Ou quase nunca. Mas já lá irei.

Dylan Dog – Batman: A Sombra do Morcego, de Roberto Recchioni, Werther Dell’Edera e Gigi Cavenago - A Seita
Com argumento de Roberto Recchioni e desenhos por parte de Werther Dell’Edera e Gigi Cavenago, este Dylan Dog – Batman: A Sombra do Morcego até pode muito bem representar uma das mais inesperadas e bem-sucedidas colaborações intereditoriais da banda desenhada contemporânea. Ao unir dois universos aparentemente tão distintos como o sombrio e surreal mundo do investigador do pesadelo Dylan Dog e o universo noir e urbano do Cavaleiro das Trevas, os autores demonstram uma sensibilidade rara e uma compreensão profunda das personagens que têm em mãos.

A história arranca quando é forjada uma aliança entre os dois vilões Joker e Doutor Xabaras, que acaba por levar Batman a Londres, à cidade de Dylan Dog. A partir deste momento, os dois heróis deverão  colocar de lado as suas visões divergentes sobre a natureza do Mal, e unir forças para eliminar a terrível ameaça que se lhes apresenta.

A narrativa estabelece desde cedo um equilíbrio delicado entre o realismo psicológico e a fantasia gótica. A história decorre entre Londres e Gotham, cidades que espelham as características dos protagonistas: uma mais espectral e melancólica, a outra mais urbana e violenta. O enredo aproveita essa dualidade para explorar o trauma, o medo e a obsessão - temas que são comuns a ambos os heróis, apesar das suas diferentes formas de enfrentá-los.

Dylan Dog – Batman: A Sombra do Morcego, de Roberto Recchioni, Werther Dell’Edera e Gigi Cavenago - A Seita
Recchioni mostra mestria ao fundir as mitologias de Dylan Dog e Batman sem que uma se sobreponha à outra. A construção da história é coesa, e os acontecimentos fluem com naturalidade, o que evita o risco típico de crossovers: o de parecerem artificiais ou forçados. Com efeito, é particularmente eficaz o modo como os dois protagonistas interagem. Em vez de uma simples união para combater um mal comum, há um verdadeiro confronto de métodos, éticas e até de fragilidades. Batman, metódico e controlado, encontra em Dylan uma figura mais intuitiva, sem grandes regras, aberta ao irracional e ao paranormal. Essa diferença é explorada com inteligência e traz-nos bons momentos de diálogo.

No entanto, a introdução da personagem de John Constantine e da ida ao inferno - numa alusão direta à obra de Dante - assume-se, claramente, como o excesso cometido pelos autores. Compreendo que a simples presença de uma personagem carismática como Constantine seja, por si só, uma escolha tentadora para qualquer história que envolva ocultismo, mas, neste caso específico, a sua entrada surge como um artifício que quebra o ritmo e a coerência interna da narrativa. A dimensão infernal, embora visualmente impressionante, acrescenta pouco à estrutura narrativa principal e desvia o foco da relação entre Batman e Dylan Dog. 

Dylan Dog – Batman: A Sombra do Morcego, de Roberto Recchioni, Werther Dell’Edera e Gigi Cavenago - A Seita
Esta parte da história parece, pois, mais motivada por um desejo de introduzir mais uns "cameos" e referências, do que por uma real necessidade de enredo. O inferno de Dante, ainda que estilisticamente coerente com o tom onírico e perturbador do universo de Dylan Dog, soa mais a homenagem do que a desenvolvimento de enredo. E, quanto a mim, acaba por ser a parte mais forçada de um livro que, tal como já referi, até consegue não ser muito "forçado" e que até ali se mantinha sóbrio e bem doseado.

Tirava-se a parte de Constantine deste livro e, para mim, ele seria perfeito. É demasiado o  destaque dado a esta personagem, que acaba por cortar mais do que o devido com a linha narrativa principal da obra. Note-se que há muitas outras personagens que deambulam por este livro, como Alfred, Catwoman, Joker, Crocodilo, Comissário Gordon, Inspetor Bloch e o próprio Groucho... e todas elas foram mais bem introduzidas no espaço que a trama principal lhes permitia ocupar. O próprio Groucho, um comic relief à séria, aparece com tiradas especialmente inspiradas e divertidas que dão alguma luz e cor a uma história mais sombria. 

Apesar do erro da presença do carismático Constantine, o saldo final da obra é amplamente positivo. A ousadia da proposta é sustentada por uma execução sólida, que respeita profundamente os cânones dos dois heróis. Em vez de diluir as suas essências, o livro reforça o que há de mais icónico em cada um: o detetive do insólito, cuja mente é assombrada por sonhos e mortes, e o justiceiro de Gotham, prisioneiro de um trauma infantil que o transforma num símbolo.

Dylan Dog – Batman: A Sombra do Morcego, de Roberto Recchioni, Werther Dell’Edera e Gigi Cavenago - A Seita
É também digno de nota o modo como os autores evitam o fan service gratuito. Cada referência, cada elemento de ambos os universos é integrado com conta e medida. A sensação que fica é a de uma celebração madura das personagens e não a de um desfile nostálgico para agradar a fãs.

Falando nas ilustrações desta obra, há que referir que a arte de Werther Dell’Edera e Gigi Cavenago é, sem exagero, deslumbrante. A expressividade das personagens, o uso dramático das sombras e a paleta cromática alternando entre tons frios e quentes, refletem com precisão os estados emocionais das cenas. Há um trabalho pictórico que valoriza tanto a tensão da narrativa quanto a beleza estética do cruzamento entre o terror e o policial. 

O desenho é, portanto, de altíssimo nível, com as personagens totalmente reconhecíveis e carregadas de expressividade e carisma, o que torna cada cena ainda mais envolvente. Os ambientes são ricos em detalhes e contribuem para a atmosfera densa e imersiva da narrativa. A cinematografia dos planos utilizados é muito bem pensada, com enquadramentos dinâmicos que valorizam a ação e o suspense, criando uma leitura fluida e impactante. Além disso, o belo trabalho de cores complementa perfeitamente o clima sombrio, realçando as emoções e o tom de mistério que permeiam a história. Tudo isso junto resulta numa experiência visual marcante e memorável.

Em termos de edição, o trabalho da editora A Seita é bastante bem conseguido. O livro apresenta capa dura baça e bom papel brilhante no seu interior, bem como um bom trabalho em termos de encadernação e impressão. As dimensões do livro são maiores face àquelas que a editora tem utilizado nos seus outros livros dedicados a Dylan Dog. Em termos de extras, o livro inclui um caderno de 12 páginas, que nos traz desenhos inéditos, um guia das personagens dos universos DC e Dylan Dog e uma galeria das capas alternativas. No início, a edição abre com um prefácio de Luca del Salvio. É uma bela edição, portanto.

Em suma, contra as expectativas mais conservadoras e negativas de muitos leitores que, como eu, se habituaram a ver nascer crossovers fracos que procuravam apenas vender livros apoiando-se em franquias de sucesso, Dylan Dog – Batman: A Sombra do Morcego é uma bela surpresa. Não só demonstra a viabilidade de cruzamentos improváveis, como também eleva o género de crossover ao propor algo mais do que uma simples junção de mundos: uma verdadeira história com substância, atmosfera e arte. Mesmo que possa não ser perfeita, é uma leitura recomendada tanto para fãs de longa data de Dylan Dog e/ou Batman quanto para novos leitores. E, com sorte, até pode trazer novos leitores ou para os fumetti, ou para os comics americanos! Boa aposta!


NOTA FINAL (1/10):
8.9





Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020




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Dylan Dog – Batman: A Sombra do Morcego, de Roberto Recchioni, Werther Dell’Edera e Gigi Cavenago - A Seita

Ficha técnica
Dylan Dog – Batman: A Sombra do Morcego
Autores: Roberto Recchioni, Werther Dell’Edera e Gigi Cavenago
Editora: A Seita
Páginas: 224, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 20 x 26,5 cm
Lançamento: Março de 2025