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terça-feira, 20 de outubro de 2026

Já está disponível o novo Tales From Nevermore!



Chama-se More Tales From Nevermore e é o segundo volume da série assinada pelos portugueses Pedro N. e Manuel Monteiro!

Depois do primeiro volume desta série pensada para 3 livros, Tales From Nevermore, ter arrecadado aclamação do público e da crítica, com a vitória em vários prémios de banda desenhada, a Ala dos Livros lança agora o segundo volume da série.

O livro já se encontra à venda na Amadora BD e em pré-venda no site da editora.

Estou ansioso para o ler!

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.

More Tales From Nevermore, de Pedro N. e Manuel Monteiro

Vincent, o corvo, volta a ser o anfitrião nesta nova viagem pelo cemitério de Nevermore, para dar a conhecer as histórias dos seus infelizes habitantes.

Depois do sucesso da obra de estreia de Pedro N. e Manuel Monteiro, “More Tales from Nevermore”, continua a homenagem aos grandes clássicos do género com mais seis histórias, do macabro ao sombrio, mas também de amor e redenção. O desfecho de cada história continua mais ou menos inesperado e sombrio. As ilustrações continuam impressionantes, e também há muitas surpresas à espera do leitor desprevenido.

E o universo de “Tales from Nevermore” continua a crescer para além das páginas do livro físico com várias formas de expansão de conteúdos.

Vincent, o corvo, está sempre à espera de novos habitantes para o seu cemitério… E abriu uma nova época de inscrições.

“More Tales from Nevermore”, é a muito aguardada continuação da obra que tomou de assalto a BD portuguesa em 2025. “Tales from Nevermore” recebeu vários prémios nacionais e estrangeiros: Prémio Obra Revelação no Amadora BD, vários prémios de Melhor Edição de BD e o Prémio Best Comic ou Graphic Novel da European Science Fiction Society.


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Ficha técnica
More Tales From Nevermore
Autores: Pedro N. e Manuel Monteiro
Editora: Ala dos Livros
Páginas: 112, a preto e branco
Encadernação: Capa dura, em pele, estampada e recortada
Formato: 210 x 285 mm
PVP: 28,90€


quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Eis a estreia de Verónica Louro enquanto autora de BD!



A Seita e a Arte de Autor preparam-se para editar o livro Smoke & Mirrors que marca a estreia da jovem Verónica Louro enquanto autora completa de banda desenhada!

Verónica é filha do incontornável Luís Louro, o que me faz crer que o seu contacto próximo com o pai, juntamente com as belas páginas promocionais deste livro que já tive a oportunidade de observar, pode significar que estamos perante um bom livro de estreia. A ver vamos.

O livro já deverá estar à venda durante o Amadora BD. nos respetivos stands da Arte de Autor e d' A Seita.

Para já, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.

Smoke & Mirrors, de Verónica Louro

Dizem que todos temos fantasmas e Mallory não é excepção. Quando a noite cai e a escuridão aumenta, Frank não acende uma vela, mergulha no breu e procura respostas que teimam em não chegar. 

A sua vida está prestes a ficar mais complicada: será que vai conseguir decifrar o enigma e descobrir o assassino? 

Neste jogo de espelhos não há fumo sem fogo... posto.

Verónica Louro estreia-se como autora de banda desenhada. E completa: argumento, desenho e cor, demonstrando neste Smoke & Mirrors uma maturidade impressionante.

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Ficha técnica
Smoke & Mirrors
Autora: Verónica Louro
Editoras: A Seita e Arte de Autor
Páginas: 64, a preto e branco
Encadernação: Capa dura
Formato: 20 x 28 cm
PVP: 17,00€

Nonsense e personagens improváveis: a nova BD de Miguel Moreira!



Acaba de sair o livro As Estrambólicas Aventuras do Robô Japonês e Amigos, uma banda desenhada de caráter humorístico, do autor português Miguel Moreira.

Trata-se de uma edição independente, com belíssimo aspeto, pois já tenho o meu exemplar e posso atestar isso, e que pode ser adquirida através do seguinte endereço de email: edicoesbarbarie@gmail.com

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.


As Estrambólicas Aventuras do Robô Japonês e Amigos, de Miguel Moreira
Esta estrambólica aventura apresenta-nos três divertidos protagonistas que percorrem um plano de acção de limites indefinidos, uma misteriosa planície coberta de nevoeiro onde se deparam de forma inesperada com dois terríveis antagonistas…

Longe das convenções românticas sobre narração e personagens, representa-se aqui uma espécie de psicodrama abstracto, encarnado por bonecos inusitados que se opõem por vezes violentamente num desenrolar de acontecimentos algo surreal e improvisado, com um desenho a preto e branco de estilo solto mas trabalhado e assente numa formataçăo sóbria e regular.

O Robô Japonês, o Willy o Blues e o Xerife de Marte convidam os leitores a descobrir uma história humorística e paradoxal, de contornos por vezes sombrios, numa leitura breve e dinâmica que o autor imaginou, antes de mais, como uma celebraçăo da BD clássica e underground.

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Ficha Técnica
As Estrambólicas Aventuras do Robô Japonês e Amigos
Autor: Miguel Moreira
Editora: Independente (Edição de autor)
Páginas: 96, a preto e branco
Encadernação: Capa mole
Formato: 170 x 240 mm
PVP: 12,00 € + IVA

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Vem aí nova edição de "Balada para Sophie"!!!



Balada para Sophie
, aquele que considero ser o melhor livro da banda desenhada portuguesa, prepara-se para receber nova edição de luxo, que deverá estar disponível a partir de 19 de Outubro!

A nova edição desta internacionalmente aclamada obra de Filipe Melo e Juan Cavia terá uma nova ilustração de capa, sendo que a capa terá lombada de tecido. Será uma edição limitada e numerada e incluirá um ex-libris numerado e assinado, uma partitura impressa para piano do tema principal e uma nova música Avec Amour.

O livro editado pela Companhia de Letras, uma chancela da Penguin, já se encontra em pré-venda no site da editora.

Por agora, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.
Balada para Sophie (Edição especial), de Filipe Melo e Juan Cavia

EDIÇÃO ESPECIAL LIMITADA E NUMERADA
Com capa em tecido, um ex-libris numerado e assinado por Filipe Melo e a partitura de uma nova música, composta especialmente para esta edição.

A vida de Julien Dubois, pianista de sucesso, confunde-se com a história da Europa do século XX. Desencantado e misantropo, vive a reforma numa velha mansão, com um gato e uma governanta por companhia. 

Um dia, é visitado por uma jovem jornalista que o incita a contar tudo o que verdadeiramente conheceu.
Nas paredes da casa, saturadas de fumo de cigarros e de memórias antigas, ressoa a confissão de uma vida feita de rivalidade, desamor e arrependimento.

FINALISTA DOS PRÉMIOS EISNER: Melhor Álbum de Banda Desenhada | Melhor Edição Americana de um Livro Estrangeiro | Melhor Escritor (Filipe Melo) | Melhor Ilustrador (Juan Cavia)

UMA DAS MELHORES NOVELAS GRÁFICAS DO ANO
Forbes

LIVRO DO ANO BERTRAND
Ficção Lusófona

PRÉMIO AMADORA BD
Melhor BD de Autor Português

Os elogios da crítica:

«A mais ambiciosa e bela criação da dupla composta pelo argumentista português e o desenhador argentino. A história de um pianista que luta contra o pior dos vilões: ele próprio.»
Gonçalo Frota, Público

«Balada para Sophie tem o fôlego de um romance - e música lá dentro.»
Sara Figueiredo Costa, Expresso

«Uma história de redenção e de amor pela música.»
Hugo Torres, Time Out

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Ficha técnica
Balada para Sophie (Edição especial)
Autores: Filipe Melo e Juan Cavia
Editora: Companhia da sLetras (Penguin)
Páginas: 320, a cores
Encadernação: Capa dura com lombada em tecido
Formato: 169 x 247 mm
PVP: 42,95€

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

"Coração de Papel", de Luís Louro, vai ser reeditado!



As editoras A Seita e Arte de Autor preparam-se para editar, durante o próximo Amadora BD, a obra Coração de Papel, de Luís Louro!

Originalmente editada pela ASA em 1997, esta é uma das obras mais celebradas do autor português e que, infelizmente, há muito se encontrava extinta das livrarias portuguesas.

É por isso que o esforço conjunto d' A Seita e da Arte de Autor nos vai voltar a dar a mesma obra numa nova edição, com novas capas e variados extras.

Esta nova edição incluirá novas capas (uma que será exclusiva para a loja Wook) um conjunto de extras, bem como páginas desdobráveis, no final, com a capa original. Algo semelhante àquilo que já foi feito na edição especial de Alice.

Por agora, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.


Coração de Papel, de Luís Louro

Um romance gráfico atemporal e mágico sobre o mais primordial dos sentimentos, o amor. Como seria a vida se não tivéssemos coração? Alguma coisa mudaria?

Lucas e Rebeca personificam a magia do sentimento verdadeiro, genuíno e puro. E transportam-nos até um farol que ilumina e guia a quem teme as marés e as maldições que se perpetuam no tempo.

Com a sensibilidade a que já nos habituou, Luís Louro desenha no papel com o coração e conta-nos esta história antiga, mas sempre actual.

Uma das obras mais amadas pelos leitores surge agora numa edição cuidada, com novas capas e um belo caderno de extras, para delícia dos leitores.

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Ficha técnica
Coração de Papel
Autor: Luís Louro
Editoras: A Seita e Arte de Autor
Páginas: 80, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 230 x 310 mm
PVP: 29,99€

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Análise: A Armação

A Armação, de Daniel Silvestre - Levoir

A Armação, de Daniel Silvestre - Levoir
A Armação, de Daniel Silvestre

O 10º lançamento da Coleção de Novelas Gráficas da Levoir e do jornal Público trouxe-nos a edição de uma obra de autoria portuguesa, facto que é de louvar e que já não acontecia, se a memória não me atraiçoa, desde a primeira coleção em que se editou Beterraba: A Vida numa Colher, de Miguel Rocha.  

O livro em questão é este A Armação, de Daniel Silvestre, uma obra que eu já conhecia bastante bem, ainda do tempo em que a mesma foi premiada na categoria de Melhor Publicação Independente nos Prémios de Banda Desenhada da Amadora, em 2024. Originalmente, a obra havia sido publicada pelo Centro de Língua Portuguesa Camões IP – Bruxelas e pela Bedeteca de Beja, no âmbito da primeira Residência Artística de Banda Desenhada em Bruxelas, em 2023.

Este é um belo livro, carregado de poesia, com um ambiente muito próprio que, em boa altura, a Levoir decidiu editar por cá, assegurando, desta forma, que o livro pode chegar a um público maior do que aquele que, naturalmente, conseguiu impactar na sua primeira edição independente.

A Armação, de Daniel Silvestre - Levoir
Partindo das memórias do seu avô, José Silvestre, o autor constrói uma narrativa profundamente humana e enraizada num Portugal que já desapareceu. A história centra-se numa viagem ocorrida nos anos 30 do século XX. José, então com apenas dez anos, é encarregado de transportar sozinho um enorme peixe de 150 Kgs entre Porto Novo e Torres Vedras, recorrendo apenas à ajuda de um burro, que transporta o enorme peixe às costas. 

O grande mérito do livro está precisamente na forma como transforma um acontecimento aparentemente banal numa experiência carregada de significado. A viagem física do jovem José acaba por se transformar, também, numa viagem emocional, onde os receios, as fantasias e a imaginação de uma criança desempenham um papel central na narrativa. Este peixe colossal que o jovem José transporta assume, portanto,  uma dimensão quase mítica, como se fosse uma criatura saída de um conto popular ou de uma lenda transmitida entre gerações. O real e o imaginado cruzam-se constantemente de forma muito natural, o que me remeteu para um dos meus filmes preferidos, Big Fish, de Tim Burton. 

Ao mesmo tempo, este A Armação funciona como um retrato atento da vida dos pescadores portugueses durante a primeira metade do século XX. Sem nunca cair num tom excessivamente documental, Daniel Silvestre consegue transmitir a dureza das condições de vida, a precariedade económica e o esforço físico exigido por um quotidiano que hoje parece distante, mas que moldou (e ainda molda?) gerações inteiras de pescadores.

A Armação, de Daniel Silvestre - Levoir
É uma história que avança sem pressas, permitindo que o leitor absorva o ambiente, as paisagens e os estados de espírito das personagens. Essa abordagem mais contemplativa encaixa particularmente bem na temática da obra. Afinal, A Armação fala de um tempo em que as distâncias eram percorridas a pé, em que o trabalho começava cedo e em que cada tarefa exigia uma dedicação difícil de imaginar nos dias de hoje, em que nos preocupamos em ter uma vida mais despreocupada - se é que esta minha última afirmação faz algum sentido.

Por outro lado, A Armação uma obra bastante curta, já que conta apenas com 20 páginas de banda desenhada. E, talvez por isso, nos deixe com a sensação de "saber a pouco". Parece que estamos perante uma história e um universo que mereciam mais páginas. Mesmo assim, é um trabalho que consegue cumprir bem os seus pressupostos narrativos e, acima de tudo, revela uma coisa muito clara: Daniel Silvestre tem um potencial enorme para, assim que lançar uma obra de grande fôlego, marcar profundamente a banda desenhada portuguesa. Se com esta obra curta já o consegue fazer - em parte - imagine-se numa obra de grande fôlego!

A Armação, de Daniel Silvestre - Levoir
Visualmente, o livro é igualmente muito bem conseguido. O traço de Daniel Silvestre revela-se elegante, expressivo e extremamente seguro de si mesmo. Nota-se que estamos perante um ilustrador experiente, com uma grande capacidade para representar tanto figuras humanas como espaços naturais e ambientes rurais.

Além disso, um dos aspetos mais interessantes do desenho é a sua versatilidade. Daniel Silvestre consegue introduzir alterações significativas na composição das páginas, nos enquadramentos e até no grau de realismo de determinadas sequências, sem que a obra perca a sua identidade visual. Existe sempre uma coerência gráfica - por ventura, suportada pela paleta de cores, em tons de azul - que mantém a leitura fluida e harmoniosa. A atmosfera visual consegue ser melancólica, poética e evocativa. Sou, portanto, um claro admirador do trabalho de ilustração do autor, já que também em Os Lusíadas, também editado pela Levoir, fiquei rendido aos desenhos de Daniel Silvestre.

Em termos de edição, o livro está muito bem conseguido. Além da capa dura baça, bom papel baço e boa encadernação e impressão, já habituais nesta coleção da Levoir, a edição da obra prima especialmente pelo grande conjunto de extras que traz consigo. Há um extenso texto do autor, quase em tons de ensaio, que explica muito bem o processo de criação da obra, os seus intentos e as suas dificuldades. Há ainda um conjunto de desenhos, esboços e estudos gráficos que são muito belos e que tornam este longo texto do autor em algo mais airoso do ponto de vista visual. São mais de 30 páginas a falar sobre o processo criativo do autor, o que faz com que a experiência de leitura vá bastante além da própria obra.

No final, A Armação afirma-se como uma obra sensível, inteligente e visualmente muito bonita. Sem recorrer a artifícios ou espetacularidades, Daniel Silvestre consegue construir uma homenagem emocionante à memória familiar e, simultaneamente, um retrato de um Portugal desaparecido. É um livro que confirma o enorme talento - e ainda maior potencial, diria - do autor português. A não perder!


NOTA FINAL (1/10):
8.6



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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A Armação, de Daniel Silvestre - Levoir

Ficha técnica
A Armação
Autor: Daniel Silvestre
Editora: Levoir
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 195 x 270 mm
Lançamento: Setembro de 2026

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Série "Congo" está de regresso para o seu terceiro volume!



A espera foi longa, mas a notícia é ótima: a série Congo, dos irmãos portugueses Duarte e Henrique Gandum, está de volta para o seu terceiro volume, intitulado Reino de Sangue!

Depois de um segundo volume que superou largamente o primeiro, depois do spinoff Amélia - Uma História do Congo e de uma reedição do primeiro volume - algo bastante raro de se ver por cá, mas que demonstrou bem o compromisso dos autores perante a sua obra e o seu público - Congo está de volta!

É esperado que o livro seja lançado no próximo Amadora BD, no dia 25 de Outubro. Mesmo assim, já é possível comprar o livro - e com desconto! - através do site oficial da editora Mudnag. Chamo a atenção para o facto de o livro estar disponível em duas capas diferentes, o que também é mais um mimo para os leitores da série.
Estou muito curioso para ler esta nova aventura de Congo.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.


Congo #3 - Reino de Sangue, de Duarte e Henrique Gandum

Congo, 1880. 

Meses após os acontecimentos que levaram ao desaparecimento de Afonso Ferreira, os portugueses sobreviventes refugiam-se numa aldeia congolesa. À sua volta, as operações lideradas pelo coronel belga Jacques De Vries e pelo major britânico Edward Jackson expandem-se, fortalecidas à custa de um povo submetido ao terror e à escravidão.

Durante a construção de uma linha férrea, foi libertado um vasto ecossistema de criaturas primitivas, que agora se espalham pela floresta africana desconhecida.

A Mudnag Edições apresenta o seu mais recente livro intitulado "CONGO: Reino de Sangue", o terceiro volume da saga de BD Congo de Duarte e Henrique Gandum. O novo volume será publicado em duas edições distintas, a edição com badanas, e a edição limitada "Capa Clássica" cujo design tem um registo semelhante às primeiras edições da saga. A história dá continuidade aos acontecimentos do segundo volume "CONGO: No Caminho das Trevas", lançado em 2019, e ao spin-off "Amélia - Uma História do Congo", lançado em 2021.


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Ficha técnica
Congo #3 - Reino de Sangue
Autores: Duarte e Henrique Gandum
Editora: Mudnag Edições
Páginas: 76, a cores
Encadernação: Capa mole com badanas
Formato: 210 x 297 mm
PVP: 17,00€

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Análise: A Loja e A Demanda do G

A Loja e A Demanda do G, de Derradé (e Geral) - Polvo

A Loja e A Demanda do G, de Derradé (e Geral) - Polvo
A Loja e A Demanda do G, de Derradé (e Geral)

Hoje trago-vos dois livros emblemáticos da produção nacional no que à banda desenhada humorística diz respeito: A Loja e A Demanda do G. No caso do primeiro livro, editado em 2019, temos o veterano Derradé enquanto autor completo, assumindo desenhos e argumento. No caso de A Demanda do G, originalmente editado em 2016, a obra conta com Geral e Derradé no argumento e Derradé nos desenhos. Ambos os livros foram publicados pela editora Polvo.

Estas são duas obras que, apesar de diferentes na sua estrutura narrativa e nos seus universos ficcionais, partilham alguns elementos que até nem são tão comuns assim na banda desenhada nacional: o humor, a ironia, a cultura popular e, diria até, uma certa recusa em respeitar convenções narrativas demasiado rígidas. Além disso, as duas obras revelam a capacidade de Derradé (e de Geral) para cruzar o quotidiano português com situações absurdas, inesperadas e frequentemente cómicas.

Em A Loja, acompanhamos Bernardo Duarte, um homem que abandona uma carreira estável na informática para concretizar o sonho de gerir uma loja especializada em banda desenhada. Trata-se de uma ficção com claros laivos autobiográficos. Não que Derradé tenha tido - tanto quanto sei - uma loja de banda desenhada, mas por também ele ser informático de profissão e um acérrimo amante e defensor da banda desenhada. A premissa é simples e bastante direta, com vários elementos cómicos e muitas, muitas referências que o público mais conhecedor da BD em Portugal certamente vai encontrar. Tudo num registo carregado de sarcasmo, que nos deixa bem dispostos ao longo da leitura. Mesmo assim, e tal como o autor haveria de fazer, uns anos mais tarde, no seu O Fogo Sagrado, a obra também tem um lado mais sério que nos deixa a refletir de um modo mais amplo sobre vocação, realização pessoal e os riscos associados à perseguição de um sonho. 

Uma das maiores virtudes de A Loja é precisamente a sua autenticidade. O leitor percebe rapidamente que as situações descritas têm origem em experiências vividas ou observadas de perto. Esta proximidade com a realidade confere credibilidade à obra e permite uma representação bastante fiel das dificuldades enfrentadas por pequenos empresários no setor cultural português, particularmente num nicho tão específico como o da banda desenhada. Se trabalhar em cultura já não é fácil... imaginem trabalhar em banda desenhada, um "nicho do nicho" da cultura.

A Loja e A Demanda do G, de Derradé (e Geral) - Polvo
Ao mesmo tempo, a obra evita cair no dramatismo excessivo. Derradé utiliza o humor como instrumento de análise social, mostrando que o fracasso, as dificuldades financeiras e as desilusões podem ser retratados de forma leve, mas sem perder profundidade. Acaba, pois, por ser um livro especialmente bem sucedido por conseguir ser, ao mesmo tempo, divertido e melancólico. E se há coisa que nos demonstra é que - quer queiramos, quer não - muitos dos nossos sonhos individuais acabam por se confrontar constantemente com as limitações da realidade em que vivemos. Há contas por pagar, filhos por criar, sonhos por deixar.

Tal como já referi acima, considero ainda que outro dos feitos da obra é a homenagem que presta à (sub)cultura da banda desenhada. O livro funciona quase como um retrato de uma comunidade específica de leitores, colecionadores e apaixonados pela nona arte. Nesse sentido, ultrapassa a história individual do protagonista para se tornar uma reflexão sobre a sobrevivência das pequenas livrarias especializadas e sobre a persistência de certas paixões culturais num mundo cada vez mais dominado pela lógica comercial. Gosto muito deste A Loja. Não consegue, quanto a mim, ser tão profundo como O Fogo Sagrado, o meu livro favorito do autor, mas anda lá perto. E, claro, mesmo sendo um livro mascarado de comédia pura e dura, traz também uma seriedade e uma reflexão que importa referir. 

Já A Demanda do G segue um caminho radicalmente diferente. A história tem início com o desaparecimento misterioso de G, vocalista dos fictícios The BadSummerBoys Band, desencadeando uma procura que rapidamente se transforma numa viagem delirante povoada por referências musicais, literárias e culturais. Pelo percurso surgem figuras tão improváveis como Federico García Lorca, Serge Gainsbourg, Vinicius de Moraes, Joe Strummer, entre muitos outros.

Aqui as reflexões mais sérias de A Loja ou O Fogo Sagrado dão lugar a uma narrativa que não tem medo de adoptar uma lógica assumidamente absurda. Em vez de procurar coerência realista, o livro aposta mais na acumulação de situações extravagantes e encontros improváveis. Esta opção aproxima a obra de uma corrente mais nonsense, com a viagem dos protagonistas a ser mais importante pelas situações inesperadas que as personagens encontram ao longo do caminho, do que pelo próprio destino final.

Um dos elementos mais interessantes de A Demanda do G é, portanto, a utilização da cultura popular como matéria-prima narrativa. Música punk, literatura, cinema e mitologias urbanas convivem num mesmo espaço ficcional.

A Loja e A Demanda do G, de Derradé (e Geral) - Polvo
Mas onde a obra surpreende mais é na forma como está estruturada, em termos de planificação. Temos a história principal - chamemos-lhe assim - a ocupar, mais ou menos, 66% de cada página, e temos uma sub-narrativa a acontecer em simultâneo, em forma de tira, no fundo de cada página. Aqui, a narrativa aproxima-se mais de gags que reagem à ação principal da história. São os autores a comentarem a própria história, vá. Quase como se essa tira representasse um coro grego que reage à própria história, numa abordagem meta-narrativa. A ideia é super audaz e original, sendo vista poucas vezes na BD. Mas bons exemplos desta técnica podem ser encontrados, por exemplo, em Fat Freddy's Cat ou Krazy Kat. 

E quando esta abordagem funciona bem, é hilariante. Foram várias as vezes em que gargalhei com os disparates contidos nestas tiras. Por outro lado, também tenho que ser justo e referir que à medida que a leitura vai avançando, esta iniciativa se torna um pouco repetitiva e que até acaba por retirar a nossa atenção da ação principal. É um pau de dois bicos, portanto - no pun intended.

Comparando ambas as obras, percebe-se que A Loja é mais intimista e realista, enquanto A Demanda do G aposta no delírio imaginativo. Ainda que ambas nos façam rir em diversos momentos. É um humor inteligente, frequentemente autorreferencial e recheado de referências culturais. Mesmo quando os contextos são muito distintos, a "voz" do autor mantém-se reconhecível, assente numa observação irónica do comportamento humano e numa simpatia evidente pelas figuras marginais, excêntricas ou sonhadoras.

Em termos de desenho, o autor apresenta o mesmo tipo de ilustrações a que já estamos habituados, com as personagens a serem delineadas com um traço caricatural a preto e branco que evidencia emoções e contribui para o humor presente nos textos e nas situações. Em A Demanda do G, na tal parte que já mencionei das tiras humorísticas, o estilo de desenho é ainda mais direto e "cartoonesco" do que nas outras ocasiões. Percebo a escolha, até porque permite separar melhor as duas narrativas, mas acho que em termos visuais não funciona tão bem, uma vez que deixa cada página mais cheia, causando uma certa sensação de claustrofobia gráfica.

Em termos de edição, cada um dos livros publicados pela Polvo apresenta capa mole, com badanas, e bom papel baço no interior. A impressão e a encadernação são boas. Nota para o acabamento brilhante, em tons dourados, da capa de A Demanda do G, que a torna um pouco mais distinta do que o habitual nos lançamentos da Polvo.

Em suma, A Loja e A Demanda do G demonstram não apenas a versatilidade criativa de Derradé, mas também a vitalidade de uma banda desenhada portuguesa capaz de oscilar entre a reflexão intimista e o humor mais delirante. Eis duas obras diferentes, mas de certo modo complementares, unidas por um olhar irónico sobre o mundo e por uma profunda paixão pela cultura popular. Indispensáveis para os amantes de BD humorística... e não só.


NOTA FINAL (1/10):
A Loja:  8.3
A Demanda do G: 7.4


Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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A Loja e A Demanda do G, de Derradé (e Geral) - Polvo

Fichas técnicas
A Loja
Autor: Derradé
Editora: Polvo
Páginas: 64, a preto e branco
Encadernação: Capa mole com badanas
Formato: 16 x 22 cm
Lançamento: Novembro de 2019

A Loja e A Demanda do G, de Derradé (e Geral) - Polvo

A Demanda do G
Autores: Geral e Derradé
Editora: Polvo
Páginas: 64, a preto e branco
Encadernação: Capa mole com badanas
Formato: 16 x 22 cm
Lançamento: Agosto de 2016

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Coleção de Novelas Gráficas publica obra de autor português!



Já está nas bancas, desde a passada sexta-feira, a mais recente obra da Coleção de Novelas Gráficas da Levoir e do jornal Público.

E desta vez, temos uma obra de autor português!

Trata-se de A Armação, de Daniel Silvestre, obra vencedora dos Prémios de Banda Desenhada da Amadora, em 2024, na categoria Melhor Publicação Independente!

É um belo trabalho que apreciei bastante aquando do seu lançamento original e que nesta edição até recebe várias páginas de extras e documentação.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.
A Armação, de Daniel Silvestre

Já está em banca A Armação volume 10 da colecção novela gráfica da Levoir e do Público.

A premiada obra do ilustrador Daniel Silvestre é apresentada em versão completa. A Armação teve a sua primeira versão em 2023, no âmbito da 1.ª Residência Artística de Banda Desenhada Portugal-Bélgica, promovida pelo Instituto Camões em Bruxelas, em parceria com a Bedeteca de Beja, que a editou numa publicação sem distribuição comercial, premiada na categoria de Melhor Publicação Independente no 35.º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, em 2024.

Daniel Silvestre tem uma carreira de mais de 20 anos no campo da ilustração e um percurso académico na área do desenho e da ilustração.

Desde 2006 exerce actividade de ilustrador editorial. Foi ilustrador residente do Museu do Porto entre 2021 e 2023. É docente convidado de desenho na Escola de Design do IPCA (Barcelos) e na Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto.

Para o público da banda desenhada não é um desconhecido. Daniel Silvestre foi um dos desenhadores da obra de Luís Vaz de Camões, Os Lusíadas, na colecção Clássicos da Literatura Portuguesa em BD que a Levoir tem vindo a publicar com o apoio da RTP.

A Armação recupera as memórias do avô do autor, José Silvestre, que, aos dez anos, percorria os caminhos entre Porto Novo e Torres Vedras transportando peixe num burro para ajudar os pais.
Mais concretamente uma viagem em particular em que José teve de levar sozinho sobre o dorso do burro um peixe com cento e cinquenta quilos ao longo de quinze quilómetros. Partindo deste caso particular, centrado nos medos e fantasias que a criança projecta sobre a presença daquele peixe colossal, Silvestre traça um retrato sensível e bem documentado da dura vida dos pescadores no Portugal dos anos 30 do século XX.

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Ficha técnica
A Armação
Autor: Daniel Silvestre
Editora: Levoir
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 195 x 270 mm
PVP: 16,90€

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Análise: Peregrinação (Volumes 1 e 2)

Peregrinação (Volumes 1 e 2), de João Miguel Lameiras e Miguel Jorge - Levoir e RTP

Peregrinação (Volumes 1 e 2), de João Miguel Lameiras e Miguel Jorge - Levoir e RTP
Peregrinação (Volumes 1 e 2), de João Miguel Lameiras e Miguel Jorge

Uma das poucas obras da coleção Clássicos da Literatura Portuguesa em BD que teve direito a ser um álbum duplo, foi este Peregrinação que adapta para banda desenhada a célebre obra de Fernão Mendes Pinto. Tendo em conta que a obra original tem mais de 600 páginas, compostas por descrições detalhadas sobre as extraordinárias viagens, naufrágios, cativeiros, combates e encontros de Fernão Mendes Pinto pelo Oriente no século XVI, parece-me que a opção por dois volumes, foi mais que acertada.

A adaptação para banda desenhada é-nos dada por João Miguel Lameiras, no argumento, e Miguel Jorge, nos desenhos. Ambos os autores já tinham adaptado outro clássico da literatura portuguesa para BD: Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco. A edição da obra volta a surgir através da parceria entre a Levoir e a RTP.

Peregrinação (Volumes 1 e 2), de João Miguel Lameiras e Miguel Jorge - Levoir e RTP
E mesmo sendo esta adaptação em dois volumes, parece-me que João Miguel Lameiras tinha aqui uma hercúlea tarefa de resumir tantas páginas para cerca de 100 páginas de banda desenhada. Tendo em conta a variedade de episódios narrados e a própria natureza híbrida do texto original, esta adaptação era, portanto, um desafio considerável. Mas pode-se dizer que o trabalho de Lameiras se revela bastante sólido e meritório, sendo capaz de preservar a essência da obra sem a reduzir a uma simples sucessão de acontecimentos.

Coisa que, convenhamos, acontece várias vezes em várias adaptações de clássicos para banda desenhada. Muitas vezes, bem o sabemos, este tipo de obras transforma-se numa espécie de resumo ilustrado, útil do ponto de vista pedagógico, mas incapaz de transmitir a complexidade e o espírito do material de origem. Não diria que a complexidade da obra original esteja presente nestes dois livros, mas não deixa de ser verdade que se sente um genuíno esforço para preservar o carácter errante da viagem de Fernão Mendes Pinto e a sucessão de aventuras, perigos, encontros culturais e momentos de descoberta que definem a obra original. É óbvio que é uma obra de maior propensão didática - como também o é a maioria dos álbuns desta coleção, recorde-se - mas, mesmo assim, apreciei este esforço dos autores.

Peregrinação (Volumes 1 e 2), de João Miguel Lameiras e Miguel Jorge - Levoir e RTP
Particularmente interessante é a forma como a narrativa consegue preservar a sensação de maravilhamento que caracterizou o relato de Fernão Mendes Pinto. O contacto com povos, costumes, religiões e paisagens desconhecidas continua a desempenhar um papel central, permitindo-nos acompanhar a viagem não apenas como uma sucessão de deslocações geográficas, mas também como uma permanente descoberta do mundo. 

No plano visual, porém, os resultados revelam-se mais irregulares. Miguel Jorge demonstra, em vários momentos, possuir uma capacidade assinalável para construir vinhetas interessantes e visualmente apelativas. Existem ilustrações cuja composição impressiona pela capacidade de transmitir a escala das viagens e dos ambientes orientais. Nesses momentos, diria que a obra alcança um nível gráfico bastante elevado.

Contudo, essa qualidade não é mantida de forma consistente ao longo dos dois volumes. Existem sequências em que o desenho parece menos cuidado ou menos expressivo, gerando uma sensação de desigualdade que acompanha toda a leitura. Essa irregularidade acaba por impedir que a componente gráfica atinja o nível qualitativo que, estou certo, poderia atingir.

Peregrinação (Volumes 1 e 2), de João Miguel Lameiras e Miguel Jorge - Levoir e RTP
As cenas de ação constituem provavelmente o exemplo mais evidente dessas fragilidades. Apesar da frequência de batalhas e confrontos ao longo da história, nem sempre as personagens transmitem o dinamismo esperado. Em diversas ocasiões, as figuras apresentam poses excessivamente rígidas, fazendo com que as cenas de ação fiquem alto estáticas, o que reduz, obviamente, parte da tensão dramática que esses momentos exigiriam.

Também o trabalho cromático de Inês Lima suscitou-me impressões contraditórias. Há passagens em que a cor contribui de forma muito eficaz para criar atmosferas distintas. Porém, noutras ocasiões, a aplicação da cor parece mais superficial - talvez demasiadamente digital? - sem acrescentar profundidade suficiente às imagens. Tal como acontece com o desenho, a sensação predominante é a de uma qualidade variável, alternando entre momentos bastante conseguidos e outros algo medianos.

Um aspeto particularmente agradável da leitura é a inclusão de diversas referências visuais e pequenos easter eggs dispersos pela narrativa. Só para nomear alguns, posso dizer que apreciei especialmente a referência ao célebre quadro de Théodore Gericault, A Jangada da Medusa, ou o aparecimento de uma personagem com os mesmos traços faciais de um dos mais famosos autores portugueses de banda desenhada. Quem será?

Peregrinação (Volumes 1 e 2), de João Miguel Lameiras e Miguel Jorge - Levoir e RTP
A edição dos livros é, à boa maneira dos restantes livros da mesma coleção, em capa dura baça, com bom papel brilhante no miolo, boa encadernação e boa impressão. Em cada um dos livros encontramos, no final, um dossiê de extras, elaborado por Paulo Silva Pereira, com informações adicionais sobre Fernão Mendes Pinto, a obra Peregrinação e o contexto histórico de ambos. 

Uma nota negativa para uma questão que, não sendo enorme, merece, quanto a mim, referência. Quando colocadas lado a lado, as lombadas dos livros - que têm exatamente o mesmo texto, exceptuando a menção ao facto de serem o "Peregrinação I" ou o "Peregrinação II" - apresentam o texto de forma bastante diferente. É a mesma font, sim, mas o texto aparece com um espaçamento e dimensão demasiadamente diferente. Sei que é uma coisa pequena, que não é isso que tira valor à obra, mas considero que é nestes (não tão) pequenos que está a diferença entre uma edição rigorosa e menos rigorosa.

No balanço final, Peregrinação afirma-se como uma adaptação competente e relevante de um dos maiores clássicos da literatura portuguesa. Não é uma obra isenta de falhas, sobretudo devido à sua natureza graficamente intermitente, mas consegue cumprir aquilo que era a sua missão fundamental: oferecer uma transposição acessível, respeitosa e suficientemente abrangente do texto de Fernão Mendes Pinto. 


NOTA FINAL (1/10):
7.5


Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Peregrinação (Volumes 1 e 2), de João Miguel Lameiras e Miguel Jorge - Levoir e RTP

Fichas técnicas
Peregrinação - Primeira Parte
Autores: João Miguel Lameiras e Miguel Jorge
Adaptação da obra original de: Fernão Mendes Pinto
Editora: Levoir
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 210 x 285 mm
Lançamento: Maio de 2024

Peregrinação (Volumes 1 e 2), de João Miguel Lameiras e Miguel Jorge - Levoir e RTP

Peregrinação - Segunda Parte
Autores: João Miguel Lameiras e Miguel Jorge
Adaptação da obra original de: Fernão Mendes Pinto
Editora: Levoir
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 210 x 285 mm
Lançamento: Outubro de 2024