O Amadora BD 2026 arrancou no fim de semana passado e está patente até ao próximo domingo, dia 25 de outubro. Desta vez, opto por escrever as minhas notas sobre o festival enquanto o mesmo ainda decorre. Talvez, quem sabe, contribua para que mais gente o possa visitar durante os dias em que está patente aquele que é o maior evento dedicado à banda desenhada do país.
Tal como tenho feito nos últimos anos, não vou gastar muito tempo a revisitar temas que já foram amplamente discutidos por mim noutras edições. Quem acompanha o Vinheta 2020 sabe que já escrevi várias vezes sobre o local onde o evento decorre, sobre as suas potencialidades e limitações. A minha opinião de fundo não mudou.
Porém, seria injusto não reconhecer que a Organização continua a procurar melhorar aquilo que está ao seu alcance e a introduzir pequenas alterações que tornam a experiência dos visitantes ainda mais agradável.
Aliás, se tivesse que resumir esta edição numa única frase, diria o seguinte: "o Amadora BD 2026 não revolucionou nada, mas consolidou quase tudo aquilo que já estava a ser bem feito".
O valor da continuidade
Vivemos numa época em que parece existir uma obsessão por mudanças constantes. Contudo, nem sempre mudar significa melhorar. E, neste caso concreto, parece-me que a Organização, com destaque para o trabalho desenvolvido por Catarina Valente e pela sua equipa, percebeu isso.
Não houve grandes revoluções nesta edição do festival. Não houve uma reformulação radical do evento. Mas houve continuidade, estabilidade e vários pequenos ajustes que demonstram que as críticas construtivas continuam a ser ouvidas. E que bom é sentirmos, todos nós, que não estamos a falar para uma parede, mas antes para um conjunto de pessoas que tem, pelo menos, a ambição de fazer mais e melhor. Senti várias pequenas mudanças enquanto melhorias.
Um desses exemplos é a construção, em cimento, de umas escadas que permitem uma melhor circulação entre a área de exposição, a área de restauração e a tenda principal da banda desenhada. Pode parecer um pormenor insignificante para quem nunca visitou o evento, mas quem lá vai regularmente sabe que estas pequenas intervenções têm impacto na forma como o público se desloca e utiliza o espaço. Posso também dizer-vos que nunca, em edição alguma, circulei tantas vezes entre o espaço de exposições e entre a tenda durante o evento. Porquê? Bem, porque o espaço tornou-se mais orgânico, o que permite uma maior deslocação de todos.
É precisamente este tipo de melhorias discretas que tem permitido ao Amadora BD evoluir sem perder identidade. E há mais exemplos concretos.
Autógrafos: missão cumprida
Já o disse no ano passado e volto a repeti-lo este ano: a questão dos autógrafos parece finalmente resolvida. Será o sistema perfeito? Não. Mas também duvido que exista um sistema perfeito.
A verdade é que, depois de muitos anos de experiências, ajustes e afinações, o modelo atual parece ser aquele que melhor responde às necessidades dos visitantes, dos autores e da própria Organização.
As senhas funcionam bem. As filas intermináveis desapareceram e as pessoas podem circular pelo evento enquanto aguardam pela sua vez. E, acima de tudo, as queixas que outrora eram constantes passaram a ser residuais. É claro que se aglomeram algumas pessoas junto à zona dos autógrafos, mas sem que seja um número de pessoas que congestione ou estrague a experiência aos outros visitantes.
Por vezes, damos pouco valor a estas coisas - e é mais fácil apontar o dedo ao que está errado do que reconhecer o que está certo -, mas quem se lembra de algumas edições mais antigas sabe bem a diferença que existe entre o modelo atual e aquilo que existia anteriormente.
Por mim, é simples: está a funcionar, portanto não vale a pena inventar.
Um dos melhores alinhamentos internacionais dos últimos anos
Se houve algo que me chamou particularmente a atenção nesta edição foi o alinhamento de autores internacionais.
Nos últimos anos, especialmente no ano passado, tinha ficado com a sensação de que, apesar da qualidade sempre presente, faltavam por vezes dois ou três nomes capazes de gerar aquele entusiasmo adicional junto do público. Este ano isso não aconteceu.
O lineup internacional é claramente mais forte do que tem sido hábito nas últimas edições.
Temos nomes que considero como "super-estrelas", como Josep Homs, Guy Delisle, Craig Thompson, Marcello Quintanilha, Zanzim ou Alexis Nesme. E além destes nomes bastante fortes, ainda temos um conjunto muito interessante de autores internacionais: Jolan Thomas, Bruno Brindisi, Li Chin-Lin, Iban Coello, Mansoureh Kamari, Thomas Gilbert, Henrique Magalhães, Ryan North, Pere Ortín, Ramon Esono Ebale, Marcin Bałczewski, Mateusz Skutnik, Wojciech Stefaniec, Mana Neyestini, Shaghayegh Moazzami, Sidney Gusman, Jefferson Costa e Andrea Artusi. No total, são 24 autores internacionais, o que me parece ser um record do evento. Parabéns aos envolvidos.
E a boa notícia para aqueles que estão a ler este texto é que boa parte destes nomes internacionais até estará mais presente no segundo fim de semana, o que é mais um motivo para lá irem - ou voltarem.
Exposições: excelentes e cada vez melhores
E este ano, arrisco dizer, conseguiu voltar a elevar a fasquia. A grande maioria das exposições apresenta um grande cuidado com a componente cénica, informativa e, claro, com a mostra de materiais relevantes - e originais. Há apenas uma exposição que considero francamente má. Mas já lá irei.
Primeiro, tenho que dar destaque a cinco das exposições que me deixaram particularmente agradado: aquela dedicada a Dylan Dog, em que está recriado o escritório da personagem, com muitas ilustrações e pranchas interessantes em exposição. É uma daquelas exposições em que se torna evidente o amor dos seus comissários em relação à obra em exposição. E em termos cénicos, está um mimo. Adorei.
Também a exposição dedicada a Josep Homs me deixou de queixo caído. Não só está muito bela em termos cénicos, com uma reprodução gigante em 3D de uma das ilustrações da série Shi, como tem originais do autor que são verdadeiramente maravilhosos, em grande número e variedade, passando por várias obras de Homs e não se centrando apenas nas suas obras editadas em Portugal. Bela exposição.
A exposição dedicada à obra As Linhas que Traçam o Meu Corpo, de Manshoureh Kamari, também me deixou muito agradado, pois considero que houve ali um belo esforço de quem pensou a exposição, no sentido de nos dar a dupla faceta - literal - que a obra oferece ao leitor, ora mostrando um passado triste e traumatizante da autora, ora mostrando uma nova mulher que procura dar luz e cor à sua nova vida e soltar-se das amarras do passado.
A premissa está incrível.
A exposição dedicada à obra de João Mascarenhas e ao seu O Menino Triste também está feita com especial decoro, com muito material exposto interessante, além das pranchas originais do autor.
E como é a primeira exposição do Pavilhão, funciona especialmente bem enquanto cartão de visita.
Por fim, a exposição dedicada a Lucky Luke está especialmente boa. Não só o espaço, um género de meia lua, ao fundo do pavilhão, está especialmente bem aproveitado como, cenicamente falando, com a introdução de fardos de palha para que os visitantes se possam sentar ou aquele "carrousel" com a alusão direta ao cowboy que dispara mais rápido do que a própria sombra, estão um perfeito mimo.
As pranchas expostas, passando pelo trabalho de Morris a Achdé e dando ainda destaque aos autores que têm vindo a fazer os seus Lucky Luke de Autor... parece-me bastante bem equilibrada. Talvez o tema das mulheres na série de Lucky Luke me tenha parecido um pouco mais forçado, se bem que percebi a ideia de mostrar esse lado - ou a ausência desse lado, talvez? - em Lucky Luke. É uma exposição de celebração dos 80 anos de Lucky Luke e acho que faz justiça a esse marco importante.
Quem também comemora 80 anos é Blake e Mortimer e também há uma exposição sobre essa famosa série. Não está mal concebida, de todo, mas fiquei com a ideia que poderia haver, em termos cénicos, e mesmo em termos de material exposto, coisas mais impactantes a inderir na exposição.
Mas a exposição que me parece francamente má, ou desinspirada, vá, é aquela dedicada a Guy Delisle. Está demasiadamente simples e significativamente abaixo da qualidade apresentada pelas restantes exposições deste ano. Em termos cénicos, em particular, está uma verdadeira nulidade e, por esse motivo, destoa até com as restantes exposições do certame. Lamento, mas está mesmo "fraquinha".
Nota ainda positiva para a forma como certas exposições permitiram repensar o espaço, adicionando paredes internas que permitiam aos visitantes deambular com mais serenidade pelas exposições e otimizar o espaço para uma maior exposição de originais.
O próprio corredor central, onde estão expostas as obras do concurso de banda desenhada e onde há um canto de leitura, está bem pensado.
Das exposições ausentes do Núcleo Central, destaco a exposição dedicada a Tales From Nevermore, de Pedro N. e Manuel Monteiro, presente na Bedeteca da Amadora.
A Nova Tenda
Este ano a tenda mudou bastante face aos anos anteriores. Desde logo porque está consideravelmente maior. E isso, tem que ser dito, é positivo. Não é que esteja muito maior... mas está maior.
O que não correu tão bem foi que o vento sentido no sábado abanasse a estrutura de forma algo "assustadora" para aqueles mais sensíveis, fazendo imenso barulho. Pior do que a ameaça de um cataclismo, o ponto mais negativo deste barulho ruidoso que advinha da estrutura a abanar com o vento, era que se tornava impossível ouvir quem estava a falar no auditório. No futuro, é algo que deve ser revisto pela Organização para que se evite esta sensação desagradável. Isto, claro, se se mantiver a tenda. Continuo a dizer que é necessário que ali seja construído uma "estrutura a sério", um pavilhão em detrimento de uma tenda. Mas, quanto a esse tema, já estou literalmente careca de falar.
Houve muita gente a queixar-se de haver muito calor dentro da tenda no primeiro dia. E parece que a Organização respondeu de forma célere e eficiente. E tanto assim é que, sinceramente, até achei que a temperatura dentro da tenda esteve bastante agradável e bem arejada. Não tenho quaisquer queixas quanto a esta questão.
O que também mudou na tenda foi a disposição da mesma. Na parte central encontramos os stands dos expositores que vendem banda desenhada, como já acontecia no passado, mas o sítio onde costumava ser o auditório passou a ser o sítio dos autógrafos e vice-versa. O que me parece uma boa escolha.
A área dos autógrafos ficou um pouco mais pequena - mas nada que incomode autores ou visitantes, diria. A única coisa que poderia melhorar, segundo várias opiniões que recolhi de autores, é que a zona dos autógrafos poderia ser mais bem iluminada para que os autores pudessem fazer melhor os seus autógrafos.
Por outro lado, o auditório aumentou significativamente. Em termos de lugares sentados, duplicou(!) mesmo a sua capacidade. No ano anterior tínhamos um auditório com capacidade para 30 lugares, que muitas vezes estava completamente cheio, sem lugar para mais ninguém, e este ano temos um auditório que dá para 60 lugares sentados. É verdade que, por vezes, pode parecer mais vazio, mas está capacitado para mais público, o que faz sentido.
Estive no palco a fazer a moderação de algumas conversas e tenho apenas uma sugestão construtiva: é necessário colocar (pelo menos) uma coluna de monição sonora no palco, virada para quem está a fazer apresentações, pois muitas vezes é difícil que quem está no palco se oiça a si mesmo. Ou àqueles com quem está a manter uma conversa. É uma coisa simples, mas que vai melhorar a experiência de todos.
Seja como for, e apesar da sensação de cataclismo quando as rajadas de vento eram mais fortes no sábado, parece-me que foi a melhor tenda de sempre.
Artist Alley: boa ideia, execução insuficiente
Nem tudo, contudo, correu da melhor forma.
Se tivesse que apontar a maior desilusão desta edição, provavelmente escolheria o novo espaço Artist Alley - se é que poderemos considerar que se trata de um "novo espaço", já que o mesmo está inserido, um pouco de forma forçada, na tenda dos videojogos.
E quando digo "desilusão" não é por eu acalentar grande expectativa com este espaço. Acho interessante, claro, mas tenho que ser sincero e dizer que não é, nem de perto nem de longe, a existência duma iniciativa destas que me faz ir a um evento de banda desenhada. Digo que foi uma desilusão pois vi a Organização a anunciar esta novidade e achei que fosse algo mais marcante ou onde a Organização tivesse a trabalhar mais afincadamente.
Mas, na verdade, este espaço são cerca de 5 mesas, com criadores, que foram colocadas à entrada da tenda dedicada aos videojogos. Das duas uma: ou as condições (leia-se "condiçõe$") para que os criadores participassem no evento não foram as melhores, ou a iniciativa deveria ter sido mais bem comunicada, de forma a ter uma área mais bem representada.
Assim, como está, parece-me um espaço muito fraquinho, mesmo que a ideia seja boa. Demorei tempo a encontrar esta área e quando finalmente a encontrei, fiquei com a sensação de que estava demasiado reduzida para justificar a existência de uma área própria.
Não sei se houve dificuldades em captar participantes ou se se tratou apenas de uma primeira tentativa para testar o conceito. Seja qual for a explicação, o resultado final deixou-me com a sensação de que ainda há muito trabalho a fazer nesta área.
Menos público?
Posso estar enganado. Não tenho números oficiais. Sublinho, portanto, que esta é apenas uma perceção pessoal. Além disso, estou apenas a falar do primeiro fim de semana. Talvez no segundo fim de semana, quando parte dos visitantes já recebeu o salário e, por esse motivo, pode preferir deslocar-se ao evento para algumas compras de BD, isto possa mudar. Assim espero.
Mas fiquei com a impressão de que o evento teve menos visitantes do que no ano passado. Atenção que não estou a dizer que estivesse vazio. Não, nada disso. Houve alturas em que vi muita gente, sim, mas eram períodos particulares do dia. De modo global, parecia haver menos gente.
Não sei se esta sensação resulta da maior dispersão das pessoas pelo recinto, das condições meteorológicas - se a chuva é má para os eventos, o muito bom tempo também pode levar algumas pessoas a quererem fazer outro tipo de atividades ao ar livre - ou de outros fatores que desconheço.
Seja como for, foi uma impressão que partilhei com outras pessoas ao longo da visita e que me acompanhou durante praticamente todo o evento.
Seria interessante conhecer futuramente os números oficiais para perceber se esta sensação corresponde ou não à realidade. E, claro, espero que no próximo fim de semana, os visitantes aumentem ainda mais.
Sobre os Prémios
Decorreu ontem, Dia Nacional da Banda Desenhada Portuguesa, a cerimónia de entrega dos prémios, com a presença da Ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes e do Presidente da Câmara da Amadora, Vítor Ferreira.
Desta vez, não foram apresentados apenas os vencedores dos Prémios de Banda Desenhada da Amadora, como é hábito, mas também os vencedores do novíssimo Prémio Nacional de Banda desenhada. Deste último, relembro, os vencedores foram:
António Jorge Gonçalves, na categoria Prémio Carreira
Luís Moreira Gonçalves e o brasileiro Felipe Parucci, na categoria Obra do Ano, pela sua obra Dormindo Entre Cadáveres (Zigurate).
Ana Matilde Sousa, Ana Simões, André Nóvoa e Hugo Soares, na categoria Inovação em Banda Desenhada, pela sua obra Rumo ao Eclipse (Chili Com Carne).
Já, em relação aos Prémios de Banda Desenhada da Amadora, os vencedores foram:
Melhor Obra de Banda Desenhada de Autor Português
Rare Flavours, Filipe Andrade e Ram V, Kingpin Books
A Fera II, Zidrou e Frank Pé, A Seita
Melhor Edição Portuguesa de Banda Desenhada
O Grande Poder de Chninkel, de Grzegorz Rosinsky e Jean Van Hamme, Arte de Autor
Menção Honrosa: A Fera II, Zidrou e Frank Pé, A Seita
A Cada Sete Ondas, Beatriz Brajal, Chilli com Carne
Melhor Fanzine/Publicação Independente
Palácio #5, Francisco Sousa Lobo, Autoedição.
Mesmo que algumas das obras vencedores não tivessem sido as minhas escolhas, considero escolhas bastante aceitáveis e dignas. Não há nada nestes vencedores que seja motivo de crítica. Aproveito para dar os meus parabéns ao Júri e aos Autores e Editoras vencedores. E, já agora, também aos Nomeados.
Houve ainda espaço para a atribuição do Troféu de Honra a João Mascarenhas, o que me pareceu uma forma perfeita de terminar esta atribuição de prémios. Foi uma justa e bem-vinda recompensa a João Mascarenhas pela súmula do seu enorme trabalho ao serviço da banda desenhada portuguesa. Bela escolha.
Nota positiva, ainda, para a apresentadora dos prémios, Sara Sousa Pinto. Nunca, em momento algum, esta cerimónia foi apresentada tão bem como neste edição de 2026.
A Sara mostrou estar preparada, mostrou estar à vontade, mostrou saber falar, sem gaguejar e sem hesitar. Extremamente profissional. É bonita, é simpática, sabe comunicar.
Se fui crítico, em edições anteriores, de alguns apresentadores que manifestamente não tinham a capacidade de parecer profissionais, tenho que dizer que Sara Sousa Pinto foi fantástica e uma excelente aposta da Organização.
O espaço de restauração
Também aqui houve melhorias. Lembro-me que em edições anteriores o espaço de restauração era apenas composto por 2 stands. Neste caso, são mais que 7 os stands que vendem hamburgers, bolas de Berlim, choco-frito, vinho, cerveja, bolachas, pipocas, etc.
Diria que ainda é possível colocar mais um ou dois espaços para refeição (pizza, cachorros, bifanas ou algo parecido), de forma a que haja mais opções para refeição mas, também aqui, foi a melhor "praça de restauração" do Amadora BD. Talvez até possamos mesmo usar esse termo, "praça de restauração", pois finalmente parece-se com isso.
Sugestões Construtivas
1) Parece-me que o bonito vídeo que passa na sessão de videomapping da inauguração pode e deve ser melhor aproveitado. Como? Por exemplo, transmitindo esse vídeo, em loop, durante o evento, nos ecrãs disponíveis no certame.
2) Ainda acho que, tal como escrevi no ano passado, um dos dois ecrãs LCD que se encontram junto ao auditório seria bem mais útil se fosse colocado junto ao auditório. Até porque, neste ano em particular, há duas paredes vazias, entre o stand da Levoir e o da Kingpin Books, e entre o stand da Ala dos Livros e da ASA, onde isso poderia ser feito. Era útil pois permitiria levar mais visitantes para o auditório, enquanto acompanhavam a evolução do avanço de senhas.
3) Acho também que ainda pode ser feito algo para melhorar a comunicação sobre as apresentações do auditório. Por um lado, acho que o folheto produzido para o festival, deveria ter incluída a programação das apresentações. Por outro lado, essa informação também poderia ir aparecendo nos ecrãs LCD, para que mais gente soubesse o que está acontecer no auditório. Desta forma evita-se que haja alguns autores a falar para plateias vazias.
Conclusão
Em suma, este primeiro fim de semana deixou-me especialmente satisfeito. O Amadora BD 2026 não ficará na memória como uma edição revolucionária. Mas também não precisava de o ser.
O resultado é um festival sólido, bem organizado, com excelentes exposições, um alinhamento internacional muito forte, um auditório significativamente melhor e uma gestão dos autógrafos que atingiu um nível de maturidade difícil de superar. Há ainda aspetos a trabalhar, sendo o Artist Alley o exemplo mais evidente.
Mas, no balanço final, saí do recinto com a mesma sensação positiva com que havia saído em 2025: a de que o Amadora BD continua a crescer. Talvez não a um ritmo vertiginoso. Talvez sem fogos de artifício. Mas cresce. E, às vezes, crescer de forma sustentada vale mais do que tentar correr depressa demais. Um passo de cada vez. De preferência, rumo à construção de uma estrutura não temporária em detrimento de uma tenda.
Vemo-nos por lá no próximo fim de semana?














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