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terça-feira, 6 de outubro de 2026

Série "Congo" está de regresso para o seu terceiro volume!



A espera foi longa, mas a notícia é ótima: a série Congo, dos irmãos portugueses Duarte e Henrique Gandum, está de volta para o seu terceiro volume, intitulado Reino de Sangue!

Depois de um segundo volume que superou largamente o primeiro, depois do spinoff Amélia - Uma História do Congo e de uma reedição do primeiro volume - algo bastante raro de se ver por cá, mas que demonstrou bem o compromisso dos autores perante a sua obra e o seu público - Congo está de volta!

É esperado que o livro seja lançado no próximo Amadora BD, no dia 25 de Outubro. Mesmo assim, já é possível comprar o livro - e com desconto! - através do site oficial da editora Mudnag. Chamo a atenção para o facto de o livro estar disponível em duas capas diferentes, o que também é mais um mimo para os leitores da série.
Estou muito curioso para ler esta nova aventura de Congo.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.


Congo #3 - Reino de Sangue, de Duarte e Henrique Gandum

Congo, 1880. 

Meses após os acontecimentos que levaram ao desaparecimento de Afonso Ferreira, os portugueses sobreviventes refugiam-se numa aldeia congolesa. À sua volta, as operações lideradas pelo coronel belga Jacques De Vries e pelo major britânico Edward Jackson expandem-se, fortalecidas à custa de um povo submetido ao terror e à escravidão.

Durante a construção de uma linha férrea, foi libertado um vasto ecossistema de criaturas primitivas, que agora se espalham pela floresta africana desconhecida.

A Mudnag Edições apresenta o seu mais recente livro intitulado "CONGO: Reino de Sangue", o terceiro volume da saga de BD Congo de Duarte e Henrique Gandum. O novo volume será publicado em duas edições distintas, a edição com badanas, e a edição limitada "Capa Clássica" cujo design tem um registo semelhante às primeiras edições da saga. A história dá continuidade aos acontecimentos do segundo volume "CONGO: No Caminho das Trevas", lançado em 2019, e ao spin-off "Amélia - Uma História do Congo", lançado em 2021.


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Ficha técnica
Congo #3 - Reino de Sangue
Autores: Duarte e Henrique Gandum
Editora: Mudnag Edições
Páginas: 76, a cores
Encadernação: Capa mole com badanas
Formato: 210 x 297 mm
PVP: 17,00€

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Há uma nova BD portuguesa sobre dinossauros!



Henrique Gandum, autor da série Congo - e do seu spinoff Amélia: Uma História do Congo - prepara-se para lançar o seu novo trabalho de banda desenhada!

Desta feita, o novo livro intitula-se Portugal Jurássico e procura informar acerca dos dinossauros que viveram em solo português durante o período Jurássico.

O lançamento da obra deverá ocorrer no próximo dia 21 de Março, durante o Festival de Banda Desenhada da Lourinhã, LouriBD, embora já se encontre disponível para compra na loja online da editora.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.
Portugal Jurássico, de Henrique Gandum

Há 150 milhões de anos, no período Jurássico, Portugal fervilhava de vida. Desde dinossauros herbívoros com mais de 20 metros de comprimento a temíveis carnívoros, como o Torvosaurus gurneyi, o maior terópode europeu. Este livro de banda desenhada explora alguns dos animais mais famosos encontrados na formação da Lourinhã.

A Mudnag Edições apresenta o seu mais recente livro intitulado Portugal Jurássico, de Henrique Gandum. Este é essencialmente um álbum de BD com ilustrações de grandes dimensões de alguns dos animais pré-históricos que viveram no solo português durante o período Jurássico. Todo o conteúdo científico foi verificado pelo paleontólogo André Saleiro, em parceria com o Museu da Lourinhã.

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Ficha técnica
Portugal Jurássico
Autor: Henrique Gandum
Editora: Mudnag Edições
Páginas: 36, a cores
Encadernação: Capa mole
Dimensões: 210 x 297 mm
PVP: 14,00€





quarta-feira, 16 de outubro de 2024

Análise: Taruje! #2

Taruje #2, de Henrique Pirote, Inês Pires, Henrique Gandum e Pedro Brito

Taruje #2, de Henrique Pirote, Inês Pires, Henrique Gandum e Pedro Brito
Taruje #2, de Henrique Pirote, Inês Pires, Henrique Gandum e Pedro Brito

A revista Taruje era um projeto que, até há bem pouco tempo, eu só conhecia de nome. Sem que a tivesse lido. Mas recentemente, e após o lançamento do segundo volume desta iniciativa editorial, tomei contacto com a publicação.

E posso dizer que fiquei agradado com o estilo de "série B" desta revista de super-heróis à portuguesa que nos é proposta. Na verdade, e fazendo lembrar um pouco - mas com as devidas diferenças - o estilo de publicações da editora independente Gorila Sentado, Taruje reúne um conjunto de histórias de autores nacionais que são publicadas em continuação de uma revista para outra. É um tipo de publicação que já quase não existe em Portugal e que procura trazer de volta aquele gosto do leitor em acompanhar uma série que é deixada a meio, muitas vezes com a história a oferecer ao leitor um cliffhanger que só será resolvido aquando da publicação do número seguinte da revista.

Taruje #2, de Henrique Pirote, Inês Pires, Henrique Gandum e Pedro Brito
A característica mais diferenciadora de Taruje é, além deste tipo de publicação em formato revista, que a temática subjacente às várias histórias que nos são dadas, seja a dos super-heróis portugueses que têm, através de uma mutação, o poder de algum tipo de animal. Seja o poder de uma mosca ou de uma aranha, o de uma osga ou de uma tarântula, ou de uma outra qualquer criatura. Mas, invariavelmente, são histórias de e com mutantes.

Neste segundo número da revista, contamos com o contributo dos autores Henrique Pirote, que assina a primeira história, The Magnificent Môscáranha, e que também é o mentor/editor do projeto; Inês Pires e Henrique Gandum, autores da história Taranto & Gecker, e Pedro Brito, responsável pela história Underbase.

Todas as histórias têm em comum essa característica de versarem sobre super-heróis, e de terem bastantes cenas de ação, mas cada uma delas tem o seu próprio estilo, a sua própria vibe. Quer em termos de argumento, quer em termos de ilustração. Gostei especialmente do humor que impregna algumas das histórias e do facto de os autores não se levarem demasiadamente a sério. Não estou a dizer que este não é um trabalho sério - certamente o é - mas gostei da forma descomprometida, de humor audaz, que encontramos especialmente na primeira e terceira histórias.

Taruje #2, de Henrique Pirote, Inês Pires, Henrique Gandum e Pedro Brito

Quanto à segunda história, a de Inês Pires e Henrique Gandum, em lugar do humor temos um conto, quiçá mais adulto, que, estando ainda no primeiro capítulo, lança as bases para um enredo que, bem aproveitado, pode ser bastante interessante.

Os estilos das três histórias em termos de ilustração também divergem bastante. Henrique Pirote oferece-nos um desenho de forte inspiração no mangá; Henrique Gandum mantém-se fiel ao seu registo mais realista, com belas cores, que o autor já nos deu na bela série Congo;e Pedro Brito brinda-nos com um estilo de ilustração mais tosco e peculiar nas formas, mas que apresenta uma dinâmica e um acelerado ritmo narrativo interessante.

A edição da revista apresenta um aspeto cuidado, com uma boa encadernação e impressão. As páginas, em formato A4, são agrafadas e detêm um decente papel brilhante. 

Ainda que cada um dos números de Taruje nos dê apenas um breve vislumbre das histórias e arte dos autores, posso dizer que me diverti e entretive bastante a ler esta segunda revista.

Taruje respira independência criativa por todos os seus poros e é, portanto, uma obra especialmente recomendada para os apreciadores de banda desenhada descomprometida, bem disposta e independente. Como um filme "série B".


NOTA FINAL (1/10):
6.0



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020

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Taruje #2, de Henrique Pirote, Inês Pires, Henrique Gandum e Pedro Brito

Ficha técnica
Taruje #2
Autores: Henrique Pirote, Inês Pires, Henrique Gandum e Pedro Brito
Edição de Autor
Páginas: 40, a cores
Encadernação: Capa mole (com agrafos)
Formato: A4
Lançamento: Julho de 2024



terça-feira, 13 de agosto de 2024

A antologia Taruje está de volta!



A antologia de banda desenhada Taruje regressou para o seu segundo número!

Foi no passado dia 13 de Julho que a mesma foi lançada na loja Kingpin Books, em Lisboa.

Este fanzine conta com três histórias de autores nacionais: Henrique Pirote, Inês Pires, Henrique Gandum e Pedro Brito.

A antologia pode ser adquirida na loja Kingpin Books ou no site mudnag.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse destas três histórias, bem como com algumas imagens promocionais.

Taruje #2, de Henrique Pirote, Inês Pires, Henrique Gandum e Pedro Brito


"TARUJE! Sim, Taruje!
É esse o nosso nome, a nossa
interjeição! Ah, o que significa?
Bom, para ser honesto, nem eu sei...
Mas impacto não lhe falta!
"Taruje!" é o juntar de forças de quatro artistas,
três histórias, três aventuras.
Todos eles num fanzine à portuguesa!"

Môscáranha - Henrique Pirote
A vida suburbana pode ser enfadonha para um jovem , ainda pior se és estudante e tens um emprego da treta. Mas quando se foi mordido por... Bom, por questões legais não podemos revelar ainda alguns aspectos, mas ficam a saber que o João Pedro tem capacidades extraordinárias, e ele não tem medo de as mostrar. Ou tem?

Taranto & Gecker - Inês Pires e Henrique Gandum
Um casal, um jantar e seis bandidos resultam em 8 páginas de uma grande aventura, que nos dá a conhecer duas personagens cheias de garra, cujos caminhos se cruzam numa teia de acontecimentos.

UNDERBASE
- Pedro Brito
Floyd Cole é acusado de um crime que não cometeu. Para provar a sua inocência, vê-se obrigado a colaborar com o seu irmão Charles e a agência deste, a Cube, cujo intuito é não apenas analisar mas controlar o misterioso poder das próteses simbióticas. Uma história de retro-futurismo militar e dramas familiares. Ah, e também esmurrar kaijus com punhos de fogo!


Poderá ser Adquirida através de nós, pela kingpin books ou pelo site dos Irmãos Gandum. https://www.mudnag.pt

terça-feira, 4 de julho de 2023

Vinheta 2020 tem nova imagem criada por autor português!



A cada seis meses a imagem do Vinheta 2020 muda!

E é sempre feita por um habilidoso ilustrador português, por mim convidado.

Desta feita, foi a vez do talentoso Henrique Gandum aceder ao meu convite e a contribuir com um fantástico desenho!

O autor, juntamente com o seu irmão, Duarte Gandum, criou o universo de Congo, que já inclui dois volumes: Congo – Um Mundo Esquecido e Congo – No Caminho das Trevas, bem como o spinoff Amélia: Uma História do Congo.

Para o Vinheta 2020, o autor decidiu ilustrar a célebre personagem Venom, do univeso do Homem-Aranha.

Henrique Gandum junta-se assim a um belo conjunto de autores que já ilustraram a imagem do Vinheta 2020 que são Daniel Maia, Joana Afonso, Ricardo Santo, Luís Louro, Osvaldo Medina e Telmo Estrelado.

Obrigado, Henrique!

terça-feira, 14 de março de 2023

Comparativo: Congo 1 - Edição Original VS Edição Definitiva


Os irmãos Gandum lançaram recentemente uma nova edição do primeiro álbum da sua saga Congo conforme, aliás, já aqui tinha dado conta.

Como tal, e para que alguns dos que me lêem e já têm na sua coleção a edição original de Congo 1 - Um Mundo Esquecido, possam averiguar se esta nova edição vale, efetivamente, a pena, trago-vos mais um dos meus comparativos.

Este comparativo incidirá em duas vertentes, na parte do objeto livro e na parte do livro em si já que, Duarte e Henrique Gandum optaram por fazer de raiz este seu primeiro volume da sua série, pensada para quatro volumes, Congo.

Assim, e olhando primeiro para o objeto em si, há diferenças que saltam à vista assim que colocamos os dois livros lado a lado.

A nova edição apresenta uma nova ilustração. Se é verdade que gosto do ambiente de mistério que a ilustração da capa da edição original (bem como o segundo volume da série) apresenta, também tenho que admitir que a nova ilustração não só é muito bela como é, parece-me, muito mais apelativa em termos comerciais.



Embora os dois livros apresentem capa mole, a edição definitiva tem capa mole com badanas, que dão consistência ao livro e são bem aproveitadas pelos autores, com uma breve biografia sobre os mesmos na primeira badana e informação, através de QR Code, sobre Congo 2 - No Caminho das Trevas e Amélia - Uma História do Congo.

O design da contracapa desta nova edição, não sendo feio, não me parece muito apelativo. Acho que neste ponto, talvez a informação pudesse ter sido apresentada, graficamente, de um modo mais moderno, e talvez tivesse sido benéfico introduzir uma ilustração mais colorida. Mas é uma opinião muito pessoal, reconheço.



Naturalmente, a espessura de ambos os livros é muito diferente mas isso também se justifica pela alteração no número de páginas. É que o novo livro tem 64 páginas e a edição original do livro contava com 96 páginas. Voltarei a este assunto mais à frente mas, por agora, digo apenas que foi uma bela decisão dos autores.

O papel em ambos os livros, sendo algo diferente, mantém uma qualidade equilibrada.

De resto, no interior, a nova edição apresenta uma nova ilustração de página inteira, assim que abrimos o livro, embora tenha perdido o texto introdutório de José Alex Gandum. No final, a edição original tinha uma prancha que funcionava como teaser do segundo volume. Nesta nova edição definitiva, essa prancha saiu, mas deu lugar a uma lindíssima ilustração do ator Pedro Lima (que, antes de falecer, chegou a dar vida a Afonso Ferreira, o protagonista de Congo); e ainda duas páginas dedicadas aos críptidos feitos por Henrique Gandum, bem como uma página com 24(!) ilustrações de fan art. Infelizmente, estão em tamanhos tão pequenos que é difícil observar estes desenhos numa dimensão tão pequena.

Olhando para o interior da obra e para aquilo que os autores fizeram, devo dizer que fiquei verdadeiramente impressionado. Não estamos perante um "reajustezinho", uma pequena melhoria de Congo 1. Não. Estamos, isso sim, perante uma autêntica revolução que vai aos mais ínfimos detalhes!

Primeiro que tudo, importa dizer que Congo 1 foi o primeiro álbum dos irmãos, lançado originalmente em 2017, e, expetavelmente, não tinha a maturação de técnicas e conhecimento que, posteriormente, os irmãos acabaram por adquirir. Note-se que a história já lá estava, o interessante world building também mas, no que diz respeito à planificação, aos desenhos, às cores, à narrativa e, até, aos próprios diálogos, Duarte e Henrique Gandum ainda eram bastante "verdinhos". Não há nada de mal nisto até porque "ninguém nasce ensinado" e este Congo 1 é uma bela prova desta expressão idiomática.

Conheço ambos os autores e posso dizer que são pessoas muito humildes, sem quaisquer ideias de grandeza ou manias, sempre dispostos a ouvir e a aprender. E essas características são, a meu ver, relevantes para uma evolução mais rápida e forte. E foi isso que se passou com os autores.

Quando, em 2019, nos apresentarem Congo II, houve, naturalmente uma evolução gritante, a todos os níveis, do primeiro para o segundo álbum da série. Se isso foi algo bom e que deixou toda a gente muito bem impressionada com o trabalho executado - incluindo a minha pessoa, tal como prova a análise que, na altura, fiz a esse segundo livro - a verdade é que a melhoria de qualidade nesse segundo volume trouxe um sabor agri-doce ao todo.

É que a melhoria era tão gritante que, de alguma forma, parecia que Congo 1 era o patinho feio em relação a Congo 2. Talvez por isso - mas não só - Duarte e Henrique Gandum meteram mãos à obra e desenharam de raiz todo o primeiro volume. Ora, isto não é algo que aconteça muitas vezes.

Todos nós sabemos a dificuldade e tempo que pressupõe a feitura de um álbum. Portanto, faço vénias aos dois irmãos, e em especial a Henrique Gandum, por ter tido a coragem e devoção à sua arte para ter feito tamanho empreendimento.

Pode ter dado muito trabalho mas uma coisa fica na retina: valeu muito a pena! Com esta edição definitiva, Congo 1 é um álbum com belos desenhos, com cativantes cores, com uma história mais escorreita, com melhores diálogos e com melhor planificação de páginas. E é, aliás por ter uma melhor planificação que o álbum acaba por ter menos páginas. E não pensem que foi para poupar nos custos. Nada disso! Foi para melhor contar a história porque, de facto, não era necessário ter vinhetas tão grandes como acontecia no primeiro álbum, que retiravam dinâmica à narração visual. Enfim, este novo Congo é em tudo melhor do que o primeiro! Possivelmente, até fica um pouco acima de Congo 2, embora a diferença (agora) já não seja gritante e se consiga, portanto, uma mais premente homogeneidade visual entre volumes.

Henrique Gandum tem um traço muito mais confiante, fino e detalhado, que consegue contar bem melhor a história. Também nas cores a diferença é impressionante pois essa até era uma fraqueza na edição original e aqui passou a ser uma das mais valias do livro, pois são muito belas as cores dos desenhos. Os próprios textos foram reescritos para serem mais verossímeis o que revela, também, o bom envolvimento de Duarte Gandum nesse cômputo. 

Eu olho para a edição original e para a edição definitiva de Congo 1 como se estivesse a olhar para as diferentes fases da produção de uma música: a edição original de Congo 1 é como se fosse uma demo de música. Já dá para perceber a ideia da música, o ritmo, a melodia, a letra. Mas é tudo feito de forma algo crua, arcaica e pouco trabalhada. Mas esta nova edição definitiva de Congo 1 é como se estivéssemos a ouvir a produção final de uma música gravada em Abbey Road e, depois, produzida, mixada e masterizada por produtores profissionais, com toda a compressão, equalização e pormenores de produção que apreciamos ouvir.

Portanto, voltando ao início, e respondendo à questão se vale (ou não) a pena comprar este Congo 1? Não tenho quaisquer dúvidas que sim! Aliás, a resposta a esta questão é um autêntico no brainer. Esta é a edição que todos nós, adeptos de banda desenhada, devemos ter nas nossas prateleiras, quer nunca tenhamos lido Congo 1 ou quer já tenhamos a edição original da obra.

O bom trabalho (re)compensa e este Congo 1 - Edição Definitiva é a prova disso! 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Primeiro Álbum de Congo é totalmente redesenhado!


O remake do primeiro Congo, dos irmãos Gandum, está quase a chegar até nós!

A Mudnag Edições, o selo editorial dos dois irmãos, já fez saber que a edição definitiva do primeiro Congo - Um Mundo Esquecido, originalmente lançado em 2017, que foi totalmente redesenhada, deverá ser lançada neste mês de Fevereiro.

Convém, portanto, sublinhar que não se trata de uma versão "remasterizada", em que se pegou no original e se fizeram umas melhorias aqui e ali. Não. O que aqui temos é uma versão totalmente "refeita" e totalmente de raíz. E acho que isso, em primeira análise, revela um envolvimento dos autores, em especial do ilustrador Henrique Gandum, com a obra que é de louvar. 

Com efeito, não é muito comum que um autor refaça todo um álbum só para devolver ao mesmo a harmonia gráfica que, entretanto, e à medida em que foi evoluindo, foi alcançando. É difícil para mim não abanar a cabeça, positivamente, em sinal de respeito.

O livro deverá ser lançado no final do mês de Fevereiro mas, a partir do próximo Domingo, dia 5, já se encontrará em pré-venda aqui.

Para já, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens em que se faz o comparativo entre a versão original e a nova versão. Que diferença para melhor, meus caros!



CONGO: Um Mundo Esquecido - Edição Definitiva

Congo, 1880. Uma expedição portuguesa à região mais inexplorada da África Central não começa da melhor forma. Afonso Ferreira, explorador de renome, e os seus homens, deparam-se com a morte impiedosa de um dos membros do grupo. Agora embrenhados na inóspita selva africana, enfrentam horrores primitivos e criaturas vorazes que os aguardam nas sombras.

A edição definitiva de “CONGO: Um Mundo Esquecido”, com o argumento de Duarte e Henrique Gandum e desenho de Henrique Gandum, revela-nos, em maior detalhe e profundidade, a aventura do major Ferreira e dos seus homens pelas vastas florestas tenebrosas do Congo, no ano de 1880. Este é o primeiro volume de uma saga que nos revela lendas e mitos, com base em relatos reais da época contados por exploradores de vários países, entre os quais, portugueses.

De modo a trazer uma maior consistência à linguagem artística da saga, nasce este álbum, completamente feito de raiz, com melhorias significativas a todos os níveis, e acontecimentos totalmente inéditos. Objetivamente, é a versão que melhor serve a narrativa, na sua totalidade, sendo também a obra indicada para quem tenciona espreitar a série pela primeira vez. Como autores, acreditamos que é assim que o primeiro capítulo merece ser contado.

Este livro é subsequentemente acompanhado pelo volume 2, que foi publicado a 1 de novembro de 2019, e tem o título CONGO: No Caminho das Trevas. Apesar de não ser uma entrada direta na narrativa principal, é importante referir também o spin-off Amélia - Uma História do Congo, que foi publicado a 7 de setembro de 2021, numa coedição com a Ego Editora.

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Ficha técnica
CONGO: Um Mundo Esquecido - Edição Definitiva
Autores: Duarte e Henrique Gandum
Editora: Mudnag Edições
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa mole, com badanas
Formato: 208 x 298 mm
PVP: 15,00€





sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Henrique Gandum regressa com uma nova BD!




Chama-se A Última Arte e trata-se de uma pequena história, muda, em formato fanzine, que o autor português, Henrique Gandum, acaba de lançar de forma independente.

É sabido que o autor, em conjunto com o seu irmão, Duarte, se encontra a ultimar o remake do primeiro álbum da série Congo - que foi integralmente redesenhado e que há-de ser lançado brevemente - enquanto a feitura do 3º álbum da série também prossegue.

Recorde-se que, no ano passado, os dois irmãos lançaram Amélia: Uma História do Congo, que funciona como spinoff da série principal.

Segundo palavras do autor, este A Última Arte versa "sobre a arte num mundo que já não é o mesmo".

A obra pode ser encontrada no seguinte link e tem o custo unitário de 3,00€, a que acrescem 1,90€ de portes de envio.

Deixo-vos com algumas imagens promocionais.





terça-feira, 14 de setembro de 2021

Análise: Amélia: Uma História do Congo

Amélia: Uma História do Congo, de Duarte e Henrique Gandum - Mudnag e Ego Editora

Amélia: Uma História do Congo, de Duarte e Henrique Gandum - Mudnag e Ego Editora

Amélia: Uma História do Congo, de Duarte e Henrique Gandum

Se, tal como em alguns desportos, houvesse uma seleção portuguesa de esperanças de criadores de banda desenhada, estou certo que os irmãos Gandum marcariam sempre presença na lista de convocados. É que, sendo ainda tão jovens, vê-se uma progressão natural na forma como vão evoluindo a sua forma de contar uma história em banda desenhada e, além disso - e, possivelmente, mais importante do que isso até – parecem sentir-se como "peixe na água" nesta sua temática - sobre o Congo histórico e seus "monstruosos animais" - que é original e fora da caixa.

Desta vez, em Amélia: Uma História do Congo, acompanhamos o percurso de Amélia Valim, uma das enfermeiras ao serviço do missionário Rogério Fonseca, que sofrerá várias privações, num ambiente tão hostil como a selva do Congo, que a levarão a ter que ultrapassar traumas e tragédias.

Amélia: Uma História do Congo, de Duarte e Henrique Gandum - Mudnag e Ego Editora

De uma forma geral, Amélia: Uma História do Congo é uma obra interessante e bem conseguida. Todavia, não posso deixar de concluir que fica alguns furos abaixo do fantástico Congo II. E isso está patente quer no trabalho de Duarte, quer no trabalho de Henrique. Embora, quanto a Henrique, isso seja um pouco menos evidente e, possivelmente, mais subjetivo. Mas já lá irei.

Porque, quanto ao argumento, e ainda que a história de Amélia, sendo um spinoff da série principal Congo, funcione de forma independente, dando para ler perfeitamente sem se ter lido nenhum dos outros dois livros, pareceu-me algo perdido em si mesmo. Se olharmos para o facto do livro ter apenas 33 pranchas de bd, parece-me que Duarte Gandum poderia ter equacionado um argumento mais linear, com um desenvolvimento mais simples e mais direto. Ao invés, o autor dá-nos um argumento com algumas boas ideias e que permite traçar um bom retrato da personagem principal mas, ainda assim, com várias pontas soltas. Parece quase que o autor tinha pensado numa história com 100 pranchas mas que acabou por ter apenas 33. E que, por esse motivo, a história não se consegue fechar em si mesma de forma totalmente conveniente. Se a ideia fosse continuar a história de Amélia em muitos mais álbuns, eu não estaria a levantar estas objeções. Mas, e tendo em conta que a obra é apresentada como um one shot, auto-contido, então a história poderia estar mais bem talhada. Não obstante, gostei da forma como Amélia, a protagonista, é uma personagem bem construída, com um carácter e uma atitude muito próprias e que acaba por ser colocada pelo o autor em diversas situações que exigem uma reação da personagem face às mesmas. É nesse ponto, quanto a mim, que Duarte Gandum aparece mais inspirado neste livro.

Amélia: Uma História do Congo, de Duarte e Henrique Gandum - Mudnag e Ego Editora

Já quanto às ilustrações de Henrique Gandum, é admirável o trabalho que o autor tem vindo a desenvolver. Olhando para o primeiro Congo e para este Amélia é quase incrível a evolução do autor. Voltando à metáfora desportiva, parece que Henrique Gandum começou a jogar num Beira Mar e que rapidamente passou para o SL Benfica (ou para o Sporting CP, ou para o FC Porto, vá, para não criar guerras entre os três grandes). O que quero dizer é que Henrique Gandum rapidamente ascendeu a uma outra liga, a uma outra classe, em termos de ilustrações, planificação de páginas, caracterização das expressões das personagens, etc. E isso até aconteceu logo na passagem de Congo I para Congo II, tenho que reconhecer.

Porque, quando peguei neste Amélia: Uma História do Congo, até já estava à espera desta evolução de Henrique Gandum. E vou mais longe e reconheço até que o autor não nos dá vinhetas tão impressionantes como em Congo II. Por esse motivo, até sou capaz de ficar mais rendido a Congo II do que a Amélia, em termos de arte ilustrativa. No entanto, não posso deixar de reconhecer que Henrique Gandum está mais maduro nas suas ilustrações e sendo este Amélia menos propenso à ação e aos animais monstruosos, e mais focado nas personagens, nas suas relações e nas suas demandas, esta acaba por ser uma história mais humana onde o objetivo seria muito mais focar-se em Amélia, a personagem, do que dar-nos uma aventura muito emocionante. Portanto, assim sendo, seria muito importante que Henrique soubesse ilustrar bem as expressões das personagens para conseguir transmitir essa aura mais emocional desta obra. E consegue-o muito bem. As personagens, especialmente Amélia, estão bem conseguidas, não se confundido minimamente entre si – algo que acontecia em Congo I, por exemplo – e transmitindo as expressões que importa transmitir. Um excelente trabalho nesse cômputo.

Amélia: Uma História do Congo, de Duarte e Henrique Gandum - Mudnag e Ego Editora

Depois, se é verdade que, por vezes, ainda se denota alguma rigidez no traço do autor para a ilustração de movimento e da linguagem corporal das personagens, já em termos de aplicação da cor, Henrique Gandum parece estar no pleno das suas faculdades neste Amélia. Parece-me que o autor encontrou a segurança e os procedimentos certos para colorir, com graciosidade e beleza, os seus desenhos. 

Assim, temos uma diversidade muito grande de diferentes ambientes e cenários – especialmente se tivermos em conta que é um livro curto em número de páginas. Dias solarengos e claros, selvas verdejantes, pores do sol alaranjados, cenas nocturnas à luz das fogueiras ou cenas onde impera a verdadeira escuridão. Em todos estes tipos diferentes de cena, as cores – e o subjacente jogo de luz e sombra – asseguram um trabalho coeso por parte de Henrique Gandum.

Amélia: Uma História do Congo, de Duarte e Henrique Gandum - Mudnag e Ego Editora

Olhando para a edição, que é assegurada em parceria com a Mudnag – editora dos irmãos Gandum - e a Ego Editora, devo dizer que achei bastante bem conseguida. Pela primeira vez, uma obra dos Gandum apresenta capa dura – que já por mim tinha sido sugerida para os próximos lançamentos da série Congo – que contribui para o bom aspeto do objeto livro. 

O grafismo/design do livro está bastante interessante e o papel utilizado é brilhante e de boa qualidade. Destaque positivo para um pequeno texto de introdução ao universo de Congo – que acho sempre positivo para situar os que não leram as obras anteriores. 

Nota ainda para a capa – da autoria de Margarida Matias – que está muito bem conseguida e apelativa. Infelizmente, na impressão, ficou com tons bem mais escuros do que o pretendido.

Em suma, Amélia: Uma História do Congo, da dupla portuguesa formada pelos irmãos Gandum, mesmo não correspondendo à totalidade das minhas expetativas que tinham sido alimentadas pelo fantástico Congo II, é, ainda assim, um livro interessante de bd que merece ser conhecido enquanto aguardamos com ansiedade pelo terceiro volume da série principal.


NOTA FINAL (1/10):
7.9


Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Amélia: Uma História do Congo, de Duarte e Henrique Gandum - Mudnag e Ego Editora

Ficha técnica
Amélia: Uma História do Congo
Autores: Duarte e Henrique Gandum
Editora: Mudnag e Ego Editora
Páginas: 40, a cores
Encadernação: Capa dura
Lançamento: Agosto de 2021

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Lançamento: Amélia: Uma História do Congo




Já aqui havia sido anunciado, há uns dias, mas faço agora este novo artigo para vos apresentar algumas imagens promocionais da obra, bem como fornecer-vos mais algumas informações sobre o novo livro dos irmãos Gandum.

Amélia: Uma História do Congo trata-se de um spinoff da série Congo, que pode ser lido em separado, e que conta a história do ponto de vista da enfermeira Amélia, que acompanha a expedição portuguesa ao Congo. 

Os autores vão estar na Feira do Livro de Lisboa, no próximo dia 12 de setembro, a dar autógrafos, e no dia 18 de setembro, no Festival de Beja.

Abaixo, fiquem com as tais imagens promocionais e sinopse da obra.
Amélia: Uma História do Congo, de Duarte e Henrique Gandum

Congo, 1880. Uma expedição portuguesa é dada como desaparecida.

Amélia Valim é uma das enfermeiras ao serviço do missionário Rogério Fonseca, e terá de sobreviver num mundo esquecido em que a linha entre o mito e a realidade se desvanece.

No desenrolar do caos, Amélia vê-se igualmente forçada a enfrentar fantasmas do seu passado.

Conseguirá a enfermeira suportar toda a tragédia que se desenvolve?
Este é um livro que marca uma grande evolução dos autores, quer ao nível do argumento quer ao nível gráfico. São, sem dúvida, dois dos mais promissores autores portugueses de banda desenhada e estamos certos de que terão um futuro brilhante à sua frente!


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Ficha técnica
Amélia: Uma História do Congo
Autores: Duarte e Henrique Gandum
Editora: Mudnag e Ego Editora
Páginas: 40, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 15,10€

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Os Irmãos Gandum preparam-se para lançar um novo livro!



E o Vinheta 2020 já teve acesso a uma das páginas da obra em primeira mão!

Por esse motivo, agradeço ao caríssimo Henrique Gandum pela partilha e consideração perante este espaço.

Esta dupla criativa formada pelos irmãos Duarte e Henrique Gandum tem-me deixado muito curioso com o seu enorme potencial. O primeiro Congo apresentava ideias interessantes mas várias debilidades também mas, com Congo II, a dupla de autores conseguiu mesmo um "lugar ao sol", graças à enorme evolução que registou de um álbum para o outro como, aliás, já pude referir na análise que fiz a essa obra.

O novo livro, que deverá ser lançado já no próximo mês de Setembro, na Feira do Livro em Lisboa, chama-se Amélia: Uma História do Congo. A edição é feita pela chancela dos autores, a Mudnag, mas desta vez, em regime de co-edição com a Ego Editora. A bonita capa da obra foi feita por Margarida Matias.

O volume contém 40 páginas a cores, num álbum de capa dura e que nos revelará a história da personagem Amélia - a bonita enfermeira que já marcou presença em Congo II.

Abaixo fiquem com a sinopse da obra e com a tal primeira página da obra em primeira mão:

Amélia: Uma História do Congo, de Duarte e Henrique Gandum

Congo, 1880. Uma expedição portuguesa é dada como desaparecida.

Amélia Valim é uma das enfermeiras ao serviço do missionário Rogério Fonseca, e terá de sobreviver num mundo esquecido em que a linha entre o mito e a realidade se desvanece.

No desenrolar do caos, Amélia vê-se igualmente forçada a enfrentar fantasmas do seu passado.

Conseguirá a enfermeira suportar toda a tragédia que se desenvolve?

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Ficha técnica
Amélia: Uma História do Congo
Autores: Duarte e Henrique Gandum
Editora: Mudnag e Ego Editora
Páginas: 40, a cores
Encadernação: Capa dura