quinta-feira, 26 de agosto de 2021

A Levoir publica mais um clássico da literatura em BD!




Além do muito aguardado lançamento Os Maias, também Os Três Mosqueteiros, a célebre obra de Alexandre Dumas, acaba de ser lançada pela Levoir e pela RTP, na sua coleção conjunta dos Clássicos da Literatura em BD.

A adaptação para banda desenhada de Os Três Mosqueteiros é feita por Fabrizio Lo Bianco e Andrés José Mossa.

Abaixo fiquem com a nota de imprensa da editora e imagens promocionais.

Os Três Mosqueteiros, de Fabrizio Lo Bianco e Andrés José Mossa
Os Três Mosqueteiros, a famosa obra de Alexandre Dumas, é o volume 10 da coleção Clássicos da Literatura em BD, apresentado pela Levoir e a RTP, em banca e livrarias a partir de 24 de Agosto.

A história decorre em França no século XVII, na fase final do reinado de Luís XIII. No centro da narrativa está um jovem gascão chamado d`Artagnan, que chega a Paris depois de perder a carta de recomendação escrita pelo seu pai, que tinha por fim pedir a ajuda do Senhor de Tréville para que o filho se juntasse aos Mosqueteiros do rei.

A entrada em Paris do jovem d`Artagnan não corre lá muito bem, arranjando um duelo triplo e à vez com os três mais reputados mosqueteiros do rei: Athos, Porthos e Aramis. 

Mas, o aparecimento dos soldados do Cardeal de Richelieu depressa vira o duelo e os quatro envolvem-se na luta contra os soldados do mais poderoso ministro do rei Luís XIII, que governa a França a seu bel-prazer.
A rainha Ana de Áustria confia-lhe uma missão secreta que o levará a Londres – juntamente com o trio de mosqueteiros. D’Artagnan salva a honra da rainha de um imbróglio amoroso em que a haviam envolvido com o Duque de Buckingham, braço direito do rei Carlos I de Inglaterra. A França vive dias de guerra civil, opondo católicos a huguenotes. A atmosfera de intrigas palacianas envenena a vida francesa. Os mosqueteiros participam no cerco a La Rochelle (1629) e cobrem-se de glória. Milady, a pérfida agente de Richelieu, recebeu, entretanto, ordens para matar o Duque de Buckingham, aliado dos sitiados de La Rochelle. 

Os mosqueteiros prendem a agente do cardeal, mas esta consegue fugir, mata o duque e envenena uma das aias da rainha por quem D’Artagnan se havia apaixonado. Perseguida pelos quatro intemeratos, Milady é apanhada nas margens do rio Lys. 
Os Três Mosqueteiros é um romance histórico originalmente publicado em folhetins pelo jornal Le Siècle, em 1844. Esta história apresenta uma das amizades mais leais da literatura mundial, na qual quatro amigos não medem esforços para se ajudarem. Um por todos e todos por um, é o lema destes amigos.

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Ficha técnica
Os Três Mosqueteiros
Autores: Fabrizio Lo Bianco e Andrés José Mossa
Adaptado a partir da obra original de: Alexandre Dumas
Editora: Levoir
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 10,90€


quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Análise: Tex - O Homem das Pistolas de Ouro

Tex - O Homem das Pistolas de Ouro, de Pasquale Ruju e r.m. Guéra - A Seita

Tex - O Homem das Pistolas de Ouro, de Pasquale Ruju e r.m. Guéra - A Seita

Tex - O Homem das Pistolas de Ouro, de Pasquale Ruju e r.m. Guéra

Depois da editora A Seita se ter iniciado na publicação de histórias do icónico cowboy Tex, com A Chicotada, que nos ofereceu uma história interessante, e que acabou por ser uma agradável surpresa para muitos, a editora portuguesa volta a lançar mais uma aventura de Tex nesta coleção de cariz muito específico já que, conforme já referido no Vinheta 2020 noutras alturas, é uma coleção que nos traz histórias de Tex auto-contidas, criadas para o formato franco-belga e a cores. Um Tex de cara lavada, portanto, em contraste com o Tex mais clássico que marcou a história dos fumetti italianos, publicados originalmente pela editora Bonelli.

Tex - O Homem das Pistolas de Ouro, de Pasquale Ruju e r.m. Guéra - A Seita

Neste segundo Tex desta coleção, que dá pelo nome de O Homem das Pistolas de Ouro, temos novamente Pasquale Ruju aos comandos do argumento. Mas, desta vez, as ilustrações são feitas por r.m. Guéra.

A história desenrola-se poucos anos depois da guerra civil, quando o guerrilheiro Juan Gonzales – que se julgava morto – regressa para se vingar dos Texas Rangers que o perseguiram, nomeadamente Kit Carson que, há 20 anos, era um dos mais jovens rangers do Texas. Assim, um a um, todos os antigos companheiros de Carson começam a jazer, fruto dos tiros certeiros das pistolas de ouro que Gonzales carrega com vista a vingar os seus irmãos. Agora que Kit Carson é o próximo nome a abater na lista de Gonzales, é o momento certo para que o primeiro, acompanhado de Tex Willer, possa parar Gonzales e as suas malditas pistolas de ouro.

Tal como já acontecera em A Chicotada, a personagem que assume um papel mais importante e marcante nesta aventura é, especificamente, o vilão, ou seja Juan Gonzales. Ruju é exímio em desenvolver uma personagem maléfica com carisma, que não nos deixa indiferentes e sobre a qual, gravita todo o enredo. E é assim mesmo este vilão que carrega as pistolas de ouro. Temos até um flashback na história que nos faz retroceder 20 anos no tempo, para melhor compreendermos quais os acontecimentos que alimentaram, desde então, tamanha sede de violência por parte de Gonzales. Tex Willer acaba por representar um papel bastante discreto sendo apenas necessário para os momentos de maior ação em que há o embate final.

Tex - O Homem das Pistolas de Ouro, de Pasquale Ruju e r.m. Guéra - A Seita

Isto dá à narrativa uma clareza e uma simplicidade que acabam por funcionar muito bem. Sendo a história bastante linear, parece-me que a mesma está pontuada pela existência de um vilão muito bem construído pelo autor, que acaba por nos prender ao natural desenvolvimento da história.

E depois, temos a arte de r.m. Guéra que faz aqui um ótimo trabalho! Quer na caracterização das expressões das personagens, quer na linguagem corporal dos cavalos e das personagens humanas, Guéra brilha com o seu talento. Nem sempre as suas ilustrações são muito detalhadas mas, quando o são, cada vinheta torna-se espetacular, fazendo-nos querer observar com atenção cada uma das ilustrações. Guéra também brilha na forma como desenha as cenas de ação, conseguindo imprimir aos seus desenhos uma noção de movimento e de urgência nas ações que muito me convenceu. 

Destaque ainda para a planificação bastante dinâmica que altera entre vinhetas de vários tamanhos e que permite incrementar, ainda mais, a tal noção de movimento e dinâmica narrativa que referi atrás. Sem dúvida um excelente trabalho visual e que ainda é sedimentado por uma boa aplicação de cores. A paleta de cores altera para tons mais sépia no flashback temporal que, mais uma vez, oferece à obra dinâmica e beleza.

Tex - O Homem das Pistolas de Ouro, de Pasquale Ruju e r.m. Guéra - A Seita

Se há alguma coisa onde, para muitos leitores, eu inclusive, este livro pode pecar, será no facto de ser uma história curta. É o "calcanhar de Aquiles" desta obra como também já o havia sido em A Chicotada. Porque, de facto, as histórias são apelativas e a arte visual – incluindo ilustrações e cores – também o é. Simplesmente, estas aventuras sabem a pouco e acabam por ser histórias algo superficiais que não vão ao âmago de si mesmas. 

Sei, todavia, que o público-alvo desta coleção será, por ventura, um público que procura uma experiência de bd de western mais suave. E, apontando para esse pressuposto, a verdade é que este O Homem das Pistolas de Ouro funciona muito bem. Acho apenas que, desculpem a minha insistência, com mais páginas para melhor desenvolver as personagens e a trama, o resultado seria ainda mais gratificante. Seja como for, estou bastante agradado com esta incursão de Tex no formato franco-belga e a cores.

A edição d’A Seita mantêm-se excelente tal como em A Chicotada. Capa dura (e diferente em relação à edição original italiana), bom papel, boa qualidade na encadernação e impressão e, para além disso, os extras do livro têm uma ilustração inédita e exclusiva, um texto de Pasquale Ruju e um conjunto de esboços de Guéra. Tudo muito apelativo.

Em suma, este Tex eleva ainda mais a qualidade do anterior A Chicotada! Muito por culpa de um argumento mais bem conseguido e uma arte de Guéra que, em determinados momentos, sobressai pela sua qualidade e talento. Altamente recomendado para todos os fãs do género western. Bem, e quanto aos fãs de Tex, passa de recomendado a obrigatório!


NOTA FINAL (1/10):
8.5


Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Tex - O Homem das Pistolas de Ouro, de Pasquale Ruju e r.m. Guéra - A Seita

Ficha técnica
Tex - O Homem das Pistolas de Ouro
Autores: Pasquale Ruju e r.m. Guéra
Editora: A Seita
Páginas: 56, a cores
Encadernação: Capa dura
Lançamento: Maio de 2021

O super-herói mais famoso da bd portuguesa está de volta!




Sim, o famoso Corvo, da autoria de Luís Louro, um nome incontornável da banda desenhada portuguesa, está de volta!

Conforme dei conta, num artigo recente, dos lançamentos de bd que nos esperam nesta rentrée, a Ala dos Livros acaba de lançar o quinto álbum d' O Corvo.

O título desta nova aventura é Inimigos Íntimos e promete ser uma viagem ao passado de Vicente, o herói por detrás do fato de Corvo.

Abaixo, fiquem com a sinopse da obra e imagens promocionais.

O Corvo V - Inimigos Íntimos, de Luís Louro
Vicente, morador em Alfama e carteiro de profissão, teve uma infância difícil – o pai, polícia, acabou por se enforcar depois de ter morto a mãe por causa de… futebol. Não é por isso de estranhar que, em adulto, Vicente sofra de alguns traumas e apresente um desdobramento de personalidade que faz com que, durante a noite, tenha necessidade de deixar emergir o seu “eu inconsciente” transformando-se no Corvo.

Esperem lá, mas isso já todos sabiam… A “timidez do Vicente”, o “vestir a pele de super-herói”, blá, blá, blá. Mas o que todos querem saber é o que significa isso dos “Inimigos Íntimos.” O que aconteceu afinal a Vicente que ainda não sabemos? Qual a origem dessa dupla e atormentada existência do Vicente como Corvo?

O Corvo V – Inimigos Íntimos é uma viagem intensa e surpreendente pela (sub)consciência de Vicente, que vai revelar como as personagens e os traumas do passado fizeram nascer o herói mais inconsciente de todos os tempos.
(Quase) sempre com a noite da sua Lisboa como cenário, o Corvo vai combatendo os seus temíveis inimigos alados e os malfeitores mais inesperados. Mas será o Vicente capaz de encontrar a ajuda ideal para enfrentar os seus próprios demónios? Conseguirá ele escapar à tentação? Vamos finalmente descobrir o segredo das chamuças do Corvo?

Inimigos Íntimos, é o quinto volume das aventuras do fantástico Corvo, criado por Luís Louro em 1994.

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Ficha técnica
O Corvo V - Inimigos Íntimos
Autor: Luís Louro
Editora: Ala dos Livros
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 16,95€

terça-feira, 24 de agosto de 2021

A adaptação para BD d' Os Maias, de Eça de Queiroz, chega hoje às lojas!





Depois de vários meses à espera, eis que chega às livrarias e bancas a adaptação para BD d' Os Maias, de Eça de Queiroz. A adaptação para banda desenhada ficou a cargo do português José de Freitas - um dos mais célebres editores de banda desenhada de Portugal - e do espanhol Canizales.

Este é mais um livro da coleção Clássicos da Literatura em BD, que a Levoir tem vindo a publicar em parceria com a RTP. Mas, tratando-se de uma obra da literatura portuguesa, as expetativas são muitas para este livro.

Abaixo, fiquem com a nota de imprensa da editora e com algumas imagens promocionais.

Os Maias, de José de Freitas e Canizales
Em 1884 são publicados no Correio da Manhã e no Jornal do Comércio os primeiros excertos do grande romance, Os Maias. Esta obra, que já foi adaptada para o cinema, para séries televisivas, em Portugal e no Brasil, vai sair em banca e nas livrarias a 24 de agosto com a chancela da Levoir e da RTP, que a apresentam em Banda Desenhada, incluída na coleção Clássicos da Literatura em BD. Do livro fazem parte um dossier pedagógico com a biografia do autor, o percurso da obra e o contexto histórico.

As imagens do dossier foram gentilmente cedidas pela Fundação Eça de Queiroz e pelo Museu Rafael Bordalo Pinheiro. José Maria de Eça de Queirós nasceu na Póvoa do Varzim no dia 25 de novembro de 1845. Escritor, diplomata, advogado e jornalista, Eça de Queirós é um dos romancistas mais importantes da literatura de língua portuguesa do século XIX e de todos os tempos, sendo um modernizador do fazer literário e autor de um estilo único.
Nos finais do séc. XIX Afonso da Maia regressa a Lisboa com o seu neto, Carlos. Médico, herdeiro e descendente de uma família da nobreza beirã, o jovem Carlos vive num mundo de luxo e fausto. Conhece a jovem Maria Eduarda por quem se apaixona, mas este é um amor impossível.

Os Maias é um drama familiar intenso, absorvente e apaixonado. Revelando-se como uma profunda crítica à sociedade da época, sendo para tal efeito utilizadas personagens tipo que representam a mentalidade e comportamentos vigentes na sociedade lisboeta da segunda metade do século XIX. Ao longo da obra são criticados os vícios da sociedade, a corrupção, a traição, as relações incestuosas, a futilidade, entre outros aspetos.

Eça de Queirós apresenta-nos uma obra de envergadura monumental que nos desvenda como nenhuma outra as suas ideias, os seus sentimentos, e a sua revolta contra a tolice, o ridículo e a vaidade humana.

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Ficha técnica
Os Maias
Autores: José de Freitas e Canizales
Adaptado a partir da obra original de: Eça de Queiroz
Editora: Levoir
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 10,90€