sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Sai hoje com o público o novo livro de Zerocalcare!



Para aqueles que, como eu, adoraram Kobane Calling - igualmente editado por cá pela Levoir - ou as séries da Netflix de Zerocalcare, esta é uma fantástica notícia!

Sai hoje, com o jornal Público, No Sleep Till Shengal, nova obra do autor italiano e penúltimo livro da Coleção de Novelas Gráficas lançada pela Levoir e pelo jornal Público.

Bem sabem que não gosto de opinar sobre livros que ainda não li... mas, no caso em questão, tenho quase a certeza de que vou gostar muito, já que sou um confesso admirador da obra de Zerocalcare.

Mais abaixo, deixo-vos com a nota de imprensa da editora e com algumas imagens promocionais.
No Sleep Till Shengal, de Zerocalcare

Na reta final da colecção Novela Gráfica, a Levoir e o Público editam a 9 de Outubro No Sleep till Shengal, do autor italiano Zerocalcare.

Zerocalcare é um cartoonista italiano cujas bandas desenhadas alcançaram um estatuto icónico na última década. O seu traço é excelente, mas foi com a sua escrita que conquistou a fama. As suas histórias são divertidas de ler e, ao mesmo tempo, profundas e vibrantes.

Após o sucesso internacional de Kobane Calling, traduzido para 15 línguas, incluindo a portuguesa, a Levoir editou-o em 2024, Zerocalcare regressa na Primavera de 2021 ao Médio Oriente.
Viaja para o norte do Iraque, até ao seio da comunidade ezidi, um povo que sobreviveu ao genocídio do ISIS em 2014 e que se encontra sob a proteção das milícias curdas, cuja autonomia está ameaçada pelas tensões internacionais. 

O objetivo é documentar as suas condições de vida e a sua luta. 

Esta é a crónica de um momento geopolítico específico, em que um punhado de pessoas se opõe ao poder esmagador daqueles que chamam de «terrorismo» qualquer tentativa de resistência, enquanto o sonho do confederalismo democrático corre o risco de desaparecer para sempre perante a indiferença do Ocidente.

No Sleep till Shengal revela-se mais dramático do que a sua anterior reportagem contada em Kobane Calling. Zerocalcare explica o porquê: É mais dramático por duas razões.
"As pessoas que encontrei em Shengal parecem oprimidas por um manto de dor e trauma que, pelo contrário, não tinha percebido com a mesma intensidade na Síria. Não porque lá não tivessem sofrido ofensivas do ISIS, massacres ou lutos familiares, mas em Shengal pareceu-me que havia algo de diferente, muito mais coletivo."

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Ficha técnica
No Sleep Till Shengal
Autor: Zerocalcare
Editora: Levoir
Páginas: 208, a preto e branco
Encadernação: Capa dura
Formato: 195 x 270 mm
PVP: 16,90€

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

A ASA acaba de publicar "Terra ou Lua"!



A ASA acaba de lançar uma das suas grandes apostas de BD para a segunda metade de 2026!

Falo de Terra ou Lua, de Jade Khoo, uma obra com quase 300 páginas, que no estrangeiro tem vindo a conquistar o consenso da crítica e leitores, tendo inclusive sido nomeada aos prémios BD FNAC – France Inter.

Este é o primeiro de dois tomos, sendo que a segunda parte da obra é esperada para o primeiro semestre de 2027.

O livro já se encontra à venda nas livrarias portuguesas.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.
Terra ou Lua, de Jade Khoo

Por mais que Otelo repita isso incessantemente, o ato que acabou de cometer é irreparável. 

Com apenas sete anos, ele, que só tinha olhos para os pássaros e as suas promessas de fuga, acabou de matar o pai. 

Por trás desta tragédia familiar, muitos segredos enterrados, uma infância violada e a sombra de um legado cujo alcance ele ainda desconhece.


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Ficha técnica
Terra ou Lua
Autora: Jade Khoo
Editora: ASA
Páginas: 296, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 29,1 x 22 mm
PVP: 36,90€

Análise: No Rasto de Blueberry

No Rasto de Blueberry, de vários autores - ASA - LeYa

No Rasto de Blueberry, de vários autores - ASA - LeYa
No Rasto de Blueberry, de vários autores

No Rasto de Blueberry, uma das mais recentes apostas da editora ASA, surge como uma celebração assumida dos 60 anos de Blueberry, uma das personagens mais emblemáticas da banda desenhada franco-belga. Criado por Jean-Michel Charlier e Jean Giraud, Mike Steve Blueberry marcou gerações de leitores e tornou-se uma referência incontornável do western em BD. Quando falamos em "banda desenhada de cowboys" é bem provável que Blueberry seja a primeira série a vir-nos à cabeça. Ou uma das primerias, vá. E este álbum coletivo procura assinalar essa longevidade através da reunião de numerosos autores consagrados, convidados a prestar a sua homenagem a uma série que continua a influenciar criadores e leitores em todo o mundo.

A principal virtude deste livro reside precisamente na sua natureza de homenagem. Em vez de tentar reinventar ou subverter o universo de Blueberry, os diferentes autores que participam nesta antologia optam por celebrar os elementos que fizeram da personagem um ícone: a aventura, o sentido épico, os cenários do Oeste americano e o carisma de um protagonista que sempre se distinguiu pela sua personalidade complexa e pouco convencional. Por vezes parecia pautado por uma forte código de valores, noutras situações o Tenente Blueberry parecia um verdadeiro "badass". E essa é uma dicotomia que sempre apreciei na série.

No Rasto de Blueberry, de vários autores - ASA - LeYa
Neste No Rasto de Blueberry a diversidade de vozes criativas é impressionante. Autores como Enrico Marini, Dominique Bertail, Fred Duval, Matz, Corentin Rouge ou Olivier Taduc juntam-se a muitos outros nomes reconhecidos para nos oferecer histórias curtas e ilustrações que, logicamente, refletem diferentes sensibilidades artísticas. Mesmo assim, e apesar da variedade de abordagens, existe uma evidente preocupação de todos os autores envolvidos em respeitar o legado deixado por Jean-Michel Charlier e Jean Giraud.

As narrativas reunidas nesta antologia exploram caminhos distintos. Algumas procuram preencher pequenas lacunas da cronologia de Blueberry, enquanto outras desenvolvem novas situações inspiradas em períodos ou álbuns particularmente marcantes da série. Esta estratégia é bem-vinda, uma vez que permite revisitar momentos familiares para os leitores mais antigos e conhecedores da série, ao mesmo tempo que oferece perspetivas inéditas sobre o universo da personagem.

Como acontece frequentemente em projetos deste género, a qualidade das histórias revela algumas oscilações. Naturalmente, e quiçá consoante os gostos de cada um, há episódios mais inspirados e outros menos memoráveis, mesmo sendo verdade que se sente que os autores abordaram o desafio com respeito e genuína admiração pela obra original. E isso é especialmente verificável quando, no início de cada história, nos é dado um breve comentário de cada um dos autores participantes em que os mesmos nos revelam o quão importante foi Blueberry nas suas vidas.

No Rasto de Blueberry, de vários autores - ASA - LeYa
Uma das fragilidades da obra - embora já fosse totalmente expectável - é que a limitação imposta pelo formato curto das histórias impede, naturalmente, um desenvolvimento mais aprofundado das tramas e das personagens. Muitas histórias terminam precisamente quando começamos a desejar uma exploração mais extensa das suas premissas. Mas, bem, isso é algo comum em antologias com histórias curtas.

Por outro lado, um dos aspetos mais positivos do álbum é a forma como preserva o espírito da série clássica. Quer do ponto de vista narrativo, quer na representação visual de Blueberry e do Oeste americano, existe uma preocupação constante em manter a identidade da criação original. 

É, contudo, na componente gráfica que No Rasto de Blueberry atinge alguns dos seus momentos mais marcantes. O livro tem muitos momentos de alto nível, com alguns autores a aplicarem-se verdadeiramente na forma como homenageiam o trabalho incrível de Jean Giraud. Entre os quais, destaco os de Enrico Marini, Dominique Bertail, Vincent Perriot e de Paul Gastine que é, a meu ver, o ilustrador que nos oferece, em termos de desenho, o melhor contributo do álbum. Nota ainda para a inclusão de ilustrações de vários autores de renome como Blutch, Milo Manara ou Ralph Meyer. A capa é da autoria de Mathieu Lauffray.

Em termos de edição, o livro apresenta capa dura baça, bom papel baço no interior, boa encadernação e boa impressão. No início, há ainda um texto de duas páginas sobre Blueberry e os seus autores.

Em suma, No Rasto de Blueberry cumpre plenamente o seu objetivo: homenagear um dos cowboys mais famosos da história da banda desenhada e assinalar com dignidade os 60 anos de existência de uma personagem verdadeiramente icónica, quer marcou gerações e cujo potencial aventureiro não se encontra ainda extinto.


NOTA FINAL (1/10):
8.0



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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No Rasto de Blueberry, de vários autores - ASA - LeYa

Ficha técnica
No Rasto de Blueberry
Autores: Vários
Editora: ASA
Páginas: 128, a cores
Encadernação: Capa dura
Lançamento: Setembro de 2026

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Penguin prepara-se para editar BD multipremiada!




A editora Penguin prepara-se para editar, no próximo dia 19 de outubro, a obra Os Meus Fantasmas, da americana Tessa Hulls!

Esta é uma volumosa banda desenhada autobiográfica, com 400 páginas, que foi vencedora de variados prémios e muito bem recebida pela crítica, quando foi originalmente editada em 2024.

O livro já se encontra em pré-venda no site da editora.

Deixo-vos ainda com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.





Os Meus Fantasmas, de Tessa Hulls

Vencedor do Prémio Pulitzer, do prémio Eisner e do National Book Critics Awards

Comic do Ano: Time · The Guardian · NPR · Library Journal · Kirkus Reviews · New York Public Library · Indigo

Uma comovente e arrebatadora memória gráfica que atravessa três gerações de mulheres chinesas, explorando, com uma extraordinária sensibilidade, o amor, o luto, o exílio e a identidade.

Na sua aclamada estreia literária, Tessa Hulls acompanha o eco da história da China ao longo de três gerações de mulheres da sua família.

A avó de Tessa, Sun Yi, era jornalista em Xangai quando a vitória comunista de 1949 alterou para sempre o rumo da sua vida. Forçada a fugir para Hong Kong com a filha pequena, escreveu um livro de memórias sobre a perseguição de que foi alvo e a sua luta pela sobrevivência que se tornou um enorme sucesso editorial. Pouco tempo depois, sofreu um colapso mental do qual nunca recuperou.

Durante a sua infância, Tessa vê a mãe e a avó debaterem-se com o peso de traumas e doenças mentais. Determinada a escapar ao medo sufocante da mãe, Tessa parte para os lugares mais remotos do mundo. Mas, ao completar trinta anos, percebe que a sua vida errante se parece mais com uma fuga do que com a liberdade. Decide então regressar e enfrentar a história que moldou a sua família.
Fruto de uma investigação exaustiva e ilustrado com extraordinária sensibilidade, Os Meus Fantasmas é o regresso de Tessa Hulls às suas origens: uma viagem intensa e profundamente comovente ao coração de uma família, que expõe o medo e o trauma que assombram gerações, e o amor que as mantém unidas.

Os elogios da crítica:

«A memória gráfica de Tessa Hulls traça, com uma perspicácia emocional avassaladora, a linha entre a história da China sob o regime de Mao Tsé-Tung — um período de mortandade e agitação política quase inimagináveis — e os fantasmas do passado da sua família que ela acabou por desenterrar… O livro de Hulls é um retrato impressionante desta linhagem de trauma.
Ganha vida através dos seus desenhos assombrosamente vívidos, nos quais o passado é frequentemente uma presença surrealista e espectral que invade constantemente o presente.» 
San Francisco Chronicle

«Uma história multigeracional repleta de drama, intriga e desgosto… Um triunfo da narrativa em banda desenhada.»
Seattle Times

«Embora Os Meus Fantasmas pertença a uma longa tradição de não ficção gráfica que define subgéneros, incluindo Persépolis, a voz narrativa de Hulls é cativante de uma forma singular porque combina a sua excentricidade de cartoonista com o olhar de uma artista plástica para a composição das páginas, além de uma total disposição para mergulhar em temas densos sem procurar desfechos fáceis.»
Los Angeles Review of Books

«Pormenorizado, vulnerável e pungente.»
Booklist

«Do início ao fim, este livro é uma revelação… Uma obra que brilha com discernimento, perspicácia e uma recusa em contentarse com respostas simples.»
Kirkus Reviews

«A estreia desta memória gráfica épica e elegantemente desenhada de Tessa Hulls debate-se com os longos tentáculos do trauma, acompanhando três gerações da sua família desde a China de Mao até Hong Kong nos anos sessenta e, eventualmente, até à atualidade no norte da Califórnia… O resultado é uma obra reveladora, tão multifacetada como a história que explora.»
Publishers Weekly

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Ficha técnica
Os Meus Fantasmas
Autora: Tessa Hulls
Editora: Penguin
Páginas: 400, a cores
Encadernação: Capa mole
Formato: 203 x 249 mm
PVP: 28,85€