Ainda estamos a alguns meses da próxima Feira do Livro de Lisboa, o maior evento do género em Portugal, e a polémica já se instalou à conta de (mais) um disparate da APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros).
Isto porque, alegadamente, a Associação decidiu excluir mais de 40 editores independentes, incluindo alguns que se dedicam à edição/comércio de banda desenhada, como a Convergência, por exemplo, que vende bastante banda desenhada.
A APEL também é acusada por estes comerciantes de estar a favorecer os grandes grupos editoriais.
Tudo isto é extremamente lamentável, vergonhoso até, pois parece que a APEL esquece o pressuposto básico e universal de uma Feira do Livro que é o de levar os livros aos leitores e aos potenciais leitores.
Ora, se excluímos alguns editores/comerciantes - e, vá-se lá saber porquê, são sempre os mais pequenos que são prejudicados - estamos a fazer um desserviço não só a esses editores/comerciantes, como aos próprios visitantes da feira. Já bem basta as cada vez maiores praças de cada grande grupo editorial que já desvirtuam aquilo que uma Feira do Livro deveria ser. Mas, lá está, se isso ainda se admite, não se pode admitir que os mais pequenos sejam excluídos do evento.
E, claro, o próprio aparente motivo de não haver mais espaço/pavilhões parece-me infundado se tivermos em conta que a Feira do Livro ocupa pouco mais de meio Parque Eduardo VII. Espaço para novos pavilhões é o que não falta. Aliás, se há espaço para tantos espaços e roulottes de street food, tem forçosamente de haver espaço para todos os editores. Por muito que eu aprecie ir a eventos dedicados ao street food, parece-me que o evento ainda se chama "Feira do Livro de Lisboa" e não "Feira da Street Food de Lisboa".
Concentrar a cultura e contribuir para um monopólio cultural é algo digno de uma autocracia cultural.
Não o queremos, não o aceitamos!
Já há uma petição a circular, contra este situação, que eu já assinalei e que vos convido a assinar. Podem encontrá-la neste link.
Lamentável...Já assinei!
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