sexta-feira, 22 de maio de 2026

Arranca hoje a Coleção de Novelas Gráficas da Levoir e do Público!




Já se encontra nas bancas o primeiro livro da nova coleção de Novelas Gráficas da Levoir e do jornal Público! É o acontecimento editorial do ano e, como tal, estou muito satisfeito pelo regresso desta coleção, depois de um hiato de um ano.

O conjunto de obras, do qual já aqui falei, é diverso e heterogéneo, coisa que pode ajudar a estabelecer uma boa qualidade para a coleção.

Cada livro sairá quinzenalmente, a partir de hoje, com o custo de 16,90€.

O primeiro livro é A Aranha de Mashhad, de Mana Neyestani, autor de quem a editora já por cá editou os belos livros Os Pássaros de Papel e Uma Metamorfose Iraniana.
Mais abaixo, deixo-vos com a apresentação desta obra e da própria coleção por parte da editora.

A Aranha de Mashhad, de Mana Neyestani

A colecção "Novela Gráfica" regressa ao Público, em parceria com a Levoir, para uma nova série de doze volumes. Uma nona série, de distribuição quinzenal, que continua a apostar na diversidade de temas e de autores das mais variadas geografias, dando a descobrir aos leitores portugueses doze obras de grande fôlego, inéditas no nosso país.

Dividida entre as biografias e os relatos e reportagens que nos transmitem o pulsar da história e do mundo, esta IX série da "Novela Gráfica" prossegue com alguns dos melhores autores dos quatro cantos do mundo.
Com autores de 11 países diferentes nesta colecção o leitor vai conhecer melhor o Médio Oriente pela mão dos já conhecidos autores Zeina Abirached (Líbano), Mana Neyestani (Irão), mas também através do trabalho do italiano Zerocalcare que nos conta a sua viagem ao norte do Iraque, onde as pessoas que sobreviveram ao genocídio perpetrado pelo ISIS em 2014 e que se encontram sob a proteção das milícias curdas veem a sua autonomia ameaçada pelas tensões internacionais.

Pere Ortín e Nze Esono Ebale apresentam-nos a história real duma expedição à Guiné Equatorial em 1944/1946 no período do colonialismo espanhol em África.

Também o português Daniel Silvestre se encontra nesta colecção com o seu premiado A Armação. E da Ásia vem Li-Chin-Lin com Formosa. A autobiografia em que conta a sua infância passada em Taiwan, dividida entre a cultura da sua família e a doutrina oficial.
O título que abre a colecção A Aranha de Mashhad, sai a 22 de Maio.

O autor Mana Neyestani já é bem conhecido dos leitores portugueses com as obras editadas pela Levoir Uma Metamorfose Iraniana e Os Pássaros de Papel.

Mana exilado em França, nunca deixou de se interessar pela situação do seu país natal, o Irão. Com A Aranha de Mashhad decidiu debruçar-se sobre um caso noticioso do início dos anos 2000: a história de Saïd Hanaï, um aparente e corajoso pedreiro, casado e sem antecedentes criminais, que um dia decidiu eliminar prostitutas e toxicodependentes, em nome da religião, na cidade santa xiita de Mashhad, no nordeste do Irão. Segunda maior cidade do país, é também uma das mais sagradas, albergando o mausoléu de Ali-Ibn-Musa Reza, é local de peregrinação, contudo não é poupada à miséria e à droga.
Com este álbum, Mana Neyestani consegue assim mostrar na perfeição as hipocrisias de uma sociedade rigorosa onde as primeiras vítimas são as mulheres.

No próximo fim-de-semana no Festival Maia BD, este ano dedicado às Vozes do Irão, estarão representadas todas as obras do autor.

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Ficha técnica
A Aranha de Mashhad
Autor: Mana Neyestani
Editora: Levoir
Páginas: 164, a preto e branco
Encadernação: Capa dura
Formato: 170 x 240m
PVP: 16,90€






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