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segunda-feira, 18 de agosto de 2025

Análise: Ditirambos #4 - Noite

Análise: Ditirambos #4 - Noite, de Joana Afonso, Ricardo Baptista, André Caetano, Nuno F. Cancelinha, Diogo Carvalho, Raquel Costa, Francisco Ferreira

Análise: Ditirambos #4 - Noite, de Joana Afonso, Ricardo Baptista, André Caetano, Nuno F. Cancelinha, Diogo Carvalho, Raquel Costa, Francisco Ferreira
Ditirambos #4 - Noite, de Vários Autores

Foi recentemente que chegou às livrarias o quarto volume da antologia Ditirambos! Desta vez, passou-se um pouco de mais tempo entre o lançamento do último volume e o atual, cerca de 3 anos, mas posso dizer-vos que a espera foi compensada com mais um belo lançamento.

Para quem ainda não sabe, Ditirambos é uma antologia de banda desenhada que junta autores já com provas dadas em termos qualitativos. Uns são mais conhecidos ou ativos do que outros, mas todos eles já nos ofereceram obras de BD relevantes.

A antologia volta a manter a sua matriz: um mote único - que, neste caso, é o da Noite - e um constrangimento formal rigoroso de quatro páginas por história, o que, naturalmente, força cada um dos autores participantes a uma certa "ginástica" de síntese narrativa e de soluções visuais inventivas. 

Análise: Ditirambos #4 - Noite, de Joana Afonso, Ricardo Baptista, André Caetano, Nuno F. Cancelinha, Diogo Carvalho, Raquel Costa, Francisco Ferreira
A coesão que depois a obra consegue adquirir não é, pois, conquistada pela continuidade visual ou narrativa, mas antes por esse tema comum que, sendo neste caso algo tão abrangente como a "Noite", permite variadíssimas interpretações narrativas. O estilo visual, claro está, revela-se ricamente heterogéneo, sendo facilmente inidentificáveis os estilos dos autores Joana Afonso, Ricardo Baptista, Diogo Carvalho, Raquel Costa, Francisco Ferreira, Sofia Neto e Carla Rodrigues. E todos eles se apresentam em boa forma.

Já quanto às histórias, cada autor escolhe uma inflexão distinta sobre o tema, indo desde o onírico ao social, da fantasia ao slice of life, passando até pelo humor ou pelo horror. Como tal, é justo dizer que este quarto volume da antologia apresenta um andamento que, quer em termos de argumento, quer em termos de desenho, consegue ser pertinente e evitar qualquer tipo de monotonia. São histórias que não têm problema em captar a atenção do leitor.

Análise: Ditirambos #4 - Noite, de Joana Afonso, Ricardo Baptista, André Caetano, Nuno F. Cancelinha, Diogo Carvalho, Raquel Costa, Francisco Ferreira
É claro que, naturalmente, há histórias que ressoam mais do que outras em nós, consoante as nossas preferências, que serão sempre pessoais. No meu caso, devo dizer que, mesmo tendo gostado de todas as histórias, gostei especialmente das histórias A Esfinge, de Ricardo Baptista; Caçadores, de Raquel Costa e Nuno Cancelinha; Presas, de Francisco Ferreira e Sónia Mota; e Pesadelo, de Carla Rodrigues.

Não obstante as boas sensações que a leitura deste quarto Ditirambos me ofereceu, devo dizer que, desta vez, senti que algumas histórias careciam de maior desenvolvimento para se tornarem mais relevantes. Estou ciente, claro, da regra das quatro páginas por história, mas mesmo assim pareceu-me que alguns destes mini-contos precisariam de mais páginas para que os seus temas fossem melhor explanados. É, pois, interessante notar que, em volumes anteriores, certas histórias pareceram mais bem resolvidas dentro da mesma restrição, atingindo um equilíbrio mais feliz entre concisão e clareza narrativa.

Análise: Ditirambos #4 - Noite, de Joana Afonso, Ricardo Baptista, André Caetano, Nuno F. Cancelinha, Diogo Carvalho, Raquel Costa, Francisco Ferreira
Mesmo assim, não tenho dúvidas de que Ditirambos se mantém como uma das melhores antologias de banda desenhada em Portugal, com todos os autores a apresentarem-se num bom nível. 

Também em termos de edição, o livro volta a apresentar as mesmas características das edições passadas, envergando capa mole com badanas, bom papel baço no interior e boa encadernação e impressão. Volto a dizer: para um projeto independente, Ditirambos tem tudo de profissional e nada de amador.

Em suma, este quarto volume de Ditirambos confirma a iniciativa como uma das melhores antologias de banda desenhada em Portugal. Todos os autores apresentam trabalhos num bom nível, e o resultado global transmite uma rara sensação de profissionalismo, quer na escrita, quer na ilustração. O projeto contribui, inclusive, para desarmar um preconceito recorrente em certos espaços de discussão sobre BD: a ideia de que as antologias falham em consistência ou qualidade. Pelo contrário, Ditirambos mostra que um trabalho rigoroso e cuidado pode produzir uma antologia sólida e exemplar. Que o projeto continue a sua caminhada!


NOTA FINAL (1/10):
7.8


Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Análise: Ditirambos #4 - Noite, de Joana Afonso, Ricardo Baptista, André Caetano, Nuno F. Cancelinha, Diogo Carvalho, Raquel Costa, Francisco Ferreira

Ficha técnica
Ditirambos #4 - Noite
Autores: Joana Afonso, Ricardo Baptista, André Caetano, Nuno F. Cancelinha, Diogo Carvalho, Raquel Costa, Francisco Ferreira, Sónia Mota, Sofia Neto e Carla Rodrigues
Editora: Edição Independente
Páginas: 52, a cores
Encadernação: Capa mole
Formato: 168 x 258 mm
Lançamento: Maio de 2025

quinta-feira, 29 de maio de 2025

Antologia "Ditirambos" está de volta!




Este é um dos projetos da BD nacional independente que mais acarinho e que acaba de lançar o seu 4º volume!

Já aqui escrevi sobre os volumes dois e três desta antologia. Aquilo que aprecio no projeto Ditirambos é que, embora independente, a qualidade das histórias ao nível do aprumo narrativo-visual é, quanto a mim, superior às restantes antologias portuguesas de banda desenhada. E refiro isto, claro, sem desprimor para todas as antologias de banda desenhada que, naturalmente, também são importantes.

Ditirambos é, quanto a mim, uma antologia que, embora independente, parece feita por uma editora profissional. A este nível, coloco também o projeto Umbra, de qual também sou muito admirador.
Este quarto volume, intitulado Noite, já foi apresentado no passado fim de semana, no Maia BD, e terá nova apresentação no Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, que arranca já nesta sexta-feira.

Por agora, deixo-vos, mais abaixo, com a nota de imprensa deste Ditirambos #4 - Noite.


Ditirambos #4 - Noite, de Joana Afonso, Ricardo Baptista, André Caetano, Nuno F. Cancelinha, Diogo Carvalho, Raquel Costa, Francisco Ferreira, Sónia Mota, Sofia Neto e Carla Rodrigues


Um ditirambo é um canto coral exortativo que nos chega da antiguidade clássica grega. Nele, uma multitude de vozes une-se em homenagem ao deus Dioniso.

É também uma multipremiada antologia de banda desenhada de autores portugueses, cujas distintas técnicas e vozes narrativas obedecem, para além do mote, a um único requisito: 4 páginas.
O primeiro volume explorou o conceito de “Êxtase”, com as contribuições de Ricardo Baptista, Nuno Filipe Cancelinha, Diogo Carvalho, Raquel Costa, Francisco Ferreira e Sofia Neto.

Para o segundo volume – “Abismo”, juntaram-se-lhes as vozes dos autores e ilustradores Joana Afonso, André Caetano e Carlos Drave e da autora Sónia Mota.

No terceiro volume – “Fauna” a colaboração de Carlos Drave dá lugar à da autora e ilustradora Carla Rodrigues.


O Volume 4 – Noite, repete, em 2025, a dose, com Joana Afonso, Ricardo Baptista, André Caetano, Nuno F. Cancelinha, Diogo Carvalho, Raquel Costa, Francisco Ferreira, Sónia Mota, Sofia Neto e Carla Rodrigues.


Histórias incluídas:

“Ciclo”, Joana Afonso
“A Esfinge”, Ricardo Baptista
“Que o Sol Volte a Brilhar”, André Caetano
“Caçadores”, Raquel Costa (arte) / Nuno F. Cancelinha (argumento)
“Prima Nocte”, Diogo Carvalho
“Presas”, Francisco Ferreira (arte) / Sónia Mota (argumento)
“Perseidas”, Sofia Neto
“Pesadelo”, Carla Rodrigues

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Ficha técnica
Ditirambos #4 - Noite
Autores: Joana Afonso, Ricardo Baptista, André Caetano, Nuno F. Cancelinha, Diogo Carvalho, Raquel Costa, Francisco Ferreira, Sónia Mota, Sofia Neto e Carla Rodrigues
Editora: Edição Independente
Páginas: 52, a cores
Encadernação: Capa mole
Formato: 168 x 258 mm
PVP: 14,00€ (Edição limitada a 200 exemplares)

quinta-feira, 23 de junho de 2022

Análise: Ditirambos #3: Fauna


Ditirambos #3: Fauna, de vários autores

Mais um ano se passou e mais uma edição da antologia de banda desenhada Ditirambos foi lançada no Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja. Este é o terceiro volume e continua o bom trabalho que tem sido feito por este talentoso conjunto de autores nacionais.

Atualmente, Ditirambos é atualmente a minha antologia portuguesa de banda desenhada preferida. Acho que é uma "coisa" com cabeça, tronco e membros. Bem pensada, com um tema comum e com a regra das “quatro páginas por história”, parece-me uma coisa estruturalmente bem feita. Ora, adicionando a esta coleção vários autores com provas dadas na banda desenhada nacional, e que trazem consigo talento e personalidade, temos uma antologia que não me canso de recomendar.

O tema deste terceiro volume é a Fauna, um título que à semelhança do que foi feito nas duas edições anteriores, em que os temas foram o Êxtase e o Abismo, é suficientemente lato para que as abordagens – não só visuais, mas também ao nível do argumento – acabem por ser muito variadas. Lá por termos um estilo "cartoonesco" numa história, não quer dizer que, na história seguinte, não tenhamos um estilo realista no traço. Lá por termos uma história imensamente colorida com cores vivas, não quer dizer que a história posterior não seja a preto e branco. Ou seja, o resultado será sempre eclético. E isso é uma coisa de que eu gosto particularmente, pois acabamos sempre por ser surpreendidos à medida que vamos progredindo na leitura destas oito histórias.

De um modo geral, estas histórias estão bem conseguidas, permitindo-nos um vislumbre ténue ao trabalho e engenho de cada autor.

Os autores da segunda edição da Ditirambos transitaram todos para esta terceira edição, com a exceção de Carlos Drave, que saiu, e de Carla Rodrigues, que entrou. Portanto, para além desta última autora, participam nesta terceira edição Joana Afonso, Ricardo Baptista, André Caetano, Raquel Costa, Nuno F. Cancelinha, Diogo Carvalho, Francisco Ferreira, Sónia Mota e Sofia Neto. Cinco autores e cinco autoras. Viva a igualdade!

Como são histórias de apenas 4 páginas, vou tentar falar delas de forma genérica, tentando revelar o menos possível para não estragar a leitura a alguém que, perspicazmente, compre o livro após a leitura desta minha análise.

Joana Afonso é para mim, um sinónimo de qualidade. E, portanto, não foi surpresa que a sua história, Ninhos, me tenha agradado. O seu estilo de desenho, tão próprio, mantém-se em boa forma e também gostei do conceito que a autora introduziu na sua história. O sentimento com que fico sempre, quando acabo uma história da autora, é o seguinte: "quero mais!".

Já André Caetano, outro autor que considero com um potencial enorme, dá-nos, em A Caçada, uma bela e serena história que nos remete para a labuta de uma raposa, que procura um cacho de uvas inalcançável, e a (melhor) forma para chegar ao fruto do seu desejo. Simples, mas muito eficiente. E destaco as belas ilustrações e cores com que o autor nos brinda.

Raquel Costa e Nuno F. Cancelinha assinam, em conjunto, a história Oração. Mais uma vez, temos umas belas ilustrações e universo visual magnífico, por parte de Raquel Costa. Adoro, verdadeiramente, os belíssimos desenhos da autora que considero serem “fora da caixa” e de uma beleza ímpar que me fazem viajar para longe do expetável. Já tinha ficado maravilhado com a história da edição anterior, Mise en Abyme, que considerei a melhor dessa antologia. Neste caso, com Oração, também me senti maravilhado embora ache que, do ponto de vista do argumento, é uma história que precisaria de mais páginas para melhor ser compreendida e desenvolvida. Acho que havia aqui potencial para um livro de 40 ou mais páginas, vejam lá! Portanto, se a sensação é boa… também causa um certo "sentimento de oportunidade perdida". Bem, não diria “perdida” porque isso não seria justo, mas sim "oportunidade mal aproveitada", vá.

Avançando para Mãe Gaia, de Diogo Carvalho, posso dizer que esta história traz uma mensagem biológica bastante relevante. Diogo Carvalho é um daqueles autores que sabe fechar muito bem as suas histórias e volta a demonstrá-lo neste pequeno conto. Além de que, tendo a tal mensagem biológica, também não achei que se tornasse demasiado paternalista. O que é uma coisa que marca pontos, quanto a mim.

Destinos
, de Francisco Ferreira na ilustração, e Sónia Mota no argumento, traz consigo uma curiosa divagação. Confesso que não achei a história muito lógica ou escorreita numa primeira leitura. Mas depois de a ler uma segunda vez, julgo ter captado bem a mensagem, o que me fez gostar da história. Embora tenha gostado da frescura desta história ser a preto e branco, e do próprio sentimento clean que essa opção dava às pranchas, senti que algumas das ilustrações precisariam de um maior cuidado, por parte do ilustrador.

Recreio, de Sofia Neto, é uma reflexão tensa e de um foro muito psicológico, quase a tocar o terror, que resulta muito bem do ponto de vista de planificação. Os desenhos são meio abstratos o que torna mais difícil a total compreensão das intenções narrativas da autora. Ao contrário da história anterior, julgo que, mesmo após uma segunda leitura, fiquei ainda à deriva em relação à mensagem ou reflexão que a autora queria passar. Claro que o problema, por vezes, também é do leitor e não do autor. Pode ser o caso.

Fauna Terrestre, de Carla Rodrigues, a tal autora estreante em Ditirambos, foi uma das histórias que mais gostei. Apreciei muito o seu carácter "cartoonesco", com cores bem vivas e um monólogo presente – sem diálogos, portanto – em que é feita uma boa analogia entre o homem contemporâneo e um qualquer animal selvagem. Simples, bem executado e com algum humor. Gostei muito.

Para o fim, deixo a minha história favorita deste Ditirambos: Ausência, de Ricardo Baptista. Tenho acompanhado as várias histórias que o autor já nos deu nos últimos tempos e devo dizer que, mesmo apreciando e gostando de todas essas séries, me parecia que o autor ainda andava à procura do seu próprio estilo de ilustração. E não digo isso como uma coisa boa, nem má. É o que é. Ou o que me parecia, vá.  Não obstante, e depois de finda a leitura deste Ausência, acho que posso afirmar que me parece que Ricardo Baptista encontrou o seu estilo próprio ou, pelo menos, conseguiu oferecer-nos o seu mais bem conseguido trabalho. Sem desprimor dos outros, entenda-se. Em Ausência, as cores, o desenho, a planificação, as expressões das personagens, os enquadramentos… está tudo feito de uma forma verdadeiramente impressionante. E já para não falar do argumento que é belíssimo e carregado de uma humanidade e de uma maturidade que é raro encontrarmos. A resolução e fim da história é magnífica, mostrando um autor que sabe dosear o enredo, que sabe guardar a emoção para a altura certa. E tudo isto numa história de 4 páginas! Li uma vez. Arrepiei-me com o final. Li uma segunda vez, acenei com a cabeça de forma aprovadora. Li uma terceira vez e senti o cabelo arrepiado. Maravilhoso trabalho. Apreciava e respeitava o trabalho de Ricardo Baptista mas com esta história, fiquei fã do autor.

Olhando agora para a edição, mantenho o que disse sobre o volume 2 da série: “tendo em conta que estamos perante uma edição de autor – limitada a 200 exemplares numerados - acho que o resultado é bastante agradável (...) Tudo muito clean e bem arrumado. A qualidade do papel é bastante aceitável e a capa mole tem a robustez necessária.”. Destaque ainda para a belíssima capa de André Caetano.

Devo confessar que gostaria que, em vez de 4 páginas por história, fossem 6 ou 8 páginas. Dessa forma, os autores teriam mais espaço para melhor desenvolver as suas histórias e nós, leitores, teríamos mais espaço para melhor mergulhar nos seus contos. Mesmo assim, também compreendo que isto seria, quiçá, desvirtuar o próprio conceito base original da antologia Ditirambos. Portanto, aceita-se.

Finalizando as minhas considerações, admiro muito estes jovens autores da antologia Ditirambos. Vê-se que há ali um gosto, uma personalidade própria e uma vontade em fazer algo refrescante, que todos devemos aplaudir e apoiar. É um grupo que muito aprecio. Não só pelas pessoas acessíveis, simpáticas e “sem tretas” que são como, natural e principalmente, pelo enorme talento e potencial que têm.


NOTA FINAL (1/10):
8.0



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Ficha técnica
Ditirambos #3 - Fauna
Autores: Joana Afonso, Ricardo Baptista, André Caetano, Raquel Costa, Nuno F. Cancelinha, Diogo Carvalho, Francisco Ferreira, Sónia Mota, Sofia Neto e Carla Rodrigues
Edição de Autor
Páginas: 52, a cores e a preto e branco
Encadernação: Capa mole
Formato: 168 x 258 mm
Lançamento: Maio de 2022

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Mais abaixo, deixo o convite para a leitura das análise ao álbum anterior da série:




quarta-feira, 25 de maio de 2022

A Antologia DITIRAMBOS está de volta!


O terceiro volume da Antologia de Banda Desenhada Portuguesa Ditirambos prepara-se para ser lançado no próximo fim de semana, no Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja.

Esta é uma antologia que resulta do esforço conjunto de autores portugueses. Uns são emergentes e outros são premiados. E em cada volume há um tema comum a todas as histórias. Se no primeiro e segundo número os temas foram, respetivamente, o Êxtase e o Abismo, nesta terceira empreitada o tema é a Fauna.

Devo dizer que só no número dois pude conhecer esta antologia e fiquei muito bem impressionado com este colectivo de autores. Não só com as pessoas acessíveis e simpáticas que são como, também, pelo enorme talento que têm.

E se a qualidade estiver ao nível do volume dois (o volume um não consegui ler, infelizmente), e certamente estará, devo dizer que recomendo totalmente a compra deste terceiro volume. Aproveitem porque a edição é (bastante) limitada.

Posso dizer ainda que a ilustração deste novo livro três, da autoria de André Caetano, está verdadeiramente espetacular!

A apresentação do Ditirambos #3 ocorrerá no Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja no sábado, dia 28 de Maio, pelas 17h15, seguida de uma sessão de autógrafos às 20h30.

Abaixo, deixo-vos com a nota oficial sobre este lançamento e mais algumas imagens promocionais.

Ditirambos #3 Fauna, de vários autores

Um ditirambo é um canto coral exortativo que nos chega da antiguidade grega. Nele, uma multitude de vozes une-se em homenagem ao deus Dioniso.
É também uma antologia de banda desenhada de autores portugueses, cujas distintas técnicas e vozes narrativas obedecem, para além do mote, a um único requisito: 4 páginas.

O primeiro volume explorou o conceito de “Êxtase”, com as contribuições de Ricardo Baptista, Nuno Filipe Cancelinha, Diogo Carvalho, Raquel Costa, Francisco Ferreira e Sofia Neto.

No segundo volume - "Abismo", juntaram-se as as novas vozes dos autores e ilustradores Joana Afonso, André Caetano e Carlos Drave e a autora Sónia Mota. Esta edição foi agraciada com dois prémios nos XIX Troféus Central Comics: Melhor Publicação Independente e Melhor Obra Curta para a história "Fissuras" de Diogo Carvalho. Está também nomeado aos Prémios Bandas Desenhadas 2021 nas categorias de Melhor Antologia e Melhor BD Curta editada em Antologia, com a história "Mise en Abyme" de Nuno Filipe Cancelinha e Raquel Costa.
O terceiro volume apresenta-nos 8 histórias de 10 autores nacionais, subordinadas ao tema “FAUNA”.

A diversidade técnica, narrativa e estilística faz deste volume um verdadeiro tesouro a descobrir, juntando nomes já consagrados da banda desenhada nacional a talentos emergentes. Neste terceiro volume – “Fauna” a colaboração de Carlos Drave dá lugar à da autora e ilustradora Carla Rodrigues.

A tiragem é limitada a 200 exemplares numerados.

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Ficha técnica
Ditirambos #3 - Fauna
Autores: Joana Afonso, Ricardo Baptista, André Caetano, Raquel Costa, Nuno F. Cancelinha, Diogo Carvalho, Francisco Ferreira, Sónia Mota, Sofia Neto e Carla Rodrigues

Edição de Autor
Páginas: 52, a cores e a preto e branco
Encadernação: Capa mole
Formato: 168 mm x 258 mm
PVP: 12,00€

NOTA: Venda directa por encomenda para o email ditirambosbd@gmail.com

Venda em eventos de apresentação e festivais de banda desenhada

Venda em livraria: Tinta nos Nervos (Lisboa), Mundo Fantasma (Porto), Dr.Kartoon (Coimbra), Convergência (online e eventos), MES (online)