segunda-feira, 20 de abril de 2026

VINHETAS D'OURO 2025 - O Rescaldo


O universo português da banda desenhada voltou a estar em festa com a 6ª edição dos prémios de banda desenhada VINHETAS D’OURO, os prémios da crítica portuguesa que celebram o que de melhor se fez na BD. 

Autores consagrados, novos talentos, obras nacionais e internacionais, houve espaço para tudo e para todos, e os vencedores mostram bem a vitalidade e diversidade do panorama actual.

Para aqueles que não tiveram a oportunidade de ver a Gala, deixo-vos aqui o link onde a podem visualizar, relembro que também o podem fazer no facebook.



Falando daquilo que aconteceu nesta última edição dos Prémios, foram vários os momentos marcantes.
Em primeiro lugar, comecemos pelo momento mais marcante da noite. Luís Louro, um dos nomes maiores da BD portuguesa, alcançou um feito inédito: um triplete, um hat trick, histórico com a obra Os Filhos de Baba Yaga. Depois de mais de 40 anos de carreira, o autor venceu três das categorias principais ao mesmo tempo: Melhor Álbum, Melhor Ilustração de Autor Português e Melhor Argumento Original de Autor Português. Algo que nunca tal tinha acontecido nos VINHETAS D’OURO.

Outro dos momentos fortes foi a atribuição do Prémio Carreira a Paulo Monteiro. Autor, editor e director do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, Paulo Monteiro tem dedicado a sua vida à criação, promoção e divulgação da BD, muitas vezes longe dos holofotes, mas sempre com um impacto profundo no meio. 



Na categoria de Melhor Obra Estrangeira, uma das mais relevantes e que captam mais atenção nestes prémios, venceu O Meu Irmão, de JeanLouis Tripp (Ala dos Livros). Já o prémio de Melhor Série foi para O Castelo dos Animais, de Dorison e Delep (Arte de Autor). 

Mais abaixo, deixo-vos com a lista dos vencedores e, posteriormente, faço a habitual estatística dos prémios.


















Análise à Estatística dos Prémios

Este ano, a editora que arrecadou mais prémios foi a editora Arte de Autor, com seis galardões! E há algo relevante que deve ser dito: a editora "só" teve seis nomeações! O que quer dizer que entre nomeações e prémios, teve um aproveitamento de 100%(!). Ganhou cada uma das categorias a que estava nomeada. Impressionante!

As categorias em causa eram Melhor Álbum de Autor PortuguêsMelhor Ilustração de Autor Português e Melhor Argumento Original de Autor Português. Categorias essas que foram ganhas, na totalidade, por Luís Louro, com o seu Os Filhos de Baba Yaga. Além destas, as restantes categorias vencidas pela Arte de Autor foram: Melhor Série de Banda Desenhada, com O Castelo dos Animais, de Dorison e Delep; Melhor Reedição de Banda Desenhada, com O Grande Poder do Chninkel, de Van Hamme e Rosinski; e Melhor Banda Desenhada Infanto-Juvenil, com O Vento nas Areias, de Michel Plessix. Relembro que a obra anterior deste autor, também publicada pela Arte de Autor, O Vento nos Salgueiros, já havia vencido o mesmo galardão no ano anterior dos Prémios.

Com três nomeações, ficaram as editoras A Seita e Ala dos Livros. A primeira, conseguiu-os através da já mencionada obra Os Filhos de Baba Yaga, que resulta de uma co-edição entre as editoras A Seita e Arte de Autor. Já a Ala dos Livros, obteve os seus três prémios nas categorias de Melhor Obra Estrangeira, com O Meu Irmão, de JeanLouis Tripp; Melhor Edição de Banda Desenhada, com Tales From Nevermore, de Pedro N. e Manuel Monteiro; e Obra Revelação da Banda Desenhada Nacional, também com a obra Tales From Nevermore.

Uma outra curiosidade interessante é que a editora Devir, que arrecadou o prémio para Melhor Obra de Estilo Mangá, com Hitler, de Shigeru Mizuki, mantém-se invicta nesta categoria, pois desde a edição dos prémios em que esta categoria foi criada, a Devir venceu sempre(!) este prémio, o que é impressionante.

As editoras ASA e Iguana arrecadaram um prémio, cada. A primeira conseguiu-o com A Mais Breve História da Rússia em BD, de Dulce Garcia e Joana Afonso, na categoria Melhor Argumento Adaptado de Autor Português. Quanto à Iguana, o seu prémio foi na categoria Melhor Obra de Humor em Banda Desenhada, com a obra Amável - O Pugilista Gentil, do autor português Ozzy.

Por fim, nas categorias mais independentes, o prémio de Melhor Curta de BD de Autor Português foi entregue a Raquel Costa e Nuno F. Cancelinha, pela sua história Caçadores, contida no Ditirambos #4 - Noite e a o galardão para Melhor Antologia de Banda Desenhada Portuguesa - que foi a única novidade em termos de novas categorias para esta 6ª edição - foi atribuído à antologia Umbra #5, das Edições Umbra.

Encerro assim esta edição dos VINHETAS D'OURO 2025 dando os devidos parabéns a todos os envolvidos nas obras que foram vencedoras, nomeadas ou que se ficaram por uma relevante Menção Honrosa. Desejo também que a (boa) banda desenhada saia fortalecida, mais uma vez, com estes prémios!

Até breve!



















Sem comentários:

Enviar um comentário