A organização do Amadora BD acaba de anunciar que o valor pecuniário do Prémio atribuído à categoria Melhor Obra de Banda Desenhada de Autor Português passa de 5.000 para 10.000€! E isto é fantástico e aumenta, naturalmente, o impacto deste prémio!
E as boas notícias não ficam por aqui: a obra vencedora da categoria Prémio Revelação passa a receber o valor pecuniário de 3.000€, quando até aqui não recebia qualquer valor em dinheiro.
Também na categoria de Melhor Edição Portuguesa de Banda Desenhada, o Município da Amadora procederá à aquisição de 100 exemplares desse livro vencedor, o que também acaba por ser um prémio para a editora que, desta forma, assegura a venda de 100 livros.
Em termos de jurados, também há alterações. Para além de um elemento proposto pelo Município e por um especialista em BD, que linha com o passado, passa agora a integrar no conjunto dos três jurados, o vencedor do prémio Melhor Obra de Banda Desenhada de Autor Português do ano passado. No caso em apreço, será Luís Louro a desempenhar essa função este ano.
Tenho que dar os parabéns à Organização do Amadora BD. Confesso que ainda acho que o júri deveria ser alargado, pelo menos, a 5 elementos, mas também tenho que ser justo e assinalar a importância de todas as coisas que já assinalei e que vão melhorar, certamente, estes prémios.
Bom trabalho!
Deixo-vos, aqui, com o novo regulamento completo.


Comprar 100 livros do vencedor da melhor edição significa que vão comprar 10% dos livros todos que foram feitos, se a tiragem tiver sido de 1000, que deve ser o valor médio no nosso mercado, digo eu. E se a editora tiver em stock só 29 cópias em stock, por exemplo? Parece-me uma medida sem grande sentido. Se as câmaras querem comprar livros de BD para as suas bibliotecas, comprem, eles estão à venda.
ResponderEliminarNa maior parte das vezes a edição até é algo que já vem concebido do mercado original da obra, e é muito relativo isso de poder avaliar a qualidade duma edição, que passa mais vezes por avaliar o embrulho que dão ao livro do que propriamente avaliar o trabalho de editor posto no livro.
Obrigado pelo comentário, Ricardo. Percebo o que diz, mas acho que discordo. Se comprarem 10% dos livros editados numa edição de 1000 exemplares... que assim seja. Os editores agradecem. Se a editora tiver menos de 100 exemplares para vender - custa-me a crer que isso possa acontecer para um livro lançado há menos de um ano, mas aceitemos que é possível - então, que venda esses exemplares. Esses exemplares serão certamente colocados em bibliotecas municipais e escolares, o que é algo muito bem-vindo. Quanto à avaliação da qualidade de uma edição, concordo que não é algo muito fácil, embora o regulamento procure traçar alguns padrões mais concretos sobre aquilo que se procura premiar.
EliminarNovidade, novidade, não é: já tinha sido noticiado pelo Público há um mês.
ResponderEliminarhttps://www.publico.pt/2026/06/24/culturaipsilon/noticia/festival-amadorabd-outubro-14-exposicoes-reforco-premios-2179292
Muito obrigado pela partilha. Essa notícia tinha passado por mim, sem que desse por ela. Acontece.
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