sexta-feira, 28 de março de 2025

Análise: Nellie Bly - A História de uma Pioneira

Nellie Bly - A História de uma Pioneira, de Virginie Ollagnier-Jouvray e Carole Maurel - Levoir

Nellie Bly - A História de uma Pioneira, de Virginie Ollagnier-Jouvray e Carole Maurel - Levoir
Nellie Bly - A História de uma Pioneira, de Virginie Ollagnier-Jouvray e Carole Maurel

O mais recente livro lançado pela Levoir ainda durante o mês de Março - e, também, a propósito da celebração das Mulheres devido ao Dia Internacional da Mulher - que dá pelo nome de Nellie Bly - A História de uma Pioneira, foi um autêntico tiro certeiro da editora portuguesa, já que a história biográfica de Nellie Bly é muito interessante, valendo muito a pena conhecer, e as ilustrações fazem do livro uma obra bela e singular. Fiquei muito bem impressionado com a aposta e até faço votos para que a Levoir volte a este pendor mais demarcadamente franco-belga!

A autoria da obra é de Virginie Ollagnier-Jouvray e Carole Maurel, ambas francesas, e procura retratar a vida e as realizações de Nellie Bly, uma das primeiras jornalistas de investigação e uma figura emblemática do feminismo no final do século XIX. Nunca tinham ouvido falar de Nellie Bly? Pois, lamentavelmente, eu também não! Agora que li o livro, lamento a minha ignorância que, certamente, será partilhada por muitos. E isso leva-me, logo à partida, a achar que estas obras são relevantes, para assinalar os feitos de tantas Mulheres que ousaram singrar e desafiar as convenções e o papel social que lhes era atribuído, embora a História não lhes tenha reservado um lugar de muito destaque.

Nellie Bly - A História de uma Pioneira, de Virginie Ollagnier-Jouvray e Carole Maurel - Levoir
Como referia acima, Nellie Bly, ou Elizabeth Cochran Seaman, já que "Nellie Bly" era apenas um pseudónimo, foi uma jornalista, escritora e inventora norte-americana, pioneira do jornalismo de investigação. Ficou especialmente famosa por uma reportagem em que se infiltrou num hospital psiquiátrico - fingindo, portanto, ser louca - para, dessa forma, poder expor os abusos sofridos pelas pacientes. Além disso, também ganhou notoriedade por, inspirada pelo romance A Volta do Mundo em 80 Dias, de Júlio Verne, fazer uma viagem à volta do mundo em 72 dias. Cobriu ainda a I Guerra Mundial a partir da Europa. Mas é nessa sua estadia enquanto paciente do hospital psiquiátrico de Blackwell's Island que este livro mais se baseia.

Não só, mas principalmente, visto que a obra também explora a juventude de Nellie Bly e a sua caminhada até se tornar na mulher forte e sagaz que é. Esta dualidade narrativa, funciona muito bem para dar um ritmo envolvente ao relato, mantendo o leitor interessado ao revelar gradualmente os eventos que moldaram a jornalista, enquanto permite que o relato "respire" melhor.​

A investigação de Nellie Bly no asilo é apresentada de forma detalhada e impactante. A obra expõe as condições desumanas e os abusos sofridos pelas mulheres internadas, muitas vezes sem qualquer justificação válida, ressaltando a crítica social presente no trabalho original de Bly, e levando-nos, claro, a uma abordagem ao contexto social e cultural do período, em que são destacadas as limitações impostas às mulheres e os desafios enfrentados por aquelas que ousavam questionar o status quo. Torna-se, pois, um livro pesado no tema, que nos faz engolir em seco várias vezes, tal não é a violência psicológica exercida pelos responsáveis desta instituição psiquiátrica. A determinação de Nellie Bly, contudo, é inabalável e a forma como esta mulher ousou desafiar essas normas é evidenciada ao longo da obra.​ O trabalho efetuado pela protagonista chegou mesmo a ter consequências sociais e políticas na época, levando a que o estado de Nova Iorque implementasse uma lei para melhoramento dos hospitais psiquiátricos. Com este ato corajoso e ousado, cimentou o seu legado como uma das mais notáveis jornalistas da história.

Nellie Bly - A História de uma Pioneira, de Virginie Ollagnier-Jouvray e Carole Maurel - Levoir
Além da qualidade artística, a história de Nellie Bly - A História de uma Pioneira é extremamente interessante e muito bem construída. A maneira como os eventos são apresentados, alternando momentos de tensão, descoberta e triunfo, mantém um ritmo envolvente e prende a atenção do leitor do início ao fim. Gostei também da forma como o livro não tenta ser demasiadamente factual e/ou burocrático - neste tipo de obras é algo que, infelizmente, acontece muitas vezes. Ao invés, a história é-nos servida com um belo ritmo, quase cinematográfico, alternando entre flashbacks e momentos de quase fantasia dramática em que os fantasmas dos dramas vividos pelas mulheres naquele asilo rodeiam as personagens. Por todos este motivos, não é apenas uma leitura informativa... é, também, uma leitura emocionante.

As ilustrações de Carole Maurel - autora de quem falei há poucos dias devido ao seu igualmente excelente trabalho em Bobigny 1972 - contribuem significativamente para fazer deste livro uma bela obra de banda desenhada. Com um estilo clássico e elegante, embora moderno, e bastante europeu na abordagem, as imagens em tons quentes para o passado da protagonista e em tons frios para a sua estadia no hospital psiquiátrico captam a essência da época e do espaço, enquanto enfatizam as emoções das personagens, enriquecendo a experiência de leitura em momentos que acabam por ficar na nossa retina.​

Nellie Bly - A História de uma Pioneira, de Virginie Ollagnier-Jouvray e Carole Maurel - Levoir
As ilustrações de Carole Maurel são, por isso, um dos grandes destaques da obra. Os desenhos possuem uma beleza singular, criando uma atmosfera envolvente que transporta o leitor para o final do século XIX. A expressividade das personagens é notável, transmitindo emoções de maneira marcante e reforçando o impacto dos momentos mais dramáticos da história. Cada cena é cuidadosamente composta, tornando a experiência visual tão poderosa quanto a narrativa. Gostei especialmente da maneira como os fantasmas/espíritos são introduzidos na componente visual da obra, tornando-a muito mais densa e séria. Se esta é uma banda desenhada cujos desenhos podem parecer "leves" e simpáticos, não deixa de ser verdade que também há partes sombrias, que tornam a experiência mais adulta.  Ao fim de dois belíssimos livros, tenho que admitir que já sou fã de Carole Maurel.

Outra das coisas bem conseguidas nesta obra é o belo trabalho de edição da Levoir. O livro pode parecer ter as características habituais da coleção de novelas gráficas da editora, mas verifica-se um trabalho mais aprimorado que, logicamente, bonifica a qualidade do objeto-livro. A capa é dura e baça e o papel baço é de boa qualidade. Como também o é o trabalho de impressão e encadernação. No final do livro, no generoso caderno de extras, com 13 páginas adicionais, são-nos oferecidas ainda duas entrevistas com as autoras que nos permitem aprofundar o seu processo criativo, ao mesmo tempo que nos são mostrados belos esboços de Carole Maurel. E tudo apresentado com um belo grafismo.

Em suma, Nellie Bly - A História de uma Pioneira é um excelente cartão de visita para os novos lançamentos da Levoir, assumindo-se como uma leitura enriquecedora que combina narrativa envolvente e arte expressiva para contar a história de uma mulher extraordinária que desafiou as convenções da sua época e deixou um legado duradouro no jornalismo e na luta pelos direitos das mulheres. Excelente aposta!


NOTA FINAL (1/10):
9.5



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020



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Nellie Bly - A História de uma Pioneira, de Virginie Ollagnier-Jouvray e Carole Maurel - Levoir

Ficha técnica
Nellie Bly - A História de uma Pioneira
Autoras: Virginie Ollagnier-Jouvray e Carole Maurel
Editora: Levoir
Páginas: 184, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 195 X 270mm
Lançamento: Março de 2025

ASA prepara-se para lançar "O Ditador e o Dragão de Musgo"!


O início do ano para a editora ASA, no que ao lançamento de banda desenhada diz respeito, está mesmo a ser retumbante!

A par da editora Devir - que está igualmente com um grande fluxo de edições de banda desenhada - a ASA parece estar a todo o vapor.

Neste mês em que ainda estão a chegar às livrarias obras como Hoka Hey!, Michel Vaillant - Corridas Lendárias, Borboleta e A Detective Russa, a editora já fez saber quais serão as novidades para o próximo mês de Abril.

Os leitores podem, portanto, esperar obras como As Águias de Roma VII, Airbone 44, Alguém Com Quem Falar (de Panaccione, autor de Um Oceano de Amor) e este O Ditador e o Dragão de Musgo, dos autores Fabien Tillon e Fréwé, que desconheço totalmente.
Mesmo assim, uma rápida pesquisa na internet permite que verifiquemos que esta é uma obra originalmente lançada no ano passado - e, portanto, bastante atual - e que recebeu uma boa aceitação por parte de crítica e público, talvez devido à sua história que, mesmo parecendo mirabolante, é verdadeira.

O livro já se encontra em pré-venda no site da editora e deverá chegar às livrarias a partir do próximo dia 15 de Abril.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais da versão francesa.


O Ditador e o Dragão de Musgo, de Fabien Tillon e Fréwé

Hong-Kong, 1978. 

O realizador e produtor Shin Sang-Ok – estrela da Coreia do Sul – anda à procura da sua mulher, a atriz Choi Eun-hee, desaparecida há várias semanas. Até que acaba por ser, também ele, raptado.

Tal como muitos outros artistas japoneses, chineses ou coreanos antes dele, foi levado para servir a Coreia do Norte. A sua missão: realizar, em nome da ditadura, filmes que marcarão a história do cinema de Pyongyang.

Com base numa história incrível, mas verdadeira, os autores concebem um thriller cativante que é, simultaneamente, uma homenagem ao cinema asiático dos anos 70.

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Ficha técnica
O Ditador e o Dragão de Musgo
Autores: Fabien Tillon e Fréwé
Editora: ASA
Páginas: 144, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 291 x 210 mm
PVP: 24,90€

quinta-feira, 27 de março de 2025

Passatempo Especial VINHETAS D'OURO 2024!



A próxima Gala dos VINHETAS D'OURO 2024, os Prémios da Banda Desenhada da Crítica Portuguesa, acontece na próxima segunda-feira, dia 31 de Março, às 22h00, no seguinte link.

A esse propósito o Vinheta 2020 lança um passatempo que oferecerá um belo prémio, no valor de mais de 200€ em banda desenhada, a quem acertar em quem serão os vencedores dos VINHETAS D'OURO 2024.

Portanto, o desafio mantém-se:


CONSEGUES ADIVINHAR QUEM SERÃO OS VENCEDORES DE CADA CATEGORIA?


A primeira pessoa que acerte quem são os vencedores de cada categoria dos VINHETAS D'OURO 2024 recebe um fantástico prémio, composto por 11 livros de banda desenhada, avaliada em 210,64€!


Os livros que compõem o prémio são:

1) Blake e Mortimer - Assinado "Olrik"
2) Clube das Princesas Amaldiçoadas #2
3) Ilíada Vol. 1 (de 3) - O Pomo de Discórdia
4) Ilíada Vol. 2 (de 3) - A Guerra dos Deuses
5) Ilíada Vol. 3 (de 3) - A Queda de Troia
6) Napoleão - Volume 1 (de 3)
7) Napoleão - Volume 2 (de 3)
8) Napoleão - Volume 3 (de 3)
9) Tintin no País dos Sovietes
10) UnOrdinary #1
11) UnOrdinary #2


Um passatempo que é apoiado pelas editoras ASA e Gradiva


A forma de participação é simples. Confere abaixo.



REGRAS DE PARTICIPAÇÃO


- Escreve nos comentários deste artigo os teus palpites sobre quem serão os vencedores dos VINHETAS D'OURO 2024 para cada uma das catorze categorias a concurso.




VENCEDOR


- A primeira pessoa a adivinhar corretamente quem são os vencedores dos VINHETAS D'OURO ganha o cabaz de livros anunciado. Se ninguém acertar em todos os vencedores, será escolhido o participante cujo palpite mais se aproximou do resultado final. Em caso de empate entre palpites, o modo de desempate é consoante a data de participação. Portanto, não percas mais tempo e escreve o teu palpite abaixo.

Só são válidas as participações nos comentários do blog. Comentários nas redes sociais não serão contabilizados.


Válido para Portugal Continental.


O prazo para participação termina às 21h59 de segunda-feira, dia 31 de Março, e o vencedor será anunciado durante a semana seguinte à transmissão da Gala. É importante que fiquem atentos a esse anúncio, pois só assim o vencedor poderá reclamar o seu prémio.

Portanto, não percas mais tempo e participa!

Boa sorte a todos!




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NOMEADOS PARA OS VINHETAS D’OURO 2024, POR CATEGORIA:


1. Melhor Álbum de Autor Português
Espiga, de Bernardo Majer
Fojo, de Osvaldo Medina
O Atendimento Geral, de Paulo J. Mendes
O Corvo VII – O Despertar dos Esquecidos, de Luís Louro

2. Melhor Argumento Original de Autor Português
Fojo, de Osvaldo Medina
O Atendimento Geral, de Paulo J. Mendes
O Corvo VII – O Despertar dos Esquecidos, de Luís Louro
Sol, de Diogo Carvalho

3. Melhor Argumento Adaptado de Autor Português
A Dama Pé de Cabra, de Manuel Morgado
Carta a El-Rei D. Manuel sobre o Achamento do Brasil, de André Morgado
Farsa de Inês Pereira, de André Morgado
O Crime do Padre Amaro, de André Oliveira

4. Melhor Ilustração de Autor Português
A Dama Pé de Cabra, de Manuel Morgado
Boarding Pass, de Ricardo Santo
Fojo, de Osvaldo Medina
O Corvo VII – O Despertar dos Esquecidos, de Luís Louro

5. Obra Revelação da Banda Desenhada Nacional
Amor, de Filipa Beleza
Last Call, de Gonçalo Fernandes
O Arauto #1, de Ruben Mocho
Paciência é o Meu Nome do Meio, de Inês Fetchónaz

6. Melhor Curta De BD de Autor Português
A Armação, de Daniel Silvestre
A Insubordinação Mais Bela, de Daniel Maia
Deadones , de João Gordinho
There Are Waves in the Cosmos, de Daniel da Silva Lopes

7. Melhor Álbum Estrangeiro
A Estrada, de Manu Larcenet
As Guerras de Lucas, de Renaud Roche e Laurent Hopman
Erva, de Keum Suk Gendry-Kim
Na Cabeça de Sherlock Holmes, de Cyril Lieron e Benoit Dahan

8. Melhor Série de Banda Desenhada
O Árabe do Futuro, de Riad Sattouf
Jonas Fink, de Vittorio Giardino
Spirou - A Esperança Nunca Morre..., de Émile Bravo
Trilogia de Nova Iorque, de Mikaël

9. Melhor Obra de Humor em Banda Desenhada
Gaston #22 - O Regresso de Lagaffe, de Delaf
Lucky Luke - Os Indomados, de Blutch
Lucky Luke - Um Cowboy Sob Pressão, de Achdé e Jul
O Atendimento Geral, de Paulo J. Mendes

10. Melhor Edição de Banda Desenhada
Na Cabeça de Sherlock Holmes, de Cyril Lieron e Benoit Dahan
O Inferno de Dante, de Gaëtan e Paul Brizzi
Shi - Livro 1, de Zidrou e Homs
Thorgal - Adeus Aaricia, de Robin Recht

11. Melhor Reedição de Banda Desenhada
Fábulas das Terras Perdidas - Sioban, de Dufaux e Rosinsky
O Mercenário, de Vicente Segrelles
Toda a Mafalda, de Quino
Verão Índio, de Pratt e Manara

12. Melhor Banda Desenhada Infanto-Juvenil
A Bibliotecária de Auschwitz, de Salva Rubio e Loreto Aroca
A Minha Mamã está na América e encontrou o Buffalo Bill, de Jean Regnaud e Émile Bravo
Nascidas Rebeldes - Miúdas de Punho Erguido, de Vários Autores
O Vento nos Salgueiros, de Michel Plessix

13. Melhor Obra de Estilo Mangá publicada em Portugal
Bairro Distante, de Jiro Taniguchi
Boa Noite, Punpun, de Inio Asano
Monster , de Naoki Urasawa
Sunny, de Taiyo Matsumoto

14. Melhor Loja Portuguesa de Banda Desenhada
BD Mania (Lisboa)
Dr. Kartoon (Coimbra)
Kingpin Books (Lisboa)
Mundo Fantasma (Porto)

Luís Louro recebe prémio histórico!



Definitivamente, o ano 2025 será um ano de celebração e consagração para o autor português Luís Louro!

Depois de, no ano passado, a sua obra mais célebre, O Corvo, ter comemorado 30 anos de existência; depois de ter recebido o Troféu de Honra do Município da Amadora, nos últimos Prémios de Banda Desenhada do Amadora BD; e depois de, já neste ano de 2025, o autor assinalar 40 anos de carreira... surge mais um prémio, mais uma honraria, para Luís Louro!

Falo da Medalha Municipal de Mérito Cultural que o autor agora vê ser-lhe atribuída pela Câmara Municipal de Lisboa

E tal acontecimento é histórico pois, segundo o que pude apurar, e corrijam-me se estiver equivocado, esta homenagem nunca havia sido dada a um autor de banda desenhada por parte do Munícipio de Lisboa!

Deixo-vos a nota oficial que me chegou sobre este importante feito, enquanto aproveito para dar os parabéns a Luís Louro por toda a carreira ao serviço da banda desenhada que, justamente, é digna de todos os louvores e homenagens!


LUÍS LOURO É AGRACIADO COM A MEDALHA DE MÉRITO CULTURAL DA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA

40 anos a desenhar a sua cidade, onde nasceu e cresceu, Luís Louro conseguiu através da Banda Desenhada captar toda a beleza e essência de Lisboa.

Criou o primeiro Herói Lisboeta no activo, O Corvo, cuja missão é proteger a cidade e cujo superpoder é ajudar os outros.

Também recentemente, com O Corvinho, fez chegar a força desse herói aos mais pequenos, encaminhando-os até à magia da cidade.

O seu traço arejado, único e reconhecível, a par do uso de cores vibrantes que também o caracteriza, revela em cada monumento, casa, telhado, janela, rua, ou viela, a luz tão especial que banha a cidade e, principalmente, o seu amor por Lisboa.

Luís Louro e as suas histórias fazem de Lisboa uma cidade ainda maior e dão a Portugal um brilho que vai muito além do papel, marcando na memória de cada um, abarcando até a beleza da fealdade, como fez magistralmente em Alice, Watchers ou Sentinel.

É a primeira vez que a Banda Desenhada é distinguida com esta Insígnia pela cidade de Lisboa, mas não é só Luís Louro que é homenageado, é também a cidade das sete colinas que honra assim a nona arte. 

Sempre Lisboa!