Desta vez, estamos perante a obra Dez Mil Elefantes, dos autores Pere Ortín e Nzé Esono Embalé. Autores estes que, na sexta-feira passada, marcaram presença na Feira do Livro de Lisboa para apresentação e sessão de autógrafos.
Esta é uma história que nos fala do colonialismo espanhol em África. Em concreto, na Guiné Equatorial. A técnica de desenho, sento feita em esferográfica, é peculiar, o que me está a deixar com vontade de ler este livro nos próximos dias.
Mais abaixo, deixo-vos com a nota de imprensa da editora e com algumas imagens promocionais.Dez Mil Elefantes, de Pere Ortín e Nzé Esono Embalé
Depois do Irão dos ayatollahs e da Rússia de Dostoiévski, este terceiro volume da colecção "Novela Gráfica" leva-nos à Guiné Equatorial, durante o período da colonização espanhola, com Dez Mil Elefantes, de Pere Ortin e Nzé Esono Ebalé, dois autores em estreia nesta colecção.
O volume 3 da colecção novela gráfica, Dez Mil Elefantes é uma espectacular banda desenhada sobre o passado colonial espanhol na Guiné Equatorial, prémio Baudet d’Or Argumento de Pere Ortín. Um livro diferente que a Levoir e o Público editam a 19 de Junho. Esta obra já foi editada na Alemanha e vai ser editado em França pela Dupuis.O jornalista, escritor e guionista espanhol Pere Ortín, argumentista desta obra tem uma vasta experiência no mundo da reportagem, tendo já realizado trabalhos em vários países africanos.
Pere Ortín deparou-se com a história por acaso já na década de 90, numa das suas primeiras visitas à Guiné Equatorial. Mais tarde, chegou a conhecer o próprio Manuel Hernández Sanjuán e herdou do cineasta os negativos de todo o material produzido naquela expedição. Desde então, o jornalista não parou de investigar o tema, passando a história para a banda desenhada com a ajuda de Nzé Esono Ebalé.
Nzé Esono Embalé é um ilustrador, artista multidisciplinar e ativista da Guiné Equatorial que assinou alguns dos seus trabalhos como Ramón Esono ou Jamón y Queso.Os seus trabalhos têm sido exibidos em todo o mundo. Tornou-se conhecido em 2017 quando foi preso durante seis meses, acusado de ter injuriado e difamado o ditador da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, na sua banda desenhada La pesadilla de Obi, um verdadeiro ataque à liberdade de expressão que levou organizações de defesa dos direitos humanos de todo o mundo a mobilizarem-se para exigir a sua libertação.
Entre 1944 e 1946, sob o regime de Franco, o cineasta madrileno Manuel Hernández Sanjuán e a sua equipa viajaram para a Guiné para retratar a vida colonial daquela insólita Espanha Negra no coração de África. A história da sua expedição é narrada neste livro por Ngono Mbá, um dos carregadores que participou na estranha viagem que deveria «documentar» as verdades inventadas do regime: essa memória não memorizada que continua a ser, ainda hoje, o passado colonial espanhol."Foi todo feito com caneta esferográfica. Eu queria incorporar a minha infância no desenho artístico, a minha falta de bens materiais, já que a caneta esferográfica era a única coisa que eu tinha na altura", refere.
Desta escolha pouco ortodoxa de material de desenho, resultam páginas profundamente originais, com uma sensibilidade africana evidente, até na forma como a cor da pele dos brancos é representada.
Mas, além de um mergulho num passado colonial doloroso e pouco falado, este livro é também uma homenagem do desenhador à sua mãe."
Ficha técnica
Dez Mil Elefantes
Autores: Pere Ortín e Nzé Esono Embalé
Editora: Levoir
Páginas: 144, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 170 x 240 mm
PVP: 16,90€







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