sexta-feira, 10 de abril de 2026

Exposição focada em autoras de BD arranca amanhã no Barreiro!


É já amanhã que inaugura no Ilustra BD, no Barreiro, no AMAC - Auditório Municipal Augusto Cabrita, a exposição Mulheres de Papel - O Papel das Mulheres na Banda Desenhada Portuguesa, que procura ser uma mostra coletiva da produção feminina nacional de banda desenhada!

A curadoria desta exposição ficou a meu cargo, pelo que tenho um especial carinho por esta mostra que, naturalmente, inclui a criação de algumas (16!) das minhas autoras preferidas de banda desenhada.

As autoras em questão são: Alice Prestes, Amanda Baeza, Bárbara Lopes, Filipa Beleza, Inês Garcia, Joana Afonso, Joana Mosi, Joana Rosa, Kachisou, Margarida Madeira, Marta Teives, Patrícia Costa, Raquel Costa, Rita Alfaiate, Sofia Neto e Susa Monteiro.

Sou suspeito a falar, mas estou muito orgulhoso com esta exposição, pois houve um esforço das autoras, Organização e curador para que houvesse um alargado conjunto de originais em detrimento de prints. Além disso, a exposição contará ainda com uma componente audiovisual em que serão exibidos, em vídeo, os diferentes processos de criação das diferentes autoras, o que é especialmente pertinente para termos acesso a este lado mais intimista e pessoal da feitura de banda desenhada.

A exposição Mulheres de Papel - O Papel das Mulheres na Banda Desenhada Portuguesa está inserida nas restantes atividades do Ilustra BD e contará ainda com exposições dedicadas ao Naruto, ao Peanuts / Snoopy e ao livro de Pierre Alary, Don Vega. Pierre Alary que marcará presença no evento, bem como um bom número de autores nacionais.

No sábado e no domingo haverá ainda espaço para conversas entre autores e editores.

São razões grandes para que haja uma deslocação ao Ilustra BD que tem entrada livre e que já caminha para a sua 7ª edição.

Vemo-nos por lá.






domingo, 5 de abril de 2026

Ilustra BD 2026 arranca no próximo sábado e conta com a presença de um autor estrangeiro!




É já no próximo sábado que é inaugurado o Ilustra BD, no Barreiro. O evento decorre no AMAC - Auditório Municipal Augusto Cabrita e tem entrada livre.

Este é um certame que me tem agradado muito, especialmente pela qualidade das suas exposições.

Este ano, tive o prazer de ser o comissário de uma exposição. Aquela que se chama Mulheres de Papel e é dedicada a 16 autoras portuguesas de banda desenhada. Como tal, estou com uma dose extra de satisfação por ter contribuído para este evento.

Nota positiva - aliás, muito positiva! - para a presença de um autor estrangeiro que oferece, pela primeira vez, um cunho de evento internacional ao Ilustra BD. Falo de Pierre Alary, autor de Don Vega, publicado pela Ala dos Livros, que não só terá uma exposição que lhe é dedicada, como também estará presente para uma sessão de autógrafos.

Em termos de moderação de conversas, também estarei presente, durante os dois dias do fim de semana, para uma conversa com várias individualidades, editoras e autoras, a propósito da presença das mulheres portuguesas na 9ª Arte, no sábado, e para uma apresentação do livro inVISÍVEIS - Histórias de Banda Desenhada Que Desmistificam Preconceitos Sobre a Banda Desenhada, da CERCIOEIRAS, que contará com a presença dos autores Daniel Maia, Osvaldo Medina e Susana Resende.

É imperativo não faltar a este evento, diria.

Mais abaixo, deixo-vos com a nota de imprensa da Organização.






Ilustra BD 2026

O Ilustra BD regressa ao Barreiro para a sua 7ª edição, com uma programação diversificada que reúne autores portugueses e estrangeiros, editores e público, numa grande celebração da banda desenhada e da ilustração.

Quanto às exposições, teremos:

“Snoopy e os Peanuts”, de Schulz: dedicada à icónica personagem que celebrou os seus 75 anos, numa parceria com a editora Penguin.

“Shhhh”, de André da Loba: uma experiência sensorial inspirada no livro homónimo, pensada para o público escolar, onde o autor convida a explorar os sons do dia-a-dia.

“Zorro - o Herói Popular”, de Pierre Alary: exposição sobre o livro que evoca o mito do libertador dos oprimidos, em parceria com a Editora Ala dos Livros.

“Mulheres de Papel”: 16 ilustradoras com curadoria de Hugo Pinto, explora o papel das mulheres na BD portuguesa, reunindo o trabalho de 16 autoras contemporâneas.

“Naruto”, de Masashi Kishimoto: uma viagem pela jornada do lendário ninja, com curadoria de Paulo Monteiro e parceria com a editora DEVIR.

À semelhança das edições anteriores, o evento contará com uma feira do livro, sessões de autógrafos, conversas com autores, oficinas e visitas guiadas. A identidade visual desta edição é assinada por Gualter Amaro.



quinta-feira, 2 de abril de 2026

Vai sair BD portuguesa ambientada no tempo do Estado Novo!



A Iguana prepara-se para editar, a partir do próximo dia 13 de Abril, a nova BD da dupla portuguesa formada por Paulo Caetano e Jorge Mateus!

Depois de O Segredo dos Mártires, dos mesmos autores, nos ter transportado até ao tempo dos Descobrimentos Portugueses, desta vez a sua nova obra leva-nos para um tempo menos dourado da História portuguesa: o dos anos 50, em que o Estado Novo estava bem instalado no poder e era apoiado pela PIDE.

É um livro que me está a despertar bastante a curiosidade e que já pode ser encontrado em pré-venda no site da editora.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.

A Fuga, de Paulo Caetano e Jorge Mateus

Nos turbulentos finais dos anos 50, quando Portugal fervilhava entre a miséria, a coragem e a repressão, um homem simples torna-se protagonista de uma das fugas mais audaciosas da história do regime salazarista. António Tereso, motorista da Carris e militante clandestino do PCP, é preso pela PIDE e, quebrado pela tortura, carrega uma culpa que o consome: falou quando não devia. Agora, precisa de recuperar a honra - perante a família, os companheiros e o próprio Partido.

A FUGA revela o percurso íntimo e heróico de Tereso: a vergonha, o isolamento entre os «rachados», a humilhação e o plano impossível que aceita para se redimir - organizar uma evasão da fortíssima cadeia de Caxias. Durante dois anos vive uma dupla identidade, conquista a confiança dos guardas e prepara, em segredo absoluto, uma operação digna de cinema.

O resultado é uma fuga espetacular: um carro blindado oferecido por Hitler a Salazar, sete dos mais importantes dirigentes comunistas escondidos no seu interior e um homem determinado a recuperar a dignidade perdida - custe o que custar.

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Ficha técnica
A Fuga
Autores: Paulo Caetano e Jorge Mateus
Editora: Iguana
Páginas: 112, a cores
Encadernação: Capa mole
Formato: 170 x 240 mm
PVP: 18,45€

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Pingo Doce lança coleção de banda desenhada a 6,99€, cada livro!




A cadeia de supermercados Pingo Doce lançou uma nova coleção de banda desenhada! Por lapso meu, referi que era uma novidade - pois só dela tive conhecimento esta semana, através de uma campanha do supermercado - mas, na verdade, e tal como várias pessoas me informaram, esta coleção já tinha arrancado ainda no ano passado.

A coleção em questão dá pelo nome de Sabes que Mais?! e assume-se como uma banda desenhada de cariz educativo, mais destinada a um público infanto-juvenil, com cada um dos livros a elucidar os leitores sobre um tema em particular.

Os dois primeiros livros que chegaram aos supermercados foram O Japão e A Mitologia Grega. O primeiro é da autoria de Arnaud Huber e Théo Calméjane e o segundo tem como autores Thibault Guichon-Laurier e Bob.

Esta coleção foi originalmente lançada em França, partir do ano 2023, pela editora Fleurus, reunindo até à data, 7 volumes, entre os quais A Primeira Guerra Mundial, O Espaço, Os Dinossauros, O Egito Antigo e O Corpo Humano, para além, claro, de O Japão e A Mitologia Grega.

Cada livro tem 80 páginas, encadernação em capa mole e um preço de 6,99€(!). Um preço que, digamos, por ser tão baixo face à realidade atual, já parece de um outro tempo longínquo.

Mais abaixo, deixo-vos com duas pranchas da edição original francesa destes dois livros que já se encontram disponíveis para compra no site do Pingo Doce.








terça-feira, 31 de março de 2026

Já foram revelados os vencedores das bolsas de BD!...


... e, mais uma vez, há demasiadas áreas cinzentas na atribuição destes dinheiros públicos. Como manda a praxe.

Os que me conhecem bem, ou relativamente bem, sabem de uma coisa: não tenho por hábito destruir, denegrir, desrespeitar ou, sequer, policiar o trabalho dos outros.

Acredito que todos nós - incluindo a minha pessoa, claro está - erramos. Ou não fôssemos nós humanos. Portanto, é natural que nada seja perfeito. E até convivo bem com isso, não pedindo perfeição aos outros. Se nós próprios não somos perfeitos, por natureza, que sentido faz pedir perfeição aos outros?

Porém, tenho que vos dizer que a paciência me começa a faltar perante tantos equívocos e tantas coisas dúbias, estranhas e difíceis de explicar, sempre que há dinheiros públicos envolvidos. Seja em que área for. Neste caso, na banda desenhada.

E isto para dizer o quê?

Bem... que foram ontem conhecidos os resultados das Bolsas de Criação em Banda Desenhada e Literatura Infantil e Juvenil 2025.

As bolsas foram atribuídas aos seguintes autores, que parabenizo:

Marco Mendes
Ana Margarida Matos
Francisco Sousa Lobo
Júlia Barata
Alexandra Lourenço Dias
Joana Mosi
Carlos Baptista Moura Pinheiro

A todos estes autores - alguns já repetentes nestas andanças - eu desejo as maiores felicidades e sucesso na execução das suas obras. Que espero ler no próximo ano.

Isto é, por si só, uma excelente notícia, pois é bom que haja bolsas e incentivos para que a criação artística - seja em que disciplina for - possa subsistir. E, em especial, é bom que a banda desenhada que, como bem sabemos, é das artes que dá menos dinheiro aos seus criadores, possa estar incluída nesta atribuição de apoios e incentivos. 

Este programa em concreto, anunciado há um ano, deu conta de que haveria 18 bolsas individuais, cada uma no valor de 15 mil euros, para atribuir a projetos de criação em banda desenhada e em literatura infantil e juvenil. 9 bolsas para a banda desenhada e 9 bolsas para a literatura infantil e juvenil.

Pois bem... isso não aconteceu. Apenas foram atribuídas 7 bolsas à banda desenhada e 11 delas foram atribuídas à literatura infantil e juvenil. A BD perdeu duas bolsas, a literatura infantil e juvenil ganhou duas bolsas. Sem que haja uma explicação da organização. Foi assim e pronto.

O que entra logo em conflito com o próprio texto de lei que dá conta que, e passo a citar, "este diploma cria o Programa Bolsas Anuais de Criação em Banda Desenhada e Literatura Infantil e Juvenil, através do qual serão atribuídas bolsas anuais, garantindo-se uma distribuição equitativa entre os géneros contemplados, com um número igual de bolsas destinadas à criação na área da Banda Desenhada e na área da Literatura Infantil e Juvenil."

Ora, se se deu o caso de não haver candidaturas suficientes em uma ou duas regiões do país, por que razão essas duas vagas deixadas livres não foram utilizadas para apoiar dois outros projetos em banda desenhada de uma outra região do país? Por que razão se optou por apoiar um projeto de uma outra disciplina? Não se compreende e é anti-regulamento.

E não ficamos por aqui. 

Segundo a informação avançada pela própria DGLAB, não foi feita a audiência de interessados, conforme também estava estipulado em sede de regulamento. Aparentemente, a razão deveu-se a haver um grande volume de candidaturas. Mas brincamos com quem? Então o simples facto de haver "muitas candidaturas" faz com que se opte por não se fazer o trabalho esperado e regulamentado? Really?

Não é este trabalho dos jurados um serviço pago por todos nós? E se é pago não é pela simples razão de "dar trabalho"? Não posso deixar de recordar a célebre frase do filme Doidos à Solta em que é dito, em tom de crítica que "não há um único trabalho nesta cidade, a não ser que queiras trabalhar 40 horas por semana." 

Será que é muito trabalho para uma só pessoa? Talvez sim, talvez não. 

O que me leva ao meu terceiro ponto.

Custa-me também a compreender que seja uma única pessoa - sim, uma única pessoa! - a escolher os desígnios dos dinheiros públicos para uma atribuição deste teor. Se até num concurso de banda desenhada como o do Amadora BD, eu tenho sido publicamente muito vocal - mesmo quando desempenhei as funções de Presidente do Júri desses prémios, não me escudando nessa mesma função - para que o número de jurados seja alargado, imagine-se num concurso à escala nacional! Contado, ninguém acredita. Ao menos, nos Prémios do Amadora BD, ainda são três pessoas a escolher os vencedores, o que pressupõe que haja um mínimo de diálogo e deliberação. Aqui, nem isso. Em matéria de atribuição de bolsas, parece que basta que seja uma pessoa a decidir quem recebe o dinheiro público.

Relembro até que também é referido em Diário da República (Portaria n.º 121/2025/1, de 20 de março), e passo a citar, que "o júri é composto por especialistas nas áreas de Banda Desenhada e de Literatura Infantil e Juvenil.". Ora, especialistas, no plural, quando apenas há um especialista por área? Ou estaria a frase a referir-se, no plural, aos prémios de BD e de livros de literatura infantil e. juvenil? Pois, tudo muito dúbio, ficando à mercê da interpretação mais vantajosa. Mais uma área cinzenta.

Atenção que não aponto armas ao jurado responsável pela área da banda desenhada, João Ramalho-Santos, que conheço e que me parece uma pessoa isenta e responsável, mas é óbvio que este regulamento e estas regras estão longe de serem justas. 

Posso também adiantar que são vários os autores de renome, alguns com prémios e nomeações em Portugal e até - imagine-se! - no estrangeiro, cujos projetos a concurso foram preteridos. Por não terem qualidade suficiente, talvez? E por isso houve 30.000€ a serem canalizados para os livros infantis e juvenis? Não sei.. estou apenas a perguntar para o ar.

Até porque, pelo menos até agora, apenas posso fazer isso, pois à data da publicação deste artigo, já submeti as minhas dúvidas à DGLAB, que ainda não me respondeu. Se isso vier a acontecer, não terei pruridos em tornar essas explicações públicas. E, se forem compreensíveis, a enaltecer a organização.

Não persigo ninguém, nem nada, a não ser a falta de seriedade na utilização dos dinheiros públicos que põe em causa a 9ª arte em Portugal. Tem que haver uma maneira melhor e mais sensata de fazer as coisas.

Especialmente quando estamos a falar da utilização do dinheiro que nos sai, a todos, da algibeira.

ASA vai lançar BD sobre Saint-Exupéry, o autor de "O Principezinho"!



Enquanto fã confesso de O Principezinho, um dos livros da minha vida e uma das obras que considero mais inspiradas e inspiradoras de sempre, estou muito contente por vos anunciar que a ASA vai lançar, a partir do próximo dia 22 de Abril, o livro O Príncipe dos Pássaros de Alto Voo, que procura ser uma biografia sobre Antoine de Sain-Exupéry, o autor deste livro inesquecível.

O autor deste O Príncipe dos Pássaros de Alto Voo é Philippe Girard, do qual eu nunca li nada, confesso, embora seja um autor canadiano com um número considerável de obras publicadas.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais da edição francesa da obra.

O Príncipe dos Pássaros de Alto Voo, de Philippe Girard

Abril de 1942: Depois de ser desmobilizado, Antoine de Saint-Exupéry viveu exilado em Nova Iorque. 

Deprimido, o escritor-aviador sonha apenas com o regresso ao combate para defender a França ocupada. 

É nesse contexto que o seu editor canadiano o convida para uma digressão promocional pelo Canadá. 

Saint-Exupéry desembarca em Montreal com a mulher, no momento em que o Canadá, que estava em guerra com a Alemanha, ordena o encerramento de todas as embaixadas francesas no seu território.

Resultado, o escritor fica encurralado no Quebeque. Então, começa uma temporada cheia de surpresas: entre as cidades e o campo, o escritor encontra uma menina que desenha carneiros, um acendedor de candeeiros e um rapazinho de olhos claros, que faz muitas perguntas…

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Ficha técnica
O Príncipe dos Pássaros de Alto Voo
Autor: Philippe Girard
Editora: ASA
Páginas: 160, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 32 x 23,8 cms
PVP: 29,90€



Análise: Nevada #3 - Blue Canyon

Nevada #3 - Blue Canyon, de Fred Duval, Jean-Pierre Pécau e Colin Wilson - A Seita

Nevada #3 - Blue Canyon, de Fred Duval, Jean-Pierre Pécau e Colin Wilson - A Seita
Nevada #3 - Blue Canyon, de Fred Duval, Jean-Pierre Pécau e Colin Wilson

Já está disponível há alguns dias uma das mais recentes apostas da editora A Seita, que dá pelo nome de Nevada. Neste caso, trata-se do terceiro volume da série, intitulado Blue Canyon, que volta a trazer o esforço coletivo dos autores Fred Duval e Jeann-Pierre Pécau, no argumento, e Colin Wilson, nas ilustrações. Relembro que a série conta com cinco volumes e que é esperado que, ainda neste ano, A Seita venha a reunir num só volume díptico, os tomos finais 4 e 5, respetivamente Jack London e Viva Las Vegas. Convido-vos também a recordarem aquilo que escrevi aos volumes anteriores da série, A Estrela SolitáriaA Estrada 99.

Blue Canyon, de que hoje vos falo, volta a oferecer-nos a curiosa e bem-vinda mistura entre os elementos de um western clássico com o ambiente cinematográfico da Hollywood dos anos 1920. 

Nevada #3 - Blue Canyon, de Fred Duval, Jean-Pierre Pécau e Colin Wilson - A Seita
Tudo começa quando, durante a rodagem de um novo filme de faroeste produzido por Louise Hathaway, a estrela principal, Sammy Glover, sofre um ataque cardíaco fulminante em pleno set. Louise precisa então de arranjar um ator substituto à altura e o único ator com talento suficiente para tal tarefa é Mac Nabb (conhecido como "A Estrela Solitária"). No entanto, Nabb é um homem difícil, consumido por vícios em jogo, álcool e drogas.

O ator aceita o papel, mas impõe uma condição específica: quer atravessar o deserto a cavalo até ao local das filmagens em Monument Valley, em vez de ir de comboio ou carro. Porquê? Porque quer mergulhar melhor no universo da personagem que vai desempenhar, procurando com isso ter uma melhor interpretação da mesma. Para tal, terá que ser Nevada Marquez a acompanhar o ator, garantindo que Mac Nabb chega vivo e a tempo ao set. Mas, claro, a viagem torna-se num autêntico desafio constante devido à natureza autodestrutiva do ator e aos perigos do deserto, misturando dívidas de jogo e acertos de contas. Acerto de contas esse que procura ser feito pelo implacável Carlsen, o que cria uma certa dinâmica de "gato e rato" na viagem das personagens.

Nevada #3 - Blue Canyon, de Fred Duval, Jean-Pierre Pécau e Colin Wilson - A Seita
Paralelamente a esta linha de ação principal, assistimos ainda à investigação levada a cabo por Louise e Miss Johnson. As duas personagens tentam desvendar a causa da morte de Sammy Glover que talvez não tenha sido tão natural como parecia inicialmente. E isto introduz uma vertente de mistério policial que se cruza com o ambiente glamoroso, mas decadente, dos primórdios do cinema.

Contudo, a estrutura da história acaba por ser o ponto mais crítico. A narrativa revela-se, por vezes, algo confusa, apresentando mudanças de cena bruscas que quebram o ritmo e que nos fazem perder um pouco a linha condutora da história. Há a sensação de que estão a acontecer demasiadas coisas ao mesmo tempo, o que pode sobrecarregar quem lê. Vejamos: temos o resgate de Mac Nab, a vingança de Carlsen e a investigação do homicídio no estúdio. Embora sejam elementos bem-vindos para adensar a trama e dar complexidade ao universo da série, a gestão destes múltiplos fios narrativos num álbum de apenas 56 páginas, torna-se algo demasiado superficial. Para que todas estas subtramas fossem devidamente explanadas e ganhassem o fôlego necessário, o argumento beneficiaria certamente de um maior número de páginas. Da forma como está, alguns desenvolvimentos parecem apressados ou comprimidos para caberem num álbum relativamente curto. É um daqueles casos em que "less is more". Por este motivo, e mesmo não sendo um mau livro, acaba por ser o álbum da série que menos me conquistou até agora. O que até pode acabar por ser uma afrimação algo injusta da minha parte, pois também considero que, face aos álbuns anteriores, os autores ousaram mais neste Blue Canyon. Infelizmente, essa ousadia poderia ter sido melhor aproveitada, quer parecer-me.

Nevada #3 - Blue Canyon, de Fred Duval, Jean-Pierre Pécau e Colin Wilson - A Seita
A nível visual, o traço de Colin Wilson é um dos grandes destaques da obra. É impossível não traçar paralelos com o estilo de Jean Giraud (Moebius) na mítica série Blueberry. Até porque, convém não esquecer, o próprio Colin Wilson foi o desenhador de A Juventude de Blueberry. Neste Nevada, o autor neo-zelandês oferece-nos um desenho bastante agradável e bonito, demonstrando uma mestria particular na composição de cenas de ação dinâmicas e fluidas.

Além disso, é também na representação dos ambientes que o seu trabalho mais se destaca, pois Wilson consegue captar com igual eficácia tanto os desertos áridos, vastos e poeirentos típicos do western tradicional, como os cenários citadinos e modernos de uma Hollywood vibrante. 

No entanto, nota-se que nem todas as vinhetas mantêm o mesmo nível de detalhe. Em certos momentos, sente-se que a representação de algumas personagens poderia ter beneficiado de um pouco mais de aprumo e acabamento. Outra coisa que acho, no mínimo, curiosa é que o rosto do protagonista, Nevada Marquez, pareça por vezes mais cru e menos refinado do que o das restantes personagens. É, portanto, uma escolha estética que, quanto a mim, não se compreende.

Nevada #3 - Blue Canyon, de Fred Duval, Jean-Pierre Pécau e Colin Wilson - A Seita
Para a boa fruição da leitura, as cores de Jean-Paul Fernandez revelam-se fundamentais. A paleta escolhida é muito bem-vinda, oferecendo uma atmosfera quente aos desfiladeiros e uma luz distinta às sequências urbanas, ajudando o leitor a situar-se nas diferentes frentes da narrativa.

A edição da editora A Seita apresenta-se em linha com os anteriores volumes da série. O livro apresenta capa dura baça, com papel brilhante no interior e um bom trabalho ao nível da impressão e encadernação.

Em suma, apesar de algumas limitações estruturais presentes no seu argumento, este terceiro volume da série Nevada é um livro que se lê bem. A premissa continua a ser refrescante, fugindo aos clichets mais batidos do género, ao colocar um herói de poucas palavras num mundo onde o cowboy está a ser substituído pelo duplo de cinema. Dito por outras palavras, esta mistura entre o final da época dourada do western e o início da também era de ouro de Hollywood, continua a ser o maior trunfo da série. 


NOTA FINAL (1/10):
7.9

Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020

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Nevada #3 - Blue Canyon, de Fred Duval, Jean-Pierre Pécau e Colin Wilson - A Seita

Ficha técnica
Nevada #3 - Blue Canyon
Autores: Fred Duval, Jean-Pierre Pécau e Colin Wilson
Editora: A Seita
Páginas: 56, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 24 x 33 cms
Lançamento: Março de 2026

sexta-feira, 27 de março de 2026

Vem aí mais uma apresentação de BD na FNAC com livros grátis!




Pois é, o mês de Março não terminará sem que o programa BD à Lupa regresse à FNAC, para mais um evento onde as pessoas presentes poderão ganhar livros de BD grátis!

À semelhança do que fizemos na edição do mês passado, em que foram mais de uma mão cheia os livros que sorteámos pelos presentes, este domingo voltaremos a oferecer livros. Sendo que, desta vez, até os podem levar assinados.

Mas mais importante que a oferta de livros, o que mais importa dizer é que para este 3º programa terei o prazer de estar à conversa com mulheres autoras de BD. Todas elas têm contribuído para que a banda desenhada também seja uma arte das mulheres, para as mulheres e pelas mulheres.

E é disso e de muitas outras coisas que falaremos.

Coloquem na agenda: é neste domingo, às 16h, na FNAC do Alegro de Alfragide, que terei o privilégio de estar à conversa com Alice Prestes, Amanda Baeza, Joana Afonso, Joana Mosi e Rita Alfaiate.

Aos que já foram às iniciativas anteriores, espero ver-vos por lá. 

Aos que não foram, não sabem o que andam a perder.

Até domingo, às 16h, na FNAC do Alegro de Alfragide.

terça-feira, 24 de março de 2026

FA Editora lança nova BD!



É com agrado que vejo a FA Editora de regresso ao lançamento de banda desenhada!

Desta vez, esta editora independente aposta numa obra de autores indianos, de cariz humorístico, intitulada O Sr. Agricultor.

O livro terá lançamento físico e digital, podendo ser adquirido na loja online da editora.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.


O Sr. Agricultor, de Rohini Nilekani e Angie & Upesh

O Sr. Agricultor vive numa pequena aldeia e conta com histórias do seu quotidiano, que resolve de formas engraçadas ou inesperadas.

Ora quando tenta cortar o seu cabelo e ninguém tem tempo para o ajudar, ora quando não sabe o que fazer às suas bananas, ou quando procura paz e sossego num mundo que parece estar sempre demasiado barulhento.

Conhecido pelo seu ar franzido, é acarinhado por todos sendo “adoravelmente maluco” e de seu nome Sringeri Srinivas!


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Ficha técnica
O Sr. Agricultor
Autores: Rohini Nilekani e Angie & Upesh
Editora: Edições FA
Páginas: 44, a cores
Encadernação: Capa mole
Formato: 148 x 210 mm
PVP: 17,90€

segunda-feira, 23 de março de 2026

Faleceu Hermann, um ícone da BD franco-belga.


Não costumo dar nota de autores de banda desenhada que falecem aqui no Vinheta 2020. Opto sempre, como bem sabem, por ter uma rubrica In Memoriam na Gala dos VINHETAS D'OURO, em que tento não esquecer os vultos mais relevantes da BD que nos deixam anualmente. Parece-me uma forma mais marcante de homenagear os autores.

Mas hoje, com a morte de Hermann, abro uma exceção.

E abro-a não pela qualidade do trabalho do autor, que é indiscutível, mas pela importância que uma das suas bandas desenhadas, em concreto, teve na minha vida, muito contribuindo para a minha formação enquanto leitor de banda desenhada. Falo do livro Comanche - Os Guerreiros do Desespero

Permitam-me uma breve nota sobre esse livro. Não posso precisar muito bem qual era a minha idade na altura em que recebi esse livro, mas diria que foi algures entre os meus 6 e 7 anos. Era o meu aniversário e uma amiga da minha mãe levou-me a uma loja - a papelaria/loja Estudantina, em Queluz, para quem conhecer - e disse-me para escolher um brinquedo. Ora, eu sempre gostei muito de brinquedos, como carros, playmobil, legos, etc e a loja tinha uma boa oferta nesse âmbito.

Mas naquele dia, tendo a oportunidade de escolher o que eu quisesse, em vez de um brinquedo, eu escolhi dois livros: Blake e Mortimer - O Caso do Colar e Comanche - Os Guerreiros do Desespero. Foram os livros que me introduziram a qualquer uma destas séries e, ainda hoje, depois de ter lido todos os livros das mesmas, permanecem como os meus favoritos Blake e Mortimer e Comanche. O primeiro contacto é sempre inesquecível.

Lembro-me que o que eu achava fantástico com 6 ou 7 anos em Comanche era que tudo aquilo me parecia muito adulto, verossímil e bem próximo dos filmes de cowboys que, por vezes, apanhava o meu pai a ver na televisão. Parecia um "filme" em banda desenhada, portanto.

Ainda hoje, sempre que pego neste Comanche - Os Guerreiros do Desespero, de Greg e Hermann, sinto uma nostalgia especial de um tempo que não volta mais, mas que permanece intacto nas minhas memórias especiais.

Saber hoje que, durante o dia de ontem, perdemos Hermann, um autor tão relevante para mim, deixa-me triste. É verdade que o autor se encontrava doente há algum tempo e, tendo uma idade avançada, não era esperado que a sua vida fosse muito mais longa. Também é verdade que, de há uns anos a esta parte, a qualidade do seu trabalho tinha vindo, gradualmente, a descer. Mas isso não invalida que se lamente a sua perda. Ou que esqueçamos obras tão relevantes para a banda desenhada como ComancheBernard PrinceJeremiah, ou muitos outros livros one shot que, felizmente, foram bastante publicados em Portugal. Destaco os mais recentes trabalhos por cá editados como Duke, Brigantus ou, já em 2026, Old Pa Anderson | Redenção. Entretanto, o autor chegou mesmo a terminar o seu mais recente trabalho, intitulado Cartagena, que tem data marcada de saída para o próximo mês de abril em França e que eu espero que venha a ser publicado em Portugal.

Deixo a minha homenagem e agradecimento a Hermann.

Que descanse em paz.

quinta-feira, 19 de março de 2026

Iguana lança BD sobre Simone de Beauvoir!



A editora Iguana prepara-se para publicar uma biografia em banda desenhada e Simone de Beauvoir!

O livro em questão chama-se Simone de Beauvoir - Quero Tudo da Vida, é da autoria de Julia Korbik e Julia Bernhard e deverá chegar às livrarias a partir do próximo dia 30 de Março.

Por agora, já se encontra em pré-venda no site da editora.

Deixo-vos, mais abaixo, com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.


Simone de Beauvoir - Quero Tudo da Vida, de Julia Korbik e Julia Bernhard

Desde a infância, numa época em que as mulheres não podiam estudar, votar ou escolher a sua profissão, Simone de Beauvoir embarcou com paixão na grande aventura de ser ela própria.

Motivada por uma enorme curiosidade em relação a si e aos outros, pela recusa em aceitar papéis impostos e por uma busca radical pela liberdade, esta filósofa e escritora existencialista, autora da obra revolucionária O Segundo Sexo, desafiou normas sociais sobre o papel da mulher na sociedade e tornou-se um ícone incontestável do feminismo e uma fonte de inspiração para uma legião de leitores.

As premiadas autoras Julia Korbik e Julia Bernhard retratam Simone de Beauvoir como filha, amiga, uma intelectual que quis tudo da vida e explorou como ninguém a condição da mulher, a sexualidade, a liberdade e as diferentes formas de amar.

Os elogios da crítica:

«Uma história ilustrada concebida com humor e inteligência. Duas autoras que mostram a modernidade do feminismo de Simone de Beauvoir.»
Kristine Harthauer, SWR2

«Que inteligente e divertido! Lemos e contemplamos esta biografia ilustrada com enorme prazer.»
Nicole Seifert

«Uma biografia ilustrada que vale muito a pena. Ficará surpreso com a sua atualidade.»
Deutschlandfunk

«É emocionante como a Simone é retratada: literalmente, como uma superestrela. Um livro impressionante.»
Die Tageszeitung

«Impressionante. Uma banda desenhada que cativa o leitor.»
WAZ

«Perspicaz, extremamente esclarecedora.»
Tagesspiegel

«Uma fabulosa banda desenhada em que tudo está em perfeito equilíbrio.»
Salzburger Nachrichten

«O leitor descobrirá uma vida plena, rica em conhecimentos, dor e alegria, e uma mulher que, ao longo de toda a sua existência, se sentiu impulsionada pela curiosidade sobre si mesma e sobre as pessoas, que lutou para ser sempre ela mesma em todas as suas facetas, sem fazer distinções de classe ou sexo, à margem de normas e regras.»
Modern Graphics

«Um século inteiro de feminismo em palavras e imagens. Esta banda desenhada catapulta brilhantemente o pensamento de Simone de Beauvoir até aos nossos dias. Leitura obrigatória!»
Sonja Eismann


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Ficha técnica
Simone de Beauvoir - Quero Tudo da Vida
Autoras: Julia Korbik e Julia Bernhard
Editora: Iguana
Páginas: 224, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 170 x 240 mm
PVP: 21,95€

segunda-feira, 16 de março de 2026

Pára tudo! Arte de Autor surpreende com nova aposta em BD!



Ora, eis uma notícia que me surpreendeu e que, muito provavelmente, vai surpreender muita gente!

Isto porque muitas vezes - tenho que o confessar - até vos apresento aqui novidades que já conhecia há algum tempo, mas que não estava autorizado a anunciá-las antes do momento definido pelos editores. Mas, neste caso, até hoje de manhã, há pouco mais de 30 minutos, eu não tinha qualquer conhecimento acerca desta grande aposta da Arte de Autor. Foi uma agradável surpresa!

E digo "grande" por várias razões. Por um lado, porque estamos diante de uma série que adapta para banda desenhada a saga de Elric de Melniboné, uma obra original de Michael Moorcock, criada nos anos 60, e que é um dos pilares da fantasia épica moderna e do subgénero sword and sorcery.

Por outro lado, porque esta é uma série que envolve autores de renome como Julien Blondel, Robin Rech ou Julien Telo, entre vários outros. Em último lugar, é uma obra de excelente reputação junto da crítica e fãs.

Não a conheço, mas fiquei super entusiasmado com esta aposta. Até porque os desenhos da mesma aparentam ser espetaculares!

A Arte de Autor opta por lançar, de uma só vez, os dois primeiros volumes, que devem chegar às livrarias no final desta semana. Para já, a série tem 6 volumes, sendo que o primeiro ciclo é constituído por 4 tomos, cuja edição da Arte de Autor já está confirmada.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse dos dois primeiros volumes e com algumas imagens promocionais.

Elric #1 - O Trono de Rubi, de 
Julien Blondel, Didier Poli, Robin Recht e Jean Bastide

A adaptação para banda desenhada da famosa saga de Elric de Melniboné! 

Criado pelo autor britânico Michael Moorcock em 1955, este anti-herói decadente, imbuído de um romantismo trágico raro na fantasia, é hoje uma referência essencial no género, ao lado de Conan, o Bárbaro, e O Senhor dos Anéis. Épica, gótica, extravagante e encantadora, esta adaptação 100% francesa recebeu a aprovação entusiástica do próprio Michael Moorcock.

O Trono de Rubi
Uma figura lendária da fantasia adaptada para uma novela gráfica! Imperador da antiga Ilha dos Dragões de Melniboné, Elric, um albino e doente, governa um povo cujo poder foi herdado dos deuses há milénios. Mas a sua saúde frágil obriga-o a usar drogas e magia para sobreviver. O seu primo Yyrkoon, que despreza estas fraquezas, tenta desafiar o seu direito ao trono rubi. 

Ao saber de um ataque iminente de piratas sanguinários, Elric aproveita a oportunidade para tentar restaurar a sua autoridade. Ao fazê-lo, revelará uma personalidade complexa, mas também a sua lealdade aos planos obscuros de Arioch, o mais poderoso dos Senhores do Caos…

A saga de Elric foi adaptada de inúmeras formas ao longo de mais de cinquenta anos: literatura, banda desenhada (primeiro por Philippe Druillet em 1969!), videojogos, jogos de role-playing…

Épica, gótica, extravagante, fascinante, esta nova adaptação 100% francesa, sumptuosamente ilustrada por Didier Poli e Robin Recht, recebeu a entusiástica aprovação do próprio Michael Moorcock e já está a ser vendida nos países de língua inglesa antes mesmo de ser publicada em França!

Prefácio: Michael Moorcock

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Ficha técnica
Elric #1 - O Trono de Rubi
Autores: Julien Blondel, Didier Poli, Robin Recht e Jean Bastide
Adaptação a partir da obra original de Michael Moorcock
Editora: Arte de Autor
Páginas: 64, a cores - inclui extenso caderno de extras
Encadernação: Capa dura
Formato: 232 x 310 mm
PVP: 19,50€
Elric #2 - Stormbringer, de Julien Blondel, Didier Poli, Robin Recht e Jean Bastide

Uma figura lendária da fantasia adaptada para uma novela gráfica!

Yyrkoon fugiu de Melniboné, levando consigo Cymoril, a noiva do Imperador. Elric, entretanto, faz tudo o que está ao seu alcance para a encontrar e descobre que ela está a ser mantida prisioneira nas ruínas de Dhoz Kham, no coração dos Reinos Jovens. Com um pequeno grupo e a bênção de Straasha, o Senhor dos Mares, Elric parte para confrontar o seu primo traiçoeiro...

Depois de um primeiro volume aclamado pela crítica e pelos leitores, a adaptação em novela gráfica de Elric — reconhecida pelo próprio Michael Moorcock como «a melhor alguma vez feita» — continua, tão ricamente ilustrada como sempre. 

Este segundo volume, no qual Elric encontra a sua lendária espada amaldiçoada, Stormbringer, apresenta um prefácio do lendário Alan Moore!

Prefácio: Alan Moore


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Ficha técnica
Elric #2 - Stormbringer
Autores: Julien Blondel, Didier Poli, Robin Recht e Jean Bastide
Adaptação a partir da obra original de Michael Moorcock
Editora: Arte de Autor
Páginas: 56, a cores - inclui extenso caderno de extras
Encadernação: Capa dura
Formato: 232 x 310 mm
PVP: 19,50€