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quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Análise: O Caderno da Tangerina - Integral

O Caderno da Tangerina - Integral, de Rita Alfaiate - Escorpião Azul

O Caderno da Tangerina - Integral, de Rita Alfaiate - Escorpião Azul
O Caderno da Tangerina - Integral, de Rita Alfaiate

A editora Escorpião Azul reeditou recentemente a obra da autora portuguesa Rita Alfaiate que já tinha sido lançada, pela mesma editora, com os livros No Caderno da Tangerina, em 2017, e Tangerina, em 2019. O nome desta reedição integral passou a ser O Caderno da Tangerina e, para além de reunir esses dois volumes supramencionados, tem também o mérito de incluir uma pequena história, a cores, que é um é ótimo acrescento à história global, bem como uma nova e bela capa.

Desde que analisei as duas obras em conjunto que defendi que a leitura de ambos os livros, ainda que pudesse ser feita de forma independente, ganhava mais se feita de forma conjunta. Recuperando, por isso, o que escrevi por altura dessa análise que fiz aos dois livros, este é, portanto, um daqueles “casos clássicos em que 1+1 não são dois. São três. A soma de ambas as narrativas é algo verdadeiramente interessante. Porque ambos os livros andam à volta da mesma história e das mesmas personagens, mas apresentam diferentes pontos de vista para o mesmo argumento. E que bom, isso é!”

O Caderno da Tangerina - Integral, de Rita Alfaiate - Escorpião Azul
Este livro é pois um daqueles exercícios narrativos que funciona muito bem pois permite ao leitor uma visão mais ampla e alargada dos mesmos eventos e, consequentemente, uma melhor e mais profunda imersão na história que nos é dada por Rita Alfaiate.

Na primeira parte do livro, a história centra-se em Spike e na forma, infrutífera, como ele tenta estabelecer uma relação de amizade com a sua nova colega de escola, Tangerina. Porém, a sua nova colega de carteira, parece ser alguém diferente dos demais colegas de Spike, pois está sempre agarrada ao seu caderno, onde faz desenhos de horríveis criaturas. E, eventualmente, esses monstros passam do caderno de Tangerina para a realidade(?), com Spike a observá-los pelos sítios onde passa.

Na segunda parte do livro, a história passa a centrar-se na personagem com o mesmo nome. Ou seja, a perspetiva é a oposta em relação à primeira parte da história, em que havíamos experienciado a história vista pelo lado de Spike. Mas, a partir deste ponto, a história passa a ser vista pelo lado de Tangerina. Se, na primeira parte, a aura negra da história parecia residir na rapariga Tangerina, no segundo livro vemos a coisa do outro lado do espelho e as revelações são bastante chocantes até. O que é ótimo do ponto de vista de argumento.

Há uma coisa de que gosto muito neste livro. É que o mesmo traz consigo um exercício muito interessante por parte da autora: é que se ficamos com uma ideia concreta quando lemos o primeiro livro… essa ideia muda (drasticamente?) após a leitura da segunda parte do livro. Aplicando isto à realidade, não estará a autora a dizer-nos que para uma mesma história há várias verdades? Várias formas e possibilidades de olharmos para a mesma coisa?

O Caderno da Tangerina - Integral, de Rita Alfaiate - Escorpião Azul
E, ainda por cima, não ficamos por aqui. Conforme já disse mais acima, esta nova edição traz consigo uma breve história com apenas 9 pranchas. Funciona como interlúdio entre a primeira e a segunda parte do livro e dá-nos uma visão da vida de Yara, a professora de Spike e Tangerina, e da forma como a mesma reage ao sucedido com a sua aluna Tangerina. É mais uma maneira de Rita Alfaiate nos mostrar como consegue trazer à tona da sua história um lado dramático e pungente dos eventos. E, visualmente falando, este interlúdio está um verdadeiro mimo para os olhos onde se percebe, sem dúvidas, que a autora tem evoluindo bastante a sua técnica de desenho. Já para não falar das cores que são muito, muito belas! Deixa-nos com a vontade de ler um novo livro da autora a cores. Espero que tal possa acontecer num futuro próximo.

Relativamente às duas outras partes do livro, as ilustrações são a preto e branco e apresentam, tal como escrevi anteriormente, um estilo “claramente marcado pelo mangá, revelando uma autora com um traço muito confiante nesse estilo. 

O Caderno da Tangerina - Integral, de Rita Alfaiate - Escorpião Azul
Os detalhes da caracterização dos ambientes, especialmente os espaços fechados, são quase inexistentes, com as personagens a receberem o grande destaque da autora. Curiosamente [na segunda parte] este estilo de ilustração mangá é menos óbvio, com a autora a demarcar-se da ilustração mais clichet do género. Compreende-se a decisão, mesmo tendo em conta que as suas ilustrações no primeiro livro também são muito boas. Mas, claro, a autora certamente pretendeu evoluir o seu traço em busca de um estilo de ilustração mais pessoal. E, admita-se, conseguiu.”

Quanto à edição da Escorpião Azul, estamos perante um lançamento à sua própria imagem, com capa mole com badanas, bom papel baço e boa encadernação e impressão. Destaque ainda para o generoso caderno de extras, com 16 páginas, que inclui belos esboços da autora. Considero que esta edição – até pelo preço de 27,00€ que apresenta - deveria ser em capa dura, dado o cariz premium do livro.

De qualquer maneira, acho que a editora e a autora merecem uma palavra de apreço pela forma inteligente, com um bom sentido de oportunidade, como repescam esta obra numa bela edição definitiva e apetecível, que consegue o feito de explanar (ainda mais) a narrativa imaginada pela autora, de forma muito convincente. É um excelente livro da banda desenhada nacional que se recomenda, está claro!


NOTA FINAL (1/10):
8.5


Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020

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O Caderno da Tangerina - Integral, de Rita Alfaiate - Escorpião Azul

Ficha técnica
O Caderno da Tangerina - Integral
Autora: Rita Alfaiate
Editora: Escorpião Azul
Páginas: 192, a cores e a preto e branco
Encadernação: Capa mole
Formato: 17 x 24 cm
Lançamento: Maio de 2022

quinta-feira, 7 de julho de 2022

Escorpião Azul lança a versão definitiva de O Caderno da Tangerina!



São boas notícias para os seguidores da autora portuguesa Rita Alfaiate! A Escorpião Azul acaba de editar, de forma integral, portanto, num só volume, O Caderno da Tangerina, que reúne os dois álbuns lançados originalmente em separado, No Caderno da Tangerina e Tangerina, respetivamente.

Para mim é uma boa notícia, pois considero que é uma obra que faz sentido ler de forma conjunta, como aliás referi na análise que fiz aos dois livros. Portanto, parece-me uma iniciativa da editora!

Além de que esta nova edição tem uma nova capa e algumas páginas novas, a cores, que a autora fez de propósito para esta edição.

Mais abaixo, deixo-vos algumas imagens promocionais e a sinopse da obra.
O Caderno da Tangerina - Integral

Quando conheci a Tangerina, a minha nova colega de escola, fiquei feliz porque ela era diferente, e podia ser minha amiga.

Mas a Tangerina era distante, havia algo que eu não compreendia.

Ela tinha um caderno, um caderno estranho. E descobri que era nele que residia todo o seu mistério.

Esta obra, cujo título tem o seu nome, em homenagem a todos os incompreendido, sejam eles adultos ou crianças.

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Ficha técnica
O Caderno da Tangerina - Integral
Autora: Rita Alfaiate
Editora: Escorpião Azul
Páginas: 192, a cores e a preto e branco
Encadernação: Capa mole
Formato: 17 x 24 cm
PVP: 27,00€

quarta-feira, 13 de agosto de 2025

TOP 10 - A Melhor BD lançada pela Escorpião Azul nos últimos 5 anos!


Hoje é dia de vos dar a conhecer quais os 10 melhores livros de banda desenhada editados pela editora Escorpião Azul nos últimos 5 anos!

A Escorpião Azul é uma editora de pequena dimensão que tem sabido trilhar o seu próprio caminho, à sua própria maneira, apostando especialmente em obras de autores portugueses, embora dando espaço a outros autores estrangeiros num registo mais autoral.

Tenho notado um acréscimo de qualidade nos últimos anos, quer na qualidade das edições, quer na qualidade das apostas das editoras. 

Convém relembrar que este conceito de "melhor" é meramente pessoal e diz respeito aos livros que, quanto a mim, obviamente, são mais especiais ou me marcaram mais. Ou, naquela metáfora que já referi várias vezes, "se a minha estante de BD estivesse em chamas e eu só pudesse salvar 10 obras, seriam estas as que eu salvava".

Faço aqui uma pequena nota sobre o procedimento: considerei séries como um todo e obras one-shot. Tudo junto. Pode ser um bocado injusto para as obras autocontidas, reconheço, e até ponderei fazer um TOP exclusivamente para séries e outro para livros one-shot, mas depois achei que isso seria escolher demasiadas obras. Deixaria de ser um TOP 10 para ser um TOP 20. Até me facilitaria o processo, honestamente, mas acabaria por retirar destaque a este meu trabalho que procura ser de curadoria. Acabou por ser um exercício mais difícil, pois tive que deixar de fora obras que também adoro, mas acho que quem beneficia são os meus leitores que, deste modo, ficam com a BD que considero ser a "crème de la crème" de cada editora.

Deixo-vos então as melhores 10 BDs lançadas pela Escorpião Azul entre o período de 2020 a 2025, período de existência do Vinheta 2020:

quarta-feira, 8 de novembro de 2023

Análise: Neon

Neon, de Rita Alfaiate - Escorpião Azul

Neon, de Rita Alfaiate - Escorpião Azul
Neon, de Rita Alfaiate

A Escorpião Azul lançou no passado Amadora BD o livro Neon, a mais recente obra de Rita Alfaiate, de quem a editora já havia lançado as obras No Caderno da Tangerina e Tangerina, que acabaram reunidas na versão integral da obra, denominada O Caderno da Tangerina, lançada no ano passado.

Por ser claro e indubitável o talento e potencial da autora portuguesa, este Neon era a obra por que muitos estavam à espera. Incluindo a minha pessoa. E digo-vos abertamente: se havia dúvidas (mão minhas!) quanto à capacidade e talento de Rita Alfaiate para a banda desenhada, estas dissipam-se completamente após a leitura deste novo livro que, sem dificuldade, é um dos livros da banda desenhada nacional do ano!

A história foca-se numa rapariga que, acompanhada pelo seu cão androide, percorre as ruas desertas desta cidade futurista, de ambiente distópico e com uma aura muito cyberpunk.

Com uma narrativa quase muda, onde são poucas as falas, um dos feitos mais notáveis de Rita Alfaiate é conseguir embalar-nos ao longo de mais de 100 páginas, onde o que nos é mostrado é mais visual do que textual. A autora opta por nos dar apenas algumas pistas para decifrarmos o que se passa com esta personagem que parece estar completamente só num mundo sem vida - mas, ao mesmo tempo, cheio de luz - onde toda a companhia que lhe resta é o seu cão androide, de nome Neon.

Se Rita Alfaiate opta por deixar a interpretação da história nas mãos do leitor, consegue igualmente o feito de deixar a porta aberta a pertinentes questões que subsistem na nossa mente já depois de finda a leitura: estará a protagonista a viver neste mundo pós-apocalíptico ou será todo este constructo uma mera metáfora para a sociedade atual que é tão pródiga na alienação do indivíduo, fazendo-o sentir-se só e isolado? E quando a personagem principal, nas escadas do seu prédio, não obtém resposta ao seu “bom dia”, por parte da sua vizinha, é porque esta não está mesmo lá ou porque vivemos enclausurados no nosso próprio universo não vendo as outras pessoas à nossa volta? Por fim, sendo nós tão solitários no lufa-lufa diário, será que não depositamos nos poucos seres que (ainda) estão à nossa volta – sejam eles um animal de estimação ou uma pessoa – a razão do nosso ser? Ou poderemos nós, através da tecnologia, recriar aqueles que fomos perdendo ao longo da nossa vida, de forma a atenuar o vácuo que deixaram depois da sua ida? As perguntas são mais que muitas, fazendo com que a leitura de Neon seja algo aliciante em termos intelectuais.

A história funciona perfeitamente em termos narrativos com um final marcante e emotivo que aumenta ainda mais as nossas dúvidas. É um livro para ler pausadamente, com calma, para melhor ser absorvido.

Neon, de Rita Alfaiate - Escorpião Azul
Em termos visuais, o trabalho de Rita é verdadeiramente fabuloso. E se há uma personagem principal nesta história, diria que, para além da protagonista, essa personagem principal é o próprio ambiente visual que a autora nos oferece. Com luzes luxuriantes e plásticas, que relembram as luzes dos centros urbanos carregados de iluminação a néon (daí, imagino, a boa escolha do nome para o cão e para o próprio título da obra), este local é vívido e cheio de cores luxuriantes embora, aparentemente, não pareça povoado por ninguém além da nossa protagonista e do seu cão. A dicotomia é, pois, poética e vibrante. Este universo futurista remeteu-me para os cenários de dois recentes videojogos, que também me agradaram muito, que foram Cyberpunk 2077 ou Stray. E que bom isso é, pois são dois videojogos onde, apesar dos seus defeitos na vertente de jogabilidade, apresentam universos para onde nos apetece mergulhar. Tal como em Neon.

De resto, e centrando-me nos desenhos de Rita Alfaiate, a autora revela cada vez mais todo o seu virtuosismo e talento. Há aqueles autores em que se percebe que já chegaram ao topo da sua evolução. Rita não pertencerá, decerto, a essa estirpe. Porque é notória, inequívoca e gritante a evolução que a autora revela face a trabalhos anteriores. Quer em termos de desenho de expressões, quer em termos de enquadramentos cinematográficos, de planificação dinâmica ou, claro, de cor.

E as cores representam uma grande importância em termos da experiência visual e sensorial que é Neon. Estive na apresentação deste livro no Amadora BD e pude compreender que a formação de Rita Alfaiate também é em pintura. Não admira, portanto, que demonstre tanta qualidade, inspiração e técnica nesta vertente. As cores são tão impactantes, tão belas, tão vívidas e tão ricas que a pergunta que se impõe é: como é que só agora tivemos direito a um álbum a cores por parte de uma autora que as domina tão bem? É preciso que seja eu a começar o movimento com o mote: “Queremos mais álbuns da Rita Alfaiate a cores!”? Acho que não. Pois estou certo que toda a gente saberá apreciar o quão belo é o trabalho de colorização neste Neon.

Neon, de Rita Alfaiate - Escorpião Azul
Já o disse aqui no Vinheta 2020 e digo-o novamente: não se fala muito deste assunto em Portugal, mas na verdade, e olhando para a parte da ilustração, colocando a parte do argumento de fora desta equação, são vários os autores nacionais de renome que são belos ilustradores (em termos de desenho) mas que não conseguem um resultado tão bom ao nível da cor. Dito por outras palavras, é como se a cor fosse o lado menos forte de muitas ilustrações de autores portugueses. Com Rita Alfaiate não será, de todo, esse o problema. A autora é exímia nas cores. Possivelmente até é esta a sua principal valência.

Uma outra coisa que salta muito à vista nesta obra, e que ainda não referi, é a introdução de ilustrações que ocupam duas páginas do livro onde a autora mostra, através de lindos desenhos carregados de meticulosos detalhes, que é um dos grandes talentos nacionais. É difícil não se ficar a olhar embasbacado para estas ilustrações durante largos momentos, tal não é a sua beleza.

Uma palavra de louvor deve ainda ser dada a capa deste Neon que é maravilhosa, não só em termos estéticos e de grafismo, como na questão e audácia da perspetiva utlizada pela autora para o desenho da protagonista da história. E as cores, claro (e mais uma vez) destacam-se pela sua beleza.

A edição da editora Escorpião Azul é em capa mole com badanas. Sendo verdade que parece uma edição em linha com as edições habituais da editora, este Neon, à semelhança de Elviro, de Paulo J. Mendes, apresenta um maior cuidado ao nível da edição. Coisa que merece, aliás, os meus aplausos. O papel é baço e apresenta uma boa gramagem e, no final, há espaço para 10 páginas de extras, onde podemos apreciar os lindos esboços e ilustrações da autora. O rebordo das páginas é feito na cor rosa-choque o que, para além de dar um belo aspeto visual ao livro, ainda se coadenua bem com o título e género da obra. Em termos de legendagem, compreendo que se tenha optado por uma font que remete para o mundo digital, embora talvez não tivesse sido a minha escolha. Mesmo assim, acho que esta é uma edição em que a Escorpião Azul se pode orgulhar do bom trabalho feito.

Em suma, Rita Alfaiate dá-nos neste seu Neon uma obra marcante que é um autêntico festim de luz, cor, desenho e ambiente, num álbum que passa a ser um marco da banda desenhada nacional em termos visuais e, sem dúvida, um dos livros mais obrigatórios da editora Escorpião Azul que, nos últimos tempos, parece ter encontrado um rumo mais certo na bitola qualitativa do seu catálogo – e prova disso é o recente prémio de Melhor Álbum de Autor Nacional conquistado no Amadora BD com Elviro, de Paulo J. Mendes.


NOTA FINAL (1/10):
9.2



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Neon, de Rita Alfaiate - Escorpião Azul

Ficha técnica
Neon
Autora: Rita Alfaiate
Editora: Escorpião Azul
Páginas: 120, a cores
Encadernação: Capa mole
Formato: 170 x 240 mm
Lançamento: Outubro de 2023

sexta-feira, 15 de julho de 2022

À Conversa Com: Escorpião Azul - Novidades para o 2º Semestre de 2022



Hoje é dia de vos apresentar mais algumas novidades editoriais para o segundo semestre de 2022! Portanto, hoje ficamos a conhecer quais são as apostas da editora Escorpião Azul para os próximos seis meses.

Não são muitos os livros que, para já, nos são dados a conhecer mas há um que, quanto a mim, se destaca claramente: o novo livro de Paulo J. Mendes, autor de O Penteador, que se intitula Elviro.

Não percam, mais abaixo, a conversa que tive com Jorge Deodato, responsável da editora portuguesa.



Entrevista


1. Agora que voltámos a uma certa normalidade, semelhante à que vivíamos em 2019, sentem que isso está a ter um impacto positivo em relação às vendas da Escorpião Azul?

De facto, voltámos a uma aparente normalidade, mas não tenho a certeza que assim seja. 

Neste momento e desde alguns meses a esta parte os editores estão condicionados pelo aumento permanente das matérias primas bem como dos valores da produção. 

Sentimos também que o poder de compra dos nossos leitores está a diminuir, como tal temos que estar atentos à evolução do mercado.


2. Dos livros de banda desenhada já lançados pela Escorpião Azul neste primeiro semestre, já se destaca, em termos de aclamação do público e crítica, ou em termos de vendas, algum livro que tenham lançado?


Dos últimos livros lançados o que teve maior aclamação por parte do público foi o Rattlesnake do João Amaral, por parte da crítica foi A Cicatriz dos italianos Andrea Ferraris e Renato Chiocca.


3. O ritmo de lançamentos da Escorpião Azul não tem sido muito forte neste primeiro semestre. No total foram lançados, salvo erro meu, 4 livros. Podemos contar com um número semelhante de lançamentos para o segundo semestre ou a editora fará mais lançamentos nos próximos seis meses?

O ritmo de saídas está em linha com o que se passou nos dois últimos anos. Vamos manter um número idêntico neste segundo semestre.




4. Nesse sentido, pergunto: que obras tem a Escorpião Azul agendadas para lançar ainda durante o segundo semestre de 2022?

Para início das atividades relativas a este 2º semestre, lançámos este mês o livro O Caderno da Tangerina integral, da Rita Alfaiate. 




Durante o mês de setembro vamos lançar o “CyberFreak” do Miguel Ángel Martín.




Em outubro é a vez do “Elviro” do Paulo J. Mendes. 




Existe mais uma obra no planeamento editorial para lançarmos, mas neste momento não podemos avançar mais informação a esse respeito.


5. Em termos da vossa opinião pessoal, qual é o vosso livro preferido daqueles que foram lançados por vós no primeiro semestre? E qual o vosso preferido daqueles que serão lançados no segundo semestre deste ano?

A resposta a essas duas questões é a seguinte: gostamos de todos os livros que editámos até agora e de todos aqueles que vamos editar no futuro.

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Amadora BD apresenta os Nomeados aos PBDA (e há polémica, claro!)


A Organização do Amadora BD anunciou ontem os nomeados para os Prémios de Banda Desenhada da Amadora (PBDA).

Apresento-vos esses nomeados, aproveitando para congratular, desde já, todos os envolvidos: autores e editores.

Mais abaixo, deixem-me tecer algumas merecidas críticas.



MELHOR OBRA ESTRANGEIRA DE BD EDITADA EM PORTUGAL
- Pele de Homem, de Hubert e Zanzim, Edição: A Seita
- Churubusco, de Andrea Ferraris, Edição: Escorpião Azul
- O Relatório de Brodeck, de Manu Larcenet, Edição: Ala dos Livros
- Eu, Mentiroso, de A. Altarriba e Keko, Edição: Ala dos Livros
- A Fera: Uma História Verdadeira do Marsupilami, de Zidrou e Frank Pé, Edição: A Seita



PRÉMIO REVELAÇÃO
- Os Besteiros de Serpa, de Luís Guerreiro, Edição: Município de Serpa
- O Crocodilo, ou o Extraordinário Acontecimento Irrelevante, de Francisco Valle e Rui Neto, Edição: LoboMau Produções
- O Reino de Alvarinho, de Márcio da Rocha, Edição: Zero a Oito - Edição e Conteúdos, Lda



MELHOR FANZINE OU PUBLICAÇÃO INDEPENDENTE
- A Little Girl, de André Caetano
- Le Scorpion et la Grenouille" / "O Escorpião e o Sapo, de Francisco Daniel Teixeira Dias
- Ditirambos: Fauna, de Joana Afonso, Ricardo Baptista, André Caetano, Nuno Filipe Cancelinha, Diogo Carvalho, Raquel Costa, Francisco Ferreira, Sofia Neto, Sónia Mota e Carla Rodrigues
- Histórias à Sombra do Montado, de Ana Margarida de Carvalho, Ana Bárbara Pedrosa, Afonso Cruz, Luís Afonso, Joana Afonso, João Maio Pinto, Marta Teives e Nuno Saraiva
- Daqui à Escola são 2.000 Passos, de Ana Conceição



MELHOR OBRA DE BANDA DESENHADA DE AUTOR PORTUGUÊS
- Pardalita, de Joana Estrela, Edição: Planeta Tangerina
-Estes Dias, de Bernardo Majer, Edição: Polvo
- CoBrA - Operação Goa, de Marco Calhorda e Daniel Maia, Edição: Ala dos Livros
- O Caderno da Tangerina (edição integral), de Rita Alfaiate, Edição: Escorpião Azul
- UMBRA Nº3, de, Filipe Abranches, David Soares, Simon Roy, Pedro Moura, Ricardo Baptista e Bárbara Lopes, Edição: Umbra



MELHOR EDIÇÃO PORTUGUESA DE BD
- Umbigo do Mundo vol. 1: Alma Mãe, de Penim Loureiro e Carlos Silva, Edição: A Seita e Comic Heart
- Tu És a Mulher da Minha Vida, Ela a Mulher dos Meus Sonhos, de Pedro Brito e João Fazenda,, Edição: A Seita e Comic Heart
- Mercenário #3 - As Provas, de V. Segrelles, Edição: da Ala dos Livros
- Blacksad #1 - Algures entre as sombras, de Diaz Canales e Guarnido, Edição Ala dos Livros
- Juventude, de Marco Mendes, Edição: A Seita e Turbina Associação Cultural

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Olhando para esta lista, há algumas considerações a retirar.

Se, por agora, já há duas coisas que enalteço - para além da existência da própria iniciativa com um belo prémio pecuniário - que são o anúncio com alguma antecedência dos nomeados e a passagem da "cerimónia" de entrega dos prémios dos Recreios da Amadora para o Ski Skate Park, há, no entanto, algo, menos abonatório, que merece ser dito e comentado. Não me importo de ser o único a fazê-lo, se tiver que ser.

Sabem que não tenho por norma denegrir o que os outros fazem - ou tentam fazer. Seja ao nível das obras, seja ao nível dos eventos, seja ao nível dos prémios. E, regra geral, até acredito na boa fé das pessoas. Como tal, e não obstante, é-me difícil, mais uma vez, compreender os nomeados para algumas das categorias dos PBDA.

E permitam-me que deixe uma coisa bem clara: eu não sou partidário. Não sou "amiguinho" deste ou daqueloutro. Tenho um bom relacionamento com todos os editores e com todos os autores portugueses. Todos eles são, de certa forma, meus heróis e bons para comigo. Mas não coloco relacionamentos pessoais à frente das minhas análises e escolhas de banda desenhada. Oxalá todos fossem assim. Portanto, que fique bem claro que as palavras que se seguem não resultam de uma posição partidária. Resultam de uma posição de bom senso.

Mais! Acho que nunca critiquei a justiça de um prémio que é dado. Como sempre digo, o verdadeiro prémio é a nomeação... pois é a nomeação que diz: "olha, nesta categoria, estes foram os melhores do ano". E, ao dizer isso, tem que haver algum decoro, profissionalismo e seriedade da parte de quem o diz. Caso contrário, não passamos da cepa torta. Isto é um ciclo: se uma das partes não é profissional, isso fará com que todo o ciclo não o seja. Se queremos prémios de banda desenhada feitos com profissionalismo não podemos cometer, voluntária ou involuntariamente, certo tipo de erros.

Portanto, não tendo, no ano passado, criticado os vencedores dos PBDA, repesco as minhas palavras dessa altura, quando analisei o evento, para constatar que, este ano, as escolhas dúbias e sem nexo se mantêm:

"Ora, quanto aos vencedores, não farei nenhum tipo de comentário, além de dar os parabéns aos mesmos. Posso dizer que nenhuma destas atribuições me choca particularmente e até concordo com quase todas. Não posso dizer o mesmo, porém, em relação à seleção de nomeados. Houve, desde o momento em que os nomeados foram anunciados, uma estupefacção geral (e que eu partilho) sobre a inclusão d' A Vida de Adulta, de Raquel Sem Interesse, nesta categoria. Ora, mesmo admitindo que o Regulamento não consegue ser claro o suficiente - e isso também é algo que devia ser revisto e melhorado - não consigo compreender, por mais que me esforce, como é que este A Vida de Adulta consegue entrar nesta categoria que procura premiar o bom trabalho de edição. (...) Errar é humano, bem sei. Mas não se compreendem as ausências de certas obras em várias nomeações. Se querem que os prémios sejam levados a sério, têm que mudar algo na próxima edição. Mesmo. Porque não aumentar o número de jurados?"

Isto para dizer que, mais uma vez, na edição deste ano não se compreendem as escolhas para nomeados às categorias Melhor Obra Estrangeira de BD editada em Portugal e, principalmente, Melhor Obra de Banda Desenhada de Autor Português.

A sério que os jurados consideraram que Churubusco e Eu, Mentiroso são obras de banda desenhada mais relevantes e melhores do que MonstrosA Vingança do Conde SkarbekArmazém CentralO Combate Quotidiano ou A Bomba? A sério? Digo isto sem desprimor para Churubusco ou Eu, Mentiroso, que são bons livros... agora se os consideramos como nomeados a melhores, quer dizer que desconsideramos outras obras, certo?

Continuando...

A sério que os jurados consideraram que Pardalita ou Umbra #3 são obras de banda desenhada portuguesa mais relevantes e melhores do que  Dante, O Fogo Sagrado ou O Coração na Boca? A sério? Mais uma vez, digo isto sem desprimor para Pardalita ou Umbra #3, que são bons livros... agora se os consideramos como nomeados a melhores, quer dizer que desconsideramos outras obras, certo?

"Ah e tal, os gostos são subjetivos". "Sim" e "não", respondo-vos eu. De facto, há sempre uma subjetividade neste tipo de escolhas mas também há mínimos garantidos. 


Gostos são subjetivos mas se consideramos que as melhores marcas de carros do ano são a Ferrari, a Bugatti e a Dacia e, depois desconsideramos a Porsche ou a Lamborghini... algo está errado. Nada contra a Dacia mas há que haver bom senso, não? Ou se consideramos que as mulheres mais bonitas portuguesas do ano são a Sara Sampaio, a Catarina Furtado e a Maria Vieira e, depois, desconsideramos a Diana Chaves ou a Luísa Beirão... algo está errado. Nada contra a Maria Vieira mas há que haver bom senso. 


Se o resultado das escolhas fosse o resultado de uma votação de um conjunto alargado de jurados - como acontece, por exemplo, com os VINHETAS D' OURO -, poderíamos até achar que os jurados tinham maus gostos mas, pelo menos, haveria uma democratização das escolhas. Agora, nos PBDA, os jurados são - salvo erro - apenas três e só um desses jurados é que é um especialista em banda desenhada. Quando num conjunto de 3 jurados, só um é que especialista e, portanto, está em minoria, temos o perigo das escolhas serem totalmente enviesadas. Se me pedirem para ser um jurado num concurso de projetos de física quântica ou engenharia aeroespacial... é normal que eu não faça um bom trabalho. Das duas uma: ou se escolhem novos jurados na próxima edição ou se aumenta o número de jurados para termos mais representatividade e democratização nas escolhas. Já o disse o ano passado. Digo-o, mais uma vez, este ano.

Respeito e enalteço a subjetividade das escolhas mas, por favor, não ousem faltar à honestidade intelectual apoiando-se nesta questão da subjetividade porque, e volto a dizê-lo, não é bem a escolha do vencedor que me incomoda - acredito que, no final, os vencedores até sejam "legítimos" - mas sim a escolha dos nomeados. Se todos os nomeados forem muito bons... compreendo que não possam entrar todos. Agora... quando há livros que são "apenas bons" mas que tiram o lugar a livros unanimemente considerados como muito bons... fica difícil compreender a lógica de toda a iniciativa. Não brinquem comigo. Ou não brinquem com os leitores. Porque se o fazem, estão a fazer-lhes um "des-serviço".



sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

Guia de Compras de Natal 2022 - 3 Livros por Editora



Como já vem sendo tradição, por alturas do Natal preparo um Guia de Compras de Natal, relativo aos lançamentos de banda desenhada que as principais editoras portuguesas do género foram lançando ao longo do ano.

O ano 2022 foi rico no lançamento de boa banda desenhada e, por esse motivo, posso dizer-vos que não foi fácil fazer este Guia. Mas, lá está, podendo recomendar apenas 3 livros (ou séries) por editora, estas são as minhas recomendações para este natal.

A saber: não quer dizer que os livros que apresento abaixo sejam aqueles que considero os melhores livros de cada editora. São apenas 3 livros (ou séries) que foram lançados em 2022 e que considero excelentes compras por serem, a meu ver, excelentes adições a uma boa biblioteca de banda desenhada. Simplesmente, impus-me a regra de 3 livros/séries por editora. E, em alguns casos, foi difícil deixar de fora algumas obras de muita qualidade, acreditem.

Tentarei ainda, se a minha agenda o permitir, fazer nos próximos dias um guia de compras baseado apenas em banda desenhada portuguesa.

Deixo-vos, então, mais abaixo, o meu Guia de Compras de Natal para 2022.

terça-feira, 18 de outubro de 2022

Programação completa do Amadora BD - incluindo debates, lançamentos e autógrafos!



Eis o artigo por que todos esperavam!

Já aqui tinha dado conta das 13 exposições do Amadora BD deste ano, mas só há alguns minutos a Organização deu a conhecer a programação completa do evento, incluindo todos os debates, lançamentos, autógrafos e workshops que terão lugar no Amadora BD.




DEBATES E LANÇAMENTOS

Sábado, 22 de Outubro


11h00
Apresentação do filme N'EFFACEZ PAS NOS TRACES ! Dominique Grange, uma cantora de protesto
Pedro Fidalgo

14h00
Apresentação do Livro "Vistam todas as flores", um exclusivo de Marcello Quintanilha para Portugal
Marcello Quintanilha + Rui Brito (Editor) + Hugo Pinto

14h30
Apresentação de “O (in)feliz pacto de George Walden”
André Morgado + Rodolfo Oliveira + João Miguel Lameiras (Moderador)

15h00
Apresentação de “Armazém Central”
Régis Loisel + Jean-Louis Tripp + Vanda Rodrigues (Moderadora)

15h30
Apresentação de “Como Antes”
Alfred + Ana Lopes (Moderadora)

16h00
Conversa com Fred Vignaux, desenhador de Thorgal, e lançamento do livro “Thorgal: A Selkie”
Fred Vignaux + José de Freitas + Mário Marques

16h30
Apresentação da exposição ”4 Quartos (e são nossos!)”
Elléa Bird + Blanche Sabbah + Patrícia Guimarães + Joana Mosi + Sara Figueiredo Costa (Moderadora)

17h00
Lançamento do livro “Uma Chama Imensa”
Ricardo Venâncio + João Miguel Lameiras

18h00
Apresentação de “Crónicas do Tempo e do Espaço – Uluru”
Marco Fraga da Silva + Matthieu Pereira

18h30
Lançamento de “Kong The King 2”
Osvaldo Medina + Mário Freitas (Editor)

19h00
Lançamento de “Elviro"
Paulo J. Mendes + Jorge Deodato (Editor)



Domingo, 23 de Outubro


10h30
Apresentação de “Bootblack”
Editora Ala dos Livros

11h00
Preview UMBRA #4
Filipe Abranches + Pedro Moura + Rita Alfaiate + André Oliveira

11h30
Lançamento de “Maria do Mar e o misterioso desaparecimento da Sereia Guerreira”
Sónia Sousa Ell + Osvaldo Medina + Mário Freitas (Editor)

14h00
À conversa com Luis Louro sobre “Dante”
Luis Louro + Ricardo Pereira (Editor)

14:30
Lançamento de “Dragomante vol. 2: Prova de Fogo”
Manuel Morgado + Filipe Faria + Bruno Caetano + José de Freitas (Editor)

15h00
Conversa a propósito do livro "Diário de uma Quarentena em Risco"
Nuno Saraiva + João Miguel Lameiras + Vladimiro Nunes (Editor)

15h30
60 Anos do Homem-Aranha
Bob McLeod + André Araújo + Bechara Malouf + Mário Freitas (Editor)

16h00
Lançamento da HQ "Pedro e o Imperador"
Rui Brito + Joana Afonso + Marcos Batista + Cecília Arbolave

16h30
Apresentação de “Phenomena”
André Lima Araújo + Mário Freitas (Moderador)

17h00
Palestra - "O mangá tem vindo a crescer a números largos no mercado português. Qual o seu impacto e futuro no mercado livreiro e nos seus leitores?"
Helena Pedrosa + Raquel, da Editora Midori




Sábado, 29 de Outubro


10h30
Apresentação de “O Caderno da Tangerina Integral”
Rita Alfaiate + Jorge Deodato (Editor)

11h30
Apresentação da antologia “Ditirambos: Fauna”
Joana Afonso, Ricardo Baptista; André Caetano; Diogo Carvalho; Francisco Ferreira e Sónia Mota

12h00
À Conversa com Hugo Teixeira a propósito de “Pássaro”
Hugo Teixeira + Ricardo Pereira (Editor)

12h30
Apresentação de “Nocturno Berlinense – Corto Maltese 16”
Alexandra Sousa e Carlos Cunha (Juvebêdê) + Vanda Rodrigues

14h00
Apresentação de “Rattlesnake”
João Amaral + Jorge Deodato (Editor)

14h30
Apresentação de “Outras Bandas #8”
António Coelho + Jorge Rodrigues + Maria João Claré + Mário André + Patrícia Costa + Susana Resende + Yves Darbos + Daniel Maia

15h00
À conversa com Olivier Afonso e Chico a propósito de "Os Les Portugais"
Olivier + Chico + Ricardo Pereira (Editor)

15h30
Apresentação de “Balada para Sophie”
Filipe Melo e Juan Cavia

16h00
Apresentação de “1984 Ilustrado”
André Carrilho

16h30
Apresentação de "Somos (Mesmo) Uma Merda a Crescer"
Filipa Beleza

17h00
Lançamento de “O Bestiário da Isa”
Joana Afonso + Bruno Caetano (Editor) + José de Freitas (Editor)

17h30
Apresentação do livro “Conversas de Banda Desenhada”
Carina Correia + João Miguel Lameiras (…e alguns convidados)

18h00
Apresentação da Revista H-alt n.12
Sérgio Santos + Marco Fraga Silva + Edgar Ascensão + Luís Sousa + Mateus Boga + Daniel Maia + João Tavares

18h30
Apresentação de “Quaresma, o Decifrador: Crime”
Mário André + Ricardo Belo de Morais

19h00
Apresentação de “Espelho da Água”
João Sequeira + Rui Cardoso Martins + Rui Brito (editor)

19h30
Apresentação de “Os Filhos de El Topo 3 – Abelcaim”
Rui Alves de Sousa (Pranchas e Balões – Antena 1) + Vanda Rodrigues



Domingo, 30 de Outubro


11h00
Apresentação de “Aurora Boreal em Reflexos Partilhados”
Daniel Maia + José de Matos-Cruz + Susana Resende + João Raz + José Bandeira + Nuno Dias + Fernando Vilhena de Melo

11h30
Apresentação de “Fingerman COMICS“
Mauro e Matteo Moro

14h00
Lançamento de "Tex: Mais que um Herói"
Mário João Marques + José de Freitas

14h30
Lançamento do livro “Quero Voar”
Bruno Caetano + José de Freitas + Kachisou

15h00
À conversa com Daniel Maia e Marco Calhorda a propósito de “CoBrA: OPERAÇÃO GOA”
Daniel Maia + Marco Calhorda e Ricardo Pereira

15h30
Lançamento do livro “A Rainha dos Canibais”
Bruno Caetano + José de Freitas + Miguel Rocha

16h00
Apresentação de “Saga Congo”
Duarte e Henrique Gandum

16h30
À Conversa com Hugo Van Der Ding sobre “O Lixo na minha cabeça’
Hugo Van Der Ding

17h00
Lançamento de “A Polaroid em Branco”
Mário Freitas

17h30
Antevisão de “Crónicas de Enerelis: Volume 04 – Cicatrizes”
Patrícia Costa

18h00
Lançamento de “Macho-Alfa vol. 2”
Filipe Pina + Osvaldo Medina + José de Freitas (Editor) + Bruno Caetano (Editor)

19:00
II RAIDE MACAU – LISBOA: Da China a Portugal pela Rota Proibida
António Calado + Joaquim Correia + James Jacinto + Fernando Silva + Marco Silva + Fil




AUTÓGRAFOS


Sábado, 22 de Outubro

15h00-19h00
Bob Mcleod (Intervalo das 17h-18h)

15h30-19h00
Régis Loisel

15h30-19h00
Jean-Louis Tripp

15h00-19h00
Giampiero Casertano

15h00-19h00
Marcello Quintanilha

15h00-17h00
Ricardo Venâncio

15h00-19h00
Luís Louro

16h00-19h00
Alfred

16h00-17h00
Rita Alfaiate

16h00-17h00
João Amaral

16h00-17h00
Pepedelrey

16h00-17h00
Paulo J. Mendes

16h00-17h00
Inês Garcia e Tiago Cruz

16h00-17h00
Derradé

16h30- 19h00
André Morgado

16h30- 19h00
Rodolfo Oliveira

17h00- 18h00
Elléa Bird + Blanche Sabbah

17h00- 18h00
Patrícia Guimarães + Joana Mosi

17h00-19h00
Fred Vignaux

17h00-19h00
Henrique Magalhães

17h00-19h00
Jorge Miguel

18h30 - 19h30
Marco Fraga da Silva e Matthieu Pereira

19h00 - 20h00
Osvaldo Medina

19h00 - 20h00
João Gordinho

19h00 - 20h00
Filipe Duarte

19h00 - 20h00
André Mateus


Domingo, 23 de Outubro

12h00 - 13h00
Sónia Sousa Ell

12h00 - 13h00
Osvaldo Medina

12h00 - 13h00
Jorge Miguel

12h00 - 13h00
Pedro Leitão

14h30-17h00
Luís Louro

14h30-15h30
João Amaral

15h00 - 16h00
Filipe Abranches + Pedro Moura + David Soares + Ricardo Baptista + Bárbara Lopes

15h00- 16h00
Álvaro

15h00 - 16h00
Lança Guerreiro

15h00 - 16h00
Miguel Santos

15h00 - 16h00
Pepedelrey

15h00 - 17h00
Manuel Morgado e Filipe Faria

15h00-19h00
Fred Vignaux

15h00 -19h00
Marcello Quintanilha

15h00 -16h00
Elléa Bird + Blanche Sabbah

15h00 - 17h00
Patrícia Guimarães+Joana Mosi

15h30 - 19h00
Régis Loisel

15h30 - 19h00
Jean-Louis Tripp

15h30 - 19h00
Nuno Saraiva

16h00 - 17h00
Paulo J. Mendes

16h00 - 17h00
Marco Mendes

16h00 - 18h00
Bernardo Majer

16h00 - 18h00
Henrique Magalhães

16h30 - 17h30
Joana Afonso + Marcos Batista

16h00 - 19h00
Bob Mcleod

17h00 - 19h00
André Lima Araújo

17h00 - 18h00
Rita Alfaiate

17h00 - 18h00
Derradé

17h00 - 19h00
André Morgado

17h00 - 19h00
Rodolfo Oliveira

17h00 - 19h00
Alfred

17h00 - 19h00
Osvaldo Medina

18h00 - 19h00
João Monteiro


Sábado, 29 de Outubro

14h00 - 16h00
Hugo Teixeira

14h00 - 16h00
Joana Afonso + Ricardo Baptista + André Caetano + Diogo Carvalho + Francisco Ferreira + Sónia Mota

14h00 - 16h00
André Diniz

15h00 - 16h00
António Coelho + Jorge Rodrigues + Maria João Claré + Mário André + Patrícia Costa + Susana Resende + Yves Darbos + Daniel Maia

15h00 - 16h00
João Amaral

15h00 - 16h00
Rita Alfaiate

15h00 - 16h00
Derradé

15h00 - 16h00
António Rocha

15h00 - 16h00
Carlos Páscoa

15h30 - 19h00
Olivier + Chico

16h00 - 17h00
Mário Freitas

16h00 - 17h00
João Mascarenhas

16h00 - 17h00
Filipe Pina + Osvaldo Medina

16h00 - 18h00
Rui Cardoso Martins

16h00 - 18h00
João Sequeira

16h00 - 18h00
Daniel Maia + Marco Calhorda

16h00 - 18h00
Ricardo Venâncio

16h00 - 18h00
Kachisou

16h00 - 19h00
Bernardo Majer

16h00 - 19h00
Filipe Melo

16h00 - 19h00
Juan Cavia

17h00 - 19h00
André Carrilho

17h00 - 19h00
Nunsky

17h00 - 19h00
Filipa Beleza

17h00 -19h00
Paulo J. Mendes

17h30 - 19h30
Joana Afonso

18h00 - 20h00
Carina Correia + João Miguel Lameiras

18h30 - 20h00
Sérgio Santos + Marco Fraga Silva + Luís Sousa + Mateus Boga + Daniel Maia

19h00 - 20h00
Mário André


Domingo, 30 de Outubro

14h30 - 16h00
Daniel Maia + José de Matos-Cruz + Susana Resende + João Raz + José Bandeira + Nuno Dias + Fernando Vilhena de Melo

15h00 - 19h00
Olivier + Chico

15h00 - 19h00
Luís Louro

15h00 - 16h00
João Amaral

15h00 - 16h00
Rita Alfaiate

15h00 - 16h00
Ricardo Lopes

15h00 - 16h00
Paulo J. Mendes

15h00 - 16h00
Álvaro

15h00 - 16h00
Derradé

15h00 - 16h00
João Mascarenhas

15h00 - 16h00
Filipe Pina + Osvaldo Medina

15h00 - 17h00
Filipa Beleza

16h00 - 17h00
 Marina Palácios

16h00 - 18h00
Joana Rosa

16h00 - 18h00
Miguel Rocha

16h00 - 18h00
Joana Afonso

16h00  -18h00
Kachisou

16h00 - 18h00
Daniel Maia + Marco Calhorda

16h00 - 18h00
Hugo Teixeira

16h00 - 19h00
Filipe Melo

16h00 - 19h00
Juan Cavia

16h30 - 19h30
Duarte e Henrique Gandum

17h00 - 18h00
Pedro Cipriano

17h00-19h00
Hugo Van der Ding

17h00-19h00
André Diniz

17h30 - 19h30
Mário Freitas

18h00 - 19h00
António Calado + Rafael Antunes + Fil + Matthieu Pereira + Rui Alex

18h00 - 20h00
Patrícia Costa

18h30 - 20h00
Carina Correia + João Miguel Lameiras




WORKSHOPS

Sábado, 22 de Outubro


Cartoon / Caricaturas - Ana Dias e Nádia Neves
Neste workshop os partcipantes vão aprender a simplificar as linhas expressivas do rosto e interpretar a linguagem corporal de personagens através do desenho. O objectivo é a criação de um alter-ego (avatar) em cartoon.

11h00-13h00
A partir dos 18 anos
Até 20 pax


Postal Pop'up - André Pimenta
Como se faz um pop-up? Depois desta oficina vais ver que é fácil e divertido fazer os teus desenhos ganharem vida e saltarem da folha.

Vamos fazer um postal em pop-up.

15h00-17h00
7 aos 14 anos
Até 16 pax

 

Domingo, 23 de Outubro


"Mangá Global"- Hetamoé (Ana Matilde Sousa)
Workshop dedicado ao tema do "mangá global", inspirado pelo projecto No Ghost Just a Shell dos ar/stas Pierre Huyghe e Philippe Parreno, que tem como protagonista a personagem Annlee. O workshop iniciar-se-á com uma introdução ao projecto No Ghost Just a Shell e uma breve reflexão sobre a criação da mangá no Ocidente. Seguir-se-á um exercício prá/co, desenvolvido individualmente ou em grupo, de criação de uma a quatro páginas de banda desenhada (ou outro /po de produção) integrando Annlee numa narra/va criada pelo(s) participante(s).

Haverá uma provisão básica de papel, canetas e lápis, contudo os par/cipantes são encorajados a trazer os seus próprios materiais com os quais queiram trabalhar, incluindo ferramentas digitais.

10h30-13H00
a partir dos 18 anos
Até 20 pax

 
Jogos Narrativos - Publidrama
Os jogos narrativos são jogos onde te tornas protagonista de uma aventura imaginária vivida entre amigos à volta de uma mesa. Podes assim tornar-te o/a protagonista de uma das tuas bandas desenhadas favoritas. Vem experimentar jogar no universo de Umbigo do Mundo (de Penim e Carlos Silva, prémio Amadora BD 2021) ou na segunda guerra mundial tal como contada na série Grandes Batalhas de Pierre Dupuis, entre outras.

14h30-17h30
Maiores de 10 anos
Até 20 pax