terça-feira, 1 de abril de 2025

VINHETAS D'OURO 2024 - O Rescaldo



Como habitual, cá estou eu a fazer o rescaldo da Gala dos VINHETAS D'OURO 2024, os Prémios da Banda Desenhada da Crítica Portuguesa, que foi ontem transmitida e que ainda se encontra disponível para todos os que a quiserem ver. Podem fazê-lo através da página do facebook do Vinheta 2020 ou através do youtube.



Naquela que foi a 5ª edição destes Prémios, procurámos apresentar algumas novidades, mantendo a mesma estrutura, já validada e apreciada por autores, editores e leitores de banda desenhada. 

As novidades recaíram na substituição das categorias Melhor Editora, Melhor Capa e Melhor Criador de Conteúdos, pelas novas categorias Melhor Argumento Adaptado de Autor Português, Melhor Curta de BD de Autor Português e Melhor Loja Portuguesa de Banda Desenhada. Esta última categoria, e como referido na Gala, será uma categoria não anual - pois não se justifica que assim o seja. Veremos se voltará daqui a cinco anos.

Para esta Gala apenas contámos com a participação de um autor internacional - embora seja a "super estrela da banda desenhada europeia" Émile Bravo, autor de Spirou - A Esperança Nunca Morre... que muito me honrou. Além desta participação, tivemos a participação de muitos autores nacionais e de vários editores.


Um dos grandes destaques destes prémios foi Luís Louro que, além de estar triplamente nomeado e de ter vencido na categoria de Melhor Ilustração de Autor Português, com o seu O Corvo VII - O Despertar dos Esquecidos, ainda arrecadou o Prémio Carreira pelo corolário dos seus 40 anos ao serviço da banda desenhada nacional! A homenagem ao autor contou com a participação de vários autores, divulgadores, editores, músicos, num impressionante conjunto de ilustres personalidades. Uma homenagem que foi merecida e muito bonita de ver!

Em jeito de celebração do 5º Aniversário dos VINHETAS D'OURO, foi ainda feito um apanhado com todas as pessoas, nacionais e internacionais, que já participaram nestas cinco galas. E posso dizer-vos que é com orgulho - e ainda alguma incredulidade! - que vejo que, só na vertente internacional, já participaram nas Galas dos VINHETAS D'OURO autores de grande craveira mundial como Miguelanxo Prado, Régis Loisel, Jean-Louis Tripp, Zidrou, Alain Ayroles, Achdé, Émile Bravo, Alix Garin, Jordi Lafebre, Antonio Altarriba, Thierry Joor, François Boucq, Georges Bess, Juan Cavia ou Vitor Cafaggi. Ainda me custa a crer que uns prémios tão simbólicos e humildes como estes, já tenham experimentado estes altos voos!

Como tal, tenho que agradecer a todos os que se têm envolvido com os prémios: os criadores de conteúdos, os autores, os editores e, claro, os leitores. Desde ontem, tenho estado a receber muitas mensagens positivas. Aproveito para agradecer a todas elas por aqui.

Observemos agora o que mais importa: quem foram os vencedores dos VINHETAS D'OURO 2024:






OS VENCEDORES
















Análise à Estatística dos Prémios

Este ano, a editora que arrecadou mais prémios voltou a ser A Seita que venceu três prémios. Dois deles foram com a obra Fojo e um deles com Na Cabeça de Sherlock Holmes.

Por seu lado, a Kingpin Books também venceu em três categorias: duas delas (Melhor Álbum de Autor Nacional e Melhor Argumento Original de Autor Nacional) com a mesma obra Fojo - editada em parceria com A Seita e com a Comic Heart - e na categoria para Melhor Loja Portuguesa de Banda Desenhada.

A Ala dos Livros venceu em duas categorias: na de Melhor Obra Estrangeira, com A Estrada, e na de Melhor Ilustração de Autor Português, com O Corvo VII - O Despertar dos Esquecidos.

A Arte de Autor também levou dois prémios para casa: na categoria de Melhor Edição, com Na Cabeça de Sherlock Holmes, e na categoria de Melhor Obra de Banda Desenhada Infanto-Juvenil, com O Vento nos Salgueiros.

A Iguana teve o seu melhor ano de sempre, com a vitória em duas categorias, com Amor, de Filipa Beleza, a vencer na categoria Obra Revelação da Banda Desenhada Nacional, e Toda a Mafalda, de Quino, a vencer a categoria de Melhor Reedição de Banda Desenhada.

A Levoir venceu o seu primeiro VINHETA D'OURO na categoria de Melhor Argumento Adaptado de Autor Nacional, com A Dama Pé de Cabra. Nota para o facto das quatro obras nomeadas nesta categoria pertenceram ao catálogo da Levoir. 

Quem também teve a totalidade das nomeações numa categoria foi a Devir, na categoria de Melhor Obra de Estilo Mangá, tendo vencido o galardão com a obra Bairro Distante, de Jiro Taniguchi.

A Escorpião Azul venceu um prémio, com O Atendimento Geral, de Paulo J. Mendes, na categoria de Melhor Obra de Humor. Relembre-se que, em 2020, o mesmo autor e a mesma editora venceram este prémio com O Penteador.

A ASA, embora tivesse várias nomeações, acabou por vencer apenas um prémio, embora isso tivesse ocorrido numa das categorias mais relevantes que é a de Melhor Série de Banda Desenhada. A editora ganhou este prémio com a obra Spirou - A Esperança Nunca Morre..., de Émile Bravo.

Finalmente, a Gorila Sentado conquistou o seu primeiro VINHETA D'OURO na categoria de Melhor Curta de BD em Banda Desenhada. A obra premiada foi There Are Waves In The Cosmos, de Daniel da Silva Lopes.

Voltámos a apresentar a Hall of Fame dos prémios, com os números atualizados para esta quinta edição.



Em termos de autores internacionais não houve alterações face ao ano passado, mas em termos nacionais, Luís Louro, que este ano venceu mais dois prémios, sedimentou a sua posição de autor mais premiado e nomeado. Também Paulo J. Mendes, com o seu segundo VINHETA D'OURO, passou a fazer parte dos autores mais premiados. Em termos de editoras, A Seita, a Ala dos Livros e a Arte de Autor, continuam "taco a taco" relativamente ao número de prémios e nomeações, com A Seita a apresentar os melhores números.



Parabéns a todos os envolvidos nas obras que foram vencedoras, nomeadas ou que se ficaram por uma relevante Menção Honrosa. E que a (boa) banda desenhada saia fortalecida, mais uma vez, destes prémios!

Até breve!

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