quarta-feira, 2 de abril de 2025

Análise: O Meu Marido Dorme no Congelador

O Meu Marido Dorme no Congelador, de Misaki Yazuki e Hyaku Takara - A Seita

O Meu Marido Dorme no Congelador, de Misaki Yazuki e Hyaku Takara - A Seita
O Meu Marido Dorme no Congelador, de Misaki Yazuki e Hyaku Takara

Desde há dois anos para cá, sensivelmente, a editora A Seita tem reforçado a sua aposta no lançamento de mangás. Para tal efeito, a cooperativa editorial até criou o selo editorial Ikigai, apostado no lançamento de séries de mangá, das quais poderemos mencionar os três principais títulos do género da editora: Butterbly Beast, Gannibal e Made In Abyss. Todas elas séries em continuação. A par disso, a editora lançou, num só volume, a bela obra O Preço da Desonra e, mais no final do ano passado, também apostou neste título autocontido intitulado O Meu Marido Dorme no Congelador. A autoria de tal obra, com um nome tão sugestivo, pertence às autoras Misaki Yazuki e Hyaku Takara. Ou melhor, Hyaku Takara adapta para banda desenhada o romance original de Misaki Yazuki.

O Meu Marido Dorme no Congelador, de Misaki Yazuki e Hyaku Takara - A Seita
A história centra-se na personagem de Nana, uma jovem mulher que sofre de violência doméstica. Até que chega o dia em que decide matar o marido. Esse ato traz-lhe uma sensação de liberdade e de leveza. Para evitar problemas com as autoridades, Nana esconde o cadáver do seu marido no congelador da sua arrecadação. Mas no dia seguinte, quando vê o seu marido vivo e a agir como se nada tivesse passado, Nana começa a duvidar se terá mesmo assassinado o seu marido ou não.

O livro apresenta uma premissa intrigante e pouco convencional, diferenciando-se das obras mais comuns no universo dos mangás. Com um tom mais adulto e uma narrativa que explora temas de desejo, obsessão e mistério, a obra almeja atrair leitores que procuram uma história que vá além dos enredos típicos do mangá por cá editado, mais voltados para um público juvenil. O título, por si só, já sugere um enredo provocador e envolto em suspense, despertando curiosidade imediata.

E desde as primeiras páginas, até se nota que a obra não hesita em abordar temas mais densos e complexos. A relação entre os protagonistas é marcada por uma intensa carga emocional e uma dinâmica de poder que se desenrola ao longo da narrativa. Também o erotismo se apresenta de forma clara, diferenciando-se de muitos mangás que apenas sugerem tais temas sem mergulhar neles de maneira concreta. No entanto, esta abordagem erótica, que até poderia ser um dos grandes atrativos de O Meu Marido Dorme no Congelador, acaba por não ser tão bem trabalhada, nem tão bem aproveitada, para tornar a experiência de leitura mais impactante. Há momentos em que a tensão sexual entre as personagens é bem construída, mas noutros casos, a narrativa parece hesitar (temer?) em aprofundar essas interações. Considero que se tivesse havido mais despudor em algumas cenas eróticas, essa valência poderia ter beneficiado o cariz adulto da obra. Assim, tal como foi, pode ter um cariz adulto, mas que mais parece um cariz juvenil a querer tentar ser mais adulto. E são coisas (bem) diferentes, claro.

O Meu Marido Dorme no Congelador, de Misaki Yazuki e Hyaku Takara - A Seita
A construção dos personagens é um dos pontos fortes da obra. A protagonista é multifacetada, oscilando entre momentos de fragilidade e de uma força inesperada. O marido, por outro lado, apresenta um mistério constante que mantém o leitor intrigado. A química entre os dois é evidente e, embora em alguns momentos a relação pareça desequilibrada, isso reforça a intensidade emocional da trama.

No entanto, lá para o meio do livro, a história parece perder-se a si mesma, optando por viravoltas rocambolescas e rebuscadas que, sinceramente, me fizeram revirar os olhos por duas ou três vezes. Lá se foi o cariz mais adulto da trama. E é pena, porque a premissa inicial até é forte e cativante, sublinho.

Esta dispersão no enredo faz com que não se explore com profundidade algumas das questões levantadas no início, levando a que o discurso, dúvidas e pensamentos da protagonista se tornem redundantes. É um daqueles livros que não precisava de tantas páginas para contar a mesma história. 

O Meu Marido Dorme no Congelador, de Misaki Yazuki e Hyaku Takara - A Seita
Além disso, a obra pisca o olho ao suspense e ao mistério, mas não os desenvolve completamente. O mistério do marido "a dormir" no congelador poderia ter sido um elemento central de uma trama mais elaborada, explorando aspetos psicológicos e emocionais de maneira mais profunda. Acabou por ser demasiado leve e... juvenil.

As ilustrações de Hyaku Takara, são bastante agradáveis. Não sendo especialmente fantásticas, são extremamente eficientes a ilustrar os vários momentos da narrativa com a dose certa de intensidade e drama. O traço é expressivo e contribui para a atmosfera sombria e sedutora da história, bem como para a transmissão das emoções das personagens de maneira envolvente. 

A edição d' A Seita é em capa mole, sem badanas, e com papel decente no miolo do livro, o que se enquadra com o tipo de edição que estamos acostumados a ver em obras de estilo mangá, não só pelas mãos d' A Seita, como nos lançamentos congéneres de outras editoras portuguesas.

No geral, O Meu Marido Dorme no Congelador é um mangá que se destaca pela sua premissa original e pela sua abordagem de thriller mais adulto e erótico. Essa abordagem mais madura atrai um público que procura histórias mais provocantes e psicológicas. No entanto, para que esse impacto fosse maior, seria necessário um pouco mais de desenvolvimento na trama e um melhor aproveitamento do erotismo e do mistério. Dessa forma, poderíamos estar perante uma obra memorável dentro do género.


NOTA FINAL (1/10):
7.0



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020



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O Meu Marido Dorme no Congelador, de Misaki Yazuki e Hyaku Takara - A Seita

Ficha técnica
O Meu Marido Dorme no Congelador
Autoras: Misaki Yazuki e Hyaku Takara
Editora: A Seita
Páginas: 384, a preto e branco
Encadernação: Capa mole
Formato: 127 x 180 mm
Lançamento: Setembro de 2024

Ilustra BD 2025 arranca no próximo sábado!




Encontramo-nos naquela altura do ano em que há uma concentração de vários eventos bedéfilos no roteiro dos apaixonados pela banda desenhada.

Depois de terminado o LouriBD, e ainda antes do Coimbra BD e do Maia BD, arranca já neste sábado o IlustraBD - Mostra de Ilustração e Banda Desenhada do Barreiro.

Este é um evento bem simpático, muito perto para os lisboetas (e não só), do qual já tive a oportunidade de participar, e que conta com exposição, um debate e vários workshops que vão sendo dados ao longo das próximas semanas, até ao dia 22 de Junho, mês em que o evento é encerrado.

De qualquer maneira, é neste sábado que o evento se reveste de maior importância, com a presença de um painel com Susa Monteiro, Alain Corbel, Jorge Buesco e Paulo Monteiro, que será moderado por Pedro Moura.


Mais abaixo, podem encontrar a nota de imprensa da organização e o programa completo.

Não deixem de comparecer!



Escorpião Azul lança BD inédita de André Diniz!


A editora Escorpião Azul lançou, durante o LouriBD, a sua mais recente aposta que dá pelo nome de Homem de Neandertal e que é da autoria de André Diniz.

O autor luso-brasileiro, cuja maior parte da sua obra foi editada em Portugal pela Polvo - com exceções aos livros O Idiota (Levoir) e o recente Muzinga (A Seita) -, vê agora a Escorpião Azul a juntar-se ao já largo conjunto de editoras portuguesas que apostam no seu trabalho.

Este Homem de Neandertal tem a particularidade de ser um trabalho a cores - o que é raro nos livros de André Diniz - e de, além disso, ser um livro mudo, sem falas.

Pude folheá-lo durante o LouriBD e posso dizer-vos que considerei bastante apelativo o trabalho visual do autor.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.

Homem de Neandertal, de André Diniz

Neste livro, André Diniz conduz o leitor a um intrigante mergulho no passado, onde a luta pela sobrevivência e os primeiros indícios de humanidade se entrelaçam. 

A história acompanha um Neandertal que, além de enfrentar diversos desafios impostos pela natureza e pela convivência em grupo, é arrebatado por algo inesperado: a arte rupestre criada por humanos.

Encantado e curioso por aqueles desenhos nas cavernas, tenta decifrar o que significam aqueles rabiscos que tanto o fascinam. A busca por respostas leva-o a reflectir sobre a sua existência, a sua relação com o mundo em redor e o que diferencia a sua espécie da dos humanos.
Esta obra, não retrata apenas a pré-história, mas também convida o leitor a reflectir sobre a origem da arte, a origem da comunicação e a origem do próprio espírito humano. É uma história visual que revela o elo entre o passado remoto e as questões intemporais da humanidade.


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Ficha técnica
Homem de Neandertal
Autor: André Diniz
Editora: Escorpião Azul
Páginas: 104, a cores
Encadernação: Capa mole
Formato: 17 x 24 cm
PVP: 26,00€



ASA prepara-se para editar nova BD do autor de "Um Oceano de Amor"!



Num curto espaço de tempo - dois(!) meses, para ser mais exato - a editora ASA publica duas BDs do autor francês Panaccione!

Depois de Um Oceano de Amor, em que o autor ilustrou uma história completamente muda da autoria de Lupano, a editora portuguesa prepara-se para editar no próximo dia 29 de Abril o livro Alguém com Quem Falar, em que Grégory Panaccione adapta para banda desenhada o romance original de Cyril Massarotto.

Tendo em conta que Um Oceano de Amor é, por agora, e quanto a mim, o melhor livro de banda desenhada lançada em Portugal durante o ano 2025, tenho que dizer que estou especialmente empolgado com esta nova aposta da ASA que, aliás, já fez saber que, no futuro, publicará mais obras de Grégory Panaccione.
Por agora, o livro já está em pré-venda no site da editora.

Mais abaixo deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais da edição original francesa.


Alguém Com Quem Falar, de Grégory Panaccione

Sozinho em casa, na noite do seu aniversário, Samuel está pensativo. 

Ele liga para o único número que sabe de cor: o da sua casa de infância. Para sua surpresa, alguém atende.

Alguém que o fará perceber que é hora de assumir o controlo da sua vida...

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Ficha técnica
Alguém Com Quem Falar
Autor: Grégory Panaccione
Editora: ASA
Páginas: 256, a cores
Encadernação: Capa mole
Formato: 268 x 205 mm
PVP: 30,90€

Um Olhar sobre o LouriBD 2025


Ainda só vamos na terceira edição do LouriBD – Festival de Banda Desenhada da Lourinhã e já me parece ser justo dizer que o evento se está a tornar como uma referência para o universo de fãs portugueses de banda desenhada.

Realizado entre os dias 17 e 23 de março de 2025, com organização da Câmara Municipal da Lourinhã, em parceria com a editora Escorpião Azul e com o apoio da rádio Antena 1, o festival reafirmou o seu compromisso de tornar a banda desenhada acessível a toda a comunidade.​

Não é um evento grande, convenhamos. Com as suas principais atividades a decorrerem no Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira também não poderá - pelo menos nesse mesmo espaço - almejar ser um evento muito maior em dimensão. Não obstante, poderá sê-lo em relevância. Especialmente se, daqui para a frente, a aposta num programa de qualidade, e não tanto de quantidade, continue a estar presente. Como esteve nesta última edição.

Este ano houve um decréscimo no número de apresentações e debates, mas houve um aumento qualitativo no programa, especialmente com a introdução dos dois debates denominados "Estados Gerais da Banda Desenhada", onde um conjunto de vários membros ativos nas mais variadas ramificações da banda desenhada em Portugal teve a oportunidade para falar um pouco sobre o setor. Pude participar num destes debates e posso dizer-vos que não só os intervenientes trouxeram temas muito pertinentes para a conversa, como foram ocasiões onde o auditório do Centro Cultural - que não é especialmente pequeno - esteve muito bem composto. É um bom sinal.

Se pensarmos noutros eventos de banda desenhada que são maiores em dimensão, como o Amadora BD, o Festival de Beja ou o Maia BD, parece-me que, à terceira edição do LouriBD, está encontrado um possível caminho de diferenciação para este certame: o de procurar ser um espaço de debate mais aprofundado entre as individualidades do meio. Os festivais de maior dimensão costumam ter uma agenda mais cheia, sim, mas com apresentações mais rápidas que, sendo adequadas para um público menos conhecedor de banda desenhada, são mais gerais e menos aprofundadas. O programa do LouriBD apresentou debates que foram isso mesmo: mais profundos.

O que não deixa de ser curioso, se tivermos em conta que o tema do próprio festival para esta terceira edição era "As Profundezas", que serviu de fio condutor para as diversas atividades, explorando a profundidade na criação artística, no território, no mar e no ser humano. 

Para além da já mencionada agenda mais compacta, existiram outros pontos altos. 

Em primeiro lugar, a presença do espanhol Miguel Ángel Martin, confere, por si só, o estatuto de evento internacional ao certame. O que é positivo, claro está e que deve ser um esforço anual da Organização. Além disso, houve a expectável presença de autores nacionais, como Paulo J. Mendes, Hugo Teixeira, Derradé, Susa Monteiro, Inês Fetchónaz, Xico Santos, Paulo Monteiro, João Amaral, Filipe Duarte, entre outros.

A obra Homem de Neandertal, do luso-brasileiro André Diniz, também teve direito a apresentação especial, já que foi o lançamento que a editora Escorpião Azul reservou para o evento.

De resto, a exposição que incluía algumas das pranchas originais de obras publicadas - ou a publicar - pela Escorpião Azul, foi outro dos destaques. Mais uma vez, não é um exposição grande, mas é uma exposição interessante. 

O mercado de banda desenhada cresceu um pouco este ano, incluindo uma oferta interessante de obras de editoras independentes, da Escorpião Azul, da Ala dos Livros e algumas excelentes edições espanholas vendidas pela livraria Cult. Sendo uma seleção boa de banda desenhada, gostaria que futuramente pudessem ser incluídas outras obras relevantes de outras editoras portuguesas, embora também compreenda que não há muito espaço para mais.

A inclusão de uma exposição especial com marionetas da companhia de teatro A Bolha acrescentou uma dimensão extra ao festival, evidenciando a interseção entre diferentes formas de expressão artística.​ 

E também a estreia do filme O Velho e a Espada, do realizador Fábio Powers, complementou a programação, evidenciando a relação entre a banda desenhada e outras formas de narrativa visual.​ Até porque foi referido que a história do filme será continuada/explanada em banda desenhada.

A manutenção de Rui Alves de Sousa, da Antena 1, como host do evento, apresentando os vários debates, continua uma aposta ganha por parte da Organização. O Rui é alguém com o à vontade, a boa disposição, a simpatia e o conhecimento certos para levar a bom porto o evento. Espero, portanto, que se possa manter nesta função que desempenha tão bem.

Por último, tenho que mencionar o saudável ambiente de camaradagem que se vive no LouriBD - que me lembra em muito aquilo que é vivido em Beja - em que autores, editores e leitores convivem abertamente, de forma descomprometida e casual, e que gostaria que se mantivesse em edições futuras. As simpáticas pessoas da Organização também ajudam a que o ambiente seja muito positivo e leve.

Que venham mais edições do LouriBD e que se continue a apostar numa programação compacta, mas aprofundada.


NOTA: As fotografias utilizadas neste artigo são da autoria e propriedade da Organização.

terça-feira, 1 de abril de 2025

VINHETAS D'OURO 2024 - O Rescaldo



Como habitual, cá estou eu a fazer o rescaldo da Gala dos VINHETAS D'OURO 2024, os Prémios da Banda Desenhada da Crítica Portuguesa, que foi ontem transmitida e que ainda se encontra disponível para todos os que a quiserem ver. Podem fazê-lo através da página do facebook do Vinheta 2020 ou através do youtube.



Naquela que foi a 5ª edição destes Prémios, procurámos apresentar algumas novidades, mantendo a mesma estrutura, já validada e apreciada por autores, editores e leitores de banda desenhada. 

As novidades recaíram na substituição das categorias Melhor Editora, Melhor Capa e Melhor Criador de Conteúdos, pelas novas categorias Melhor Argumento Adaptado de Autor Português, Melhor Curta de BD de Autor Português e Melhor Loja Portuguesa de Banda Desenhada. Esta última categoria, e como referido na Gala, será uma categoria não anual - pois não se justifica que assim o seja. Veremos se voltará daqui a cinco anos.

Para esta Gala apenas contámos com a participação de um autor internacional - embora seja a "super estrela da banda desenhada europeia" Émile Bravo, autor de Spirou - A Esperança Nunca Morre... que muito me honrou. Além desta participação, tivemos a participação de muitos autores nacionais e de vários editores.


Um dos grandes destaques destes prémios foi Luís Louro que, além de estar triplamente nomeado e de ter vencido na categoria de Melhor Ilustração de Autor Português, com o seu O Corvo VII - O Despertar dos Esquecidos, ainda arrecadou o Prémio Carreira pelo corolário dos seus 40 anos ao serviço da banda desenhada nacional! A homenagem ao autor contou com a participação de vários autores, divulgadores, editores, músicos, num impressionante conjunto de ilustres personalidades. Uma homenagem que foi merecida e muito bonita de ver!

Em jeito de celebração do 5º Aniversário dos VINHETAS D'OURO, foi ainda feito um apanhado com todas as pessoas, nacionais e internacionais, que já participaram nestas cinco galas. E posso dizer-vos que é com orgulho - e ainda alguma incredulidade! - que vejo que, só na vertente internacional, já participaram nas Galas dos VINHETAS D'OURO autores de grande craveira mundial como Miguelanxo Prado, Régis Loisel, Jean-Louis Tripp, Zidrou, Alain Ayroles, Achdé, Émile Bravo, Alix Garin, Jordi Lafebre, Antonio Altarriba, Thierry Joor, François Boucq, Georges Bess, Juan Cavia ou Vitor Cafaggi. Ainda me custa a crer que uns prémios tão simbólicos e humildes como estes, já tenham experimentado estes altos voos!

Como tal, tenho que agradecer a todos os que se têm envolvido com os prémios: os criadores de conteúdos, os autores, os editores e, claro, os leitores. Desde ontem, tenho estado a receber muitas mensagens positivas. Aproveito para agradecer a todas elas por aqui.

Observemos agora o que mais importa: quem foram os vencedores dos VINHETAS D'OURO 2024: