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quinta-feira, 29 de junho de 2023

Análise: Auto da Barca do Inferno

Auto da Barca do Inferno, de João Miguel Lameiras e Joana Afonso - Levoir e RTP

Auto da Barca do Inferno, de João Miguel Lameiras e Joana Afonso - Levoir e RTP

Auto da Barca do Inferno, de João Miguel Lameiras e Joana Afonso

Assim de caras, e com alguma facilidade, diria, Auto da Barca do Inferno, que fechou a série dos Clássicos da Literatura em BD, que a Levoir lançou em parceria com a RTP, é o melhor livro de toda a coleção. Mas de caras, mesmo!

Começo até por dizer que, infelizmente, o nível médio qualitativo desta série que, não obstante, tem tido um grande sucesso de vendas, não conseguiu superar, quase nunca, a mediania. Bem sei, ninguém precisa de mo relembrar, que esta coleção será mais direcionada a um outro público, que não os habituais leitores de banda desenhada, mas, mesmo tendo isso em conta, a qualidade média bem que poderia ser melhor.

Diria que os álbuns Alice no País das Maravilhas (de David Chauvel e Xavier Collette) e O Livro da Selva, de Djian e TieKo estiveram entre os melhores álbuns da série. E a eles poderemos juntar os álbuns de origem portuguesa, Amor de Perdição (de João Miguel Lameiras e Miguel Jorge) e mesmo o mal-amado Os Maias (de José Hartvig de Freitas e Canizales) que, não sendo perfeitos, estiveram entre os melhores da coleção.

Auto da Barca do Inferno, de João Miguel Lameiras e Joana Afonso - Levoir e RTP
Agora, com este Auto da Barca do Inferno, a coleção atingiu finalmente – ao seu 30º lançamento – a qualidade que gostaríamos de ter encontrado em todos os lançamentos.

João Miguel Lameiras volta a ser chamado para adaptar o texto original de um autor clássico da literatura nacional. Desta vez, coube-lhe transpor o texto da peça Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente. Uma obra que todos demos na escola, acredito.

E começa por ser na própria escolha da obra que esta empreitada funciona bem. É que, ao contrário da grande maioria dos clássicos da literatura incluídos nesta coleção, que são bastante extensos e que, em consequência disso mesmo, acabam por ser adaptados para banda desenhada de uma forma demasiadamente superficial, este Auto da Barca do Inferno é um texto relativamente pequeno e que se assumia como mais plausível para uma ingressão em banda desenhada.

É claro que havia alguns desafios e dificuldades por se tratar de um texto de teatro, onde só há diálogos, sem que sobre espaço para qualquer tipo de narração; além de ter uma linguagem arcaica, de uma outra época, que já tem poucos ou nenhuns paralelismos com a linguagem contemporânea que utilizamos para comunicar.

Vamos por partes.

Auto da Barca do Inferno, de João Miguel Lameiras e Joana Afonso - Levoir e RTP
Em termos da adaptação dos diálogos e da própria divisão do texto, João Miguel Lameiras – também ajudado pelo trabalho de Joana Afonso, mas já lá irei – faz aqui um belo trabalho. A sensação com que ficamos é que estamos a ler o texto integral original, mas que este nos é dado de forma bem dividida, com um bom ritmo e que convida a uma leitura leve. Vou até mais longe e direi que, a partir do momento em que este livro existe, esta é a melhor forma de ler Auto da Barca do Inferno.

A outra dificuldade de ajustar – ou não – o texto clássico e arcaico original de Gil Vicente acaba por ser superada por João Miguel Lameiras. Talvez não com distinção, mas superada. Há que ser justo: o texto de Gil Vicente é demasiado pesaroso para ler. Utiliza vocábulos que foram perdendo a usabilidade com o passar dos séculos – afinal de contas passaram mais de 500 anos, desde que a obra foi escrita! – e, portanto, nos dias que correm, não é de todo fácil ler-se os textos de Gil Vicente. Aliás, se bem me lembro, parte ou a totalidade do tempo que, na disciplina de português, passávamos de volta deste Auto da Barca do Inferno era, especificadamente, no exercício de tentar decifrar cada uma das falas. Portanto, talvez tivesse sido pertinente que João Miguel Lameiras tivesse adaptado o texto à linguagem do nosso tempo. Todavia, isso também acarretaria outra grande dificuldade, que seria o potencial de se desvirtuar o texto original. Se isso acontecesse, mais valeria estar sossegado, pois estaríamos a descurar parte relevante da nossa literatura, que é a própria escrita de Gil Vicente.

Sim, eu sei, preso por ter cão e preso por não ter.

Auto da Barca do Inferno, de João Miguel Lameiras e Joana Afonso - Levoir e RTP
Ora, portanto, se eu gostaria de ter visto uma adaptação do texto original para a linguagem dos nossos dias, também estou ciente que essa abordagem poderia ter corrido mal e isso seria infinitivamente pior do que apresentar o texto original, com o recurso a várias notas de rodapé para explicar alguns vocábulos, como acabou por ser a opção tomada por Lameiras. Fazendo uma comparação para o universo futebolístico, é verdade que João Miguel Lameiras tinha aqui a oportunidade de fazer um golaço de pontapé de bicicleta, se tivesse adaptado (com sucesso) o texto da obra, mas, pelo menos, não fazendo um “golaço”, também não rematou ao lado. Acabou por marcar golo.

E por falar em “golaços” e em sucesso, Joana Afonso, de quem sou confesso fã: 1) volta a dar-nos um trabalho de primeira linha; 2) volta a superar-se a si mesma e 3) volta a surpreender-nos. Bem, para ser sincero, começo a já não me surpreender com a possibilidade de me vir a surpreender com o trabalho de Joana Afonso pois a verdade é que a autora nos tem vindo a habituar a isso. O que deixa a expetativa alta, claro, mas Joana tem sabido responder bem a isso, de livro para livro.

Tal como referi atrás, um dos desafios de adaptar esta obra era o facto de se tratar de uma peça de teatro e, por esse motivo, prender um pouco a questão cénica e das personagens a um só lugar. É meio caminho andado para, no cinema ou em banda desenhada, se tornar enfadonho. Mas “enfadonho” é tudo o que este livro não é. O que revela que Joana Afonso – por ventura ajudada pelo diálogo e preparação com João Miguel Lameiras – nos oferece um belíssimo livro que parece ultrapassar, sem problemas, esta suposta dificuldade.

Auto da Barca do Inferno, de João Miguel Lameiras e Joana Afonso - Levoir e RTP
Já agora - embora espere que todos o saibam - a história baseia-se muito nos diálogos que algumas personagens, que são claros arquétipos da sociedade, têm com o anjo e com o diabo depois de terem morrido. Naturalmente, todas pretendem ingressar no paraíso, mas, sem surpresas, todas elas acabam por ser remetidas para a barca que ruma aos mares do inferno, com base nas ações que praticaram na sua vida terrena. Há uma clara crítica social e até um certo paternalismo católico no texto de Gil Vicente – se bem que, numa segunda leitura, seja possível encontrar um certo cinismo e uma certa crítica à própria igreja, o que acaba por tornar todo o texto muito mais saboroso, diria.

Partindo, então, desta premissa de “personagem que acaba de morrer e que se vê confrontada com a triagem elaborada pelo Anjo e pelo Demónio”, Joana Afonso tem o enorme mérito de não se repetir a si mesma, apresentando um belo conjunto de soluções visuais diferentes, que bem se apoiam numa planificação dinâmica, em planos de câmara audazes e, claro, na sua inconfundível e ternurenta forma de desenhar figuras tão belas e tão empáticas. Nota ainda para a presença de algumas ilustrações de grande dimensão, algumas delas que ocupam duas páginas, onde a autora demonstra porque é que é um dos grandes talentos nacionais na ilustração de banda desenhada.

Auto da Barca do Inferno, de João Miguel Lameiras e Joana Afonso - Levoir e RTP
Com efeito, a forma como ambos os autores conseguiram, numa só grande ilustração, colocar vários diálogos – algo que João Miguel Lameiras já havia feito com Miguel Jorge na adaptação de Amor de Perdição - revela-se muito inteligente.

As cores de Joana Afonso também voltam a ser muito belas – embora me pareçam demasiado escuras na capa do livro, o que pode estar relacionado com a própria impressão – e isso confere uma dose (ainda) maior à expressividade das personagens.

Resta-me ainda dizer que adorei a forma como os autores terminam o livro. Se já estava satisfeito com a leitura, o final do livro levou-me a dizer para mim mesmo: “Bravo!”.

Quanto à edição da Levoir, o livro mantém as características dos outros álbuns da coleção, ou seja: capa dura, bom papel brilhante, boa encadernação e boa impressão. No final, há um dossier, preparado em colaboração com o professor José Bernardes, que inclui 9 páginas de extras onde podemos aprofundar os conhecimentos sobre Gil Vicente, a sua obra e o seu contexto histórico-social.

Em jeito de conclusão, posso dizer-vos que este Auto da Barca do Inferno consegue a dupla proeza de adaptar com bastante rigor a obra original de Gil Vicente, enquanto que as suas belíssimas ilustrações dão personalidade e interpretação própria a um universo de personagens que continuam bastante atuais. É, de longe, o melhor livro da coleção dos Clássicos da Literatura em BD da Levoir e da RTP e, como tal, merece ser lido por todos!


NOTA FINAL (1/10):
8.9



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Auto da Barca do Inferno, de João Miguel Lameiras e Joana Afonso - Levoir e RTP

Ficha técnica
Auto da Barca do Inferno
Autores: João Miguel Lameiras e Joana Afonso
Baseado na obra clássica de: Gil Vicente
Editora: Levoir
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 210 x 285 mm
Lançamento: Maio de 2023

terça-feira, 6 de junho de 2023

Bomba! Levoir vai fazer coleção de adaptações de autores lusófonos!


Eis uma das novidades editoriais mais importantes do ano e que, mais uma vez, o Vinheta 2020 avança em primeira mão!

A Levoir vai voltar a juntar forças com a RTP para continuar a coleção de Clássicos da Literatura em BD!

A única diferença é que, ao contrário do que foi feito até agora, desta vez a Levoir apostará numa abordagem diferente. Em vez de comprar as edições francesas da Glénat de algumas adaptações de clássicos da literatura mundial, a editora prepara-se para lançar 17(!) livros com adaptações de banda desenhada de alguns dos clássicos da literatura lusófona! 

Teremos, portanto, obras clássicas de autores portugueses, brasileiros e de países africanos adaptadas para banda desenhada. E será algo feito de raiz, tal como já foi feito nas obras de autores portugueses lançadas até agora, que foram Os Maias, de José Hartvig de Freitas e Canizales, Amor de Perdição, de João Miguel Lameiras e Miguel Jorge e, mais recentemente, Auto da Barca do Inferno, de João Miguel Lameiras e Joana Afonso.

Posso avançar, em primeiríssima mão, que do conjunto dos 17 livros teremos as seguintes obras: Os Lusíadas, de Luís de Camões, (que será lançado em 2 volumes), Frei de Luís de Sousa, de Almeida Garrett, e Sermão de Santo António aos Peixes, do Padre António Vieira.

Não se sabe, para já, quais serão os autores envolvidos nestas adaptações para banda desenhada mas espero sinceramente que sejam muitos os autores nacionais a estarem envolvidos nesta coleção. E, já que se trata de uma coleção de autores lusófonos, seria perfeito se os únicos autores envolvidos fossem de países lusófonos.

Se assim for, a Levoir acaba por assumir uma relevância de primeira linha na publicação de autores de língua portuguesa. Mas, lá está, quanto a essa informação, teremos que aguardar mais algumas semanas.

Sei que, nesta fase, a editora ainda está a decidir com a RTP quais as obras a editar mas não deixa de ser um dos acontecimentos editoriais do ano!

segunda-feira, 5 de junho de 2023

Levoir publica último Clássico da Literatura em BD!



Chega ao fim a segunda coleção dos Clássicos da Literatura em BD que, durante o último ano, a Levoir tem vindo a editar juntamente com a RTP.

A editora acabou de editar Os Desastres de Sofia, dos autores Maxe L’Hermentier e Manboou, que adaptam para banda desenhada o clássico infanto-juvenil assinado pela Condessa de Ségur.

Embora este livro seja o 29º volume da série, acaba por ser o 30º livro a chegar às livrarias, já que o volume número 30, Auto da Barca do Inferno, dos autores João Miguel Lameiras e Joana Afonso, acabou por ser lançado primeiramente.

A edição original francesa desta coleção inclui mais alguns álbuns que a Levoir não chegou a editar. Já é conhecido que a editora continuará esta coleção num 3º round em que publicará obras de autores lusófonos.

Mais abaixo, deixo-vos com a nota de imprensa da editora e com algumas imagens promocionais.


Os Desastres de Sofia, de Maxe L’Hermentier e Manboou

O volume 29 da coleção Clássicos da Literatura em BD é um clássico infantojuvenil que marcou a infância de muitas gerações. A 30 de maio a Levoir e a RTP editaram Os Desastres de Sofia.

Escrito no seculo XIX, pela Condessa de Ségur, relata todas as peripécias de Sofia, uma menina de quatro anos muito traquinas, mas também mimada, prepotente e narcisista.
Sofia gosta de desobedecer à mãe, mente e faz pequenas patifarias, como maltratar os animais ou arrancar os olhos às bonecas. A lista das suas maldades é imensa, mas não o faz por mal, pois no final mostra-se sempre arrependida. A mãe desespera com as diabruras da pequena Sofia, não sabe que mais há de fazer.

Sofia é o oposto do seu primo Paul, obediente, e bem-comportado e muitas vezes uma das vítimas da prima. Juntos vão viver grandes aventuras e sofrer merecidos castigos.

A autora, Condessa de Ségur, na verdade chamava-se Sophie Rostopchine, nasceu em São Petersburgo, na Rússia, a 19 de julho de 1799 e era a terceira filha do Conde Fyodor Rostopchine e da Condessa Catherine Protassova, dois eminentes membros da altíssima aristocracia do Império Russo.Tornou-se escritora aos 50 anos, tendo publicado mais de 20 romances nos quais o bem vencia sempre o mal e os erros eram sempre corrigidos.

O sucesso das obras foi enorme, ainda durante a vida da Condessa, e assim continuou até aos dias de hoje.

A adaptação do argumento é de Maxe L’Hermentier, as ilustrações de Manboou e o dossier tem a colaboração com Jean-Luc André d’Asciano.

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Ficha técnica
Os Desastres de Sofia
Autores: Maxe L’Hermentier e Manboou
Adaptado a partir da obra original de: Condessa de Ségur
Editora: Levoir
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 210 x 285 mm
PVP: 13,90€

terça-feira, 16 de maio de 2023

Adaptação de Gil Vicente para BD é lançada hoje!


É hoje que sai o muito aguardado Auto da Barca do Inferno, inserido na coleção da Levoir e da RTP, Clássicos da Literatura em BD

E o melhor de tudo é que, para além de ser a terceira adaptação de clássicos da literatura portuguesa desta coleção, contamos com uma dupla de autores portugueses responsáveis por este livro: João Miguel Lameiras e Joana Afonso!

Estou muito curioso com este livro.

Mais abaixo, deixo-vos com a nota de imprensa da editora e com algumas imagens promocionais da obra.

Auto da Barca do Inferno, de João Miguel Lameiras e Joana Afonso

Depois da adaptação dos clássicos portugueses, Os Maias e Amor de Perdição, o volume 30 da coleção Clássicos da Literatura em BD, Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente (1465-1536), é editado pela Levoir e RTP a 16 de maio.

Esta obra tem ilustração de Joana Afonso, adaptação do argumento de João Miguel Lameiras e o dossier tem a colaboração de José Bernardes professor da Universidade de Coimbra.

A 27 de maio às 16h, a ilustradora e o argumentista estarão presentes no Auditório Poente da Feira do Livro de Lisboa para falarem sobre a obra e sessão de autógrafos.

Esperamos por si!

Dramaturgo e poeta português, Gil Vivente é o representante maior da literatura renascentista em Portugal. Serviu na corte régia portuguesa, no primeiro terço do século XVI. Concebeu e promoveu o que hoje designamos por espetáculos de teatro. A sua atividade de dramaturgo foi desenvolvida em torno da corte portuguesa, abrangendo os reinados de D. Manuel I e de D. João III, destinava-se sobretudo a assinalar celebrações litúrgicas (Natal e Páscoa) ou acontecimentos que envolviam a família real: nascimentos de príncipes, casamentos, entradas de reis nas cidades, despedidas de infantas que partiam para casar, etc.

O Auto da Barca do Inferno, foi representado no quarto de D. Maria de Aragão, segunda mulher de D. Manuel, que, em outubro de 1516, havia dado à luz, pela décima vez e se encontrava doente, vindo a falecer, talvez de sequelas do parto, em março do ano seguinte.

Dois barqueiros, o Anjo e o Diabo recebem as almas dos passageiros que passam para o outro mundo. A cena passa-se num porto e, um dos barcos vai em direção ao céu, e o outro ao inferno. A maioria dos personagens vão para a barca do inferno. 

Durante as suas vidas não seguiram o caminho de Deus, foram trapaceiros, avarentos, interesseiros e cometeram diversos pecados. 

Por outro lado, quem seguia os preceitos de Deus e viveu de maneira simples vai para a barca.

O Auto da Barca do Inferno é um grande clássico da literatura portuguesa, possuindo diversas sátiras envolvendo a moralidade.

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Ficha técnica
Auto da Barca do Inferno
Autores: João Miguel Lameiras e Joana Afonso
Baseado na obra clássica de: Gil Vicente
Editora: Levoir
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 210 x 285 mm
PVP: 13,90€

sexta-feira, 28 de abril de 2023

Levoir lança em dois volumes a adaptação para BD de Guerra e Paz!



A Levoir prepara-se para lançar, de uma só vez, mais dois volumes da sua coleção Clássicos da Literatura em BD. Desta vez, trata-se da adaptação para banda desenhada do clássico de Tolstoi, Guerra e Paz.

À semelhança do que fez com outras adaptações desta coleção, como Os Miseráveis, de Victor Hugo, a editora lança este Guerra e Paz em dois volumes. 

Os autores desta adaptação que será lançada, em parceria com a RTP no próximo dia 2 de Maio, são Frédéric Brémaud (autor que tem participado em vários livros da Coleção da Agatha Christie, publicada pela Arte de Autor) e Thomas Campi.

Mais abaixo, deixo-vos a nota de imprensa da editora.

Guerra e Paz - Volumes 1 e 2, de Frédéric Brémaud e Thomas Campi

Após as adaptações dos clássicos os Maias de Eçã de Queiroz, Amor de perdição de Camilo Castelo Branco, do Dom Quixote de Cervantes, de Madame Bovary de Vitor Hugo, passamos a Lev Tolstoi. O autor é reconhecido como o maior escritor russo de todos os tempos, escreveu Guerra e Paz uma das maiores criações literárias de sempre. A Levoir e a RTP editam esta obra em 2 volumes, a 2 de maio.

Apresente aos mais jovens de casa uma das grandes obras da literatura mundial através da leitura da Banda Desenhada e do dossier detalhado com a biografia, o contexto histórico, as outras obras do autor, etc.
Lev Tolstoi é considerado um dos maiores nomes da literatura russa, escritor, filósofo e pedagogo, foi um defensor acérrimo das minorias e dos mais desfavorecidos, um dos primeiros a insurgir-se contra a escravatura.

De 1864 a 1869, Tolstoi escreve Guerra e Paz, monumental romance histórico e filosófico, descreve as guerras movidas por Napoleão contra as principais monarquias da Europa, dissecando as origens e as consequências dos conflitos e, principalmente, expondo as pessoas e as suas vulnerabilidades com uma aguçada perceção psicológica. O enredo deste romance cobre toda a campanha de Napoleão na Áustria, a invasão da Rússia pelo exército francês e a sua retirada, entre 1805 e 1820. Com mais de mil páginas na versão original, é um dos maiores romances da literatura universal.

Em Guerra e Paz, o autor mostra como as pessoas são movidas por interesses pessoais e financeiros, não dando importância para sentimentos como o amor e a felicidade.

O dossier deste volume tem a colaboração de Alain Dallon e Gilles Thierriat, a adaptação do argumento é de Frédéric Brémaud e a ilustração de Thomas Campi.

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Fichas técnicas
Guerra e Paz - Volume 1
Autores: Frédéric Brémaud e Thomas Campi
Baseado na obra original de Lev Tolstoi
Editora: Levoir
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 210 x 285 mm
PVP: 13,90€ 


Guerra e Paz - Volume 2
Autores: Frédéric Brémaud e Thomas Campi
Baseado na obra original de Lev Tolstoi
Editora: Levoir
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 210 x 285 mm
PVP: 13,90€ 

sexta-feira, 31 de março de 2023

Levoir prepara-se para lançar mais uma adaptação para BD da obra de Júlio Verne!



A editora Levoir regressa com a publicação de mais um Clássico da Literatura em BD.

Desta vez, contamos com mais um livro baseado na obra de Júlio Verne. Depois de A Volta ao Mundo em 80 Dias, livro que abriu a primeira coleção dos Clássicos da Literatura em BD, e de 20.000 Léguas Submarinas, será publicado Viagem ao Centro da Terra.

Os autores desta adaptação para banda desenhada são Curd Ridel e Frédéric Garcia. 

O livro deverá estar disponível a partir do próximo dia 4 de Abril
Viagem ao Centro da Terra, de Curd Ridel e Frédéric Garcia

Depois de A Volta ao Mundo em 80 Dias e 20 000 Léguas Submarinas, a Levoir e a RTP apresentam mais uma obra de Júlio Verne na coleção Clássicos a Literatura em BD. A 4 de abril é editada, Viagem ao Centro da Terra uma aventura protagonizada por Otto Lidenbrock, o seu sobrinho Axel e o guia Hans Bjelke.

O professor Lidenbrock descobre um manuscrito do século XII e fica obcecado por descodificá-lo, mas é Axel, o seu sobrinho e assistente, quem acaba por conseguir descobrir a mensagem do pergaminho, que dá indicações de como chegar ao centro da terra. Lidenbrock fica entusiasmado e prepara imediatamente uma expedição, enquanto Axel o segue praticamente arrastado. Os dois partem para a Islândia onde conhecem Hans, que será o seu guia e também salvador nesta aventura.

A história é narrada por Axel, em forma de diário de viagem. O autor utiliza esse artifício para adicionar uma dose de humor.
Cheia de aventuras, Viagem ao Centro da Terra é, sem dúvida, uma obra para ser lida repetidas vezes ao longo de todas as idades.

Júlio Verne, é conhecido como o precursor da literatura de ficção científica no século XIX. O conceito de ficção científica surgiu em 1920 e foi utilizado para caracterizar obras que projetavam visões do futuro. A sua carreira literária começou a destacar-se quando ele conheceu o editor Hetzel, que se interessou pelos seus textos e publicou Cinco Semanas em Um Balão (1863), a sua primeira grande obra. Júlio Verne antecipou na literatura uma série de descobertas que aconteceriam anos mais tarde (como, por exemplo, a ida do homem ao espaço e a construção de submarinos) e a sua escrita contagiou especialmente jovens e adolescentes ao longo dos anos.

A adaptação da obra é da autoria de Curd Ridel e a ilustração de Frédéric Garcia. O dossier tem a colaboração de Françoise Bayle e Agrippine Virgoulon.

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Ficha técnica
Viagem ao Centro da Terra
Autores: Curd Ridel e Frédéric Garcia
Adaptado para BD a partir da obra original de Júlio Verne
Editora: Levoir
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 210 x 285 mm
PVP: 13,90€

segunda-feira, 20 de março de 2023

Ivanhoé, o novo livro da Levoir, chega amanhã às livrarias!




Levoir e RTP estão de volta com o seu novo álbum da coleção Clássicos da Literatura em BD.

Desta vez, a editora lança Ivanhoé, cuja adaptação para banda desenhada da obra original de Walter Scott, ficou a cargo dos autores Stefano Enna e Stefano Garau.

O livro deverá chegar às livrarias a partir de amanha, dia 21 de Março.

Mais abaixo, deixo-vos com a nota de imprensa da editora e com algumas imagens promocionais.

Ivanhoé, de Stefano Enna e Stefano Garau
Walter Scott, foi um novelista, poeta, ensaísta, que nasceu a 15 de agosto de 1771 na Escócia, é um dos mais famosos autores britânicos: para além dos seus muitos romances e contos em defesa da cultura escocesa, iniciou um género literário que influenciou a literatura mundial dos séculos XIX e XX: o romance histórico. Ivanhoé é o romance histórico que a Levoir e a RTP editam a 21 de março.

Em dezembro de 1819 Walter Scott publica Ivanhoé, romance cuja história se desenrola em Inglaterra no final do século XII, um país em plena luta de influência entre normandos e saxões. Apesar das suas hostilidades, das suas diferentes línguas e costumes, estes dois povos são forçados a conviver. 

Cedric de Rotherwood quer restaurar um rei saxão, Athelstane de Coningsburgh, ao trono e para isso quer que ele se case com a sua filha adoptiva, Lady Rowena. Mas o acordo cai por terra porque a princesa saxã está apaixonada pelo filho de Cedric, Wilfrid, que o pai enviou para o exílio para evitar a união. 

Wilfrid de Ivanhoé, conhecido como Ivanhoé, encontra-se dividido por vários conflitos e parte para a Terra Santa com o Rei Ricardo Coração de Leão, cuja estima ganha, e que lhe concede a mansão de Ivanhoé como um feudo. 

Mas Ricardo é feito prisioneiro no caminho de regresso e encarcerado na Áustria. Ameaçado de ser desapossado do trono pelo seu irmão João e pelos seus aliados no regresso. 

Ivanhoé terá então de defender o seu rei, recuperar a sua herança, mas também o amor de Lady Rowena.

O dossier tem a colaboração de Jean-Luc André d'Asciano, e adaptação de Stefano Enna.

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Ficha técnica
Ivanhoé
Autores: Stefano Enna e Stefano Garau
Adaptação para BD a partir da obra original de: Walter Scott
Editora: Levoir
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 210 x 285 mm
PVP: 13,90€

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Levoir está de volta com A Guerra dos Mundos



Está de volta a coleção Clássicos da Literatura em BD, publicada pela Levoir em parceria com a RTP.

Desta vez, a obra adaptada para banda desenhada é A Guerra dos Mundos, de H.G. Wells. A adaptação para a 9ª arte é da autoria de Philippe Chanoinat e Alain Zibel.

Mais abaixo, deixo-vos com algumas imagens promocionais da obra e com a nota de imprensa da editora.


A Guerra dos Mundos, de Philippe Chanoinat e Alain Zibel
A coleção Clássicos da Literatura em BD está de regresso a 7 de fevereiro, dia em que a Levoir e a RTP editam A Guerra dos Mundos da autoria do escritor inglês Herbert George Wells, ou "H.G. Wells" como se tornou conhecido.

A Guerra dos Mundos foi lançado em 1898, é um livro que marcou gerações e se mantém importante até à atualidade. Escrito na primeira pessoa como um caderno de memórias mistura o relato histórico com uma boa dose de terror. Wells partiu do seu fascínio por Marte e do desconhecimento que então tínhamos deste planeta que, ao longo dos anos, foi sendo associado a um possível lar de extraterrestres. 

A narrativa começa quando estranhos objetos, vindos do planeta Marte, vão caindo nos arredores de Londres – estamos em inícios do século XX. Trata-se de cilindros, dos quais irão sair marcianos que, da letargia inicial, avançam para uma destruição implacável para a qual a nossa civilização mostra não estar preparada.

Ao contrário das criaturas verdes, com cabeças consideráveis e tentáculos poderosos, os marcianos surgem dissimulados dentro de máquinas tecnológicas assassinas, dotadas de um poderoso raio incendiário e assentes em pernas metálicas que dão, no seu todo, a imagem de depósitos de água caminhando sobre tripés.

A 30 de Outubro de 1938, a CBS interrompeu a sua programação para noticiar uma invasão alienígena. Aquilo que não era mais do que uma dramatização de A Guerra dos Mundos, encenada pelo então jovem Orson Wells, levou a um pânico generalizado. Estima-se que pelo menos 1,2 milhões de pessoas tenham acreditado que se tratava de uma notícia real, o que acabou por levar ao entupimento das linhas telefónicas, a aglomerações nas ruas, congestionamentos de trânsito e a um caos que conseguiu paralisar três cidades.

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Ficha técnica
A Guerra dos Mundos
Autores: Philippe Chanoinat e Alain Zibel
Baseado na Obra Original de: H. G. Wells
Editora: Levoir
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 210 x 285 mm
PVP: 13,90€

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

A Levoir publica em menos de um mês dois volumes de um só clássico da literatura!


Trata-se de uma das obras primas da literatura mundial e é um dos trabalhos mais famosos de Victor Hugo. Falo de Os Miseráveis, cuja adaptação para banda desenhada é da autoria de Daniel Bardet e Bernard Capo.

É mais uma das obras que a Levoir publica, em parceria com a RTP, na sua coleção Clássicos da Literatura em BD.

O primeiro volume chegou às livrarias ainda em Setembro e, sem que tenha passado, sequer, um mês, o segundo volume estará disponível. Coisa que aplaudo já que, desta forma, os leitores interessados não terão de esperar muito para o término da leitura.

Mais abaixo, deixo-vos as notas de imprensa de ambos os volumes e algumas imagens promocionais.
Os Miseráveis I e II, de Daniel Bardet e Bernard Capo

De volta à coleção Clássicos da Literatura em BD está o escritor francês Victor Hugo. Na primeira série da coleção foi publicado Notre-Dame de Paris. Nesta segunda série a Levoir e a RTP vão editar o icónico Os Miseráveis repartido por dois volumes.

Este clássico foi escrito após a queda da monarquia em França e retrata a questão política e social desencadeada pela Revolução Francesa. A obra foi publicada em 1862 e é considerada o ponto mais alto da carreira do escritor. Além de retratar dilemas morais atemporais através dos seus personagens, o livro revela os impactos que a Revolução Francesa teve nas instituições.
O autor mais do que os ensinamentos políticos da obra, mostra o impacto do amor ao próximo, chama a atenção como pequenos gestos de caridade influenciam enormemente a sociedade.

Ativista dos direitos humanos franceses, onde teve uma forte atuação política. Defensor da causa pobre, relata-o de forma extraordinária na sua obra Os Miseráveis. Onde conta a história de Jean Valjean um homem, pobre e miserável, que rouba um pão, vindo a sofrer durante toda a sua vida por causa desse erro cometido na juventude sendo por isso condenado a prisão. As diversas tentativas de fuga e o mau comportamento, fazem com que Jean Valjean seja condenado a trabalhos forçados durante dezanove anos.

No segundo volume o autor continua a relatar o relacionamento conflituoso da população com o Estado e a atitude arbitrária da polícia.

A história tem como cenário a França no século XIX, época de grande tumulto. Jean Valjean e Cosette continuam a esconder-se do inspetor Javert que os encontra em Paris. Fugindo novamente, Valjean consegue abrigo num convento onde passa a trabalhar como jardineiro e Cosette torna-se uma das jovens internas no colégio.

Anos mais tarde Cosette conhece Marius um jovem por quem se apaixona.

Há luta nas ruas da capital e Marius participa nas batalhas, em determinado momento é ferido e Valjean leva-o para um lugar seguro, transportando o rapaz às costas, através dos esgotos. Depois de recuperado Marius casa-se com Cosette.
Na obra, as injustiças sociais são denunciadas, evidenciando o motivo que podem levar as pessoas ao crime. O pobre não deve ser excluído por não ter património material ou até cultural, pois o indivíduo não deve ser julgado pelo que tem, mas pelo que é. O criminoso pode ser uma vítima do meio. Ele não é criminoso apenas por ser criminoso, mas pelas circunstâncias que o obrigaram a seguir aquele rumo.

As pessoas não nascem más, são condicionadas ao mau. Muitas vezes, pela falta de escolha ou por não terem tido o direito a preferência pessoal.

A adaptação da obra em banda desenhada é do argumentista Daniel Bardet e os desenhos de Bernard Capo. No dossier são apresentados o percurso e a obra do autor em questão, numa cronologia cheia de curiosidades e histórias. O dossier tem a colaboração de Alain Dallon, Agrippine Virgoulon e Sylvie Lagorce.

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Fichas técnicas
Os Miseráveis I
Autores: Daniel Bardet e Bernard Capo.
Editora: Levoir
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 210 x 285 mm
PVP: 13,90

Os Miseráveis II
Autores: Daniel Bardet e Bernard Capo.
Editora: Levoir
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 210 x 285 mm
PVP: 13,90



segunda-feira, 5 de setembro de 2022

Levoir lança amanhã Quo Vadis?!


Trata-se de mais um livro pertencente à coleção Clássicos da Literatura em BD que a Levoir tem vindo a lançar em parceria com a RTP.

A adaptação para banda desenhada é da responsabilidade dos autores Patrice Buendia e Cafu.

Abaixo, deixo-vos com a nota de imprensa da editora e com algumas imagens promocionais

Quo Vadis?, de Patrice Buendia e Cafu

O escritor polaco Henryk Sienkiewicz autor de Quo Vadis? a obra que a Levoir e a RTP lançam a 6 de setembro, nasceu em 1846 em Wola Okrzejska, na Polónia Oriental ocupada pela Rússia. Passou a sua infância no campo, numa família culta da nobreza rural onde as tradições polacas eram muito vivas.
Depois de estudos brilhantes de letras clássicas em Varsóvia, Sienkiewicz inicia uma carreira de sucesso como jornalista e depois dedicou-se a escrever ficção, incluindo numerosos romances históricos. A sua obra valeu-lhe o Prémio Nobel da Literatura em 1905 pelos seus "excelentes méritos enquanto escritor épico".

A história de Quo Vadis? tem lugar na antiga Roma, aproximadamente em 63 DC, cidade repleta de crimes e libertinagem, sob o regime do brutal imperador Nero, caprichoso e tirânico.

O autor ilustra o conflito das ideias morais no seio do Império Romano - um conflito que provocou a queda da imoralidade pagã e permitiu ao Cristianismo tornar-se a força dominante da história. Este romance pungente fala do amor que nasce entre uma jovem cristã, Lígia, e um romano pagão, Marcus Vinicius.
O conflito descrito em Quo Vadis? sempre foi de grande interesse para uma vasta audiência de leitores. 
Quo Vadis? é a obra-prima intemporal de Sienkiewicz e foi traduzida para mais de cinquenta línguas.

A adaptação do argumento é de Patrice Buendia e o dossier na segunda metade do livro tem colaboração de Françoise Bayle.

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Ficha técnica
Quo Vadis?
Autores: Patrice Buendia e Cafu
Adaptado a partir da obra original de: Henryk Sienkiewicz
Editora: Levoir
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 210 x 285 mm
PVP: 13,90€